Princípios Básicos para Adestrar seu Pássaro Arisco.

Sabemos que para termos bons resultados no adestramento de pássaros ariscos e torná-los ótimos pet´s , devemos seguir algumas regras básicas e principalmente fazer com que eles sintam prazer nos exercícios realizados.

Temos que de alguma maneira geral, visualizar o que se passa dentro de seu pássaro de estimação, pois neste momento muitas vezes ela estará em uma situação nova ou em um ambiente novo sentindo medo e sozinho.

Antes de começar, procure de alguma maneira acalmá-lo e deixar que ela sinta-se bem a vontade.

O processo para acalmar seu pássaro de estimação, muitas das vezes pode demorar dias ou até semanas e uma das maneiras que trazem maiores resultados, é procurar se movimentar e falar de maneira suave transparecendo a calma e confiança.

Neste tempo você poderá se familiarizar com seu pássaro de estimação, procurando estabelecer os sinais que seu pássaro transmite em determinadas reações tanto na fala quanto de uma maneira corporal de ambos.

Normalmente quando seu pássaro já começa a demonstrar confiança sob sua presença e próximo de sua gaiola ou até mesmo soltos (não atacando, ou demonstrar agitação), podemos então partir para o passo de adestramento.

Neste processo inicial de adestramento, muitas vezes percebemos que o criador passa por grandes frustrações achando que irá de primeiro momento fazer o pássaro obedecer ao seu comando, e nesta hora devemos nos controlar e mostrar ao pássaro que você está muito contente, mesmo não tendo um bom resultando inicial.

Cada sessão de treinamento dura em torno de 10 a 15 minutos, sabendo que em estudos realizados, é o tempo máximo de concentração de um pássaro.

Neste período deve sempre prevalecer a paciência e muita sutileza ao se comunicar com o pássaro, pois somente assim conseguirá se corresponder no treinamento.

Nunca tente forçar uma situação ou ordenar ao pássaro de maneira rude ao realizar uma ordem não feita no tempo estimado.

Quando o pássaro não acatar a sua ordem, jamais tente ameaçar em bater ou gritar, pois eles entendem isso como “força”, e força para eles, são considerados uma grande ameaça para sua vida.

Uma dica muito importante !

Antes de abrir a gaiola para seu pássaro ficar solto, certifique-se que ele esteja com suas penas de vôos contidas e que não tenha nada ao seu redor que venha causar danos e risco a sua vida.

Para treinar qualquer tipo de pássaro, procure usar luvas de couros (ex. calopsitas, agapornis, ring neck, jandaia, roselas) e para psitacídeos de médio e grande porte (ex. papagaios, araras, cacatuas), sempre tenha em mãos uma vareta para guiá-lo.

Umas das maneiras mais simples para se fazer com que o pássaro venha até sua mão é procurar se movimentar de uma maneira bem amigável e de modo lento fazendo com que ele possa perceber todo o processo.

Dessa mesma maneira conduza sua mão ou a vareta (caso seja de médio ou grande porte), até a junção do peito entre as pernas. Com a tomada deste processo, o pássaro deverá subir automaticamente na vareta ou em sua mão e neste mesmo momento você deverá elogiá-lo e se possível agradá-lo caso ele permita – mas não force ok ?

Este processo deverá se repetir por muitas vezes e procure sempre fazer isso ao lado de sua gaiola não afastando muito para que ele não venha se sentir inseguro, pois sua gaiola neste momento será seu porto seguro.

Com o tempo seu pássaro estará mais seguro e assim gradativamente vai afastando-se da gaiola e mantendo ele em sua mão a maior parte do tempo e nunca se esqueça dos elogios.

Caso ele pule de sua mão e caia no chão, tenha calma, espere ele se ajeitar e então faça todo o processo novamente abaixado junto a ele e oferecendo a sua mão transmitindo calma, segurança e principalmente a confiança.
Complementos importantes:

* Sempre quando seu pássaro realizar algum comando solicitado, procure de uma maneira simples e generosa, elogiá-lo oferecendo sempre algo que ele goste muito de comer.
* Procure renovar os seus brinquedos trocando semanalmente (revezando), pois só assim ele estará mais interessados em seus brinquedos e com certeza muito mais feliz.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/adestrar_passaros.html

Psitaciformes

Ordem: Psitaciforme (Psittaciforme)
Família: Psitacídeo (Psittacidae)

Psitaciforme diz-se de espécime dos psitaciformes, ordem de aves de bico forte, grosso e recurvo, língua carnuda e grossa, dedos livres, dois para frente e dois para trás, e pés adaptados à preensão. Inclui os psitacídeos.

De forma geral, os psitaciformes caracterizam-se pelo bico encurvado, com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior. Esta forma de bico é uma adaptação à alimentação, à base de sementes e frutos. Estas aves são normalmente muito coloridas e algumas espécies são capazes de aprender a reproduzir sons da fala humana.

O grupo dos psitacídeos, ou seja da família psitacídea, possuem hábitos alimentares frugívoros (que se alimentam de frutos) e granívoros (que se alimentam de grãos e sementes), que inclui aves muito populares e conhecidas tais como:

1) apuins

2) araras – arara é o nome comum de várias espécies que são de grande porte e cauda longa. Esse grupo encontra-se em um estado de conservação ameaçada, graças à caça furtiva devida à sua procura como animais de estimação, e ao desaparecimento do seu hábitat… É comum confundir as araras… As espécies brasileiras podem ser divididas segundo o seu colorido… Parece que a palavra “arara” é aumentativo de “ará”, papagaio, papagaio grande… Elas emitem sons e gritos característicos que se assemelham à palavra “arara” (motivo pelo qual os indígenas lhe deram este nome)…

3) cacatuas – aves maiores que os papagaios, de penacho ou crista grande e ereta…

4) caturritas

5) ararajuba, aratingas e jandaias – a maioria tem em média 30 centímetros e muitos são bem menores, pesando 300 gramas apenas, também conhecidas por maitaca ou maritaca, mas todas as espécies são periquitos…

6) maracanãs – semelhante a pequena arara…

Nota: O local em que se situa o Estádio do Maracanã, a então região do Derby, era habitada por uma espécie de papagaio conhecido no norte do país como maracanã-guaçu. A composição do nome Maracanã é indígena (tupi-guarani), que significa: maraca ou maraká (chocalho ou barulhento) e nã (semelhante), em vista da semelhança do chilrear das aves com o som do chocalho, barulhento…

7) papagaios – papagaio é o nome comum de várias espécies pertencentes à família psitacídeas. Os papagaios têm como característica um bico curvo e penas de várias cores, variando muito entre as diferentes espécies. Alguns papagaios são capazes de imitar sons e, inclusive, a fala humana.

8) periquitos – periquito é o nome comum de várias espécies… Este nome não corresponde a nenhuma classe taxonômica e é usado para referir as aves menores deste grupo, as quais são pequenas e de coloração bastante variada… Hoje em dia há periquitos de todas as cores inclusive preto, descoberto por volta do início deste século… A Ararajuba é um periquito!

9) periquitões

10) tuins – ave pequenina, com cerca de 26g, que vive em bandos…

Os psitaciformes têm distribuição geográfica vasta, ocupando as regiões quentes e temperadas de todos os continentes. A maior biodiversidade do grupo encontra-se na Oceania, América Central e América do Sul.

A única espécie nativa do Hemisfério Norte foi o periquito-da-carolina, que habitou o Sudeste dos Estados Unidos da América e se extinguiu no início do século XX. No passado recente, desapareceram diversas espécies de psitaciformes, em particular as nativas das ilhas do Oceano Pacífico colonizadas durante a expansão polinésia…

A taxonomia tradicional de “Clements” para a classe “Aves” subdividia esta ordem (Psitaciforme – Psittaciforme) em duas famílias: “Psittacidae” (araras, papagaios e outros – Parrots, Macaws and Allies) e “Cacatuidae” (cacatuas e outros – Cockatoos and Allies).

