Bavettes

Da ordem dos Passeriformes e família dos estrildideos, os bavettes se colocam hoje ao lado do Diamenate de Gould, como os mais populares exóticos australianos criados entre nós.

Embora não tenham a variedade de cores do citado Diamante de Gould, chamam a atenção pela plumagem sempre muito lisa e sedosa, o desenho que parece feito a lápis, a docilidade, e levam a vantagem de serem um dos poucos estrildideos que podemos dizer que realmente cantam.

Em todas as suas espécies, os Bavettes são hoje pássaros totalmente adaptados ao cativeiro, e via de regra muito bons reprodutores.

Quando utilizamos os manons como amas, é comum de um único casal conseguirmos em uma estação de cria mais de vinte filhotes, muito embora os próprios Bavettes sejam geralmente bons criadores.

Como já citamos anteriormente, são muito dóceis e temos a possibilidade de cria-los em colônias, ou aos casais separadamente, em que tenhamos notado sensível diferença de produção.

Na realidade o grupo dos Bavettes é composto de 3 espécies e 7 subespécies, sendo que em muitos casos, já existem mutações fixadas e criadas em cativeiro.

Faremos a seguir, uma descrição das espécies, seu nome científico, como são conhecidas nos demais países e suas peculiaridades.
BAVETTE CAUDA CURTA –

Poephila cinta – Em inglês Parsonfinch, em francês Diamant a bavette e em alemão Gurteramadine.
São descritas 3 subespécies: P. c. atropygialis, P. c. cinctae P. c. nigrotecta.

Habitam o continente australiano, na região mais ao leste e nordeste. As diferenças entre as subespécies são muito pequenas e não merecem destaque.

São muito bons criadores, em casais separados ou em colônias, entretanto jamais devemos deixar 2 casais juntos, caso desejamos fazer uma colônia, esta deverá no mínimo 3 casais.

Existe, em geral um dimorfismo sexual bem visível, o babador do macho é mais largo e mais comprimido que o da fêmea, existindo porém alguns exemplares que podem confundir um iniciante. Neste caso, devemos aguardar que o macho cante, o que ocorre com muita facilidade, mesmo em pássaros jovens.

O ninho predileto é a caixa de madeira, que podemos forrar com fibras ou mesmo capim seco (o ideal é a “barba de bode”).

Uma vez acasalados, a postura é breve em geral de 4 a 8 ovos (média de 5), o tempo de incubação é de 14 dias, e caso retiremos os ovos, nova postura virá em cerca de 10 dias.

Os filhotes são muito bem criados pêlos manons, e devemos fornecer ovo através da farinhada, sementes (painço, alpiste e senha) e verdura (chicória, almeirão ou couve).

É interessante ministrar os pais algum coccidiostático do dia anterior ao nascimento até o 5° dia (Eu uso ESB 3) ou Vetococ com muito bom resultado).

Geralmente os filhotes deixam o ninho com 20 a 25 dias, porém só devemos separá-los dos pais com 50 dias.

É um pássaro hoje muito comum em nosso meio, porém devemos tomar cuidado para evitar os exemplares mestiços, e por isto sem valor para concursos.

Distinguimos com facilidade os exemplares puros por apresentarem o bico totalmente negro nos exemplares clássicos.
São conhecidos atualmente 2 mutações:

Isabel – de característica ligada ao sexo recessivo, sendo que os exemplares puros têm o bico castanho escuro (sem influência de vermelho).

Branco – também ligado ao sexo recessivo, sendo entre nós muito raros os exemplares puros (apresentam o bico castanho bem claro).
BAVETTE CAUDA LONGA –

Poephila acuticauda – Em inglês Long-tailed grassfinch, em francês Diamant a longue queue e em alemão Spitzschwanzamadine.

São descritas 2 subespécies: P. a. acuticauda, que apresenta o bico amarelo e P.a. hecki, que apresenta o bico vermelho.

Se distingue da espécie anterior pela colaboração do bico, e pelo comprimento da cauda, a custa das 2 retrizes centrais que são extremamente longas.

O dimorfismo sexual é como o da espécie anterior porém um pouco menos nítido.

Jamais devemos misturar as 2 subespécies (obtendo exemplares de bico laranja), pois estes produtos não servem para concurso, e também para tal são preferidos os de bico vermelho.

A criação é semelhante a espécie anterior.

Muito embora para concurso sejam reconhecidas 2 mutações (brancos e isabeis), na prática sabemos que existem 3 (que seria o canela, que fenotipicamente seria impossível distinguir do isabel, mas com comportamento genético diferente).

Podemos provar isto, pois ao acasalarmos em certa ocasião2 exemplares. “isabeis” (recessivos), obtivemos uma prole total de exemplares normais. Portanto sabemos que na verdade existe a variedade canela (autossômico recessivo) e a variedade isabel (ligado ao sexo).

Temos visto também alguns exemplares de um marrom muito tênue que na verdade são exemplares canelas-i sabeis (as 2 mutações no mesmo pássaro).

