Por que patos são bons nadadores?

CAMADA PROTETORA

Os patos possuem uma glândula na base da cauda, chamada de uropigiana, que sintetiza gordura. As aves espalham essa substância oleosa pelo corpo com o bico. Dessa forma, elas impermeabilizam as penas, que não encharcam e não ganham peso

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BOIAS NATURAIS

Assim como muitas outras espécies de pássaros, os patos possuem sacos aéreos como parte de seu sistema respiratório. Eles se enchem de ar conforme o bicho respira e, assim, ajudam a mantê-lo flutuando

AR COMPRIMIDO

As penas dos patos se entrelaçam de modo a formar pequenos bolsões de ar que ficam convenientemente presos, ajudando a flutuar. Para mergulhar, eles simplesmente apertam as penas contra o corpo, expulsando o ar

REMA, REMA

As patas possuem membranas entre os dedos que ajudam a dar impulsão dentro d¿água

SEM DUREZA

Os ossos dos patos são ocos. Isso faz com que eles não sejam muito pesados

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CONSULTORIA Ricardo Belmonte Lopes, doutorando em zoologia da Universidade Federal do Paraná

FONTES Site da Universidade de Saltford e programa MythBusters

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-patos-sao-bons-nadadores/

Como são organizadas as movimentações de grandes grupos de animais?

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução.

ILUSTRAS Bruno Rosal

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução. Esse comportamento coletivo visa maximizar as chances de sobrevivência individuais: ele simplifica a busca por comida e abrigo, otimiza as funções locomotoras e facilita a fuga de predadores. Nesse último caso, por exemplo, essa “consciência coletiva” se manifesta como um efeito dominó: o primeiro indivíduo identifica o perigo e muda rapidamente de direção, inspirando outro a fazê-lo, que inspira outro… No final, todos estão fugindo, mesmo que só o primeiro tenha detectado o inimigo. É óbvio que, de vez em quando, há conflitos no grupo: uns querem comer, outros andar, outros ficar parados. Mas estudos biológicos indicam que essas deserções tendem a ser temporárias.

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V de vitória

Algumas aves migratórias,comogansos e cisnes, voam em formação de “V”, revezando-se na posição de líder. Esse indivíduo na ponta “rasga” o ar, tornando-o brevemente menos denso para quem vem atrás. Além disso, o deslocamento de ar que ele causa permite que os seguidores batam as asas menos vezes. Com menos esforço, até o batimento cardíaco pode diminuir. Voando em V, três pássaros já são o suficiente para criar um grupo em que cada um gasta 40% menos energia

+ Quais animais são recordistas em migrações?

revoada
Boa vizinhança

Nas revoadas, pássaros coordenam a velocidade e a direção só com os colegas mais próximos. Estes se comunicam com os outros ao seu redor e assim sucessivamente, alinhando o grupo todo rumo ao mesmo objetivo. Pombas, por exemplo, navegam melhor juntas, pois partilhar suas estimativas de rota imperfeitas lhes permite ajustar e escolher o trajeto mais ideal

+ Como se orientam os pombos-correio?

elefantes
Obedeça sua mãe!

As manadas de elefantes têm entre dez e 30 indivíduos e são lideradas pela fêmea mais experiente. O grupo marcha atrás da matriarca, que procura o melhor lugar para pastar ou se proteger. Todos a obedecem, exceto machos adultos. Quando completam 12 anos, eles “saem da fila” e vão montar um “Clube do Bolinha”. Nele, quem manda é o maior ou o mais forte

abelhas
Só na cabeçada

Já se perguntou por que algumas abelhas melíferas parecem se chocar umas com as outras? As “exploradoras” descobrem um novo endereço para instalar a colmeia e o ensinam para as colegas com um voo sinuoso, quase uma dança. Mas, se uma rival quiser propor outra localização, bate de cabeça nela para interrompê-la! No fim, a colônia chega a um consenso

gafanhotos
Atração e repulsão

Modelos matemáticos propõem três regras gerais para agregações animais: 1) mover-se na mesma direção que os vizinhos, 2) ficar perto deles e 3) não posicionar-se demasiado próximo dos colegas. A Universidade de Princeton, por exemplo, concluiu que gafanhotos se mordem caso fiquem muito perto. Alguns são até devorados. Ou seja, o enxame só funciona porque existe a força da união, mas também o medo do canibalismo.O estudo matemático de nuvens de insetos inspirou a criação de sistemas de inteligência artificial conhecidos como”inteligência de enxame”