A taxonomia de “Sibley-Ahlquist”, por outro lado, condensa todos os gêneros de psitaciformes na família psitacídeos (Psitacídeo – Psittacidae). Portanto, hoje, os psitaciformes é uma ordem de aves que inclui 360 espécies classificadas em 80 gêneros da família psitacídeos…
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Alguns gêneros (monoespecíficos) e espécies dos psitacídeos…

A palavra “ara” em tupi-guarani significa dia, mas “ará” significa papagaio… “Arara” é uma espécie de aumentativo da palavra “ará”, logo papagaio grande. Aracema, bando de aves. Ará, provavelmente arara, é nome comum a várias aves da família Psittacidae, dos gêneros Ara e Anodorrhynchus. Foi Américo Vespúcio, diz Rodolfo Garcia, quem em uma das cartas a Soderini, primeiro assinalou (P.A.)…

Gênero Ara
(Ara ambigua) arara-verde-grande / Gree Guacamayo Giant / Great Green Macaw
(Ara ararauna) arara-canindé, arara-azul-amarela, arara-de-barriga-amarela (Linné) Blue-and-yellow Macaw / Guacamaya
(Ara autocthones) Arara-de-St. Croix
(Ara chloroptera) arara-piranga, arara-vermelha-grande, arara-vermelha-e-verde / Red-and-green Macaw
(Ara glaucogularis) arara-garganta-azul / Blue-throated Macaw
(Ara macao) arara-canga, arara-vermelha, arara-vermelha-de-asa-amarela / Scarlet Macaw / Lapa roja, Guacamayo rojo
(Ara militaris) arara-militar / Military Macaw
(Ara rubrogenys) Red-fronted Macaw
(Ara severa) Chestnut-fronted Macaw

Gênero Anodorhynchus
(Anodorhynchus glaucus) arara-azul-pequena / Glaucous Macaw
(Anodorhynchus hyacinthinus) araraúna, arara-azul-grande / Hyacinth Macaw – A arara-azul é o maior psitacídeo do mundo!
(Anodorhynchus leari) arara-azul-de-lear / Lear’s Macaw – representada no logo do Zoológico de Salvador

Gênero Cyanopsitta
(Cyanopsitta spixii) ararinha-azul / Spix’s Macaw – Encontrada exclusivamente no Brasil. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro… Segundo o livro “Brasil 500 Pássaros” (http://www.eln.gov.br/).

Gênero Diopsittaca
(Diopsittaca nobilis) Red-shouldered Macaw

Gênero Orthopsittaca
(Orthopsittaca manilata) Red-bellied Macaw

Gênero Primolius
(Primolius couloni) Blue-headed Macaw / Guacamayo cabeza celeste
(Primolius auricollis) Golden-collared Macaw

Máximo postal do Suriname com pintura da Ara macao. O bloco emitido por Cuba mostra várias espécies de araras: arara-canga (vermelha), arara-una (azulão), arara-canindé (azul e amarelo) e araras-vermelha-grande, cujo nome científico é Ara chloroptera…

CACATUAS
Gênero Cacatua
(Cacatua ducorpsii) cacatua-de-salomão / Ducorps’ Cockatoo
(Cacatua galerita) cacatua-branca-de-crista-amarela-grande / Greater Sulphur-crested Cockatoo / selo cubano abaixo
(Cacatua goffiniana) cacatua-amarela / Tanimbar Corella / Goffins Cocatto
(Cacatua haematuropygia) cacatua-filipina / Philippine Cockatoo
(Cacatua leadbeateri) cacatua-cor-de-rosa / Pink Cockatoo / Major Mitchell’s Cockatoo
(Cacatua moluccensis) cacatua-de-crista-salmão / Salmon-crested Cockatoo
(Cacatua sulphurea) cacatua-branca-de-crista-amarela / Yellow-crested Cockatoo / Citron-crested cacatoo

Gênero Callocephalon (Callocephalon fimbriatum) cabeça-vermelha / Gang-gang Cockatoo

GêneroCalyptorhynchus(Calyptorhynchusbanksii) cacatua-preta-de-rabo-vermelho / Red-tailed Black-Cockatoo

Gênero Eolophus (Eolophus roseicapillus) cacatua-cor-de-rosa / Galah ou Rode-breasted Cockatoo

Gênero Nymphicus (Nymphicus hollandicus) cacatua-colorida / Cockatiel

Gênero Probosciger (Probosciger aterrimus) cacatua-preta / Palm Cockatoo – Zoológico de Belgrade

Selo cubano emitido em 23/02/2005, com valor facial de 15c, que mostra duas espécies de cacatuas…

PAPAGAIOS
Gênero Alisterus
(Alisterus amboinensis) Moluccan King-Parrot – Indonésia
(Alisterus chloropterus) Papuan King-Parrot – Papua Nova Guiné
(Alisterus scapularis) Australian King-Parrot – Austrália

Gênero Amazona
(Amazona aestiva) papagaio-verdadeiro ou papagaio-curau, Blue-fronted Parrot
(Amazona albifrons) White-fronted Parrot
(Amazona agilis) papagaio-de-bico-preto, Black-billed Parrot
(Amazona amazonica) papagaio-do-mangue ou papagaio-grego, Curica, Orange-winged Parrot
(Amazona arausiaca) papagaio-de-pescoço-vermelho, Red-necked Parrot
(Amazona auropalliata) papagaio-de-nuca-amarela, Yellow-naped Parrot – ave nacional de Honduras!
(Amazona autumnalis) papagaio / Lora Mejilla Amarilla / Red-lored Parrot
(Amazona barbadensis) Yellow-shouldered Parrot
(Amazona brasiliensis) papagaio-de-cara-roxa, Red-tailed Parrot
(Amazona collaria) Yellow-billed Parrot
(Amazona dufresniana) Blue-cheeked Parrot
(Amazona farinosa) papagaio-moleiro, Mealy Parrot
(Amazona festiva) Loro lomirojo, Festive Parrot
(Amazona guildingii) papagaio-de-são-vicente, St. Vincent Parrot – ave nacional de São Vicente e Granadinas!
(Amazona imperialis) papagaio-imperial ou Sisserou, Imperial Parrot – ave nacional de Dominica!
(Amazona leucocephala) papagaio-cubano, Cuban Parrot
(Amazona ochrocephala) papagaio-campeiro, Yellow-crowned Parrot
(Amazona oratrix) Yellow-headed Parrot
(Amazona pretrei) papagaio-charão, Red-spectacled Parrot
(Amazona rhodocorytha) papagaio-chauá, Phauã
(Amazona versicolor) papagaio-santa-lucense, St. Lucia Parrot – ave nacional de Santa Lúcia!
(Amazona vinacea) papagaio-de-peito-roxo, Vinaceous Parrot
(Amazona ventralis) Papagaio-de-hispaniola, Hispaniolan Parrot
(Amazona xantholora) Yellow-lored Parrot
(Amazona xanthops) papagaio-galego, Yellow-faced Parrot – provavelmente extinto no Estado de São Paulo…

Gênero Aprosmictus
(Aprosmictus erythropterus) Red-winged Parrot – Austrália, Papua Nova Guiné

Gênero Barnardius
(Barnardius zonarius) Port Lincoln Parrot – Austrália

Gênero Coracopsis
(Coracopsis nigra) papagaio-preto / Black Parrot – ave nacional de Seychelles!
(Coracopsis vasa) Vasa Parrot – Madagáscar

Gênero Deroptyus
(Deroptyus accipitrinus) anacã / Red-fan Parrot – Presente na Amazônia brasileira e também das Guianas e Venezuela à Colômbia e Peru. Pela sua silhueta, em que se realça o topete, pode ser confundido com um gavião. Conhecido também como curica-bacabal (Maranhão) e papagaio-de-coleira.