Quanto a variedade branca, esta é ligada ao sexo. Como já foi citado anteriormente, os exemplares preferidos para concurso, são os de bico vermelho-coral (mesmo para as mutações).

BAVETTE MASCARADO –

Poeplila personata – Em Inglês Masked graasfinch, em francês Diamant a masque e em alemão Maskenamadine.

São descritas 2 subespécies: P. p. personata que apresenta a máscara negra extensa até atrás dos olhos e P. p. leucotis, com a máscara negra menos extensa, não ultrapassando a linha dos olhos, A.primeira subespécie, habita o norte do continente australiano até o cabo York, e a segunda região mais a nordeste (bem após o cabo York).

É de todos os Bavettes o mais frágil e o que apresenta maior dificuldade na criação. Embora sejam também criados aos pares o resultado é muito melhor em colônias.

O dimorfismo sexual é menos acentuado, sendo descrito que a fêmea apresenta em geral a máscara negra um pouco menor, alguns criadores europeus dizem que o alto da cabeça da fêmea é de um marrom mais claro. Entretanto em meu ponto de vista a diferença só deve ser válida ao ouvirmos o macho cantar (o que faz com muita facilidade).

Em nossa experiência pessoal tivemos muitos problemas com a importação deste pássaro, pois apresenta uma facilidade maior para doenças que os demais Bavettes.

É interessante citar que vários autores referem uma predilação da espécie pelo carvão de madeira.

Atualmente não é conhecida nenhuma mutação desta espécie, e entre nós a criação do Bavette mascarado ainda é muito restrita, com grande dificuldade de matrizes.

Finalmente para encerrar, gostaríamos de citar que os Bavettes na atual nomenclatura oficial da FOB-OBJO, se enquadram no grupo AF, que compreendem 7 classes, onde os exemplares podem concorrer com anéis de até 3 anos, e machos e fêmeas concorrem juntos.

Também, é importante salientar que qualquer mestiçagem entre estas espécies é totalmente condenável tanto para concurso, como para criação, pois os exemplares são desclassificados, e perdem as características da espécie.

Paulo Fernando Pazzini Vianna
Revista UCPP 1995
Arquivo editado em 28/04/2005

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/bavete.html

Pintassilgo – Carduellis Carduellis

Habitat

Conhecido popularmente como Pintassilgo Portuguęs (Carduelis carduelis), em inglęs Goldfinch, em alemăo Stieglitz e em francęs Chardonneret, é encontrado desde o norte da África, Ilhas Canárias, da Madeira e Açores, passando por toda a Europa até uma parte da Ásia. Existem dois grupos básicos de Carduelis: os Carduelis carduelis e os Carduelis caniceps, e muitas subespécies, por isso notamos a diferença de tamanho e também da presença do preto na máscara e na nuca. Diz inclusive um criador experiente que quanto mais ao norte, maiores săo os pintassilgos.

Mutaçőes

Antes de falarmos das incríveis mutaçőes do Pintassilgo Portuguęs, năo poderíamos deixar de citar a visita que fiz ao maior especialista nesta área, o criador Paolo Gregorutti, que mora na Itália, numa cidade bem próxima da fronteira com a Eslovęnia e a Áustria que há alguns anos vem se dedicando ŕ fixaçăo das mutaçőes dos Carduelis, e com sua visăo criar combinaçőes dessas muta­çőes. Contamos aqui um pouco de cada uma delas:

Pastel- A primeira mutaçăo que surgiu foi a Pastel ou Diluído na Bélgica, em 1989, e é uma mutaçăo sexo-ligada.

Canela – A Canela surgiu através de uma fęmea capturada da natureza nos anos 90 que Paolo acasalou com um macho grande de Pintassilgo (da regiăo do norte da Europa). Na primeira rodada criou dois machos e uma fęmea. Como é uma mutaçăo sexo-ligada, com dois machos portadores de Canela, já obteve a perspectiva de no próximo ano criar a primeira fęmea Canela nascida em cativeiro. A mutaçăo estava fixada. A característica desta variedade é determinada pela transformaçăo da eumelanina negra na cor marrom acanelado.

Albino – Em 1993 surgiu na Bélgica a primeira mutaçăo recessiva (até entăo todas eram sexo-ligadas), a Albino, quase toda branca de olhos vermelhos, mantendo o amarelo em parte das voadeiras e a máscara vermelha.

Ágata – A mutaçăo Ágata tem um contraste violento de cor e acho que é a mutaçăo mais bonita dos Pintassilgos. Ela surgiu entre 1993 e 1994 na Itália, também vinda da natureza e também é uma mutaçăo sexo-ligada.

Isabel – Através do acasalamento entre a Ágata e a Canela, em 1995 surgiu a primeira Isabel, de característica sexo­ligada. A mutaçăo Isabel tem a coloraçăo um pouco mais clara que a Canela.

Satinet – Mais uma mutaçăo sexo-ligada, a Satinet surgiu simultaneamente em tręs criadouros da Europa, em 1996, porém até o início de 1999 só existiam fęmeas na cor e machos portadores.