+ Como se forma uma nuvem de gafanhotos?

peixes
Unidos venceremos

Para nadar em cardumes sem esbarrar uns nos outros, peixes usam a visão, a audição e a linha lateral, órgão sensorial que detecta mínimas variações de pressão na água. Assim, eles sabem onde estão os vizinhos e se devem virar, voltar ou descer. E, se os indivíduos ficam muito perto, eles se repelem, justamente para não trombarem

+ Como os peixes nadam em cardumes sem trombar uns nos outros?

lobos
Tão longe, tão perto

Cientistas da Espanha e dos EUA criaram um programa de computador que simula as estratégias de caça dos lobos para uma só presa. Há duas regras: primeiro, mover-se para o mais perto possível da vítima; segundo, afastar-se caso haja lobos ainda mais próximos dela. Trabalhando juntos, eles asseguram a janta para os filhotes – responsabilidade de toda a alcateia

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-organizadas-as-movimentacoes-de-grandes-grupos-de-animais/

Agapornis

Comprimento: 13 a 17 centímetros
Peso: 47 a 52 gramas
Longevidade: 10 a 15 anos
Maturidade: 8 meses
Incubação: 24 dias
Postura: 4 a 7 ovos
Os seus encantos na aparência e temperamento levam a que estes sejam um verdadeiro pássaro de estimação.
É das aves mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, têm um carácter muito dócil, adoram subir ao nosso ombro e dormir no nosso colo e deslumbram-nos com grande diversidade de cores, exibidas nas 43 mutações existentes.
Habitam o continente Africano. A espécie Agapornis canus vive na Ilha de Madagascar e outros ao redor. Foram descobertos em 1793 e trazidos à Europa em torno de 1860, na sua cor selvagem verde. Hoje, graças aos criadores, encontram-se muitas colorações, como cara laranja, branca, vermelha, amarela, e corpo canela, azul-pastel, malva, violeta, arlequim (pintas aleatórias), branco, amarelo, verde-dourado (golden cherry) e várias nuances dessas cores.
Trata-se de um pássaro pequeno, que atinge por volta de 15 centímetros (variando pouco de espécie para espécie). Possui 9 espécies: Agapornis canus, A. taranta, A. pullarius, A. swindernianus, A. roseicollis e as de aro branco ao redor dos olhos – Agapornis fischeri, A. personatus, A. lilianae e A. nigrigenis.
Entre elas, a mais popular é a Roseicollis que cria melhor em cativeiro e tem mais cores. Originalmente é verde, com a testa e metade do peito em vermelho “degradé”. O Fischeri, verde com testa e peito laranja avermelhado, é também muito procurado. As suas mutações, no total de 10, são relativamente recentes. Ameaçado de extinção, só pode ser comercializado anilhado. O Pullaria é verde com testa e pescoço vermelho forte com bordas amarelas e, debaixo das asas, cinza (fêmea) ou preto (macho). É o mais sensível e é difícil de procriar em cativeiro. Já o Swinderiana, de cor verde intenso, não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo. O Cana é o menor, com cerca de 14 cm e tem apenas uma mutação. A cor selvagem do macho é verde com cinza no pescoço, cabeça e papo e na fêmea tudo é verde com um sombreado preto na cabeça. O Taranta, originalmente verde-garrafa com máscara e só o macho com testa vermelha, é o maior alcançando 17 cm.
Depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, permanecendo unidos até à morte. São sempre vistos na natureza, voando aos pares dentro do bando. Carinhosos, trocam “beijos” e alimentos dentro do bico com o parceiro.
Comem geralmente do chão, sementes, cereais, milho e frutas silvestres.
Muito mansos, activos, cheios de energia e curiosos são excelentes animais de estimação, especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Assobiam para chamarem por nós, respondem ao nome e podem aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedos e fazem mil acrobacias.
No que se trata de alojamento tanto pode ser uma gaiola como um viveiro, embora estas aves sejam excelentes voadoras, também adoram fazer acrobacias e de trepar. Por conseguinte, podemos ter numa gaiola mais alta do que propriamente larga. Uma gaiola deve ter pelo menos 60 cm de comprimento para albergar um casal destas aves, excepto algumas espécies que têm necessidades específicas.
Os materiais utilizados para o alojamento devem ser suficientemente resistentes, uma vez que são um pouco agressivos e destruidores, podendo destruir um gradeamento de arame fino em menos de um ápice.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/agapornis/

Como e onde surgiu a lenda de que as cegonhas trazem os bebês?

