Este termo refere-se à cor
lipocrómica possuída pela ave a examinar
pelo Juiz. As variedades reconhecidas pela COM, são
distribuídas por seis cores:
A) Expressão lipocrómica
máxima – Amarelo e Vermelho;
B) Inibição parcial do lipocromo – Branco Dominante;
C) Inibição total do lipocromo – Branco Recessivo;
D) Diluição do pigmento lipocromino (Mutação) – Amarelo
Marfim e Vermelho Marfim.
*
o A) Amarelo e Vermelho – Para julgar estas duas variedades temos de
considerar o grau de pureza, teor quantitativo e a uniformidade do lipocrómo
que a ave possui. Devemos preferir os canários que apresentem uma pureza
perfeita do lipocrómo, acompanhada duma expressão máxima
e de uma uniformidade total na cor. Na variedade Amarelo, devemos sempre de
preferir a tonalidade limão.
o B) Branco Dominante – C) Branco Recessivo – Existem três
espécies de Branco, o Branco Recessivo, Branco Marfim e Branco Dominante – Para
os brancos em geral os critérios de julgamento “Variedade” e “Categoria” são
agrupadas estas duas rubricas, considerando a pontuação máxima
global de 55 pontos, segundo os critérios da COM.
o C) Amarelo Marfim e Vermelho Marfim – Para julgar estas duas variedades,
temos que ter em conta o grau de pureza, a diluição e a uniformidade
do lipocromo. Temos que preferir exemplares que apresentem um grau de pureza
lipocromico perfeito, uniformidade e diluição máxima.
2 – CATEGORIA
Este termo refere-se à repartição
do lipocromo, determinado pela natureza e à estrutura
da pena.
* CATEGORIAS RECONHECIDAS
*
o A) Intenso;
o B) Nevado;
o C) Mosaico.
A) Intenso – Aqui as
aves não podem apresentar nenhuma marca de formação
de Nevado, o pigmento lipocromo deve estender-se até à extremidade
da pena.
B) Nevado – Devemos
preferir as aves cuja escamação (nevado)
seja nítida, curta e uniforme por todo o corpo da
ave.
C) Mosaicos – Macho
(Tipo 2) – Os preferidos são as aves que apresentem
uma mascara bem definida, delimitada com localização
lipocromica intensa nas zonas de eleição
(mascara, encontros, rabadilha e peito, com os olhos situados
no interior da máscara, fazendo lembrar o pintassilgo.
As remiges devem ser o mais branco possível, rabadilha
bem colorida e delimitada, com o peito a mostrar por transparência
uma zona colorida e bem separada da máscara e dos
flancos e baixo-ventre branco, cor de giz.
Fêmeas (Tipo 1) – Devemos
preferir as aves que apresentem uma localização
lipocromica intensa e bem delimitada nas zonas de eleição
(linha dos olhos, ombros, rabadilha, sendo o resto do corpo
de cor branco giz.
NB: No que diz respeito aos
canários melanicos a categoria mosaico, vai influenciar
o desenho:
- Estrias melanicas na cabeça;
- Lipocromo ausente nas inter-estrias.
* FACTOR INO OU SATINÉ
Todos os canários lipocromos INO ou SATINE têm olhos vermelhos.
Esses exemplares devem ser julgados com os mesmos critérios dos restantes
lipocromos.
* CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
NAS MELANINAS CLÁSSICAS
* MELANINAS: A melanina é constituída por pigmentos escuros (negros
ou castanhos) que se encontram em certas células dos vertebrados, à qual
se deve a cor da pele, cabelos e penas nas aves.
Nos canários podemos encontrar três tipos de melanina: Eumelanina
negra, Eumelanina castanha e Fhaeomelanina.
Os canários de cor melanica
(Sub-plumagem pigmentada) serão julgados por “TIPO” – “VARIEDADE” – “CATEGORIA”.
No que diz respeito à VARIEDADE e CATEGORIA os critérios
serão proporcionalmente os mesmos que são
adoptados para os lipocromos.
No que diz respeito ao TIPO
define a natureza e o grau de pigmentação
das melaninas do exemplar.