Amarelo Intenso – Foi fixada na Alemanha, em 1997, a primeira mutaçăo dominante, a Amarelo Intenso, e é espetacular, pois o Pintassilgo perde uma de suas principais características que é o contraste com o branco. Como é uma mutaçăo dominante, Paolo Gregorutti prevę que em dois anos teremos uma família muito grande desta mutaçăo, o que é interes­sante, porque poderemos combinar com a Satinet, Isabel, Ágata, entre outras.

Opalino – No ano de 1998, vinda da natureza, surgiu a segunda mutaçăo recessiva, a Opalino. Como é recessiva, Paolo já fez vários portadores, fixando assim a mutaçăo. Segundo ele, existem inúmeras expectativas de combinaçőes de mutaçőes com a Opalino, particularmente com a Canela, Ágata e Isabel. A Opalino Ágata e Opalino Isabel deveriam mostrar-se com referęncia ŕs cores todas novas, ou seja, extrema­mente claras.

Eumo – A mais nova mutaçăo do Pintassilgo Portuguęs é a Eumo, recentemente capturada da natureza, e é também uma mutaçăo recessiva, como nos canários, podendo ser combinada com as cores já existentes.

Conclusăo

A expectativa é muito par­ticular Tendo o “Cardenalito” praticamente todas as cores básicas de mutaçőes, podemos fazer entre elas em 10 anos o que foi feito nos canários em 150 anos, mas Paolo vai mais além e diz que talvez consigamos até descobrir alguma combinaçăo e explicarmos o que ainda hoje é um mistério com relaçăo aos canários.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/pintassilgo_carduelis_carduelis.html

O Diamante Gould

Este belo pássaro, que tanto encanta os criadores, merece uma atenção especial no que diz respeito a sua criação e desenvolvimento. Para tanto, procurei levantar dados importantes de sua criação para poder colaborar, se possível, com nossos colegas criadores, os quais passo a descrever a seguir:

1. DESCOBERTA O diamante de gould foi descoberto por uma expedição cientifica de origem francesa, em 1833, no litoral norte da Austrália. A origem de seu nome foi uma homenagem de um grande ornitólogo John Gould, a sua esposa prematuramente falecida, que muito ajudou nas expedições e no desenho dos pássaros. 2. DESCRIÇÃO O diamante de gould é um pássaro de cores bem vivas de cerca de 12 cms, corpo fino e cauda comprida (filetes). Existem três tipos de cores de cabeça: vermelha, preta e laranja, que podemos descrever da seguinte forma:

– máscara que se estende sobre a testa e as faces.
– coroa preta que limita a mascara.
– colar turquesa (verde-azulado) limita o preto e o peito; e a nuca e o dorso verde escuro.

As costas do gould são de um verde luminoso ligeiramente azulado nos lados.

O peito e violeta com alguns reflexos castanhos.

A barriga tem a cor amarelo ouro.

A cauda e formada de penas pretas sobrepostas com penas azuis.

A fêmea se distingue do macho, pois possui cores opacas: o peito lilás e a barriga amarelo claro; e os filamentos (cauda) mais curtos, que chamamos de espada.

Essa coloração, refere-se ao diamante de gould clássico, pois, hoje já podemos encontrar diversas mutações. 3. CONDIÇÕES DA

CRIAÇÃO Os pássaros devem ser criados num ambiente agradável, espaçoso, com boa ventilação e muita higiene. Um teste para saber se o criadouro tem essas características e o criador ficar algumas horas observando os pássaros, e sentir-se à vontade.

O meu criadouro é a extensão de minha casa e foi construído especialmente para esse fim. É composto de duas salas, que são exploradas ao máximo. Uma, maior (7,5m por 4,5 m), e reservada exclusivamente, para a criação no período de cria e na fase seguinte de separação e desenvolvimento dos filhotes. A outra, menor (4,5 m por 3,0) é usada para manter o plantel e seleção de pássaros, que irão participar dos campeonatos. Mas isso não e uma disposição rigorosa, esta sujeita a alterações, de acordo com as necessidades.

O pé direito mede em media 3 metros. E bem arejado, tendo em suas janelas e portas, telas de proteção contra mosquitos. Na parte de fora, no estilo de uma área de serviços, estão os tanques para a lavagem e higienização dos equipamentos, grades, gaiolas etc.
Internamente, as gaiolas são colocadas lado a lado, fixadas na parede, mantendo assim um bom espaço livre para o manejo.

O piso e feito de material rústico – cimento queimado – mas com bom escoamento de água.

O passo seguinte, na programação de um criadouro ideal, e a escolha dos equipamentos – gaiolas, ninhos, comedouros etc. É fundamental que o material seja de qualidade, resistente e durável. É uma questão de segurança para as aves e de economia para o criador.

Após a escolha dos equipamentos, escolher os casais de Diamante de Gould e as amas-secas. Os casais deverão ser selecionados de acordo com a genética e padrão de cada um. Quando da colocação do macho e fêmea juntos, os mesmos deverão, instantaneamente, começar o ritual de acasalamento. Caso isso não aconteça devem ser separados, pois levarão muito tempo para se acasalar. Isso não é uma regra.