Não, não foi sua mãe que criou aquela história.

Foi na Escandinávia.

Segundo a tradição, na época em que os bebês costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que eles haviam sido trazidos pela cegonha para justificar o aparecimento repentino de um novo membro da família. Para explicar que, após o parto, a mãe precisava descansar por alguns dias, dizia-se também que, antes de partir, a cegonha havia bicado a perna materna.

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O animal foi escolhido como símbolo principalmente por dois motivos. Primeiro, é uma ave dócil e protetora. As jovens cegonhas costumam dedicar atenção especial e carinho às aves mais velhas ou doentes – tanto que os romanos antigos criaram uma lei, incentivando as crianças a cuidarem dos idosos da família, chamada Lex Ciconaria (lei da cegonha).

O outro motivo é que elas costumam fazer seus ninhos ao lado das chaminés das casas e voltam sempre ao mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. Essa mistura de generosidade e fidelidade maternais criou um símbolo perfeito.

Por muitos séculos, a lenda permaneceu conhecida apenas na Escandinávia. Mas, no século XIX, se espalhou pelo resto do mundo com os contos de um mestre da literatura infantil, o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875).

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-onde-surgiu-a-lenda-de-que-as-cegonhas-trazem-os-bebes/

Analisando os Excrementos

A cor e consistência das fezes nos ajudam a observar a saúde das aves no que se refere ao sistema digestivo. O normal são excrementos constituídos de urina (a parte líquida, não cristalizada), uratos (material branco cristalizado) e fezes (material consolidado, seco, de cor verde a amarronzada, resultante da comida digerida), sem mau cheiro.
1) Fezes
A cor das fezes varia muito com a dieta das aves. Pellets vermelhos e frutas vermelhas podem tornar as fezes vermelhas (e não a urina!). Sementes e vegetais verdes produzem fezes verdes. Amoras podem tornar as fezes pretas.
As fezes devem ser sólidas e tubulares, enroladas ou não, particionadas ou não. Elas não devem cheirar mal; quando isso ocorre, pode ser sinal de infecções bacterianas.
A diarréia geralmente é uma resposta do organismo a doenças, toxinas ou bactérias prejudiciais, mas pode também ser causada pela dieta, como verduras, hortaliças, frutas cítricas e certos alimentos. A diarréia não é um excesso de urina nos excrementos, e sim material fecal em formato não tubular, com consistência mole a totalmente líquida (nos casos mais severos). Conforme a composição desta parte mais líquida, que pode incluir muco (secreção produzida pelas células intestinais), sangue etc, o aspecto se altera. Com isso, temos pistas que ajudam a reconhecer a doença causadora.
Veja o significado das cores das fezes ou diarréia:
Amarela: deve-se à má absorção e digestão dos alimentos por problemas no pâncreas ou fígado.
Esbranquiçada: deve-se a excesso de urato causado por problemas nos rins.
Esbranquiçada e gordurosa: inflamação no pâncreas.
Escura: pela presença de sangue coagulado e digerido, originário de sangramento no sistema digestivo superior.
Vermelha: devido a sangue vivo (ainda não coagulado) vindo de sangramento no sistema digestivo inferior, cloaca ou oviduto.
2) Urina
Uratos verdes ou amarelos: doença do fígado ou anorexia
Uratos marrons: envenenamento por chumbo
Uratos ou urina vermelha: sangramento interno
Aumento na quantidade de uratos: desidratação ou problemas nos rins
Aumento na quantidade de urina: aumento da ingestão de água ou comida com alto teor de água.
3) Problemas que afetam o sistema digestivo
Veja agora alguns dos sintomas mais comuns relacionados a problemas que afetam o sistema digestivo. Em geral, vêm acompanhados de outros sinais comuns a todas as doenças, como apatia e perda de apetite.
Fezes amolecidas, com sangue, mal cheirosas e escorridas: São sintomas de Inflamação Intestinal. O sangue é proveniente de hemorragias causadas pela destruição de células intestinais. A região da cloaca fica constantemente suja, o corpo tenso e as penas eriçadas. Pode ser causada por alimentos embolorados, mais comuns em épocas quentes, parasitas e microorganismos. Nestes casos, aparece febre. Através de exame determina-se a causa e o veterinário indica um antifúngico, um antiparasitário ou um antibiótico. Outra causa, bem mais rara, é envenenamento por tinta devido a bicar superfícies pintadas, como a parede na qual a gaiola fica encostada ou o próprio cromado e dourado habitual da gaiola, havendo queda da temperatura corporal em vez de febre. Para curar o envenenamento, usa-se soro, glicose, sulfato de atropina ou antídoto, dependendo do tóxico.
Diarréia ligeiramente amarelada, febre com tremores e pulos de um lado a outro, pequenas verrugas na cabeça e dedos: Estes sinais indicam Difteria, conhecida também como Varíola ou Bouba. É causada por um vírus (poxvírus) altamente resistente ao calor e a desinfetantes, mesmo os mais fortes. É muito contagiosa. Em uma segunda etapa causa úlceras na boca, traquéia, pulmões e aparelho digestivo e, por isso, a diarréia ganha uma coloração avermelhada ou escura. Cura-se com antibióticos e dá-se vitaminas para ajudar a cicatrização das úlceras.