* TIPOS OU SÉRIES RECONHECIDOS
PELA COM
* Melaninas oxidadas
* 1) Negro;
* 2) Castanho.
* Melaninas Diluídas
* 3) Ágata;
* 4) Isabel.
*
o 1) NEGRO – Existem na variedades Branca, Amarela e Vermelha, com a
possibilidade do Marfim - Estes canários apresentam uma máxima
oxidação dos pigmentos melanicos. A oxidação do
Negro manifesta-se nas patas, unhas e bico. As penas dos ombros, asas e cauda
devem ser fortemente coloridas de negro, as costas, flancos e cabeça
devem apresentar estrias pretas sobre um fundo fortemente oxidado.
o 2) CASTANHO – Existem nas variedades Amarelo, Branco e Vermelho, com
possibilidade do factor de diluição do Marfim. Estes canários,
transformam a eumelanina negra em eumelanina castanha, dando origem ao pigmento
melanico castanho completamente oxidado, ou seja nas tonalidades e expressões
máximas, característica do facto de desaparecer o pigmento preto.
o 3) AGATA – Existem nas variedades de cor Branco, Amarelo e Vermelho,
com a possibilidade do Marfim.
o 4) ISABEL - Este tipo de exemplares não provêm de nenhuma mutação
propriamente dito, mas sim de uma combinação do Castanho e do Ágata,
que, mediante um fenómeno genético denominado “crossing-over”deu
origem a estes exemplares.
Desenho idêntico ao tipo Negro, constituído pelas estrias dorsais
que partem do cimo das costas e estendem-se até às grandes penas,
cobrindo as asas. Ao contrario do Negro, a cor das estrias é castanha,
as marcas das remiges são as penas acentuadas, estrias bem marcadas
e simétricas nos flancos que deverão ser da mesma cor tonalidade
melanica que as costas, cabeça e peito. Expressão máxima
da melanina eumelanina castanha.
As características típicas do Ágata, são a presença
simultânea do pigmento melanico negro diluído, devendo apresentar
uma margem cinzenta-pérola nas extremidades das retrizes e remiges,
estrias nas costas, flancos e bigodes, junto às mandíbulas. Devemos
ter em atenção que a diluição no Ágata varia
entre largos limites, podendo transformar-se gradualmente para uma oxidação
exagerada, com unhas e bicos um pouco oxidados, característica atípica
do ágata, penalizante nos julgamentos.
Nos Ágatas as marcas
de diluição devem ser bem visíveis,
essencialmente nos rebordos das penas, estas devem ser
claras, cor de cinza, devendo desaparecer a eumelanina
castanha, existindo a concentração máxima
do negro.
As estrias nas costas e flancos
devem ser bem marcados e simétricos. O desenho na
cabeça é muito importante no Ágata,
sendo constituído por uma calota preta nos intensivos,
cinza escuro nos nevados e por estrias finas e curtas no
mosaico.
As sobrancelhas devem ser
privadas de melanina, apresentando a concentração
máxima de pureza do lipocromo, devendo apresentar
bigodes com a concentração máxima
de melanina bem visíveis, as patas unhas e bico,
serão de cor de carne e as inter-estrias, devem
apresentar uma boa expressão de lipocromo, excepto
nos mosaicos.
As características típicas da Isabel são o de apresentar
apenas a eumelanina castanha fortemente reduzida por um factor de diluição.
Esta diluição deve ser uniformemente visível sobre o manto
sem manchas claras em determinados pontos, tais como nos flancos ou extremidades
das remegis e rectrizes.
O dorso deve apresentar um
desenho (estrias) como do tipo Ágata, curtas e finas,
com uma ligeira marcação nos flancos. A inter
estria deverá permitir a expressão do lipocromo.
O Isabel apresenta-se nas
cores lipocromicas branco recessivo, branco dominante,
amarelo, amarelo marfim, vermelho e vermelho marfim na
categoria Intenso, nevado e Mosaico, o bico, patas e unhas
são de cor clara e os olhos são pretos.