Serão utilizados 4 comedouros, sendo um para alpiste puro, outro para mistura de sementes (70% de painço e 30% de alpiste), outro para água e o último para minerais e casca de ovo.

O ninho que utilizo para as matrizes são os quadrados (15x15x15cm). Quanto maior melhor. O diamante, geralmente, faz a copula dentro do ninho.

As gaiolas são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

O ideal desse suporte e que seja móvel para facilitar a limpeza e que esteja a 5 cm distante da parede.

Não é bom colocar gaiolas com pássaros da mesma espécie uma ao lado da outra, porque pode haver brigas.
As gaiolas das amas-secas (Manons do Japão) são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Em cada gaiola, com a devida separação, serão colocados 2 casais de amas.

A alimentação será dada de duas formas: a primeira, quando os manons nao estão com filhotes, será dada a mistura de semente, a água e os minerais com casca de ovo. A Segunda, quando já tem filhotes, será acrescida de mais um recipiente para mistura de sementes e uma com água. Quando aparecerem filhotes será dada a farinhada todos os dias em quantidade suficiente para alimenta-los (duas colheres ou três das de chá). Agora, quando estão sem filhotes uma colher basta.

O ideal e que seja dado verdura diariamente. Mas as folhas devem ser bem presas na grade.

Podemos utilizar de 3 tipos de ninhos. O que tenho mais usado e o retangular, embora em alguns casos (Manon bota os ovos no local reservado para os filhotes ou não entra no ninho) utilizo os outros alternativos.

As gaiolas serão colocadas em número de cinco, sendo os ninhos colocados nas laterais, ficando assim bem arejado.

Tenho feito algumas anotações na frente do ninho, utilizando de giz comum. No alto o número do casal da ama-seca; embaixo o número do casal matriz e a data em que foram colocados os ovos e no centro, dento de um circulo, a data de nascimento do primeiro filhote.

O ninho deve ser previamente preparado com a colocação de grama do tipo japonesa/chinesa. Também deve ser colocado um pouco de grama no interior da gaiola pra que os pássaros dêem o acabamento final.

Após mais ou menos 10 dias os pássaros começarão a botar. Depois de 7 dias do último ovo botado o criador poderá notar se os ovos estão ”cheios”, ou seja, com embrião.

Entre l3 e 16 dias nascerão os primeiros filhotes.

Entre o quinto e oitavo dia, dependendo do tamanho, os filhotes serão anilhados.

No sexto dia os filhotes ganharão uma cor mais escura.

No décimo dia começam a despontar as penas.

No décimo quinto dia as penas já estão quase formadas.

Por volta do vigésimo terceiro dia o filhote já sai do ninho. Por volta do trigésimo quinto dia os filhotes já estão no tamanho natural.

Quando não aparecerem mais as marcas fosforescentes na lateral do bico, de quarenta e cinco a cinqüenta dias após nascido, os filhotes podem ser separados e colocados (6 pássaros no máximo) em gaiolas idênticas as utilizadas para os Diamantes de Gould – matriz, com a inclusão de uma vasilha com semente no interior da gaiola, para ter comida em abundancia. Serão colocados 6 comedouros, sendo 2 com água, 2 com mistura de sementes, 1 com alpiste puro e 1 com minerais e casca de ovo.

Como alternativa poderá ser utilizada no interior da gaiola um cocho de 16 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura. A abundância de comida e essencial nessa fase de vida. E em vários lugares evita a briga entre os filhotes.

As gaiolas também são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Após 15 dias de estadia nas gaiolas, o criador, por opção, poderá coloca-los em voadeiras, em número não superior a 15 filhotes.

Poderá ser utilizado no interior da voadeira um cocho de tamanho: 36 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura e um bebedouro maior.

Dá para ser ter uma idéia da cor que o pássaro poderá ter quando adulto, verificando a cor dos filhotes.

Na região de Sorocaba, a partir de Setembro, independentemente da época que nasceu, os filhotes começam a primeira muda de pena.

Após 30 dias do início da muda o filhote estará quase totalmente mudado, restando alguns ”cartuchos” ainda na cabeça.

Quando começar a aparecer as duas penas principais do rabo, denominado filete, o filhote deve ser separado e ir para a gaiola de exposição. A alimentação será: 1 comedouro com mistura de sementes (substituir por alpiste puro, caso o pássaro esteja obeso); 1 de água e I de minerais e casca de ovo.

4. ALIMENTAÇÃO O diamante de gould necessita de alimentação variada e abundante, tendo como básica, os grãos e a complementar constituída de verduras e farinhas. Não conheço um estudo que permita verificar a quantidade correta dos alimentos a ser fornecido, mas posso recomendar a seguir a que tenho dado por vários anos e venho obtendo razoável sucesso:
a) grãos:
Painços – 70%
Alpiste – 30%

Os grãos devem ser estocados em local fresco e ventilado, quando fornecer os mesmos aos pássaros deve-se peneira-los para que fiquem livres de poeira.
b) Verduras:
Almeirão ou chicória, três vezes por semana.
c) Farinhada:

Farinhas: Farinha de rosca 20% Neston (Floco de cereais – trigo, cevada e aveia) 60% Farinha Láctea 20%

Para cada quilo de farinhada pronta acrescentar 45 gramas de premix (aminoácidos essenciais) encontrado em lojas de animais e 45 gramas de fosfato bi-cálcico.