Diarréia amarelo ocre, às vezes com sangue vivo, mal cheirosa, penas arrepiadas, mais apetite e sede: Sinalizam Colibacilose que atinge principalmente aves com baixa resistência. O micróbio Escherichia coli, que a causa, é transmitido pela água, alimentação e fezes. Toma, através da corrente sangüínea, os sistemas digestivo, respiratório e reprodutivo, inflamando o oviduto (Salpingite) e causando, com isso, o aumento do volume abdominal e dificuldade de evacuação. Inflama também articulações, gerando atrite, fazendo a ave recolher o membro e, eventualmente, bicar o local inflamado. Se a doença atacar com violência pode causar morte rápida.
Diarréia esbranquiçada com sangue, ofegar, febre, penas arrepiadas, pulsação acelerada e gemidos de dor: Indicam Salmonelose, também chamada de Paratifo. O contágio é alto. Dá-se através das fezes de pássaros doentes ou de sementes e verduras contaminadas por essas fezes, com mais freqüência em aves debilitadas. Se a mãe, ou outro pássaro que estiver na gaiola com os filhotes, pegar a doença, pode ter certeza – os filhotes também a pegarão. Cura-se com antibiótico, fornecendo bastante água e desinfetando as gaiolas e poleiros usados pela ave doente. A doença atinge, além do sistema digestivo, o sistema reprodutivo e, com menor freqüência, o respiratório, através da circulação do sangue. O índice de mortalidade é alto.
Diarréia escura e fraqueza: Pode ser indício de Coccidiose, causada por um dos seguintes protozoários: Eimera sp e Isospora sp. Uma ave saudável e bem alimentada resiste bem ao ataque desta doença, que pode ser controlada com coccicidas ou coccidiostáticos. Mas o pássaro com baixa resistência corre o risco de morrer em poucos dias, devido à desidratação e perda de apetite causadas pela diarréia. O diagnóstico é feito por exame de fezes.
Diarréia verde com sangue, tremores, desmaios e convulsões: A Psitacose, também chamada de Ornitose ou Febre de Papagaio, é uma doença grave que ataca papagaios, periquitos, araras e outros psitacídeos, causando comprometimento do fígado, dificuldade respiratória, conjuntivite e sinusite. Pode ser pega também pelos humanos, que ficam com febre, dores em articulações e mal estar. Por isso, em caso de suspeita, não toque na ave, nem na gaiola e mantenha-a isolada em enquanto o veterinário não vier. O microorganismo que causa só é detectado por exame de laboratório. É curada através de antibióticos, tanto nas aves como nas pessoas.
Abdômen saliente, fraqueza, diarréia esverdeada às vezes com sangue, eventual incoordenação motora: São indícios de Toxoplasmose ou Lankesterella, doenças raras em aves de cativeiro, provocadas por protozoários que destroem células do fígado, que fica inchado. São doenças graves pois causam lesões irreversíveis no sistema nervoso. Atacam especialmente filhotes. São de cura difícil. Quando no início, pode-se tentar tratamento com antiprotozoários. Ocorrem mais em Pombos. A toxoplasmose é transmissível ao homem, porém nunca pelo contato com ave doente, mas apenas pela ingestão se sua carne, se não estiver bem cozida.
Pernas encolhidas, necrose dos dedos, eventual diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas: Significa Estafilococose, doença causada pela bactéria Staphylococus sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abscessos na planta dos pés, surgindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor – a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos, dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido à necrose e podem cair. É possível a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório. Neste caso, acrescentam-se os sintomas diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas. Em pouco tempo a infecção pode se generalizar e causar a morte. A contaminação se dá por via digestiva ou através de feridas. Cura-se com suplementação vitamínica, pomada anti-séptica e antibiótico.
Mãe com peito molhado em conseqüência da diarréia dos filhotes: É a chamada Diarréia de Ninho, que atinge filhotes de várias espécies e que, se não for curada de imediato, pode transformar-se em uma enterite, inflamação do intestino que é a principal causa de morte de filhotes. A causa mais comum é a alimentação imprópria que deve ser eliminada logo. Outra possibilidade é uma reação ao ataque de parasitas como sarna, piolho e ácaros, que diminuem a resistência orgânica e com isso provocam a diarréia. Deve-se logo eliminar as parasitas com uma limpeza rigorosa da gaiola e do ninho e uma lavagem com Cândida. A seguir, coloca-se piolhicida atóxico no ninho para eliminar os parasitas que ficaram na mãe e nos filhotes. O molhado do peito da mãe, popularmente chamado de suor, na verdade é própria diarréia dos filhotes devido ao contato físico (as aves não têm glândulas sudoríparas).
Magreza com tristeza, eventual diarréia com muita água, estrias de sangue e alimento mal digerido: Pode ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou o respiratório. É preciso identificar o tipo de verme, por exame de fezes, para saber o remédio adequado e aí obter a cura. Aves que pisam no chão são as mais sujeitas.