Gênero Eclectus
(Eclectus roratus) Eclectus Parrot – Micronésia, Palau, Salomão

Gênero Geoffroyus
(Geoffroyus heteroclitus) Singing Parrot – Salomão

Gênero Hapalopsittaca
(Hapalopsittaca fuertesi) Indigo-winged Parrot

Gênero Loriculus
(Loriculus beryllinus) Ceylon Hanging-Parrot – Sri Lanca
(Loriculus galgulus) Blue-crowned Hanging-Parrot – Indonésia
(Loriculus philippensis) Philippine Hanging-Parrot – Filipinas
(Loriculus vernalis) Vernal Hanging-Parrot – Vietnã

Gênero Micropsitta
(Micropsitta finschii) Finsch’s Pygmy-Parrot – Salomão

Gênero Poicephalus
(Poicephalus flavifrons) papagaio-de-cara-amarela / Yellow-fronted Parrot – Etiópia
(Poicephalus gulielmi) papagaio-de-cara-vermelha / Red-fronted Parrot – Togo
(Poicephalus meyeri) papagaio-meyer / Meyer’s Parrot – Botsuana
(Poicephalus robustus) papagaio-pescoço-marrom / Brown-necked Parrot – Zimbábue
(Poicephalus rueppellii) papagaio-rueppell / Rueppell’s Parrot – Namíbia
(Poicephalus senegalus) papagaio ou periquito-da-guiné / Senegal Parrot – Senegal

Gênero Prosopeia
(Prosopeia tabuensis) papagaio / Red Shining-Parrot – Fiji, Tonga
(Prosopeia personata) papagaio / Masked Shining-Parrot – Fiji

Gênero Psephotus
(Psephotus chrysopterygius) Golden-shouldered Parrot – Austrália

Gênero Psittaculirostris
(Psittaculirostris edwardsii) Edwards’ Fig-Parrot – Papua Nova Guiné

Gênero Psittacus
(Psittacus erithacus) papagaio-cinza / Grey Parrot – espécie originária da África: Centro-Africana, Congo, Gabão, Guiné, Nigéria, Togo – ave nacional de São Tomé e Príncipe!

Gênero Psittrichas
(Psittrichas fulgidus) Pesquet’s Parrot – Indonésia, Papua Nova Guiné

Gênero Purpureicephalus
(Purpureicephalus spurius) Red-capped Parrot – Austrália

Gênero Rhynchopsitta
(Rhynchopsitta pachyrhyncha) Thick-billed Parrot

Gênero Tanygnathus
(Tanygnathus lucionensis) Blue-naped Parrot – Filipinas
(Tanygnathus megalorynchos) Great-billed Parrot – Filipinas
(Tanygnathus sumatranus) Azure-rumped Parrot – Filipinas

Gênero Touit
(Touit batavica) Lilac-tailed Parrotlet
(Touit huetii) Scarlet-shouldered Parrotlet
(Touit melanonota) papagainho / Brown-backed Parrotlet
(Touit purpurata) Sapphire-rumped Parrotlet

PERIQUITOS E AFINS
Gênero Agapornis
(Agapornis canus) Grey-headed Lovebird – Seychelles
(Agapornis lilianae) Lilian’s Lovebird – Malauí
(Agapornis nigrigenis) Black-cheeked Lovebird – Zâmbia
(Agapornis personatus) Yellow-collared Lovebird – Tanzânia
(Agapornis pullarius) Red-headed Lovebird – Camarões, Centro-africana, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa
(Agapornis roseicollis) periquito-de-face-rosa / Rosy-faced Lovebird – Angola, Namíbia
(Agapornis swindernianus) Black-collared Lovebird – Libéria, Uganda
(Agapornis taranta) Black-winged Lovebird – Etiópia

Gênero Bolbopsittacus
(Bolbopsittacus lunulatus) Guaiabero – Filipinas

Gênero Brotogeris
(Brotogeris chrysopterus) Golden-winged Parakeet
(Brotogeris jugularis) Orange-chinned Parakeet
(Brotogeris sanctithomae) periquito-tui / Tui Parakeet – selo emitido em 20/01/1984, Cinquentenário da Publicação de Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, com valor facial de 45 cruzeiros, o selo também mostra um periquitinho-verde… RHM: C-1371. Yvert: 1644.
(Brotogeris versicolurus) periquito-de-asa-branca – Presente na Amazônia, do Amapá e Pará até a divisa com o Peru e Colômbia, países em que também ocorre. Conhecido também como periquito-da-campina, periquito-de-asa-amarela (Amapá), periquito-das-ilhas (médio Solimões) e periquito-estrela (Pará).

Gênero Chalcopsitta
(Chalcopsitta cardinalis) Cardinal Lory – Salomão

Gênero Charmosyna
(Charmosyna amabilis) Red-throated Lorikeet – Fiji
(Charmosyna margarethae) Duchess Lorikeet – Salomão
(Charmosyna meeki) Meek’s Lorikeet – Salomão
(Charmosyna palmarum) Palm Lorikeet – Salomão, Vanuatu
(Charmosyna papou) Papuan Lorikeet – Papua Nova Guiné

Gênero Conuropsis
(Conuropsis conuropsis) Carolina Conure / Louisiana Conure

Gênero Cyanoliseus
(Cyanoliseus patagonus) periquito ou papagaio-da-patagônia / Burrowing Parakeet / Patagonian Conure

Gênero Cyanoramphus
(Cyanoramphus saissetti) New Caledonian Parakeet – Nova Caledônia
(Cyanoramphus cookii) Norfolk Island Parakeet – Norfolque
(Cyanoramphus novaezelandiae) Red-fronted Parakeet – Nova Zelândia
(Cyanoramphus malherbi) Malherbe’s Parakeet – Nova Zelândia

Gênero Enicognathus
(Enicognathus ferrugineus) Austral Parakeet / Austral Conure
(Enicognathus leptorhynchus) Slender-billed Parakeet / Slender-billed Conure

Gênero Eos
(Eos bornea) periquito-escarlate / Red Lory
(Eos squamata) periquito-vermelho / Violet-necked Lory – Congo

Gênero Eunymphicus
(Eunymphicus cornutus) Horned Parakeet – Nova Caledônia

Gênero Forpus
(Forpus passerinus) Green-rumped Parrotlet

Gênero Glossopsitta
(Glossopsitta porphyrocephala) Purple-crowned Lorikeet – Austrália

Gênero Leptosittaca
(Leptosittaca branickii) Golden-plumed Conure

Gênero Lorius
(Lorius chlorocercus) Yellow-bibbed Lory – Salomão
(Lorius garrulus) Chattering Lory – Indonésia
(Lorius lory) Black-capped Lory – Indonésia

Gênero Melopsittacus
(Melopsittacus undulatus) periquito-comum, que nós brasileiros chamamos vulgarmente de periquito-australiano / Budgerigar – Austrália

Gênero Myiopsitta
(Myiopsitta monachus) periquito-monge / Monk Parakeet / Quaker Parakeet / Monk Parakeet

Gênero Nandayus
(Nandayus nenday) Nanday Conure / Black-masked Conure / Black-hooded Conure

Gênero Neophema
(Neophema chrysogaster) Orange-bellied Parrot – Austrália

Gênero Nestor
(Nestor meridionalis) New Zealand Kaka – Nova Zelândia
(Nestor notabilis) Kea – Nova Zelândia

Gênero Ognorhynchus
(Ognorhynchus icterotis) Yellow-eared Parrot / Yellow-Eared Conure

Gênero Orthopsittaca
(Orthopsittaca manilata) maracanã-de-cara-amarela – Presente na Amazônia brasileira e no Piauí, oeste da Bahia, Minas Gerais e extremo nordeste de São Paulo. Encontrada também da Venezuela à Bolívia. Conhecida também como maracanã-do-buriti e arararana (Mato Grosso).

Gênero Phigys
(Phigys solitarius) kula ou loris-solitário, Collared Lory – ave nacional de Fiji!

