Qual é o pássaro mais veloz do mundo?

O falcão-peregrino (Falco peregrinus), ave de rapina que, em média, voa a 160 km/h, mas é capaz de mergulhar a mais de 320 km/h quando está atrás de uma presa! O bicho, encontrado em praticamente todo o mundo, é tão rápido que deixaria para trás um jato na decolagem! Confira abaixo como ele atinge essa velocidade incrível e conheça outras aves que mandam ver no voo. 🙂

Exímio caçador, o falcão-peregrino usa uma estratégia engenhosa para capturar suas presas: pegar correntes de ar quente para atingir grandes alturas. Em alguns casos, ele sobe 1,5 mil metros em relação ao nível do solo.

Lá de cima, fica fácil para ele localizar suas vítimas, que podem ser outras aves – como pombos, patos e faisões – ou roedores. Avistado o alvo, ele dá um mergulho quase perpendicular ao solo, às vezes em queda livre.

No mergulho, ele cola as asas ao corpo e controla a direção do voo abrindo-as ligeiramente. Com movimentos curtos das asas, consegue acelerar ainda mais, superando os 320 km/h.

Finalmente, ele agarra a presa com as garras ou simplesmente a abate com uma pancada com as patas. Atordoada, a vítima cai em movimentos circulares enquanto o falcão-peregrino dá meia-volta para apanhá-la na queda.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-passaro-mais-veloz-do-mundo/

O que é um tordo?

Depende. O de verdade ou o de Jogos Vorazes

ILUSTRA Fred Rubim
Pergunta do leitor Matheus Lehmann Giacoboni, Viamão, RS

O tordo comum, nome científico Turdus philomelos, é um passarinho da família Turdidae, natural da Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas nós sabemos por que você fez essa pergunta: por causa do mockingjay, nome em inglês da ave símbolo da trilogia Jogos Vorazes. Mas são animais diferentes.

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O mockingjay é um pássaro fictício, cujo nome foi traduzido para “tordo” em português. E fica mais complicado: o mockingjay do livro é resultado do cruzamento de um mockingbird (ou rouxinol), um pássaro de verdade, com o jabberjay (o “gaio tagarela”, na versão em português), um pássaro fictício.

Na história, os jabberjays eram criações da Capital para espionar os rebeldes. Uma vez desmascarados, os pássaros foram abandonados nas florestas pela Capital. Exclusivamente machos, cruzaram com fêmeas de mockingbird (rouxinóis) e deram origem aos mockingjays. Enfim, o tordo de verdade existe, mas não tem nada a ver com o tordo fictício, o mockingjay.

Entenda essa papagaiada de aves reais e fictícias

Mockingbird (rouxinol)

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Imita o canto de outras aves e sons de insetos e anfíbios
Típico dos EUA, de tamanho médio, bico longo e fino, e penas marrom-acinzentadas com detalhe branco nas asas. Em Jogos Vorazes, procria com o jabberjay

Jabberjay (gaio tagarela)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Memoriza e repete conversas humanas
De plumagem preta e azul, com cauda e bico longos, crista imponente, foi criado nos laboratórios da Capital com o objetivo de espionar os revolucionários dos distritos

Mockingjay (tordo)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Reproduz melodias humanas
As cores são similares às do mockingbird, mas tem estrutura parecida com o jabberjay: cauda longa, asas extensas, bico fino e pronunciado. É o grande símbolo da revolução

Tordo

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Repete sons de sirene, telefones e o canto de outros pássaros
É castanho no dorso e na cabeça, e amarelado com manchas escuras no ventre. Não entra na história de Jogos Vorazes, mas o seu nome foi usado como tradução de mockingjay

Fontes Livros e filmes Jogos Vorazes e Em Chamas; sites distrito13.com.br e moviepilot.com

Consultoria Ricardo José Garcia Pereira, professor do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/o-que-e-um-tordo/

Como é um treinamento de falcoaria?

O treinamento da falcoaria exige que a ave se acostume com a presença de humanos, seja condicionada a receber comandos verbais e, depois, aprenda a caçar

É um longo processo que envolve acostumar a ave a receber comandos e ensiná-la a caçar. Na verdade, a técnica mudou relativamente pouco desde que essa tradição surgiu, há mais de 4 mil anos, na Ásia Central (provavelmente entre a China e a antiga Pérsia).

A falcoaria se tornou particularmente popular na Idade Média, já que a posse de um falcão selvagem era um símbolo de status. Mas mesmo os camponeses também a praticavam, para obter alimentos. Hoje, é mais encarada como um hobby e um método de reabilitação do animal.

No Brasil, como a caça é proibida, a falcoaria é usada principalmente no controle de pragas em aeroportos, hospitais e galpões.

scola de caça

Recomenda-se começar o treino aos 60 dias de vida

1) Primeiro, o falcoeiro deve preparar o bolso. No Brasil, o valor de uma espécie de rapina varia de R$ 1.000 a R$ 10 mil. Os equipamentos saem por cerca de R$ 500, mas um transmissor para rastrear a mascote (caso fuja) pode elevar o total a R$ 5 mil. Para a alimentação, é preciso desembolsar entre R$ 50 e R$ 300 por mês. E ainda rolam as consultas com veterinários.