Vômito, penas arrepiadas, perda de peso progressiva, eventual diarréia: Esta doença atinge os sistemas respiratório e digestivo. O papo fica com uma substância líquida, expelida no vômito. Há dificuldade ingerir alimentos, às vezes diarréia e pequenas placas esbranquiçadas dentro do bico. A Candidíase é causada pela levedura Candida albicans que se prolifera no aparelho digestivo. Atinge aves com baixa resistência. Em caso de dúvida, um exame de fezes permite o diagnóstico. Cura-se com antifúngicos.

Olhos fechados, diarréia, prostração que faz encostar o bico no chão: É a Doença de Pacheco, descoberta em 1930 pelo veterinário Genésio Pacheco, causada por um vírus do grupo herpes que se encontra no ar. Ataca o sistema digestivo, além do respiratório, quando há grande baixa de resistência. Só com um exame sofisticado, feito por poucos laboratórios, pode ser confirmada. A cura é muito difícil devido à fraqueza da ave, mas é tentada com imuno estimulantes e complexos vitamínicos.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Por que as aves não urinam?

Simples: porque elas não têm bexiga para armazenar a urina. Sempre que um pássaro bebe algum líquido, esse vai direto para o intestino, onde é absorvido; depois passa para o sangue e chega aos rins, para ser purificado. As impurezas que sobram desse processo – principalmente uma substância conhecida como urato – são levadas por um canal diretamente dos rins para os intestinos, onde são depositadas junto com as fezes e expelidas através da cloaca, na mesma abertura dos órgãos genitais. “É por isso que se observa nas fezes da maioria das aves uma parte esbranquiçada, formada pelo urato’, diz o ornitólogo Werner Bockerman, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-as-aves-nao-urinam/

Criar na Mão

Todas as pessoas que desejam uma ave como animal de estimação, quer uma ave mansa, criada à mão. Grande parte dos pequenos criadores querem começar a criar à mão após a primeira criação sem terem lido bastante sobre esse assunto.
Encontramos algumas informações na Internet, mas só os pontos principais, porque os pormenores ficam ocultos.