O Isabel poderá ser
afectado pela mutação satiné, possuindo
um desenho melanico perfeitamente marcado. Este desenho é formado
por eumelanina castanha com um desenho idêntico ao
Isabel e ausência total de feomelanina. Deverá apresentar
entre o desenho um lipocromo de fundo completamente limpo
e luminoso. O subplumagem é de cor bege claro, o
bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos
são vermelhos.
* NAS SÉRIES NEGRO,
CASTANHO, AGATA E ISABEL, FACTORES DE DILUIÇÃO
QUE DERAM ORIGEM ÀS SEGUINTES MUTAÇÕES:
* - NEGRO – Negro Pastel, Negro Opala, Negro Topázio, Negro Eumo
e Negro Ónix;
* - Castanho – Castanho Pastel, Castanho Opala, Castanho Eumo e Castanho Ónix;
* - Ágata – Ágata Pastel, Ágata Opala, Ágata
Topázio, Ágata Eumo, Ágata Ónix;
* - Isabel – Isabel Pastel e Isabel Opala, (A mutação Isabel
Opal não é julgada em exposições dado o grau de
diluição apresentado fénotipicamente fazer parecer que
se trata de uma ave lipocromica).
* NOTA: O factor pastel asa cinzenta só actua sobre as aves da série
negra. E o factor satiné só actua sobre as séries diluídas
(ágata e Isabel).
* Negro Pastel – Existem nas cores lipocromicas, Branco, Amarelo, Vermelho
e possibilidade do Marfim. A mutação pastel caracteriza-se por
uma redução das eumelaninas e a dispersão da phaeomelanina.
Esta diluição modifica a totalidade do desenho e transforma o
negro em cinzento antracite, não podendo haver descoloração
nas remiges e rectrizes. As estrias devem ser diluídas, finas e curtas.
O bico, patas e unhas, devem ser uniformes, de uma só cor e o mais escuro
possível.
* ASAS CINZENTAS - O negro pastel “ Asas cinzentas” caracteriza-se
por uma super diluição da parte média da pena, com concentrações
de eumelanina negra localizado nas extremidades das regiges e retrizes. As
marcas claras de diluição, situam-se em todas as penas, apresentando
nas costas um desenho em forma de lunulas de cor cinza pérola e localizações
negras em forma de grão nas estremidades. Sobre as remiges e retrizes
a diluição da parte central e a concentração da
eumelanina negra nas extremidades das penas, deixam aparecer um negro evidente
associado a um cinza pérola. A extremidade negra das remiges deve ser
bordada com uma orla com o máximo de um centímetro, sendo ligeiramente
inferior esta orla nas retrizes. As patas, unhas e bicos devem ser de cor uniforme
e o mais escura possível.
* Castanho Pastel – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do Marfim. A acção da mutação pastel exercida sobre
o canário castanho clássico, dá origem a uma notável
redução na estrutura fhaeomelanica e à dispersão
da eumelanina castanha, apresentando nestes canários uma cor castanha
escura por todo o corpo, com expressão mínima no desenho, e as
remegis e rectrizes a apresentarem um determinado grau de diluição,
apenas os intensos apresentam desenho. O bico, patas e unhas devem ser de cor
de pele e a sub plumagem é de cor castanha
* Ágata Pastel – Quando a mutação pastel aparece
sobre um canário ágata a débil estrutura fhaeomelanica
deste é sensivelmente reduzida, com tendência para desaparecer,
dando origem aos exemplares considerados óptimos. Estes canários
possuem unicamente uma estrutura melanica negra com uma aurelea de diluição,
produzida pela mencionada ausência total da fhaeomelanina, sendo esta
diluição bastante acentuada nas remiges e rectrizes, apresentando
uma cor com o tom cinza pérola. O bico, patas e unhas devem ser de cor
de pele, sendo a sub plumagem cor cinza.
* Isabel Pastel – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do Marfim. As características típicas são o de apresentar
um pigmento melanico castanho fortemente diluído até completo
desaparecimento do desenho, devendo este ser apenas perceptível. A presença
do factor óptico associado à diluição favorece
o aparecimento de um ligeiro desenho nos intensos e mosaicos. O bico, patas
e unhas devem ser cor clara, com a sub plumagem bege muito claro.