Gênero Pionites
(Pionites leucogaster) marianinha / Black-headed Parrot – Presente ao sul do Rio Amazonas, sendo encontrada também na Bolívia.
(Pionites leucogaster xanthurus) marianinha / (Pionites leucogaster) marianinha-de-cabeça-amarela
(Pionites melanocephala)

Gênero Pionopsitta
(Pionopsitta barrabandi) papagaio-laranja / Orange-cheeked Parrot
(Pionopsitta caica) papagaio-caica / Caica Parrot
(Pionopsitta pileata) cuiú-cuiú
(Pionopsitta vulturina) curica-urubu – Encontrado exclusivamente no Brasil, ao sul do baixo Rio Amazonas, na região que se estende do Maranhão e leste do Pará para oeste até o Rio Madeira, e em direção sul até a Serra do Cachimbo (sul do Pará). Conhecido também como urubu-paraguá, pirí-pirí e periquito-d’anta.

Gênero Pionus
(Pionus fuscus) Dusky Parrot
(Pionus maximiliani) maitaca
(Pionus menstruus) maitaca-de-cabeça-azul, conhecida também como curica e maitaca-de-barriga-azulada / Blue-headed Parrot – Presente da Amazônia ao Espírito Santo e também da Costa Rica à Bolívia.
(Pionus senilis) White-crowned Parrot

Gênero Platycercus
(Platycercus caledonicus) Green Rosella – Austrália
(Platycercus elegans) Crimson Rosella – Austrália, Norfolque

Gênero Polytelis
(Polytelis alexandrae) Alexandra’s Parrot – Austrália

Gênero Prioniturus
(Prioniturus montanus) Luzon Racquet-tail – Filipinas

Gênero Pseudeos
(Pseudeos fuscata) Dusky Lory – Papua Nova Guiné

Gênero Psittacula
(Psittacula alexandri) Red-breasted Parakeet – Tailândia, Vietnã
(Psittacula calthropae) Layard’s Parakeet
(Psittacula cyanocephala) Plum-headed Parakeet – Butão
(Psittacula echo) Mauritius Parakeet – MAURÍCIO
(Psittacula eupatria) Alexandrine Parakeet – Tailândia, Vietnã
(Psittacula finschii) Grey-headed Parakeet – Laos
(Psittacula krameri) piriquito-de-colar / Rose-ringed Parakeet – Bahrein, Gâmbia, Gana, Guiné, Maldivas, Togo
(Psittacula longicauda) Long-tailed Parakeet – Malásia
(Psittacula roseata) Blossom-headed Parakeet – Laos, Tailândia

Gênero Psittinus
(Psittinus cyanurus) Blue-rumped Parrot – Tailândia

Gênero Pyrrhura
(Pyrrhura albipectus) White-necked Conure / White-breasted Parakeet
(Pyrrhura calliptera) Brown-breasted Conure
(Pyrrhura cruentata) fura-mato ou periquito-de-garganta-azul / Blue-throated Parakeet
(Pyrrhura egregia) Fiery-shouldered Conure / Gran Sabana Conure
(Pyrrhura frontalis) Maroon-bellied Conure / Azara’s Conure / Blaze-winged Conure
(Pyrrhura hoematotis) Red-eared Conure / Blood-eared Conure
(Pyrrhura hoffmanni) Hoffmann’s Conure / Chriqui Conure
(Pyrrhura leucotis) White-eared Conure / Brazilian Grey-breasted Conure / Rose-headed Parakeet
(Pyrrhura melanura) Maroon-tailed Conure / Souance’s Conure / Berlepsch’s Conure / Pacific Black-tailed Conure / Chapman’s Conure
(Pyrrhura molinae) Green-cheeked Conure / Argentina Conure / Crimson-tailed Conure / Sordid Conure / Yellowsided Conure / Santa Cruz Conure
(Pyrrhura perlata) Crimson-bellied Conure / Pearly Conure (Pyrrhura peralata)
(Pyrrhura orcesi) El Oro Conure
(Pyrrhura picta) tiriba-de-testa-azul / Painted Parakeet / Painted Conure / Santarem Conure / Prince Lucien’s Conure / Rose-headed Conure / Jaraquiel Conure / Magdalena Conure / Pantchenko’s Conure / Azuero Conure – Presente na Amazônia brasileira e também no Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Conhecida também como marrequém-do-igapó e tiriba-pintada.
(Pyrrhura rhodocephala) Rose-crowned Conure / Rose-headed Parakeet
(Pyrrhura rupicola) Black-capped Conure / Rock Conure / Sandia Conure
(Pyrrhura viridicata) Santa Marta Conure

Gênero Strigops
(Strigops habroptilus) Kakapo – Nova Zelândia

Gênero Trichoglossus
(Trichoglossus haematodus) periquito-arco-íris? / Rainbow Lorikeet – Austrália, Indonésia, Nova Caledônia, Salomão, Vanuatu
(Trichoglossus johnstoniae) Mindanao Lorikeet – Filipinas
(Trichoglossus rubiginosus) Pohnpei Lorikeet – Micronésia

Abaixo, selo emitido em 04/08/1987, que compreende a série “Ano Internacional do Turismo”. RHM: C-1556/C-1557. Os 2 selos com valor facial de Cz$3,00 cada, mostram: Monumentos de Brasília (Candangos), São Paulo, Rio de Janeiro (Pão-de-Açúcar) e, o segundo selo, aspectos das regiões Norte e Nordeste do Brasil, com o periquito-arco-íris (Trichoglossus haematodus)…

Gênero Vini
(Vini australis) Blue-crowned Lorikeet – Fiji, Niuê, Tonga, Wallis e Futuna
(Vini kuhlii) Kuhl’s Lorikeet – Kiribati, Polinésia Francesa
(Vini peruviana) Blue Lorikeet – Aitutaque, Polinésia Francesa
(Vini stepheni) Stephen’s Lorikeet – Pitcairn
(Vini ultramarina) Ultramarine Lorikeet – Polinésia Francesa

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/psitaciformes.html

RINGNECK Psittacula krameri manillensis

RINGNECK
Psittacula krameri manillensis
Considerações gerais

Devido ao enorme número de possibilidades de acasalamentos entre as diversas cores e mutações do Ringneck, é quase impossível fornecer o resultado entre cada uma delas. Por isso, listamos abaixo alguns dos acasalamentos que são considerados como sendo clássicos, usando pássaros portadores e mutantes de algumas mutações mais populares.

Os acasalamentos abaixo são tidos como ideais e padrão para as cores em questão pois aproveitam ao máximo o potencial genético de cada mutação e o resultado em termos de cores dos filhotes é excelente, já que há também um equilíbrio interessante entre as cores e sexos dos filhotes que serão produzidos, maximizando o resultado final. Além disso, estes acasalamentos (com poucas excessões) não produzem pássaro “possível portador”, de forma que sabe-se exatamente o que cada filhote nascido porta geneticamente.
Por acreditarmos que não vale à pena em termos genéticos dos filhotes produzidos, por opção seguimos uma linha de conduta ao fazermos os acasalamentos de nossos Ringnecks e normalmente não misturamos o gen Ino (Lutino, Albino) com os gens Canela (Canela, Skyblue, Silver, etc) e Verde-Cinza (Verde-Cinza, Cinza). Por este motivo, não há nas tabelas abaixo nenhuma combinação entre Ino e as cores/mutações provenientes dos gens Canela ou Verde-Cinza, a não ser em algumas poucas e justificáveis exceções.

Obviamente existem outras opções para se acasalar os mesmos pássaros citados abaixo mas normalmente os resultados não são tão satisfatórios quanto os listados. Por isso, para quem não conhece profundamente a herança genética de cor nos Ringnecks, aconselhamos se basear nas tabelas abaixo para fazer os acasalamentos dos pássaros.