2) A primeira lição da ave é se acostumar com a presença do treinador e não se incomodar com movimentos, barulhos ou outros estímulos. É o amansamento, que pode durar entre sete e 15 dias. O bicho deve passar o máximo de tempo possível no punho enluvado do dono. Mesmo quando o dono dorme ou faz atividades cotidianas, como ir à padaria!

3) Agora que o treinador conquistou a confiança da ave, ele passa a segurar pedaços de carne, oferecendo-os ao animal, que deve “saltar” até seu punho para pegá-los. O objetivo é condicionar o falcão a entender que a luva equivale a alimento e, portanto, estimulá-lo a sempre voltar para ela. Inicialmente, esses saltos são simples – do poleiro até o punho, mas podem ir ganhando distância.

4) Preso a uma fina corda de aproximadamente 15 m, é o momento de o bicho fazer seus primeiros voos controlados – novamente, rumo ao punho e recompensado com carne. Mas, desta vez, a oferta de comida é acompanhada do soar de um apito. O falcão começa a associar o barulho com o alimento e a autorização do voo. Com o tempo, a extensão da corda é ampliada.

5) Quando já está voando cerca de 30 m do poleiro até a luva, a ave ganha um novo desafio: voar na direção de uma isca. Geralmente, é um objeto de couro, com a aparência de uma presa e um pouco de carne acoplado. Ele é preso ao fim de uma corda e rodado no ar até o falcão agarrá-lo. Para o treino de águias ou gaviões (vide boxe), a isca é arrastada pelo solo.

6) Após o período de cerca de 20 a 40 dias de treinamento, a ave enfim está pronta para realizar o tão aguardado voo livre. Em um local mais amplo, ela é liberada da corda que a prendia e deve novamente “abater” uma isca rodada no ar (ou arrastada pelo chão).

7) Independentemente da etapa do treinamento, após concluir os exercícios o falcão é pesado em uma balança especial, que conta com um poleiro para apoiá-lo. Assim, o dono pode controlar melhor sua alimentação e sua saúde.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-um-treinamento-de-falcoaria/

Criação de Periquitos


De algum modo os criadores de aves ou de outros animais são de um modo geral discriminados, por experiência própria sei que há muitos activistas que não gostam que usemos animais para exploração e lucro, mas nós criadores gostamos de aves, tentamos ao máximo que qualquer casal reprodutor ou cria tenham as melhores condições de vida, claro que também sabemos que não é a mesma coisa que estarem livres na Natureza.
É muito importante que se mantenham criadores de aves pois, se pensarmos bem, existem dezenas senão centenas de animais em vias de extinção e se por algum motivo acelerar a extinção de uma espécie de ave, esta existirá em cativeiro para reprodução e repovoamento do local da extinção.
Um criador como eu tem uma sensação de grande felicidade quando vemos num dos ninhos aves recém nascidas. Essa sensação torna o nosso trabalho recompensado.
Sou um criador com 17 anos que tem um sonho; sonho com um dia poder construir um park de reprodução e reabilitação de aves, em vias de extinção, doentes, abandonadas, etc. …
Sou criador federado na Associação Amiaves de Vale Figueira, Stam nº CZ37, crio Canários de cor vermelhos, hibridação de Canária (vermelha e amarela) com Pintassilgo, Roseicollers, Caturras, Periquitos australianos, Pardais de java, Rolas Diamante e Diamantes Mandarim. Vou aumentando o plantel de criações assim que o orçamento for dando.
Vou começar por vos falar do Periquito, fazer uma breve descrição ao Periquito australiano ou Periquito comum, Melopsittacus undulatus que pertence há família dos Psitacideos ou mais conhecidos por aves de bico curvo.
Esta ave em estado natural é verde, existem mais cores mas são fruto do trabalho de criadores que fizeram mutações das várias cores existentes. É uma ave pequena que vai dos 15 aos 20 centímetros de envergadura, sendo os maiores já considerados outra mutação que é o Periquito Inglês; tem uma esperança de vida entre os 10 e os 15 anos, a sua alimentação é essencialmente sementes que se compram numa loja da especialidade mas podemos e devemos completa-la com verduras como chicória e espinafres, e fruta como bananas e laranjas, e pontualmente maçã mas sem a parte do caroço pois é nocivo para a pequena ave; algumas vitaminas que completam a alimentação, e um pouco de casca de ostra ou osso de choco para dar cálcio e manter o bico saudável.
No caso do alojamento de um só ave, uma gaiola com 70 x 40 x 40 centímetros chega perfeitamente. Se quisermos criar um casal esta gaiola não será o mais indicado, pois é pequena e apertada. Eu opto por criar em viveiro comunitário, é mais natural.
Cada fêmea põe até 6 ovos e choca durante 18 a 22 dias. Para quem está a iniciar não deve manusear os ovos ou ir muitas vezes aos ninhos. Deixem acontecer naturalmente e nunca deixem acabar a comida e a água para umas boas criações.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/criacao-de-periquitos/

Classificação do Azulão

O azulão é um pássaro que ocorre em todo o território brasileiro, além de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Argentina, além do norte da Venezuela e Colômbia. De grande beleza fisica e com muitos atributos canoros, acabou se tornando um pássaro muito freqüentem ente encontrado nos lares pelo Brasil afora.
Talvez pela vasta distribuição territorial, o azulão possui também algumas diferenças de uma região para outra, de forma que cada uma dessas variações foi classificada de forma distinta por diferentes autores. Essas variações serão abordadas neste artigo.
Ao contrário do que muita gente pensa, apesar da leve semelhança fisica com bicudos e curiós, o azulão está classificado na família Cardinalidae, juntamente com o trinca ferro, e não na família Emberezidae, onde estão os curiõs e bicudos.

