Havia, no
entanto, aves com uma cor muito semelhante, estas tinham
um tom amarelo esverdeado com uma máscara de um
castanho muito ténue (enquanto as aves lutinas
tem uma máscara vermelho alaranjada ), havia contudo
outro tom nessas aves diluídas que era mais comum
do que o acima descrito, elas eram de um verde mais intenso.
Na realidade o seu tom era intermédio entre as
do primeiro tipo e as de cor normal.
Na altura,
e com base nas minhas experiências com o factor
de escurecimento, pensei que a forma mais clara seria
a homozigótica e a mais escura a heterozigotica,
sendo o factor diluído portanto um factor codominante,
ou seja, as aves tinham cores diferentes conforme tivessem
um ou dois genes para o factor diluído, sendo
ambas as situações diferentes da cor normal.
Nessa altura também presumi que, tal como nos
A. roseicollis, o factor lutino era ligado ao sexo, tínhamos
assim três genótipos correspondentes a três
fenótipos:
homozigótico
diluído------------------amarelo diluído
heterozigótico
diluído-----------------verde diluído
homozigótico
ino----------------------ino
Nota: não
confundir os amarelos diluidos e os diluídos com
os verdadeiros amarelos, que são iguais aos lutinos
em cor mas com olhos pretos.
Comprei alguns
verdes diluidos a um criador meu amigo e e após
as habituais dificuldades de arranjar machos e fêmeas
comecei a criar. Fiz portanto os meus casais com base
nestes pressupostos, tornou-se no entanto, óbvio
com base tanto nos meus resultados como no de outros
criadores que algo estava mal.
Na verdade
ao acasalar um macho lutino com uma fêmea verde
obtêm-se 100% de aves verdes, o que seria impossível
se o factor ino fosse ligado ao sexo, por outro lado
se cruzarmos dois verdes diluídos em vez de obtermos
a proporção esperada de 25%normais, 50%
verdes diluídos, 25% amarelos diluídos
obtemos 100% verdes diluídos. Intrigado, começei
a fazer o que deveria ter feito no inicio ou seja, pesquisa
na literatura especializada, o que fiquei a saber corresponde
aos resultados por min obtidos:
1º O
factor ino não é ligado ao sexo mas sim
recessivo autossomico.
2º O
factor diluído é também ele recessivo
autossomico.
Sendo assim
o que é na realidade o amarelo diluído?
Com efeito
o amarelo diluído não é facilmente
explicável , geneticamente falando é uma
ave homozigótica para o factor diluído
e heterozigótica para o factor ino, ou seja, na
prática é um diluído portador de
ino com a particularidade de ser visualmente reconhecível,
isto é devido ao facto de os dois factores serem
alelos, são ambos mutações do mesmo
gene.
Assim, o
ino faz com que praticamente nenhuma melanina seja produzida
e o diluido com que uma determinada percentagem seja
produzida, se a ave tiver as duas mutações
produz um quantidade de melanina intermedia , não é no
entanto possivel a ave ser homozigótica para as
duas mutações, mas apenas heterozigótica.
Dado que
actualmente muitos dos inos são híbridos
A. personatus x A. fischeri, é do interesse dos
criadores usarem esta característica para melhorarem
a sua linha de inos. Nota: este artigo só faz
referencia á linha verde do A. personatus é,
no entanto, válido, com as devidas correcções
para a linha azul e para o A. fischeri.