RESULTADOS DIRETOS DE ACASALAMENTOS
DIAGRAMA DE CRIAÇÃO PARA MUTAÇÕES DE RINGNECK
COM EXPECTATIVAS EM PORCENTAGENS
Organizado por ordem alfabética de machos

Macho Albino

Macho Turquesa Cinza

M Turquesa Cinza x F Azul

OU

M Cinza x F Turquesa Azul

12,5% M Turquesa Cinza

12,5% M Turquesa Azul

12,5% M Cinza

12,5% M Azul

12,5% F Turquesa Cinza

12,5% F Turquesa Azul

12,5% F Cinza

12,5% F Azul

M Turquesa Cinza x F Skyblue

12,5% M Turquesa Cinza/canela

12,5% M Turquesa Azul/canela

12,5% M Cinza/canela

12,5% M Azul/canela

12,5% F Turquesa Cinza

12,5% F Turquesa Azul

12,5% F Cinza

12,5% F Azul

EM BREVE

Macho Verde

M Verde/azul x F Albino

25% M Verde/azul/ino

25% M Azul/ino

25% F Verde/azul

25% F Azul

M Verde/azul/canela x F Azul

12,5% M Verde/azul/canela

12,5% M Verde/azul

12,5% M Azul/canela

12,5% M Azul

12,5% F Verde/azul

12,5% F Azul

12,5% F Canela/azul

12,5% F Skyblue

M Verde/azul/canela x F Cinza

6,25% M Verde/azul/canela

6,25% M Verde/azul

6,25% M Azul/canela

6,25% M Azul

6,25% M Verde-Cinza/azul/canela

6,25% M Verde-Cinza/azul

6,25% M Cinza/canela

6,25% M Cinza

6,25% F Verde/azul

6,25% F Azul

6,25% F Canela/azul

6,25% F Skyblue

6,25% F Silver

6,25% F Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde-Cinza

M Verde/azul x F Azul

25% M Verde/azul

25% M Azul

25% F Verde/azul

25% F Azul

M Verde/azul/ino x F Albino

OU

Azul/ino x F Lutino/azul

12.5% M Verde/azul/ino

12.5% M Lutino/azul

12.5% M Azul/ino

12.5% M Albino

12.5% F Verde/azul

12.5% F Lutino/azul

12.5% F Azul

12.5% F Albino

M Verde/azul x F Cinza

OU

M Azul x F Verde-Cinza/azul

12.5% M Cinza

12.5% M Verde-Cinza/azul

12.5% M Azul

12.5% M Verde/azul

12.5% F Cinza

12.5% F Verde-Cinza/azul

12.5% F Azul

12.5% F Verde/azul

M Verde/azul/canela x F Skyblue

OU

M Azul/canela x F Canela/azul

12,5% M Verde/azul/canela

12,5% M Canela/azul

12,5% M Azul/canela

12,5% M Skyblue

12,5% F Verde/azul

12,5% F Azul

12,5% F Canela/azul

12,5% F Skyblue

EM BREVE

EM BREVE

Macho Verde-Cinza

M Verde-Cinza/azul/canela x F Skyblue

OU

M Cinza/canela x F Canela/azul

6,25% M Silver

6,25% M Skyblue

6,25% M Cinza/canela

6,25% M Azul/canela

6,25% M Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% M Canela/azul

6,25% M Verde-Cinza/azul/canela

6,25% M Verde/azul/canela

6,25% F Silver

6,25% F Skyblue

6,25% F Cinza

6,25% F Azul

6,25% F Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% F Canela/azul

6,25% F Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde/azul

M Verde-Cinza/azul x F Azul 
OU
M Verde/azul x F Cinza 
12.5% M Cinza 
12.5% M Verde-Cinza/azul 
12.5% M Azul 
12.5% M Verde/azul
12.5% F Cinza 
12.5% F Verde-Cinza/azul
12.5% F Azul 
12.5% F Verde/azul

EM BREVE

 

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fonte: http://www.omundodasaves.com.br/genetica_ring_necks.html

AVES Crias de Andorinhão: O Que Fazer Se Encontrar Uma

Andorinhão-preto (Apus apus)
Apesar do que muitas pessoas pensam, as andorinhas e os andorinhões não são espécies próximas, pertencem a famílias distintas. As andorinhas pertencem à família Hirundinidae enquanto os andorinhões pertencem à família Apodidae.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
É evolução convergente que as espécies sofreram ao longo da história evolutiva que leva muitas vezes as pessoas a pensarem que são próximas. Isto é, estes passeriformes desenvolveram características semelhantes tendo origens diferentes, sendo o resultado de terem hábitos de vida semelhantes.
Os andorinhões têm uma plumagem castanha escura parecendo por vezes preta. São distintos e identificados pelo seu voo rápido e ágil, que é conseguido pela forma do seu corpo. Têm corpo aerodinâmico e asas compridas e estreitas em forma de foice, excedendo a cauda bifurcada. As suas patas são pequenas, pois a sua alimentação dá-se durante o voo, sendo exclusivamente insectívoros, por esse motivo têm pouca necessidade de pousar.
Todas estas características são facilmente visíveis a um observador de natureza, ou apenas a alguém que ao passear na rua despenda um pouco de tempo a observá-los.
Em Portugal é uma espécie estival, podendo ser visto entre os meses de Maio a Agosto e nidifica de Maio a Julho. É durante estes meses que muita gente se depara com crias caídas dos ninhos e não sabe o que fazer.
O que fazer se encontrar uma cria?
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
A minha experiência no Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS) permitiu-me aprender como tratar destes passeriformes para depois os devolver à natureza, onde pertencem e são felizes. É esta aprendizagem que irei descrever no restante artigo.
1. Entrega a entidades competentes
Quando nos deparamos com crias de andorinhão, o melhor procedimento é levá-los a um centro de recuperação próximo da zona ou contactar o SEPNA, que está encarregue de entregar animais silvestres aos centros de recuperação.
2. Como mantê-los e recuperá-los
Os andorinhões ficam bem em caixas de cartão com panos ou mantas presas nas laterais, para que lhes seja possível empoleirar-se. Esta é a melhor opção, pois os andorinhões ao contrário das andorinhas não conseguem equilibrar-se em poleiros, apenas conseguem prender-se na vertical devido ás patas diminuídas.
A higiene na caixa também é importante, caso contrário podem ficar com as asas danificadas. Deverá ter jornal no fundo e ser mudado diariamente.
Antes da se proceder à alimentação pode-se exercitar um pouco os músculos de voo. Deve segurar-se as patas pela base com os dedos, colocando o dedo indicador entre as patas e fazer movimentos na vertical, movimento que será suficiente para o andorinhão bater as asas. Este procedimento deve ser feito com cuidado pois as suas patas frágeis podem correr o risco de partir.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
Para se ter uma noção precisa da recuperação da cria, deve-se periodicamente pesar para verificar se há aumento de peso.
Uma vez que são insectívoros, na sua alimentação podem ser usados Zophoba morio, também conhecidos como tenébrio gigante, ou então grilos mortos. Este alimento pode ser encontrado em lojas de animais exóticos ou de répteis.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
Como já referido, os andorinhões apenas se alimentam em voo e por isso quando estão na mão não comem. Para os alimentar é necessário partir os tenébrios ao meio, abrir o bico do andorinhão e colocar meio tenébrio no fundo da cavidade bocal. Podem por várias vezes rejeitar, mas é necessário insistir com paciência. Também se deve dar água com a ajuda de uma seringa. Com a experiência torna-se mais fácil alimentá-los e de forma mais rápida.
A alimentação deve ser feita pelo menos três vezes por dia. Caso sejam crias muito novas a alimentação deve ser mais frequente, idealmente de duas em duas horas.
Por fim, qualquer animal silvestre tratado para ser devolvido à natureza deve ter o mínimo contacto com pessoas, por isso só devem estar em contacto durante a alimentação.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/crias-andorinhao-o-que-fazer/

Criação de Pintassilgos

Vamos falar sobre a criação de pintassilgos. São duas as espécies que falaremos embora haja mais de trinta formas diferentes catalogadas. Existem no mundo inteiro, inclusive na Europa, no Alasca e na Sibéria. Os mais famosos são os da Venezuela – Carduelis cuculatta, o da Colômbia – Carduelis xanthogastra, o Português – Carduelis carduelis.