>Classe: Aves
> Ordem: Passeriformes
>Sub Ordem: Passeres (Oscines)
> Família: Cardinalidae

O “problema” começa justamente nesse ponto, com a classifi­cação em espécie e subespécie. O que viemos a fazer nesse trabalho, é justamente abordar as variações existentes e a classificação feita por diferentes autores para cada uma dessas variações.

Abaixo, foram divididos os grupos, utilizando como critério para essa divisão a região de ocorrência e característica fenotípicas. Abaixo da descrição do grupo, está a classificação feita por cada um dos autores para a mesma. Azulão do Norte Também conhecido por azulão-da-amazônia, é um azulão de grande porte, cerca de 16 cm. Possui o bico mais fino e intumescido. Seu maior diferencial em relação aos demais, além do porte, é a coloração bastante escura, inclusive nas fêmeas, que possuem nas partes inferiores um tom pardo bem escuro. Segundo alguns autores, possui o canto menos pronunciado e com menos notas.

Classificação

>Cyanocompsa cyanoides rothschildii , segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Cyanocompsa cyanoides , segundo John S. Dunning, em “South American Land Birds”, 1982.
> Passerina cyanoides, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina cyanoides, segundo Omena Júnior, no “Aves da Amazônia: Guia do observador”, 1999.
> Passerina cyanoides, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Brasileira”, 1997. Azulão do Nordeste Possui voz mais aguda e canto ainda mais rápido que os demais, o porte é praticamente o mesmo do azulão do centro-sul, talvez ligeiramente mais compacto. A cor é um azul claro pálido, com aparência de cinza em algumas partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico parece ser maior e mais cônico que nos outros dois tipos.

Classificação

>Cyanocompsa cyanea cyanea, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Passerina brissonii, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Centro-Sul

Suposta ocorrência: estados das regiões centro oeste e sudeste.

Porte ligeiramente menor que o do sul, seria um porte “mediano” entre o do sul e o do nordeste, além de apresentar um tipo mais esguio.

Apresenta coloração azul turquesa intensa e brilhante no corpo todo, e as manchas da cabeça e da asa são de um azul mais claro, o que seria um “azul ciano”, ainda mais intenso e brilhante que o corpo.

No canto, difere do azulão do sul notadamente pela voz, um pouco mais média e geralmente em volume agradável, enquanto o do sul consegue cantar num volume impressionantemente alto. O andamento também varia: o do centro sul é ligeiramente mais rápido que o do sul.

Classificação

> Cyanocompsa cyanea steres, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
>Cyanocompsa cyanea , segundo John S. Dunning, em South American Land Birds, 1982.
> Passerina brissonii, segundo De­odato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Sul

De porte bem avantajado, voz grave, azul numa tonalidade marinha bem acentuada, um azul quase imperceptível de tão escuro, parecendo até mesmo ser negro, às vezes. As manchas da “testa” e da asa são de um azul um pouco mais claro, contudo, sem brilho, seriam de um “azul marinho opaco”.

O canto tende a ser um pou­co mais lento e mais alto que o do centro-sul.

Classificação

Apesar das diferenças descritas, o pássaro é classificado por todos os autores da mesma maneira que o azulão do centro-sul. Algumas pessoas sugerem ainda um azulão de ocorrência Argentina, classificado como Passerina brissonii argentina.

Como podemos ver, existem variações conforme a região de ocorrência. Podemos dizer também que existem as áreas de transição, no limite da área de ocorrência de uma subespécie e inicio de outra. Naturalmente podem ocorrer cruzamentos entre elas em ambiente natural.

Em cativeiro, muitos criadores cruzam as diferentes variedades consciente ou, na maioria das vezes, inconscientemente.

Concluindo, notamos que existe a necessidade de se estudar o azulão num todo, para que se chegue a um consenso de quais são e como serão definitivamente classificadas cada uma das espécies e subespécies. Notamos também, que enquanto não se alcança a desejada uniformidade, o IBAMA tem classificado todos os azulões constantes no SISPASS como “Azulão-Verdadeiro”, Passerina Brissonii.

Por Marco Antônio Guimarães, Consultor Estratégia COBRAP ; Augusto Florisvaldo Batisteli, Consultor Técnico COBRAP e Rob de Wit, Zootecnista, Diretor de Criação de Azulão COBRAP

Criação

Iremos falar agora sobre a criação de “Azulão”, compreendendo as três formas diversas ocorrentes no Brasil. Como sempre, vamos adotar a classificação de Sybley, que cita quatro subespécies: Cyanocompsa cyanoides, C. brissonii, C. parellina e C. glaucocaerulea. Eles existem em quase todos os países da América. Consideramos como o C.brissonii, o existente de Goiás em direção ao Sul do Brasil até a Argentina, 16 a 17 cm – mais longilíneo, o macho adulto possue penas azul escuro e fêmea de penas marrom cor de terra; o C.cyanoides o do Nordeste brasileiro até a América Central, 16,5 a 17,5 cm – mais corpulento, o ma­cho adulto possue penas azul claro e a cabeça bem esbranquiçada; a fêmea de penas marrom claro; o C. glaucocaerulea, é o Azulinho, menorzinho de 13 a 14 cm, e população bem mais restrita, ocorre no Sul do Brasil de Santa Catarina até a Argentina. O C. parrellina existe na América Central e não no Brasil. Estão, como não podia deixar de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do meio-ambiente. No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e as florestas ralas, sempre por perto de muita água.