* OPALA – Este carácter aparece por mutação genética,
modificando a estrutura da pena e tranforma os grânulos de eumelanina
negra em cinza azulado, eleminando por completo a eumelanina castanha e a fhaeomelanina.
Estes últimos poderão apresentar-se unicamente em alguns exemplares
das séries negras e Ágatas. O factor opala é um factor
de refracção por excelência, pelo que na realidade deverá falar-se
de ambos os factores (Opala e Refracção) modificarem a estrutura
da pena.
* Negro Opala – Existem no Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do Marfim. As características típicas são o de apresentarem
um factor de redução melanica que só deverá influenciar
o manto (penas principais e plumagem), deixando inalterada a característica
fundamental dos negros, ou seja a completa oxidação das patas
e do bico e manifestação máxima da melanina negra com
tonalidade cinza azulada, desaparecendo quase por completo a estrutura fhaeomelanica,
aparecendo o lipocromo de fundo extremamente luminoso, sub plumagem cinza pérola.
* Castanho Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do Marfim. As características típicas destas aves são
o de o factor opala provocar o quase desaparecimento total da estrutura melanina,
tanto a fhaeomelanica como a eumelanica, devendo deixar evidentes ligeiras
estrias castanhas sobre um fundo oculto. O bico, patas e unhas são de
cor de pele.
* Ágata Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e
possibilidade do Marfim. A sobreposição do factor opala na diluição
do ágata, dá origem a um canário similar ao negro opala,
mas mais diluído. As melaninas no dorso, cabeça e flancos permanecem
intactos, isto é da mesma forma e tamanho do ágata clássico,
mas com uma tonalidade de cinza pérola azulado. O lipocromo de fundo,
por ausência da fhaeomelanina, deve ser muito luminoso. O bico, patas
e unhas, são cor de pela, com a sub plumagem cor de cinza pérola
azulado.
* Isabel Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do factor Marfim. Nestas aves o factor Opala provoca o desaparecimento quase
total das estruturas melanicas ( fhaeomelanina e eumelanina castanha), fazendo
parecer uma ave lipocromica, só algumas pessoas mais experientes serão
capazes de distinguir alguns vestígios melanicos no manto e sub plumagem,
somente nas remiges poderá adivinhar-se alguns vestígios de fhaeomelanina.
* TOPÁZIOS – Esta mutação teve origem em canários
INOs, o que explica a fhaemelanina muito importante nestas aves. Esta mutação,
contrariamente aos INOs, cuja melanina aparece na periferia das penas, nos
castanhos e ágatas esta é praticamente inexistente. Estas aves
apresentam uma melanina bem visível nos negros e ágatas, concentrando
a eumelanina negra no centro das penas (Axe), foram denominados por canários
de melaninas centrais. Os primeiros topázios a aparecerem tinham ainda
bastante eumelanina castanha e fhaeomelanina, com o decorrer dos anos esta
mutação veio cada vez mais a aperfeiçoar-se e hoje é das
mutações mais belas, com contrastes bem definidos. Esta mutação
caracteriza-se pela modificação na produção da
eumelanina e por a concentração da mesma em redor do canal medular
das penas, deixar aparecer largos contornos nas grandes penas. A presença
do factor óptico favorece notavelmente os mosaicos, por terem um melhor
contraste no desenho. Apesar destas aves quando nascem terem os olhos vermelhos
com o decorrer dos dias estes vão ficando escuros.
* Negro Topázio - Esta mutação existe nas cores lipocromicas
Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. A eumelanina típica
do negro topázio é de cor de negro chocolate (cor pele de castanha)
e similar ao negro clássico, com presença mínima de phaeomelanina,
permitindo um bom contraste e contornos claros nas remiges e rectrizes. Os
flancos devem ser bem marcados. Olhos são negros. Na mutação
topázio da série negra, chamo a atenção para a
cor do bico, patas e unhas serem de cor de carne.
* Ágata Topázio – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho
e possibilidade do Marfim. O desenho na cor das melaninas é antracite,
mais claro que nos negros, com a presença de phaeomelanina o mais reduzida
possível. Os contornos das grandes penas devem ser claros, amplos e
largos, com os flancos bem marcados. O bico, patas e unhas são cor clara
e os olhos são negros.
