Mas o que eles
mais gostam e se divertem bastante é o banho de
chuva. Eles demonstram alegria, cantando e arrepiando as
penas. Mas banhos desse tipo, ou com esguicho, muito demorados
são desaconselháveis pelo perigo dos passarinhos
contraírem pneumonia ou resfriado.
Na natureza,
gosta de viver em bandos que variam de quatro a vinte indivíduos.
Procuram alimento tanto nas copas das árvores mais
altas, como em certos arbustos frutíferos. Gostam
mais das sementes do que da polpa das frutas. São
atraídos por árvores frutíferas como
mangueiras, jaboticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros.
Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação
predileta.
Em cativeiro,
a alimentação dos Tuins não difere
muito daquela da natureza. Comem sementes (alpiste, painço,
girassol), além de verduras, pão, biscoitos.
O Tuim apresenta
coloração predominante verde, dorso azul
(machos) e penas azuis embaixo das asas. É um pássaro
que vive, em média, 12 anos.
Também
chamado popularmente de cuiúba, periquitinho, papacu
ou simplesmente tuí, o Tuim é o menor da
família dos Psitacídeos (a qual pertencem
os papagaios), medindo aproximadamente 12 cm e pesando
apenas 26 g.
A gaiola adequada
para a criação de tuins em cativeiro deve
medir 40x40x40 cm, e ser feita de metal, pois em gaiolas
de madeira o tuim poderá roer as grades e fugir.
A época
ideal para o acasalamento e reprodução ocorre
nos meses de clima quente. A postura varia de três
a seis ovos, e a eclosão acontece em cerca de 20
dias. Trinta dias depois os filhotes já sairão
do ninho com plumas e voando.
Os tuins já sofreram
várias mutações de cor, resultando
em exemplares totalmente azuis, lutinos (amarelos), canela
(amarelo-acanelado), arlequim (mescla de verde e amarelo)
e tons de pastel (diluição das outras cores).
Na natureza vive a beira da mata. Ocorre no nordeste, leste e sul do Brasil
até o Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o
Peru e a Colômbia.