A verdade é que eles não são exigentes com o habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais. Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. O Azulão, além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem despertado interesse para a criação doméstica. Daí, como se faz com os outros passeriformes é preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o Azulão. Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é muito fácil faze-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso; dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de determinada pessoa e não demonstra nenhum medo. Dificilmente suas unhas crescem. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda verdes; peque­nas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito as comidas macias. Seu canto é muito mavioso e pode ser dividido em dois tipos: a) o canto normal compõe-se de uma frase de cerca de 10 notas repetindo um som tipo “tifliu”- em variados tons, este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos, cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso que o outro; b) a surdina, mata-virgem ou alvorada que querem dizer a mesma coisa ­neste caso ele chega a cantar certa de 2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas – ti-é-té-é-tuéé, como exemplo.

A surdina é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode ouvir de um pássaro cantando. O Azulão, consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão a quem escuta que está longe e depois mais próximo. Ele não aprende o canto de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente é que assimila muito bem o seu canto. Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de “Carbô”, que apresenta os dois tipos de cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do

Estado do Paraná. No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG. Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Não recomendamos a utIlização de verduras de espécie alguma, provoca diarréia e o Azulão é muito susceptível a este mal. Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma: 5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistu­ra; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac (probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote. Em suma, o Azulão consome quase de tudo, é muito fácil alimenta-lo adequadamente. Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para combater. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criáIos em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-Io para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-Io para galar e imediatamente afastá-Io para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão colocadas do 7 ao 10 dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm – bitola 4, a ser adquirida no Clube onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Quase todas as Azulonas são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação executado.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/classificacao_azulao.html

Como reproduzir o Azulão

Vai se aproximando uma nova temporada de reprodução, e muitos dos aficionados por azulões acabam decidindo tentar reproduzi-Io em ambiente doméstico. Iniciativa essa nobre, pois o azulão é um pássaro que precisa ser mais criado em domesticidade para suprir a demanda por exemplares legais.
Inicialmente, podemos dizer que existem muitos manejos distintos que podem ser utilizados na reprodução de azulões. Não se pode concluir que um é melhor do que o outro, diferentes situações, se bem trabalhadas, podem trazer bons resultados.
O que passaremos a partir desse artigo são alguns aspectos gerais, além da descrição de um sistema de criação em poligamia, onde uma macho é utilizado para várias fêmeas.

Azulões são pássaros de grande fogosidade. Os machos possu­em uma fibra muito grande assim como as fêmeas são tidas como aves que, “abaixam” (evidenciam posição de cópula) muito facilmente. Mas isso não necessariamente quer dizer que estejam aptas à reprodução.

Dependendo da região em que o cria douro está situado, o inicio da estação reprodutiva pode variar um pouco. De maneira geral, ela ocorre de outubro a março, podendo ser iniciada um pouco tardiamente e se prolongar até abril/maio, conforme observações práticas. De qualquer maneira, podemos dizer que fatores básicos que influenciam o inicio e o final da estação reprodutiva são a Temperatura, Luminosidade,

Umidade e Fatores Nutricionais.

Partindo do princípio que as aves tiveram uma fase de muda de penas, que suas necessidades nutricionais foram atingidas e de repouso foram respeitadas, estabelecemos qual será a época de reprodução. Sugerimos que, com 30 dias de antecedência a ela, todo o planteI seja devidanente vermifugado. Estar livre de parasitas é fator importantíssimo para que se obtenha bons resultados. A vermifugação deve ser feita mediante bula, sendo a operação repetida após 15 dias.
Instalações devem ser totalmente lavadas e desinfetadas. Fazer um vazio sanitário, lavar as gaiolas e desinfetá-Ias com desinfetantes comerciais é imprescindível. Um boa dica é fazer o uso de vassoura de fogo após a lavagem das gaiolas e do galpão. Jamais se esquecer de desinfetar os objetos utilizados no dia a dia.

Ainda dentro desses 30 dias que precedem a estação reprodutiva, podemos fazer uma espécie de “flushing”, isto é, um estímulo nutricional.

Observações feitas com pássaros em estado selvagem nos dá excelentes dicas para o manejo. Umas dessas observações, é que com a chegada das chuvas e do período quente, ocorre grande aumento da ocorrência de insetos, muito apreciados por muitos pássaros, inclusive azulões. Insetos são ricos em proteína. Portanto, fazer um incremento protéico na dieta dos pássaros pode ser uma boa. Isso pode ser feito de várias maneiras, entre elas com o fornecimento de uma excelente farinhada comercial, com teor protéico de no mínimo 24%.