Vamos nos ater, no entanto, as duas espécies que existem no Brasil. São eles o pintassilgo-da-cabeça-preta – Carduelis magellanica e o pintassilgo-baiano – Carduelis yarellii.

São pássaros maravilhosos, medindo por volta de 10,5 a 12 cm de comprimento. Os machos possuem as penas amarelas em todo o corpo, a cabeça totalmente preta – o magellanica; e um boné preto na cabeça – o yarellii. As asas deles são salpicadas de preto com listas amarelas, simétricas. As fêmeas, como os filhotes jovens, são totalmente amarelos, cor de limão maduro. Existem algumas subespécies do magellanica catalogadas, consegue: C. magellanica magellanica – Sul do Brasil e Argentina são bem grandes, cerca de 12 cm: C. magellanica ictérica – Sudeste do Brasil, um pouco menores e bem esverdeados; C. magellanica alleni – Goiás. Tocantins e Sul do Piauí, é o ”pinheirinho”, são menores que os ictérica e mais amarelos, especialmente no abdômen; C. magllanica longirostris, Roraima e Sul da Venezuela, possuem o bico um pouco mais longo que o ictérica; C. magellanica bolivica, Oeste do Mato Grosso e Bolívia, o macho possui grandes pintas negras no peito e a fêmea uma ”sombra” da máscara negra dos machos.

Em suma, a distribuição do magellanica se da em todo o Brasil a exceção do Nordeste e da Amazônia, chegam à Argentina e ao Paraguai, a do yarellii em todo o Nordeste. Interessante dizer que deste último existe uma população distinta na Venezuela muito pouco diferente na forma do brasileiro; um tem a região da cloaca branca e o outro não.

Lá, como aqui, estão também em processo de extinção por três motivos: a) degradação do meio-ambiente; b) caça predatória; c) a fumigação realizada pelo Estado para exterminar insetos nocivos.

Todavia existe um competente, programa de recuperação dessas aves que em sendo colocado em pratica será um importante instrumento de preservação. Coordenado pelo Dr. Carlos Ortega – e-mail: [email protected], comprende: dentre outros importantes procedimentos, conservar o que existe na natureza, incrementar a criação domestica e fazer um senso da existência desses pássaros em poder de criadores de todo o mundo. Supomos que deveríamos, aqui no Brasil, tomarmos medidas semelhantes a partir do exemplo, o projeto venezuelano para o seu yarellii.

Os pintassilgos procriam na natureza nos meses de outubro e março. Ao iniciarem as chuvas no final do mês de agosto começam a se acasalar e a se prepararem para a procriação anual. Estabelecem comunidades onde muitos casais passam a conviver e os machos estimulam suas respectivas fêmeas com o seu canto intermitente. Ficam, dessa maneira, até o final da temporada do choco, mês de março.

Aí começam a se juntar em grandes bandos; filhotes e adultos migram de um lado para o outro a procura de comida até o mês de julho, quando param para mudar de penas.

Habitam ambientes variados: brejos, capoeiras, pastos, pomares, florestas ralas, pinheirais etc. Embora sejam briguentos e as vezes agressivos, ha noticias da existência de quatro ninhos de pintassilgos magellanica em uma só laranjeira.

Eles, de um modo geral, despertam muito interesse na criação domestica, pelo fáci1 manejo, pelo seu canto, pela sua beleza e porque, de outro lado, cruzam muito bem com canários domésticos os Serinus, possibilitando a produção de pássaros híbridos com variadas cores e de canto mavioso. Como e o caso do pintagol de cores: salsas, verdes, vermelhos, cinzas, entre outros. Dão, assim origem a cruzamentos que poderão formar cores diferentes na criação do canário. O pintagol tem também extrema facilidade para aprender o canto do pintassilgo e do belga. Canta, todavia, em outro tom e, para muitos, consegue cantar com mais qualidade. A quantidade de pintagol existente no Brasil e uma enormidade; são milhares e milhares. Sempre produto do macho pintassilgo com a fêmea Serinus canarius e de qualquer cor, inclusive branca que gera o cinza.

Entretanto, o que nos interessa mesmo e a preservação do pintassilgo em pureza, protegendo os que estão na natureza, ao lado de uma intensa criação domestica para suprir toda a demanda com filhotes nascidos em criadouros legalizados, especialmente comerciais; a

Portaria 118 do I.B.A.M A esta aí. Capturar na natureza é crime, é proibido por Lei e é uma agressão ao meio-ambiente. Não se pode mais fazer isso, principalmente com os yarellii que estão em extinção. Vamos, então, usar o nosso grande entusiasmo e paixão por essas aves e utilizá-las na reprodução domestica, para gerar riquezas e, principalmente, para buscar a sua efetiva preservação. Como fator favorável tem-se que os pintassilgos se reproduzem com facilidade em ambientes domésticos, podemos acomoda-los em espaços pequenos e sua criação, assim, pode ser feita com poucos recursos. Na natureza consomem quase todo tipo de semente de capim, adoram comer a flor do eucalipto, insetos dos pinheirais e sementes de picão, assa-peixe, dente-de-leão, colonião e serralha, entre outros tipos de alimentação.

Seu canto é longo e repicado assemelhado com os sons: tic-tic-tic-tec-tec-tec-glim-glim-glim – tim-tim-tim, e assim por diante. Chegam a cantar mais de dois minutos initerruptamente, variando os sons e mudando o tom para embelezar e quebrar a monotonia da frase. Mas a paixão dos aficionados é quando ele canta metálico, variando pouco as notas e numa freqüência alta, por volta de 5.000 hertz; fazem um glim-glim-glim-glem-glem-glem……., quanto mais longo melhor. Também uma Maravilha o canto do pintassilgo que da a ”carreirinha”: gli-gli-gli-gli-glili-glili-glili…. Há à disposição dos interessadas gravações dos melhores cantos para ensinamentos aos filhotes, com e o caso do ”Nanico”. Seu canto serve ainda de estimulante para os outros pássaros; ele e o maestro de uma comunidade de diferentes pássaros; quando o pintassilgo canta todos os outros ao redor também o fazem. Vale a pena presenciar esta cena. É um ave longeva – vive em ambiente domestico por volta de 20 anos – tudo depende do trato que se 1he dispensa. A alimentação básica deve ser: alpiste 60%, painço 15%, senha 15% , aveia 5%. Em recipientes separados deve ser fornecido sementes de perila, uma colher de chá por individuo três vezes por semana. A perila e excelente nutricionalmente, o problema é que ela e muito rica em gorduras, mas tem atividade protetora do intestino, o que, nestas espécies, e absolutamente fundamental. Há uma certa polemica sobre a administração da colza; alguns não recomendam. Já sobre o niger a polemica é maior; os criadores europeus (vide livro de Giorgio d’Baseggio), condenam totalmente sua administração. Segundo eles o niger trás problemas intestinais, além de ser extremamente gorduroso, acresce-se a isso o fato que se os pintassilgos dispuserem de niger não comem mais nada, e essa semente e desbalanceada nutricionalmente. Os criadores brasileiros utilizam niger em grandes percentuais, o que achamos muito prejudicial.

Não recomendamos a utilização de verduras; para aqueles criadores que acharem que devam administrar abriríamos uma exceção para o jiló, exclusivamente.

E salutar que se disponibilize, também, farinhada adicionando Mold-Zap, a base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol ou Protovit, este a base de 2 gotas para 50ml d’água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução devera ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparado: S partes de milharina, 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada, / 1 parte de germe de trigo, / premix Fl da Nutrivet 1 gr. por quilo, / Mycosorb 2 gr. por quilo. Apos tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de Aminosol.

Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil e de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.

Pode-se cria-los em viveiros grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. O Manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/beneficio menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de sisal. Perigoso usar ninho de bucha porque o pintassilgo costuma fura-lo com o bico.

O número de ovos de cada postura e quase sempre 4, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar ate 12 filhotes por temporada. As fêmeas podem ficar bem próximas uma das outras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho. o melhor e coloca-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, especialmente os yarellii.