Para cada quatro colheres (sopa) das farinhas acrescentar um ovo cozido triturado. Pode ser substituída por farinhada pronta.
d) Outros:

– Areia média de rio, bem lavada (ajuda na digestão)
– Casca triturada de ovo de galinha

e) Água de beber

Recomenda-se que a água seja trocada diariamente e em certos casos (casal com grande quantidade de filhotes) duas vezes ao dia. A água deve ser fresca e filtrada de preferência e os bebedouros devem ser bem lavados.

Espero com este pequeno trabalho ter transmitido alguns conhecimentos básicos sobre o diamante de gould. Espero também que surjam novos criadores para melhora de qualidade de nossas aves e aparecimento de novas mutações.

Canários Brancos: Ciclo reprodutivo, nascimento e anilhamento

Acasalamento
Após cinco dias de juntar o casal, devemos por à sua disposição o ninho e o material para a construção do mesmo. Não esquecer acrescentar à água de bebida o AD3E, durante cinco dias.
Depois do ninho feito, a fêmea começa a postura, é conveniente que o ovo verdadeiro seja substituído por um ovo falso (plástico). Quando esta põe o quarto ovo, então devemos retirar os ovos de plástico e por os ovos verdadeiros.
Nascimento
Após treze a catorze dias de incubação, dá-se a eclosão, mas caso não nasçam todos, poderá aguardar-se mais um a dois dias.
Alimentação
Dois a três dias antes do nascimento, colocar à disposição dos pais, todo o material necessário para uma correcta alimentação.
A mãe é atenciosa, pelo menos na primeira semana para alimentar os filhotes, da sua alimentação dependerá o sucesso das jovens aves. A fêmea encarregar-se-á da limpeza do ninho, isso deverá acontecer até ao décimo segundo dia. Após esta data as jovens aves deverão ser capazes de expelir as suas necessidades para fora do ninho.
Deverá ter-se em conta que alguns casais não alimentam bem, aí o criador terá que ter relativa importância, pois tem que alimentar as jovens aves, com papas próprias que há à venda nas lojas da especialidade (ex. Papa baby papex, entre outras), ou terá que colocar as jovens aves noutros casais que tenham filhotes com a mesma idade.
Por experiência própria, um casal que não alimenta bem na primeira postura, raramente alimenta bem nas seguintes posturas. Terá o criador que ter o redobrado cuidado.
Anilhamento
Normalmente efetua-se entre o quinto e o sexto dia, no entanto deverá ter-se em conta a alimentação dos pais, pois há excelentes pais a alimentar e outros que nem por isso.
A anilha é o bilhete de identidade da ave, pois nela consta o ano de nascimento, numero de ave e nº stam, a sigla do clube a que pertence. A anilha é fechada e não permite a falsificação da identidade do pássaro.
O anilhamento é feito da seguinte forma: Colocam-se os três dedos da frente dentro da anilha, depois fazendo subir a anilha pela pata passará o outro dedo, estando aí a anilha colocada.
Anilhamento de canários
Pegue na ave com a mão esquerda e segure na mão direita a anilha;
Procure deixar o dedo de trás no mesmo sentido da perna;
A seguir introduza os dedos da frente, fazendo com que o anilha passe para a perna;
Por fim liberte o dedo de trás.
Separação das jovens aves
Normalmente as jovens aves separam-se por volta do 30º dia após o nascimento. Mas o mais aconselhável é verificar se eles já se alimentam sozinhos. Após esta operação, colocar as aves em viveiros não muito grandes.
Pôr à disposição das jovens aves água, sementes, papas, papa de criação, vitaminas e sais minerais.
Entretanto os pais continuam o seu ciclo de reprodução.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/canario-branco/

Canários Brancos: Alguns dos aspectos que deve ter em conta para o sucesso na criação de canários

Instalações
Deve ser um local espaçoso, com um bom arejamento (sem correntes de ar), boa iluminação. Um local onde não haja grandes oscilações de temperatura e humidade. Além destas condições todas, manter o canaril com uma boa higiene.
Gaiolas
Estas devem ser limpas regularmente, assim como todos os acessórios utilizados nas mesmas, tais como bebedouros, comedouros, poleiros, grades de fundo e tabuleiros.
Todos estes apetrechos devem ser limpos de oito em oito dias.
Nota: Não esquecer que a melhor higiene nas nossas instalações, assim como nos acessórios, evitará muitas doenças nas nossas aves.
Alimentação e água
Deve-se fornecer às nossas aves uma mistura de boa qualidade, isenta de poeiras.
Evitar dar uma mistura que contenha muitas sementes negras, pois estas são muito prejudiciais à saúde dos nossos passarinhos (eu por exemplo, num saco de mistura para canários, junto-lhe um saco de alpista).
Devemos ter à disposição das nossas aves, grite ou osso de choco, de vez em quando por à sua disposição papas e vitaminas, quando se achar necessário.
Mais uma vez lembro que todos estes produtos devem ser de boa qualidade.
A água é um elemento importante na alimentação dos nossos passarinhos, deve ser trocada todos os dias. Muita atenção à qualidade da água fornecida às suas aves.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/canario-branco/