Cumpridas essas etapas, distribuímos as fêmeas em gaiolas individuais, e para cada uma delas fornecemos um ninho em forma de taça, desses utilizados para bicudos. Os ninhos feitos de bucha vegetal têm trazido ótimos resultados. Fornecemos material para a construção do ninho, que pode ser constituído por pedacinhos de corda de sisal desfiada ou raízes finas de capim, lavadas e secas à sombra.

O macho deve receber um manejo adequado. Estar em excelente condicionamento físico, sem excesso de peso, e cantando muito são fatores importantíssimos. Ele deve ficar fora do alcance visual das fêmeas, mas nas proximidades, pois sua presença (principalmente o seu canto) é um importante estímulo para as fêmeas.

Diariamente, pode-se mostrar o macho para as fêmeas, e observar o comportamento de cada uma délas. É muito comum elas solicitarem a cópula mesmo sem estarem prontas. Nesse caso, o recomendado é que o criador use sua sensibilidade, de forma a não perder tempo fazendo as coberturas em vão. Um bom indicativo do momento exato para o acasalamento é quando a fêmea está com o ninho pronto. Em geral, a fêmea deixa de aceitar o macho 24 horas antes de colocar o primeiro ovo. Duas coberturas ao dia bastam, uma pela manhã e outra a tarde, sendo o macho retirado imediatamente após efetuá-Ia.

São postos de dois a três ovos, que são incubados durante 13 dias. A alimentação dos filhotes deve ser rica em proteínas. Sugerimos teor protéico acima dos 25% PB nos primeiros dez dias de vida. O fornecimento de ovo (bem cozido ou industrializado em pó) é muito indicado, pois é uma fonte nutricional de excelente qualidade.

Anéis são fornecidos pelo Ibama, com diâmetro interno de 2.8mm. O anelamento deve ser feito quando os filhotes estiverem com aproximadamente 5 dias de vida.

Por Rob de Wit, Zootecnista, Dire­tor de Criação de Azulão [email protected]

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/como_reproduzir_azulao.html

Pintassilgo – Carduellis Carduellis

Habitat

Conhecido popularmente como Pintassilgo Portuguęs (Carduelis carduelis), em inglęs Goldfinch, em alemăo Stieglitz e em francęs Chardonneret, é encontrado desde o norte da África, Ilhas Canárias, da Madeira e Açores, passando por toda a Europa até uma parte da Ásia. Existem dois grupos básicos de Carduelis: os Carduelis carduelis e os Carduelis caniceps, e muitas subespécies, por isso notamos a diferença de tamanho e também da presença do preto na máscara e na nuca. Diz inclusive um criador experiente que quanto mais ao norte, maiores săo os pintassilgos.

Mutaçőes

Antes de falarmos das incríveis mutaçőes do Pintassilgo Portuguęs, năo poderíamos deixar de citar a visita que fiz ao maior especialista nesta área, o criador Paolo Gregorutti, que mora na Itália, numa cidade bem próxima da fronteira com a Eslovęnia e a Áustria que há alguns anos vem se dedicando ŕ fixaçăo das mutaçőes dos Carduelis, e com sua visăo criar combinaçőes dessas muta­çőes. Contamos aqui um pouco de cada uma delas:

Pastel- A primeira mutaçăo que surgiu foi a Pastel ou Diluído na Bélgica, em 1989, e é uma mutaçăo sexo-ligada.

Canela – A Canela surgiu através de uma fęmea capturada da natureza nos anos 90 que Paolo acasalou com um macho grande de Pintassilgo (da regiăo do norte da Europa). Na primeira rodada criou dois machos e uma fęmea. Como é uma mutaçăo sexo-ligada, com dois machos portadores de Canela, já obteve a perspectiva de no próximo ano criar a primeira fęmea Canela nascida em cativeiro. A mutaçăo estava fixada. A característica desta variedade é determinada pela transformaçăo da eumelanina negra na cor marrom acanelado.

Albino – Em 1993 surgiu na Bélgica a primeira mutaçăo recessiva (até entăo todas eram sexo-ligadas), a Albino, quase toda branca de olhos vermelhos, mantendo o amarelo em parte das voadeiras e a máscara vermelha.

Ágata – A mutaçăo Ágata tem um contraste violento de cor e acho que é a mutaçăo mais bonita dos Pintassilgos. Ela surgiu entre 1993 e 1994 na Itália, também vinda da natureza e também é uma mutaçăo sexo-ligada.

Isabel – Através do acasalamento entre a Ágata e a Canela, em 1995 surgiu a primeira Isabel, de característica sexo­ligada. A mutaçăo Isabel tem a coloraçăo um pouco mais clara que a Canela.

Satinet – Mais uma mutaçăo sexo-ligada, a Satinet surgiu simultaneamente em tręs criadouros da Europa, em 1996, porém até o início de 1999 só existiam fęmeas na cor e machos portadores.

Amarelo Intenso – Foi fixada na Alemanha, em 1997, a primeira mutaçăo dominante, a Amarelo Intenso, e é espetacular, pois o Pintassilgo perde uma de suas principais características que é o contraste com o branco. Como é uma mutaçăo dominante, Paolo Gregorutti prevę que em dois anos teremos uma família muito grande desta mutaçăo, o que é interes­sante, porque poderemos combinar com a Satinet, Isabel, Ágata, entre outras.

