Os
desmatamentos
Ameaçam de extinção
inúmeras espécies de animas e plantas, mas o
tráfico ainda é a principal causa. Muitas aves
morrem durante o transporte inadequado e filhotes não
sobrevivem longe da mãe. A procriação
em cativeiro é quase impossível e não é o
suficiente para manter a espécie. "É importante
preservar o habitat natural", observa o médico
veterinário Paulo Anselmo Nunes Felippe. Ele explica
que um animal criado em cativeiro não se adaptará em
seu habitat natural. O fundamental é conscientizar as
pessoas para a preservação das espécies
em extinção não comprando animais silvestres
ilegalmente, pois trata-se de crime inafiançável.
O grande
esforço
É grande
o esforço para salvar a arara-azul e outros animais,
mas a sobrevivência de todos eles dependerá da
participação de cada cidadão que não
deve permitir o comércio ilegal. Denunciar ainda é a
melhor maneira de evitar a saída dos animais para
outros países. A fiscalização policial
hoje é rigorosa e, além disso, fazendeiros
e peões da região do Pantanal estão
se transformando em verdadeiros fiscais.
Características
A arara-azul é a
maior de sua espécie em todo o mundo e impressiona
com o vôo em bando, além da plumagem azul-cobalto.
Não têm medo do homem, e por isso, tornaram-se
fáceis de capturar. Alimentam-se basicamente de frutos
de casca dura que quebram com o bico forte. Têm preferência
pelos coquinhos de palmeiras como licuri, acuri e buriti.
Fazem ninhos em barrancos ou troncos de buriti seco. Geralmente
a postura é de dois a três ovos no máximo
e a incubação cerca de 29 dias.
Caracterizam-se
pela cauda longa e pontuda, bico de grandes dimensões
e colorido muito forte. Vivem geralmente agitadas e aos
gritos, em grandes bandos. Aprendem a falar, mas não
tão bem quanto os papagaios. A arara-azul ocorre
principalmente no Pantanal que ocupa uma área de
140 mil Km² no sudoeste do Mato Grosso e oeste do
Mato Grosso do Sul, estendendo-se até o Paraguai.
Para saber mais, são 109 espécies de pássaros
ameaçadas de extinção no Brasil, segundo
a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira
Ameaçadas de Extinção, publicada pelo
Ibama em 1998.