* Castanho e Isabel Topázio – Pela experiência que temos
e por indicações da COM/OMJ, não nos permite actualmente
estabelecer os Standards destas séries.
* EUMOS – A mutação Eumo caracteriza-se por uma redução
da eumelanina negra nos negros e ágatas e da eumelanina castanha nas
aves da série castanha, e ausência da fhaeomelanina de forma a
permitir uma nítida cor de fundo. O desenho dos Eumos é idêntica à dos
clássicos com melanina ligeiramente mais fina.
* Negro Eumo – A eumelanina deve ser negra com uma ligeira redução
(negro-gris) e ausência da fhaeomelanina. Os flancos devem ter a presença
de estrias de cor antrancite e desenho como os clássicos, um pouco menos
larga. As remiges serão bem marcadas, o bico, patas e unhas são
de cor clara e olhos avermelhados. Existem nas cores lipocromicas Branco, Amarelo,
Vermelho e possibilidade do Marfim.
* Castanho Eumo – A eumelanina é castanha com ausência da
fhaeomelanina. Os flancos devem ser bem marcados com estrias castanhas e o
desenho deve ser idêntico ao dos clássicos mas com estrias mais
finas. As remiges devem ser bem marcadas, o bico, patas e unhas devem ser de
cor clara. Os olhos são de cor avermelhados.
* Ágata Eumo – A eumelanina é negra um pouco reduzida de
cor cinza, com ausência da fhaeomelanina, estrias bem marcadas nos flancos
e desenho comum dos ágatas clássicos com melanina um pouco mais
fina. As remiges bem marcadas, olhos, patas e bico de cor clara e olhos vermelhos.
* Isabel Eumo – Nesta série por falta de experiência não
há possibilidades de estabelecer standard.
* ONIXES – A mutação ONIX, caracteriza-se por uma modificação
da disposição da eumelanina no interior das penas, dando uma
tonalidade as estrias mais marcadas e bem visíveis com o desenho dos
clássicos. Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade
do Marfim.
* Negro Ónix – Caracteriza-se pela ausência da fhaeomelanina,
o desenho é idêntico aos dos clássicos com uma tonalidade
ainda mais negra, as remiges e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível.
O bico, patas e unhas devem ser o mais negro possível.
* Castanho Ónix – A ausência da fhaeomelanina deve ser visível,
o desenho é idêntico à dos clássicos com uma tonalidade
ainda acentuada, as remiges e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível.
O bico, patas e unhas devem ter a cor de pele. Olhos negros.
* Ágata Ónix – A ausência da fhaeomelanina deve ser
bem visível, o desenho é idêntico à dos ágatas
clássicos com uma tonalidade de cor cinza bem acentuada, as remiges
e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível. O bico, patas
e unhas são de cor clara, e olhos negros.
* Isabel Ónix - Nesta série por falta de experiência não
há possibilidades de estabelecer standard.
* JULGAMENTO DOS MELANICOS INOS
O factor INO é caracterizado pela inibição das melaninas
negras, apresentando apenas as melaninas castanhas (Phaeo Melanina). Como todos
os melanicos, os Inos são julgados por Tipo, Variedade e Categoria.
O factor Ino afecta os Tipos das séries Negras, Castanha, Ágata
e Isabel. Para os Ágatas e Isabeis, sofrem uma inibição
quase total das melaninas, o julgamento será efectuado segundo critérios
dos lipocromicos. Para os Negros e Castanhos as características típicas
tendem em evoluir no mesmo sentido dos primeiros, subsistindo ainda algumas
diferenças ao nível da pigmentação das remiges
e das rectrizes. Por isso, os seus desenhos melanicos deverão exprimir
um fenotipo cuja principal característica é ser o contraste observado
entre as melaninas e a parte lipocromica. As características típicas
dos Negros e Castanhos Inos são o de apresentar a melanina castanha
sob a forma de escamação da testa às rectrizes, o peito
será pigmentado com os os flancos, o bico e as patas são de cor
clara e olhos rubis, aos quais chamamos PHAEOS. A perfeita escamação
será o resultado de um bom equilíbrio entre uma pigmentação
máxima e uma estrutura de pena adequada, permitindo a transferência
dessa melanina da parte central para a periferia da pena (paheomelanina). O
contraste torna-se evidente quando essa parte central é totalmente desguarnecida
de melanina, contrariamente ao rebordo da pena, que apresenta a phaeomelanina.