Estou aqui para transmitir o que sei. Vão tentar não omitir nada, mas aviso desde já que uso o meu próprio método e não sou dono da razão absoluta, logo, outros criadores utilizarão modos diferentes e possivelmente com uma taxa de sucesso superior à minha. Gostaria de lançar um apelo a todos os criadores experientes na arte de criar à mão, que também contribuíssem com um artigo sobre o seu próprio método aqui no portal.
Separação dos Pais

Em termos gerais, quando se pretende criar uma ave à mão, devemos separá-la dos pais por volta dos 8-10 dias, antes de abrirem os olhos. E já tendo um tamanho menos “frágil”, se é que poderei utilizar este termo. Não esquecer de deixar pelo menos uma ou duas crias (de preferência duas) para os pais biológicos criarem. Podemos criar à mão espécies diferentes em simultâneo.

Pergunta: Porquê aos 8-10 dias e não antes ou depois?
Resposta: Antes dos 8 dias é muito complicado criar, só quem tem muita experiência e condições atmosféricas (Temperatura e Humidade) especiais é que conseguem ter sucesso. Também é importante que os pais biológicos transmitam as enzimas e probióticos naturalmente, por isso a importância dos primeiros dias com os pais biológicos.
Depois dos 10 dias, ou melhor, depois dos olhos abertos, eles já reconhecem os pais como sendo as aves e não nós, logo vão ter medo de nós, será menos fácil alimentá-los, mas muitos criadores utilizam este método (depois dos 15-20 dias), porque as aves já são um pouco mais resistentes, não precisam de ser alimentadas com tanta frequência.

Alojamento

Um dos grandes problemas de sobrevivência das crias quando afastadas dos pais biológicos é manter a temperatura adequada, juntamente com a humidade. Se já obteve criações de Agapornis, já viu com certeza que os ninhos que eles constroem ficam quentes e húmidos.
Existem Maternidade ou incubadoras preparadas especialmente para alojar os recém nascidos. Um método mais caseiro para alojar os recém nascidos é arranjar uma caixa forrada com algodão, pedaços de lã ou serradura. Depois papel absorvente por cima onde as aves (deve sempre criar mais do que uma de cada vez para se aquecer mutuamente) ficaram alojadas. Uma Luz de infra-vermelhos por cima para fazer calor (controle a distancia através de um termómetro – mais perto mais calor, mais longe menos calor), essa temperatura deve rondar os 30º C (cuidado para não ficarem desidratados = luz Infra-vermelhos), deve tapar uma parte do caixa (fazer tecto) para ficar mais escuro, de modo a que as aves não tenham luz directa (infra-vermelhos), mas não deixando perder temperatura.

Alimentação

Para que haja mais probabilidade de sobrevivência das crias, não devemos exagerar na quantidade de alimento de cada refeição, ou seja, devemos dar pequenas quantidades, várias vezes por dia. Com a experiência vai aperfeiçoando a quantidades certas. Na primeira semana (entre os 10-18 dias de vida) a papa deve ser preparada mais líquida e a uma temperatura a rondar os 37,5º C a 38,5º C, se tiver que alimentar várias crias em simultâneo, deve ter cuidado para a papa permanecer sempre à mesma temperatura (método caseiro “banho-maria”). Na 4ª Semana já pode ir engrossando a papa, mas sem exagerar. Eu utilizo para alimentar as minhas aves a papa para crias da Nutribird, existem outras marcas com excelentes qualidades na composição da mesma. Deve repetir a refeição sempre que o papo da ave se apresentar vazio “murcho”. Ter em atenção no manuseamento da ave durante a refeição. Limpar os restos de comida com um cotonete em água morna para não secar e obstruir nenhum canal (cuidado para não deixar fios de algodão na ave).
A papa preparada que sobrar deve ser deitada fora. Com o tempo irá conseguir preparar somente a papa necessária para alimentar as crias.
A papa é dada em seringa ou colher dobrada, sendo o primeiro método, o mais fácil e o mais eficaz. A seringa de preferência deve ser jogada fora após cada utilização (seringas descartáveis) ou após cada utilização lavá-la bem e colocá-la alguns segundos em água a ferver.

Alguns criadores por falta de tempo, só alimentam as crias 5x/dia no máximo na 3ª semana de vida e elas sobrevivem na mesma. Eu alimento no mínimo 6x/dia. A 3ª semana de vida (1ª semana alimentada por nós) é fundamental para a sua sobrevivência, logo não arrisco muito.