Opalino – No ano de 1998, vinda da natureza, surgiu a segunda mutaçăo recessiva, a Opalino. Como é recessiva, Paolo já fez vários portadores, fixando assim a mutaçăo. Segundo ele, existem inúmeras expectativas de combinaçőes de mutaçőes com a Opalino, particularmente com a Canela, Ágata e Isabel. A Opalino Ágata e Opalino Isabel deveriam mostrar-se com referęncia ŕs cores todas novas, ou seja, extrema­mente claras.

Eumo – A mais nova mutaçăo do Pintassilgo Portuguęs é a Eumo, recentemente capturada da natureza, e é também uma mutaçăo recessiva, como nos canários, podendo ser combinada com as cores já existentes.

Conclusăo

A expectativa é muito par­ticular Tendo o “Cardenalito” praticamente todas as cores básicas de mutaçőes, podemos fazer entre elas em 10 anos o que foi feito nos canários em 150 anos, mas Paolo vai mais além e diz que talvez consigamos até descobrir alguma combinaçăo e explicarmos o que ainda hoje é um mistério com relaçăo aos canários.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/pintassilgo_carduelis_carduelis.html

Criação de Pintassilgos

Vamos falar sobre a criação de pintassilgos. São duas as espécies que falaremos embora haja mais de trinta formas diferentes catalogadas. Existem no mundo inteiro, inclusive na Europa, no Alasca e na Sibéria. Os mais famosos são os da Venezuela – Carduelis cuculatta, o da Colômbia – Carduelis xanthogastra, o Português – Carduelis carduelis.

Vamos nos ater, no entanto, as duas espécies que existem no Brasil. São eles o pintassilgo-da-cabeça-preta – Carduelis magellanica e o pintassilgo-baiano – Carduelis yarellii.

São pássaros maravilhosos, medindo por volta de 10,5 a 12 cm de comprimento. Os machos possuem as penas amarelas em todo o corpo, a cabeça totalmente preta – o magellanica; e um boné preto na cabeça – o yarellii. As asas deles são salpicadas de preto com listas amarelas, simétricas. As fêmeas, como os filhotes jovens, são totalmente amarelos, cor de limão maduro. Existem algumas subespécies do magellanica catalogadas, consegue: C. magellanica magellanica – Sul do Brasil e Argentina são bem grandes, cerca de 12 cm: C. magellanica ictérica – Sudeste do Brasil, um pouco menores e bem esverdeados; C. magellanica alleni – Goiás. Tocantins e Sul do Piauí, é o ”pinheirinho”, são menores que os ictérica e mais amarelos, especialmente no abdômen; C. magllanica longirostris, Roraima e Sul da Venezuela, possuem o bico um pouco mais longo que o ictérica; C. magellanica bolivica, Oeste do Mato Grosso e Bolívia, o macho possui grandes pintas negras no peito e a fêmea uma ”sombra” da máscara negra dos machos.

Em suma, a distribuição do magellanica se da em todo o Brasil a exceção do Nordeste e da Amazônia, chegam à Argentina e ao Paraguai, a do yarellii em todo o Nordeste. Interessante dizer que deste último existe uma população distinta na Venezuela muito pouco diferente na forma do brasileiro; um tem a região da cloaca branca e o outro não.

Lá, como aqui, estão também em processo de extinção por três motivos: a) degradação do meio-ambiente; b) caça predatória; c) a fumigação realizada pelo Estado para exterminar insetos nocivos.

Todavia existe um competente, programa de recuperação dessas aves que em sendo colocado em pratica será um importante instrumento de preservação. Coordenado pelo Dr. Carlos Ortega – e-mail: [email protected], comprende: dentre outros importantes procedimentos, conservar o que existe na natureza, incrementar a criação domestica e fazer um senso da existência desses pássaros em poder de criadores de todo o mundo. Supomos que deveríamos, aqui no Brasil, tomarmos medidas semelhantes a partir do exemplo, o projeto venezuelano para o seu yarellii.

Os pintassilgos procriam na natureza nos meses de outubro e março. Ao iniciarem as chuvas no final do mês de agosto começam a se acasalar e a se prepararem para a procriação anual. Estabelecem comunidades onde muitos casais passam a conviver e os machos estimulam suas respectivas fêmeas com o seu canto intermitente. Ficam, dessa maneira, até o final da temporada do choco, mês de março.

Aí começam a se juntar em grandes bandos; filhotes e adultos migram de um lado para o outro a procura de comida até o mês de julho, quando param para mudar de penas.

Habitam ambientes variados: brejos, capoeiras, pastos, pomares, florestas ralas, pinheirais etc. Embora sejam briguentos e as vezes agressivos, ha noticias da existência de quatro ninhos de pintassilgos magellanica em uma só laranjeira.

Eles, de um modo geral, despertam muito interesse na criação domestica, pelo fáci1 manejo, pelo seu canto, pela sua beleza e porque, de outro lado, cruzam muito bem com canários domésticos os Serinus, possibilitando a produção de pássaros híbridos com variadas cores e de canto mavioso. Como e o caso do pintagol de cores: salsas, verdes, vermelhos, cinzas, entre outros. Dão, assim origem a cruzamentos que poderão formar cores diferentes na criação do canário. O pintagol tem também extrema facilidade para aprender o canto do pintassilgo e do belga. Canta, todavia, em outro tom e, para muitos, consegue cantar com mais qualidade. A quantidade de pintagol existente no Brasil e uma enormidade; são milhares e milhares. Sempre produto do macho pintassilgo com a fêmea Serinus canarius e de qualquer cor, inclusive branca que gera o cinza.