* JULGAMENTO DOS MELANICOS
SATINES
O factor Satiné, caracteriza-se pela inibição da melanina
negra, deixando aparecer a melanina castanha ao nível do eixo central
das penas (raquis) sob a forma de estrias a melanina castanha é ausente
ao nível das inter-estrias, como todas as melaninas, os Satinés
serão julgados por TIPO, Variedade e Categoria. Para as duas ultimas,
reporta-se aos critérios de julgamento dos canários lipocromos
mas com uma notação própria das melaninas. O factor Satiné só se
exprime nos Ágatas e Isabeis, nos Ágatas geralmente não
apresentam estrias, ao contrário os isabeis que apresentam estrias bem
marcadas, existindo assim dois fénotipos de Satinés, sendo apenas
os segundos reconhecidos pela COM.
CRITERIOS DE JULGAMENTO, RELATIVO À PLUMAGEM,
TAMANHO, FORMA, PORTE E IMPRESSÃO.
* Plumagem – A ave tem
que ter a plumagem completa, uniforme, lisa, concisa e
sedosa. As penas devem recobrir-se, sobrepondo-se, com
as remiges e retrizes completas e intactos.
* Tamanho – O tamanho no canário de cor, pode variar entre os
13 e 14 cm, devendo as aves muito pequenas ou muito grandes ser penalizadas.
* Forma - Uma ave excelente deve apresentar as condições seguintes:
* - Cabeça – Redonda e larga, bico curto e cónico, olhos
brilhantes, vivos e dispostos na linha imaginária superior ao fecho
do bico, pescoço atarracado e proporcionado em relação
ao comprimento do corpo, com reforço da base de implantação
no tronco.
* - Costas – Largas e cheias. Devem formar um único e harmonioso
bloco com as asas que devem apoiar-se naturalmente e simetricamente sobre a
base da cauda.
* - Peito – Arredondado sem ser muito pesado. Visto de frente, o peito
aparece-nos largo e potente.
* - Tronco – Não muito gordo, nem magro e débil, deve ser
harmonioso com o pescoço e cabeça, dando ao conjunto uma impressão
de potência e ao mesmo tempo de elegância e beleza.
* - Cauda – Nem muito comprida, nem muito curta, de harmonizar-se com
o comprimento do corpo. Não deve abrir-se demasiado na sua extremidade,
devendo imitar o rabo de andorinha.
* - Membros inferiores – Robustos e sólidos com dedos fortes e
bem seguros ao agarrar o poleiro.
* - Porte – Por porte entende-se a forma como a ave se apresenta na sua
gaiola. Deve-se notar que muitas vezes a forma e o porte completam-se reciprocamente,
influenciando-se um ao outro. Um canário cuja forma seja má,
dificilmente tem um bom porte e vice-versa. Um excelente porte pode resumir-se
em três palavras: Força, Vivacidade e Activo. Em estado de calma
o canário deve apresentar a linha, corpo-cauda direita e continua e
definir em relação ao poleiro um ângulo de aproximadamente
45º.
* - Impressão – Em relação a este termo, temos que
considerar as condições de saúde e higiene da ave, como
a soma de todos as outras rubricas, tendo em consideração no
seu conjunto a sua unidade estética. Teremos com certeza uma excelente
impressão duma ave, se para além da sua beleza, também
se apresentar limpo e em perfeito estado de saúde. Temos de penalizar
a presença de sujidade na cauda ou no corpo, saúde deficiente,
lesões nas pernas ou nas patas. No entanto, não se deve prestar
demasiada atenção a eventuais marcas de sujidade que podem ser
causadas por gaiolas de exposição em mau estado higiénico
ou sanitário.