Exemplo da Alimentação manual

3ª Semana – alimentação
6x ou 7x/dia
4ª Semana – alimentação
5x ou 6x/dia
5ª Semana – alimentação
4x/dia colocando comida e água à disposição
6ª Semana – alimentação
3x/dia colocando comida e água à disposição
7ª Semana – alimentação
2x/dia colocando comida e água à disposição
8ª Semana – alimentação
1x/dia colocando comida e água à disposição
A ave efectuará o desmame sem problemas.

Higiene

Para evitar o risco de contaminação, é muito importante a limpeza do material que foi utilizado na preparação e fornecimento da papa, como tigelas, sondas e seringas.

Pontos importantes na domesticação da ave

1. Durante as 6ª Semanas de vida só as agarre para alimentá-las, deixe as aves descansarem.
2. Cuidado com as diferenças de temperatura quando for alimentar a ave
3. A ave deve ser manuseada sempre com muito cuidado e carinho
4. Não esteja sempre com ela na mão, é preferível tirá-la da gaiola várias vezes por dia, mas pouco tempo de cada vez.
5. É necessário muita dedicação (tempo livre e paciência)

Resumo

Não é nada fácil criar à mão, porque é preciso muita dedicação. Só aconselho a quem tem muito tempo livre.
E por vezes acontece o que menos desejamos, a morte de uma cria. Esta parte é a mais dolorosa e que nos faz pensar, se efectivamente, deveríamos ou não, deixar os pais biológicos criarem as suas crias?! Mas deparo-me por vezes, com crias mortas no ninho dos pais. Ao criar à mão estou a dar uma probabilidade maior de sobrevivência das crias. Os pais com menos crias no ninho, criam com uma taxa superior a 95%, e eu, ao criar algumas crias estou a diminuir a taxa de mortalidade das mesmas.

Espero com este artigo ter desmistificado a arte de criar à mão.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Doença do BICO e da PENA dos Psitacídeos

A Doença do Bico e das penas dos psitacídeos afeta vários psitacídeos (pássaros de bico “redondo”), sendo de característica contagiosa (passa de uma ave para outra) e a sua evolução pode acarretar a morte das aves acometidas. Tem como lesões, a má formação das penas e perdas das mesmas, com formação de áreas sem penas e até mesmo levando a deformação de bico e unhas.

– O agente causador da doença é um vírus da família dos Circovírus.

Este vírus tem atração por células em divisão, sendo assim, afeta com mais facilidade as penas em crescimento, levando a uma alteração na circulação sanguínea local, provocando assim uma falha de suprimento de sangue e consequentemente de nutrientes, fazendo com que a pena se desprenda e caia. Deste modo, quanto mais nova a ave no momento de contaminação, maiores serão os danos e sinais clínicos. A evolução das lesões se dá com a evolução do vírus a nível de pele e plumas, levando a formação de plumagem de aspecto sujo. O vírus também age diminuindo a formação de queratina dos bicos e unhas, levando a deformação dos mesmos, favorecendo a sua contaminação e infecção por agentes bacterianos, fúngicos e virais secundários. Muitas vezes afetam a medula das aves acometidas, levando a uma diminuição da eficiência do sistema imunológico da ave, assim qualquer doença consegue se instalar e facilmente pode ocorrer a morte da mesma.

– A transmissão se dá por contato do vírus com as aves sensíveis. A entrada do vírus para o interior da ave sadia se dá quando esta o inala ou o ingere. As fezes, secreções do papo e poeira das penas apresentam grande quantidade de vírus contaminante. A contaminação de água, alimentos e ambiente favorecem a disseminação do vírus e perpetuação da doença em nosso meio. O vírus é altamente resistente ao meio ambiente e acredita-se que resista a vários desinfetantes. Muita vezes, podemos nos deparar com aves sem sinais clínicos, mas portadora do vírus e por não conseguirmos determinar a sua doença de modo visual, pois estará em perfeito estado de pena, podemos levá-la a nossa criação e assim contaminamos todas as nossas aves. Pelo fato do vírus ser resistente ao meio ambiente podemos transportar as partículas virais em nossas mãos, roupas e mesmo com utensílios de trabalho. Moscas e outros insetos também podem favorecer o transporte e disseminação da doença dentro e para fora de nossos plantéis.