MANEJO E REPRODUÇÃO DE AVES EM CATIVEIRO 2º ENCONTRO ZOOTEC DE CRIADORES DE AVES 22 DE JULHO DE 2017 – MARINGÁ – PR

MANEJO E REPRODUÇÃO DE AVES EM CATIVEIRO 2º ENCONTRO ZOOTEC DE CRIADORES DE AVES 22 DE JULHO DE 2017 – MARINGÁ – PR
PÚBLICO ALVO: criadores, profissionais e estudantes de biologia, medicina-veterinária, zootecnia e potenciais empreendedores.

PROGRAMAÇÃO
09:00 – PALESTRA – CRIAÇÃO DE AVES EM CATIVEIRO
M.Sc. Luiz Roberto Francisco, Biólogo, ZOOTEC Projetos

MANEJO
Legislação
Projetos de criadouros comerciais no Paraná
Cuidados em cativeiro
Instalações/Projetos de recintos

NUTRIÇÃO
Uso de rações comerciais x alimentos naturais
Rações extrusadas, farinhadas e papas para filhotes

INCUBAÇÃO ARTIFICIAL
Manejo e reprodução de aves
Métodos de incubação – aumento de posturas
Equipamentos

CUIDADOS COM FILHOTES
Nutrição – preparo de papinhas
Higiene – Controle de peso

IDENTIFICAÇÃO/SEXAGEM
Anilhas/Microchips/Nanochips
Sexagem por DNA
Certificação de plantel – Laboratórios/Exames

12:00 – INTERVALO PARA ALMOÇO
14: 00 – 18:00 – MESA-REDONDA

Situação atual e perspectivas da criação de
aves ornamentais
Legislação – criação amadora – criação comercial
Técnicas de criação: reprodução/nutrição/controle de plantel
INFORMAÇÕES: 41 99984.7715 Email: luiz.roberto@zootecprojetos.com.br

SUGESTÃO DE HOSPEDAGEM
KING KONFORT HOTEL – Fone: 44 4009-7000 (Adriana Marques)
www.kingkonforthotel.com.br

fonte: https://www.eventbrite.com.br/e/manejo-e-reproducao-de-aves-em-cativeiro-2o-encontro-zootec-de-criadores-de-aves-maringa-pr-tickets-34783389053

Fator de Diluição nos Agapornes

O FACTOR DILUIDO E A SUA INTERACÇÃO COM O FACTOR INO EM AGAPORNIS PERSONATUS

Havia, no entanto, aves com uma cor muito semelhante, estas tinham um tom amarelo esverdeado com uma máscara de um castanho muito ténue (enquanto as aves lutinas tem uma máscara vermelho alaranjada ), havia contudo outro tom nessas aves diluídas que era mais comum do que o acima descrito, elas eram de um verde mais intenso. Na realidade o seu tom era intermédio entre as do primeiro tipo e as de cor normal.

Na altura, e com base nas minhas experiências com o factor de escurecimento, pensei que a forma mais clara seria a homozigótica e a mais escura a heterozigotica, sendo o factor diluído portanto um factor codominante, ou seja, as aves tinham cores diferentes conforme tivessem um ou dois genes para o factor diluído, sendo ambas as situações diferentes da cor normal. Nessa altura também presumi que, tal como nos A. roseicollis, o factor lutino era ligado ao sexo, tínhamos assim três genótipos correspondentes a três fenótipos:

homozigótico diluído——————-amarelo diluído
heterozigótico diluído—————–verde diluído
homozigótico ino———————–ino

Nota: não confundir os amarelos diluídos e os diluídos com os verdadeiros amarelos, que são iguais aos lutinos em cor mas com olhos pretos.

Comprei alguns verdes diluídos a um criador meu amigo e após as habituais dificuldades de arranjar machos e fêmeas comecei a criar. Fiz portanto os meus casais com base nestes pressupostos, tornou-se no entanto, óbvio com base tanto nos meus resultados como no de outros criadores que algo estava mal.

Na verdade ao acasalar um macho lutino com uma fêmea verde obtêm-se 100% de aves verdes, o que seria impossível se o factor ino fosse ligado ao sexo, por outro lado se cruzarmos dois verdes diluídos em vez de obtermos a proporção esperada de 25% normais, 50% verdes diluídos, 25% amarelos diluídos obtemos 100% verdes diluídos. Intrigado, comecei a fazer o que deveria ter feito no inicio ou seja, pesquisa na literatura especializada, o que fiquei a saber corresponde aos resultados por mim obtidos:

1º O factor ino nos A. personatus não é ligado ao sexo mas sim recessivo autossomico.
2º O factor diluído é também ele recessivo autossomico.
Sendo assim o que é na realidade o amarelo diluído?