Entretanto, o que nos interessa mesmo e a preservação do pintassilgo em pureza, protegendo os que estão na natureza, ao lado de uma intensa criação domestica para suprir toda a demanda com filhotes nascidos em criadouros legalizados, especialmente comerciais; a

Portaria 118 do I.B.A.M A esta aí. Capturar na natureza é crime, é proibido por Lei e é uma agressão ao meio-ambiente. Não se pode mais fazer isso, principalmente com os yarellii que estão em extinção. Vamos, então, usar o nosso grande entusiasmo e paixão por essas aves e utilizá-las na reprodução domestica, para gerar riquezas e, principalmente, para buscar a sua efetiva preservação. Como fator favorável tem-se que os pintassilgos se reproduzem com facilidade em ambientes domésticos, podemos acomoda-los em espaços pequenos e sua criação, assim, pode ser feita com poucos recursos. Na natureza consomem quase todo tipo de semente de capim, adoram comer a flor do eucalipto, insetos dos pinheirais e sementes de picão, assa-peixe, dente-de-leão, colonião e serralha, entre outros tipos de alimentação.

Seu canto é longo e repicado assemelhado com os sons: tic-tic-tic-tec-tec-tec-glim-glim-glim – tim-tim-tim, e assim por diante. Chegam a cantar mais de dois minutos initerruptamente, variando os sons e mudando o tom para embelezar e quebrar a monotonia da frase. Mas a paixão dos aficionados é quando ele canta metálico, variando pouco as notas e numa freqüência alta, por volta de 5.000 hertz; fazem um glim-glim-glim-glem-glem-glem……., quanto mais longo melhor. Também uma Maravilha o canto do pintassilgo que da a ”carreirinha”: gli-gli-gli-gli-glili-glili-glili…. Há à disposição dos interessadas gravações dos melhores cantos para ensinamentos aos filhotes, com e o caso do ”Nanico”. Seu canto serve ainda de estimulante para os outros pássaros; ele e o maestro de uma comunidade de diferentes pássaros; quando o pintassilgo canta todos os outros ao redor também o fazem. Vale a pena presenciar esta cena. É um ave longeva – vive em ambiente domestico por volta de 20 anos – tudo depende do trato que se 1he dispensa. A alimentação básica deve ser: alpiste 60%, painço 15%, senha 15% , aveia 5%. Em recipientes separados deve ser fornecido sementes de perila, uma colher de chá por individuo três vezes por semana. A perila e excelente nutricionalmente, o problema é que ela e muito rica em gorduras, mas tem atividade protetora do intestino, o que, nestas espécies, e absolutamente fundamental. Há uma certa polemica sobre a administração da colza; alguns não recomendam. Já sobre o niger a polemica é maior; os criadores europeus (vide livro de Giorgio d’Baseggio), condenam totalmente sua administração. Segundo eles o niger trás problemas intestinais, além de ser extremamente gorduroso, acresce-se a isso o fato que se os pintassilgos dispuserem de niger não comem mais nada, e essa semente e desbalanceada nutricionalmente. Os criadores brasileiros utilizam niger em grandes percentuais, o que achamos muito prejudicial.

Não recomendamos a utilização de verduras; para aqueles criadores que acharem que devam administrar abriríamos uma exceção para o jiló, exclusivamente.

E salutar que se disponibilize, também, farinhada adicionando Mold-Zap, a base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol ou Protovit, este a base de 2 gotas para 50ml d’água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução devera ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparado: S partes de milharina, 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada, / 1 parte de germe de trigo, / premix Fl da Nutrivet 1 gr. por quilo, / Mycosorb 2 gr. por quilo. Apos tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de Aminosol.

Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil e de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.

Pode-se cria-los em viveiros grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. O Manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/beneficio menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de sisal. Perigoso usar ninho de bucha porque o pintassilgo costuma fura-lo com o bico.

O número de ovos de cada postura e quase sempre 4, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar ate 12 filhotes por temporada. As fêmeas podem ficar bem próximas uma das outras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho. o melhor e coloca-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, especialmente os yarellii.

Sabe-se que a fêmea esta ”pronta” quando ela começa a andar de cabeça para baixo pelo teto da gaiola e a voar de um lado para o outro incessantemente, fica piando baixinho e ao ver o macho pede comida a ele e logo em seguida, aceita a gala.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7o ao 10o dia, com diâmetro de 2,3 mm – bitola 1, a ser adquirido no Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Importante a administração de Energette, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Fundamental, porem, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembre-mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e tem as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer à quarentena, são cuidados indispensáveis.

O maior problema dos pintassilgos é a coccidiose. Os europeus, notadamente os italianos, recomendam o controle da doença via preventivo a cada três meses e quando as fêmeas estão no processo de postura, época em que este mal se desenvolve.

Outro problema e a enterite de origem bacteriana que causa sérios problemas nos filhotes; o Baytrill, a 10% pode ser excelente nessas ocasiões. O Pintassilgo provavelmente é o pássaro que mais desperta interesse a nível mundial; sabemos de enormes criadouros na Europa dos nossos pintassilgos.