Sabe-se que a fêmea esta ”pronta” quando ela começa a andar de cabeça para baixo pelo teto da gaiola e a voar de um lado para o outro incessantemente, fica piando baixinho e ao ver o macho pede comida a ele e logo em seguida, aceita a gala.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7o ao 10o dia, com diâmetro de 2,3 mm – bitola 1, a ser adquirido no Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Importante a administração de Energette, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Fundamental, porem, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembre-mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e tem as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer à quarentena, são cuidados indispensáveis.

O maior problema dos pintassilgos é a coccidiose. Os europeus, notadamente os italianos, recomendam o controle da doença via preventivo a cada três meses e quando as fêmeas estão no processo de postura, época em que este mal se desenvolve.

Outro problema e a enterite de origem bacteriana que causa sérios problemas nos filhotes; o Baytrill, a 10% pode ser excelente nessas ocasiões. O Pintassilgo provavelmente é o pássaro que mais desperta interesse a nível mundial; sabemos de enormes criadouros na Europa dos nossos pintassilgos.

Cabe a nós, brasileiros, passar a reproduzi-los em larga escala e ajudar a preservar efetivamente essas lindas e interessantes espécies existentes em nosso Brasil.

Agradecemos pelas informações recebidas aos criadores Reginaldo de Castro Cerqueira Filho (81-233-4376) e Edilson Amorim de Castro (11-5182-2623),, Geraldo Magela Belo (11-810-5282), e: Carlos Ortega – da Venezuela – e do livro sobre o tema, de Giorgio di Bassegio, Itália.
e-mail: [email protected]

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/criacao_pintassilgos.html

Classificação do Azulão

O azulão é um pássaro que ocorre em todo o território brasileiro, além de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Argentina, além do norte da Venezuela e Colômbia. De grande beleza fisica e com muitos atributos canoros, acabou se tornando um pássaro muito freqüentem ente encontrado nos lares pelo Brasil afora.
Talvez pela vasta distribuição territorial, o azulão possui também algumas diferenças de uma região para outra, de forma que cada uma dessas variações foi classificada de forma distinta por diferentes autores. Essas variações serão abordadas neste artigo.
Ao contrário do que muita gente pensa, apesar da leve semelhança fisica com bicudos e curiós, o azulão está classificado na família Cardinalidae, juntamente com o trinca ferro, e não na família Emberezidae, onde estão os curiõs e bicudos.

>Classe: Aves
> Ordem: Passeriformes
>Sub Ordem: Passeres (Oscines)
> Família: Cardinalidae

O “problema” começa justamente nesse ponto, com a classifi­cação em espécie e subespécie. O que viemos a fazer nesse trabalho, é justamente abordar as variações existentes e a classificação feita por diferentes autores para cada uma dessas variações.

Abaixo, foram divididos os grupos, utilizando como critério para essa divisão a região de ocorrência e característica fenotípicas. Abaixo da descrição do grupo, está a classificação feita por cada um dos autores para a mesma. Azulão do Norte Também conhecido por azulão-da-amazônia, é um azulão de grande porte, cerca de 16 cm. Possui o bico mais fino e intumescido. Seu maior diferencial em relação aos demais, além do porte, é a coloração bastante escura, inclusive nas fêmeas, que possuem nas partes inferiores um tom pardo bem escuro. Segundo alguns autores, possui o canto menos pronunciado e com menos notas.

Classificação

>Cyanocompsa cyanoides rothschildii , segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Cyanocompsa cyanoides , segundo John S. Dunning, em “South American Land Birds”, 1982.
> Passerina cyanoides, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina cyanoides, segundo Omena Júnior, no “Aves da Amazônia: Guia do observador”, 1999.
> Passerina cyanoides, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Brasileira”, 1997. Azulão do Nordeste Possui voz mais aguda e canto ainda mais rápido que os demais, o porte é praticamente o mesmo do azulão do centro-sul, talvez ligeiramente mais compacto. A cor é um azul claro pálido, com aparência de cinza em algumas partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico parece ser maior e mais cônico que nos outros dois tipos.

Classificação

>Cyanocompsa cyanea cyanea, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Passerina brissonii, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Centro-Sul

Suposta ocorrência: estados das regiões centro oeste e sudeste.

Porte ligeiramente menor que o do sul, seria um porte “mediano” entre o do sul e o do nordeste, além de apresentar um tipo mais esguio.

Apresenta coloração azul turquesa intensa e brilhante no corpo todo, e as manchas da cabeça e da asa são de um azul mais claro, o que seria um “azul ciano”, ainda mais intenso e brilhante que o corpo.

No canto, difere do azulão do sul notadamente pela voz, um pouco mais média e geralmente em volume agradável, enquanto o do sul consegue cantar num volume impressionantemente alto. O andamento também varia: o do centro sul é ligeiramente mais rápido que o do sul.

Classificação

> Cyanocompsa cyanea steres, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
>Cyanocompsa cyanea , segundo John S. Dunning, em South American Land Birds, 1982.
> Passerina brissonii, segundo De­odato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Sul

De porte bem avantajado, voz grave, azul numa tonalidade marinha bem acentuada, um azul quase imperceptível de tão escuro, parecendo até mesmo ser negro, às vezes. As manchas da “testa” e da asa são de um azul um pouco mais claro, contudo, sem brilho, seriam de um “azul marinho opaco”.

O canto tende a ser um pou­co mais lento e mais alto que o do centro-sul.

Classificação

Apesar das diferenças descritas, o pássaro é classificado por todos os autores da mesma maneira que o azulão do centro-sul. Algumas pessoas sugerem ainda um azulão de ocorrência Argentina, classificado como Passerina brissonii argentina.

Como podemos ver, existem variações conforme a região de ocorrência. Podemos dizer também que existem as áreas de transição, no limite da área de ocorrência de uma subespécie e inicio de outra. Naturalmente podem ocorrer cruzamentos entre elas em ambiente natural.

Em cativeiro, muitos criadores cruzam as diferentes variedades consciente ou, na maioria das vezes, inconscientemente.

Concluindo, notamos que existe a necessidade de se estudar o azulão num todo, para que se chegue a um consenso de quais são e como serão definitivamente classificadas cada uma das espécies e subespécies. Notamos também, que enquanto não se alcança a desejada uniformidade, o IBAMA tem classificado todos os azulões constantes no SISPASS como “Azulão-Verdadeiro”, Passerina Brissonii.

Por Marco Antônio Guimarães, Consultor Estratégia COBRAP ; Augusto Florisvaldo Batisteli, Consultor Técnico COBRAP e Rob de Wit, Zootecnista, Diretor de Criação de Azulão COBRAP

Criação

Iremos falar agora sobre a criação de “Azulão”, compreendendo as três formas diversas ocorrentes no Brasil. Como sempre, vamos adotar a classificação de Sybley, que cita quatro subespécies: Cyanocompsa cyanoides, C. brissonii, C. parellina e C. glaucocaerulea. Eles existem em quase todos os países da América. Consideramos como o C.brissonii, o existente de Goiás em direção ao Sul do Brasil até a Argentina, 16 a 17 cm – mais longilíneo, o macho adulto possue penas azul escuro e fêmea de penas marrom cor de terra; o C.cyanoides o do Nordeste brasileiro até a América Central, 16,5 a 17,5 cm – mais corpulento, o ma­cho adulto possue penas azul claro e a cabeça bem esbranquiçada; a fêmea de penas marrom claro; o C. glaucocaerulea, é o Azulinho, menorzinho de 13 a 14 cm, e população bem mais restrita, ocorre no Sul do Brasil de Santa Catarina até a Argentina. O C. parrellina existe na América Central e não no Brasil. Estão, como não podia deixar de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do meio-ambiente. No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e as florestas ralas, sempre por perto de muita água.