Com efeito o amarelo diluído não é facilmente explicável, geneticamente falando é uma ave heterozigótica para o factor diluído e heterozigótica para o factor ino, ou seja, na prática é um diluído portador de ino com a particularidade de ser visualmente reconhecível, isto é devido ao facto de os dois factores serem alelos, são ambos mutações do mesmo gene, e embora sejam ambos recessivos em relação ao alelo normal entre eles são codominantes.

Assim, o ino faz com que praticamente nenhuma melanina seja produzida e o diluido com que uma determinada percentagem seja produzida, se a ave tiver as duas mutações produz um quantidade de melanina intermédia , não é no entanto possível a ave ser homozigótica para as duas mutações, mas apenas heterozigótica.

Dado que actualmente muitos dos inos são híbridos A. personatus x A. fischeri, é do interesse dos criadores usarem esta característica para melhorarem a sua linha de inos. Nota: este artigo só faz referencia à linha verde do A. personatus é, no entanto, válido, com as devidas correcções para a linha azul e para o A. fischeri.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/diluicao_agapornes.html

Iluminação nos Criadouros

Arquivo editado em 09/05/2004
Revista SOAN 1999

Como Chefe da Divisão da Canaricultura do COF, tenho observado vários problemas nos diversos criadouros que tenho visitado, que frustram as expectativas de produção dos proprietários. Além dos aspectos: saúde dos reprodutores; alimentação adequada; superpopulação; limpeza; ventilação e ruídos pretendo falar sobre o fator iluminação.

Muitos criadores, por desconhecerem que o pássaro no hemisfério sul não faz a diferenciação entre inverno e verão pela temperatura ambiente e sim pelas durações do dia e da noite, fazem uso da iluminação artificial para atender às “suas necessidades” do que às dos seus pássaros.

Pelo desconforto diário de ter-se que levantar muito cedo para cuida-los, muitos criadores optam por fazer-lo após a volta do trabalho enebriando-se com o convívio destes amáveis companheiros, mergulhando inadvertidamente em boa parte da noite.

Normalmente os pássaros possuem ciclos anuais. Os de cativeiro talvez artificialmente forçados pelo homem através dos tempos, obedecem a um ciclo de aproximadamente 6 meses de cria x 6 meses de recuperação, podendo apresentar pequenas variações de calendário, de espécies para espécie. O fiel cumprimento desses ciclos por parte dos pássaros é indispensável à obtenção da máxima produtividade.

No caso dos canários, a partir de janeiro quando os dias começam gradativamente a encurtarem sua duração até junho, cria-se o estimulo à muda, numa sábia determinação da natureza de prover um “casaco novo” para melhor suportar o frio que se aproxima.

A partir de fins de abril e começo de maio inicia-se um processo lento de excitação que culminará dentro de 2 ou 3 meses em cio absoluto. Embora ainda sob a ação de um frio intenso, os canários, dispõem-se, avidamente à procriação sob a perspectiva do alongamento dos dias que se sucederão o que possibilitará melhores condições de busca de alimentação aos filhotes (não só para maior tempo com a luz, mas também pela maior oferta de sementes da primavera e verão) e melhores condições de amadurecimento e vida própria destes ao desmamarem.

É evidente que o cativeiro cerceia tais desenvolvimentos naturais. Contudo, não podemos deixar de raciocinar em termos de seus instintos naturais, sob pena de maculá-los e sofrermos as conseqüências.

As maiores decepções que pude constatar em termos de entrada em muda de quase todo o plantel, abandono de crias, etc., foram sempre de criadores que dispunham de uma eficiente iluminação artificial, mas que fizeram mau uso.

Não raramente, em criadores sombrios, que contavam apenas com a luz natural de uma ou duas acanhadas aberturas, obteve-se melhor média de filhotes por casal, do que naqueles super-iluminados mas sem qualquer respeito a ordem natural dos ciclos.

Pense Bem: Se um pássaro está procriando com luz artificial que é acionada diariamente até as 21:00 h, por exemplo, e, se por qualquer motivo deixar de recebe-la (imposição de viagens, esquecimentos, etc), achará que os dias passaram drasticamente a se encurtarem. Mais do que depressa, ele entrará em processo de muda de penas, tentando recuperar o tempo perdido (pois já deveria ter começado a faze-lo gradativamente).

Por outro lado, a manutenção de iluminação artificial por períodos avançados durante o ciclo de descanso, impedirá o pássaro de realizar uma muda de penas sadia, por má percepção do que se passa realmente em seu meio ambiente. Exigir-se deste mesmo pássaro, saúde, vitalidade e disposição para criação, é muita ingenuidade.

Diante do exposto, sugiro o emprego da iluminação artificial como complemento à natureza (que deverá ser explorada ao máximo), porém de forma proporcional às estações do ano.