– Como sinais clínicos, podemos ter morte precoce de filhotes ainda sem penas, que podem apresentar diarréia, sinais pneumônicos, estase de alimento no papo, perda de peso e morte rápida. Aves que tiveram o crescimento das penas, mas que ainda não adquiriram a independência dos pais, podem apresentar fraturas, necrose, hemorragia e queda das penas, diarréias severas, falta de apetite, estase do papo, enfraquecimento, desidratação, perda de massa muscular, … e a sua evolução acarreta em morte, após alguns dias ou mesmo semanas após o seu início. Em aves adultas podemos ter além das lesões de penas a deformação de bico e unhas, queda de resistência e desenvolvimento de doenças secundárias ou mesmo por debilidade crônica e assim levando a morte das mesmas. Mesmo nas aves adultas há perda gradativa das penas, com fraturas das penas das mesmas; lesões e má formação das penas; hemorragias, necrose e falha de disposição das penas; apteria em cabeça (ave careca); presença de poeira nas penas (“caspas”); podem perder totalmente as penas, ficando carecas e assim permanecer até a morte; podem ocorrer lesões em bico, com formação de ulcerações, lesões, fraturas e com freqüência infecções por fungos e bactérias.

– O diagnóstico é feito através do exame clínico, história clínica e exames laboratoriais.

Até hoje o tratamento não existe, podemos apenas fornecer uma terapia de suporte, para que controlemos as infecções secundárias.

– O melhor meio de controle desta doença é a prevenção. A melhor conduta é fazermos o teste laboratorial de todas as aves que entrarão em nosso plantel, deste modo separamos as aves doentes das aves não contaminadas. Devemos nos lembrar das poeiras das penas das aves contaminadas, evitando assim o contato desta, com aves sadias e filhotes.
– A problemática que gira ao redor desta doença é justamente a ausência de um tratamento específico e eficaz. Boa sorte a todos e em caso de dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário de sua confiança.
Agradecimentos.:

Luiz Alberto Shimaoka – Autor
Médico Veterinário (CRMV-SP 6003)
Clube dos Psitacídeos® e Clinica Veterinária Shimaoka

fonte: http://exoticparrotpark.blogspot.com.br/2011/08/doenca-do-bico-e-da-pena-dos.html

Curiosidades Diversas

1 – Um pássaro da orla marítima chamado Fulmar é capaz de cuspir um óleo amarelo e fedorento contra os intrusos no seu ninho. Este pássaro tem uma pontaria fenomenal até cerca de 1,5 metros do intruso. Os Fulmares cheiram tão mal como o óleo que cospem. Os ovos de um Fulmar que se encontram num museu à mais de 100 anos, ainda contêm o seu cheiro. Os Fulmares vivem no Árctico, Inglaterra, Califórnia e no Japão.

2 – Mais de 3,5 milhões de pássaros morrem todos os anos ao chocarem contra janelas.

3 – O pássaro azul africano não tem pénis!

4 – O pássaro do paraíso consegue dormir de pernas para o ar!

5 – Alguns pássaros usam as estrelas para se guiarem durante as migrações.

6 – A Amazónia contém cerca de 25% das espécies de pássaros existentes no mundo.

7 – As corujas são o único pássaro que consegue ver a cor azul, e também são os únicos com visão estereoscópica (capacidade de focar os dois olhos ao mesmo tempo num alvo).

8 – Um galo macho castrado é chamado de capão.

9 – Consegue-se hipnotizar literalmente uma galinha segurando-a e desenhando uma linha no chão várias vezes seguidas. Ela não sai dali enquanto continuar a fazer isso

10 – Alguns tipos de galinhas podem pôr ovos coloridos. A Ameraucana e a Araucana põem ovos verdes e azuis..

11 – O parente vivo mais próximo do T-Rex é a galinha.

12 – Alectorofobia – medo das galinhas.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Devo usar jornal?

Não, pois a tinta do jornal contém chumbo, que é tóxico a qualquer animal. Forre sua gaiola com papel branco de boa absorção se a ave tiver facilidade para pegar esse papel.

Agora se não a riscos para que a ave consiga tal manobra… sim você pode usar o jornal, mas observe atentamente se a ave realmente não consegue pegar o jornal… portanto se adotar o jornal como absorvente estára por sua conta e risco.

Espero ter ajudado !

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F