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Dispersão de Sementes e a Fertilização
das Florestas
Fonte: Globo Online
Enquanto cientistas se estapeiam para descobrir se afinal
o primeiro bicho a voar saiu do chão ou se lançou
de uma árvore, pesquisadores americanos vão
na contramão e afirmam que esse é a menor das
perguntas. A verdadeira questão é: em que ângulo
ele batia as asas?
O trabalho publicado na revista britânica “Nature” desta
semana por Kenneth Dial, Brandon Jackson e Paolo Segre, da
Universidade de Montana, é o mais detalhado já feito
sobre a origem do vôo das aves, que envolveu alta tecnologia,
como túneis de vento e vídeos de alta velocidade,
aliada à biologia.
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Segundo o
trio, o ângulo do bater das asas, e não
as asas em si, guardam o segredo para explicar como o
primeiro animal alçou vôo. Até agora,
muito verbo foi gasto para discutir o papel das pequenas
asas parciais, que muitos pesquisadores acreditavam ter
uma função importante.
Os cientistas de Montana, no entanto, mostram o exemplo
dos filhotes de pássaros, que nunca voaram, mas
batem as asas no mesmo ângulo que seus pais, para
aprender a escalar locais mais altos. Neles, essas asas
parciais servem apenas como pequenos aerofólios,
como os de carros de corrida, para manter a estabilidade.
De acordo com os americanos, alçar vôo foi
simplesmente uma questão de aprender a bater as
asas no ângulo certo. Na prática, correr,
planar ou pular não fez muita diferença.
“ O que descobrimos com esse estudo é que pássaros, mesmo
bebês, são capazes de usar suas asas de modos que não conhecíamos.
Eles não precisam de uma grande quantidade de movimentos de asas para
ter uma grande quantidade de comportamentos locomotores”, explicou Dial
ao G1. “Um bater de asas simples é tudo que é necessário
para alçar vôo, voltar ao chão e manter um vôo estável.
Isso foi uma surpresa”, afirmou ele.
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