A verdade é que eles não são exigentes com o habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais. Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. O Azulão, além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem despertado interesse para a criação doméstica. Daí, como se faz com os outros passeriformes é preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o Azulão. Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é muito fácil faze-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso; dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de determinada pessoa e não demonstra nenhum medo. Dificilmente suas unhas crescem. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda verdes; peque­nas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito as comidas macias. Seu canto é muito mavioso e pode ser dividido em dois tipos: a) o canto normal compõe-se de uma frase de cerca de 10 notas repetindo um som tipo “tifliu”- em variados tons, este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos, cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso que o outro; b) a surdina, mata-virgem ou alvorada que querem dizer a mesma coisa ­neste caso ele chega a cantar certa de 2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas – ti-é-té-é-tuéé, como exemplo.

A surdina é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode ouvir de um pássaro cantando. O Azulão, consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão a quem escuta que está longe e depois mais próximo. Ele não aprende o canto de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente é que assimila muito bem o seu canto. Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de “Carbô”, que apresenta os dois tipos de cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do

Estado do Paraná. No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG. Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Não recomendamos a utIlização de verduras de espécie alguma, provoca diarréia e o Azulão é muito susceptível a este mal. Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma: 5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistu­ra; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac (probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote. Em suma, o Azulão consome quase de tudo, é muito fácil alimenta-lo adequadamente. Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para combater. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criáIos em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-Io para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-Io para galar e imediatamente afastá-Io para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão colocadas do 7 ao 10 dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm – bitola 4, a ser adquirida no Clube onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Quase todas as Azulonas são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação executado.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/classificacao_azulao.html

Sabiá

Nome: Sabiá laranjeira
Nome científico: Turdus rufiventris
Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush
Outros nomes: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae

Localização: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

Tamanho: cerca de 25 cm
Longevidade: em torno de 30 anos

Filhotes

Número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

Tempo do choco

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira. Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo – com muito merecimento – de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá – as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque “vou voltar para o meu lugar – e é lá – que eu hei de ouvir cantar – uma sabiá”. São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais de onde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas – 20% dos lares brasileiros tem aves – querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação.

Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira – à medida da cessação/diminuição da caça predatória – tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades.

A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado.

Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País.

Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos “krom-krom” ou os joão-de-barro “quel-quel-quel”. Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o “cai-cai-balão”, o camboriú, o “to-to-ito” e o “piedade”. Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas.

Nesse canto, o sabiá diz claramente:

Piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô….. Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto “trinta e oito”, de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri…. às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato

b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo

c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento – serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais – seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, “minhau” “minhau” várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá “tui-tui-tui-tui-tui…….”- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pêra, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água.

Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®”. Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da Califórnia e de fácil criação.

Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito – é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro – bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o seu dialeto preferido.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/sabia.html

Pássaro Preto

O Pássaro Preto, cujo nome cientifico é Molothrus bonariensis, é um pássaro nativo do Brasil, sendo encontrado em praticamente todo o Brasil e também no Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Em algumas localidades ele é conhecido como Chopim, Japu, Xexéu e Vira-bosta. O macho distingui-se da fêmea por ter um reflexo metálico azulado. É uma ave migratória, desaparecendo na época de inverno e reaparecendo no verão.

Eles são considerados como “parasitas”, pois tem o hábito de não fazer seu próprio ninho, preferindo por seus ovos no ninho de outras aves, para que estas criem seus filhotes. É comum ver pequenos pássaros tratando de filhotes de Pássaro Preto que geralmente são maiores, isto faz com que os “pais adotivos” tenham grande trabalho para tratar e criar os filhotes. Sempre é visto aos bandos, que pousam sobre os gramados e ali vão andando procurando sementes e insetos.

As aves desta espécie apresentam plumagem preta uniforme e muito brilhante. As penas da cabeça são estreitas e pontudas, o bico, também negro, é cônico e liso, com sulcos na base. Quando adultos apresentam alturas que variam de 21 a 25 cm de comprimento. A alimentação habitual é constituída de sementes, grãos de frutos, incluindo principalmente cocos do buriti.

A fêmea realiza um postura de 2 a 4 ovos que são cinza-azulados e com desenhos negros, estes ovos são incubados pela fêmea por um período de 14 dias. Na natureza vive em média 5 anos, já em cativeiro, se bem cuidados podem chegar até a 20 anos.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/passaro_preto.html

Psitacídeos: Tudo o que Precisa Saber

Uma ave pode ser um excelente animal de estimação e companhia. Algumas espécies são capazes de imitar palavras e até mesmo frases do nosso vocabulário e até treinadas a acompanhar-nos. Na cabeça de muitos, as aves servem apenas para estar em exposição numa gaiola a emitir sons.
Perder uma ave de companhia pode ser uma experiência traumática, tal como a perda de um cão ou gato, embora seja, por muitos, considerado algo ridículo.
Tal assunto remete-nos para o tratamento veterinário de que qualquer amante de aves dispõe. A quem devemos recorrer quando temos uma ave doente? A um veterinário… mas será que este terá formação suficiente para me auxiliar? É sabido que o tratamento em medicina veterinária das aves é ainda bastante insuficiente. O médico veterinário que se debruça sobre esta especialidade, enfrenta um árduo caminho no que respeita a subsídios e formação técnica e académica.
No entanto, nos dias de hoje em dia a informação que quer veterinários, quer criadores dispõem, é muito mais abrangente que há uma dezena de anos atrás. Sabem como agir nos primeiros meses de vida das crias e têm resposta para um leque de questões: quando é que olhos e ouvidos se abrem; quando surgem as penas e quando começarão a voar.
Papagaio cinzento (Psittacus erithacus erithacus)
PAPAGAIO CINZENTO (PSITTACUS ERITHACUS ERITHACUS) | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
Igualmente, também a nutrição dos animais evoluiu. São cada vez as dietas prontas disponíveis e as tabelas de dietas caseiras com produtos frescos, de forma a dar uma alimentação o mais completa possível ás aves.
As antigas dietas à base de sementes eram passíveis de causar problemas, devido ao excesso de vitaminas e proteínas e muitas aves sofriam de problemas renais. As actuais à base de sementes e rações corrigiram o problema e são muito mais seguras.
Os criadores de aves e os veterinários começam finalmente a trabalhar em conjunto, o que não se verificava há algum tempo atrás, pois devido à precariedade do serviço prestado os criadores optavam por tentar eles mesmos solucionar os seus problemas.
Mesmo assim, é compensador verificar um aumento significativo de profissionais com formação adequada, embora o seu universo ainda seja um pouco mais reduzido do que o desejável.
Neste artigo, vamos abordar assuntos específicos acerca de uma determinada família de aves: os psitacídeos.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/psitacideos/

Psitacídeos: Brinquedos

Devido à inteligência destas aves, carecem de muita companhia e os brinquedos ajudam a que estas aves estejam, de uma forma geral, mais activas e entretidas. Estas aves, quando não têm nada que as estimule, podem desenvolver um comportamento nevrótico (stress), como arrancar as suas próprias penas ou até mesmo gritar sem parar para chamar a nossa atenção.
Então, os brinquedos são fundamentais para que se distraiam e sejam mais saudáveis. Além de distrair, eles precisam de roer algo para desgastar o bico.
Cacatua Galah (Eolophus roseicapillus)
CACATUA GALAH (EOLOPHUS ROSEICAPILLUS) | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
Em qualquer loja de animais existem brinquedos próprios de papagaios para essa finalidade.
Caso não queira comprar, pode fazer algo com pedaços de corda, uma corrente de plástico com tiras de couro cru para mastigar, madeira natural sem resinas ou verniz, entre outros brinquedos desde que não tenha nenhum produto tóxico que lhes possa fazer mal caso o “destruam”.
Pessoalmente recomendo comprar, pois além de serem muito bonitos e específicos para eles, não corremos o risco do que confeccionamos venha a prejudicar a ave. Tenha cuidado com os pequenos objectos que ela possa engolir, estes podem causar a morte se não forem detectados a tempo!

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/psitacideos/#o-que-sao