Ao final da época da criação (no caso de canários DEZ) suspenda a iluminação artificial completamente, já que os dias são extremamente longos. Apenas nos dias nublados e chuvosos, faça a complementação. A partir de então, deixe a possibilidade de nortearem-se pela redução gradativa dos dias (o que dá-se muito sutilmente). O resultado é uma muda lenta e gradual, sem desgastes excessivo, portanto.

A partir de maio, comece a estender lenta e gradativamente iluminação artificial (primeiro deixando-a disponível durante o dia todo, mas sem diferença do comprimento do dia; depois a estendendo). Procura-se com isto, amenizar o impacto das exposições que se aproximam, bem como predispô-los ao ciclo reprodutivo que se inicia.

Tenho lutado para que os horários das exposições sejam reduzidos, bem como se observem a duração dos eventos, para evitar que os nossos melhores pássaros se tornem improdutivos pelo “stress” oriundo da maratona: Sociedade x Estadual x Nacional e seus respectivos descontroles de iluminação.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/iluminacao_criadouros.html

Canários, natural ou artificial

Renato Menezes Lima

Ficamos encantados ao observarmos a beleza e variedade de cores que os nossos encantadores canários apresentam.

As melaninas, com suas tonalidades diversas, a se mostrarem com mais ou menos intensidade, com mais ou menos oxidação, fatores específicos de cada tipo e variedade. E desafiador observar a forma como ela, a melanina, e depositada nas penas, formando desenhos de variadas formas, contínuos, interrompidos, largos, estreitos, em umas partes sim em outras não, a envoltura, desafiadora, pela necessidade em uns e ausência em outros pássaros. Até a ausência da melanina determina beleza, pois oferece oportunidade, ao belíssimo lipocromo de se mostrar, em sua maior ou menor intensidade e uniformidade de distribuição

Toda esta beleza e expressão e um fator natural, patrimônio genético desta magnífica ave, no seu processo de evolução.

Tudo que e natural e Divino.

Até que ponto, o homem, pode e deve interferir?

O trabalho de seleção e aprimoramento genético, a observação de mutações, o direcionamento de acasalamentos, os cuidados com a alimentação e higiene, são ações que podemos e devemos adotar, com a finalidade de facilitar toda esta explosão de cores e beleza.

A Canaricultura e Mundial, mas as atitudes individuais determinam a sua excelência, refletem o nosso comportamento, o Brasil e todos os seus Canaricultores são responsáveis pelo posicionamento neste todo.

As ações, buscando alterar o comportamento natural das melaninas e do lipocromo, com o uso de produtos que inibam ou intensifiquem suas manifestações, além das práticas mecânicas, devem ser coibidas, pois estão, quando usadas, desvirtuando resultados nos campeonatos. Não devemos, pois premiar o artificial em detrimento ao Natural. – Estamos otimistas em relação ao posicionamento, da FOB e OBJO, para coibir e punir a fraude, através de metodologia de detecção das mesmas (Ata da Reunião Técnica de juízes da OBJO – 10/11/2007- Publicada na Brasil Ornitológico n0 69). A Canaricultura agradece. – Já constatamos mudanças expressivas, no fenótipo de pássaros adquiridos, com o objetivo de melhoramento genético do plantel e que ao se realizar a muda natural, as características, pelas quais ele fora adquirido, não se expressarem como antes estavam.

Artificial, como se define, e tudo produzido pela arte ou pela indústria; não natural. Que não é espontâneo; forçado, fingido.

Os Clubes, em seus campeonatos, necessitam de assistência técnica, que possibilite a detecção da prática do artificial.

Um comportamento ético e essencial para que a Canaricultura possa evoluir e conquistar uma posição respeitável no cenário que ela abrange.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/canario_natural_artificial.html

Para ficarem doidões, papagaios atacam plantações de papoulas

(divulgação/Wikimedia Commons)
Um bando de papagaios vem aterrorizando agricultores na Índia, de um jeito nada convencional. Durante os meses de março e abril, quando a colheita das papoulas é feita, as aves dão voos rasantes e pegam as sementes segundos depois que os trabalhadores cortam as vagens.

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Vídeos mostram os papagaios mordiscando as sementes nas árvores e depois dormindo ou até mesmo caindo de uma árvore.

Segundo os produtores, as aves causam uma diminuição da papoula colhida, o que gera uma repreensão por parte do governo indiano. O fenômeno, que começou em 2015, vem se intensificando ao longo dos anos.

“Normalmente, os papagaios fariam barulho quando estivessem em grupo. Mas essas aves ficaram tão espertas que elas não fazem nenhum som quando chegam aos campos”, explicou Sobharam Rathod, fazendeiro de papoula da cidade de Neemach que tem cerca de 10% de sua produção devorada pelas aves.

Fazendeiros tentaram estourar fogos de artifício, batendo tambores de metal e até atirar pedras para assustar os papagaios. “Às vezes, passamos horas no campo só para afastá-los”, disse outro agricultor.

Com Daily Record

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/blog/contando-ninguem-acredita/para-ficarem-doidoes-papagaios-atacam-plantacoes-de-papoulas/