Cabe a nós, brasileiros, passar a reproduzi-los em larga escala e ajudar a preservar efetivamente essas lindas e interessantes espécies existentes em nosso Brasil.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/criacao_pintassilgos.html

Qual é o menor pássaro do mundo?

É o beija-flor-abelha, que, em média, mede apenas 5 centímetros de comprimento e pesa ínfimos 2 gramas. A ave, menor do que seu dedo indicador, tem outra curiosidade: em comparação com outras aves, é a que fica, proporcionalmente, o maior tempo da vida voando. O pequeno pássaro vive principalmente na ilha de Cuba, no Caribe, e seu habitat preferido são florestas, jardins, pântanos e vales. O bichinho se alimenta de insetos, pequenas aranhas e do néctar das flores. Além de compacto, o beija-flor- abelha (Mellisuga helenae) é um pássaro muito ágil e veloz. Para escapar de seus inimigos, como os falcões, as águias e algumas espécies de sapos, ele é capaz de fazer manobras acrobáticas e arriscadas no ar, como realizar bruscas paradas e voar para trás. Isso só é possível porque os beija-flores, também conhecidos como colibris, são dotados de músculos especialmente adaptados para o vôo e asas capazes de bater na estonteante velocidade de 80 vezes por segundo – o mesmo tempo que você gastou para ler a palavra “estonteante”, hehe.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-menor-passaro-do-mundo/

Como os pássaros voam?

Esse dom invejável está intimamente associado às penas, que, embora leves e flexíveis, são, ao mesmo tempo, fortes e resistentes. Dependendo da espécie, um pássaro pode ter entre 1 000 e 25 000 penas espalhadas pelo corpo. Mas elas não são as únicas responsáveis pelos shows aéreos que as aves costumam apresentar – na verdade, cada elemento da anatomia desses animais foi feito para que eles pudessem voar. “O formato aerodinâmico do corpo, o esqueleto, a musculatura, o modo de vida e o hábitat são outros fatores que ajudam no deslocamento aéreo”, afirma o ornitólogo Martin Sander, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, RS. Ainda assim, as asas são as peças principais, por exercerem dois papéis fundamentais: como um propulsor, elas impulsionam o pássaro à frente; e, como um aerofólio, dão a sustentação necessária para mantê-lo flutuando no ar.

Hoje, voar é uma capacidade quase exclusiva das cerca de 9 600 espécies de aves existentes, mas nem sempre foi assim. Outros animais de médio porte também já foram capazes de deslizar pelo céu. Era o caso dos pterodátilos. Os cientistas acreditam que esse réptil se comportava como uma ave marinha, voando em bandos e freqüentando praias há cerca de 200 milhões de anos. Já o mais antigo fóssil de ave encontrado é o de uma espécie do período jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos atrás. Batizado de Archaeopteryx lithographica, ele foi achado na Alemanha em 1860.

Obra-prima de anatomia As aves têm penas, ossos e músculos feitos sob medida para vencer a gravidade
Flap orgânico

O polegar dos pássaros tem a mesma função do flap das asas dos aviões, aumentando ou diminuindo a força de sustentação que mantém o pássaro no ar

Esqueleto light

Alguns dos ossos do crânio, do peito e da região das asas são ocos – e, portanto, bem mais leves que o normal. Isso facilita ainda mais o vôo

Vigor muscular

O esterno (osso do peito) possui uma quilha na maioria das aves de onde saem os músculos peitorais. Essa musculatura é a mais forte e desenvolvida, porque movimenta as asas

Leque natural

Cada pena tem um eixo de onde partem inúmeras ramificações, que vão sendo enganchadas umas nas outras. A estrutura transforma a pena num leque ultra-resistente ao vento

Radar meteorológico

Na região do peito existem penas especiais que funcionam como órgãos sensores, detectando as alterações na velocidade e na direção das correntes de ar – informações das quais os pássaros sabem tirar proveito durante o vôo

Esquerda, volver

As penas da cauda auxiliam na direção, orientando o vôo para a direita ou para a esquerda

Plumas de impulsão

As asas têm vários tipos de penas, mas nem todas desempenham um papel fundamental no vôo. As que mais se destacam nessa função são: rêmiges primárias (1) – servem para dar o impulso à frente durante o bater das asas; rêmiges secundárias (2) – ajudam a sustentar a ave no ar; álulas (3) – têm função aerodinâmica, regulando o ar que bate na asa

Aerofólio animal

Não foi à toa que os aviões copiaram das asas dos pássaros o formato de aerofólio. Ele faz com que o ar que passa por cima delas (seta menor) tenha pressão inferior ao que passa por baixo (seta maior). Esse efeito aerodinâmico gera a força de sustentação necessária para vencer a gravidade

Uma questão de estilo Dois casos especiais provam que nem todas as aves voam de modo igual
Planador emplumado

Os albatrozes não gostam de fazer esforço para voar – preferem pegar carona em massas de ar quente. Para isso, eles ficam com as asas abertas, mas sem batê-las: apenas planando

Velocista imbatível

O pássaro mais rápido do mundo é o falcão-peregrino, que voa a 160 km/h. Quando está perseguindo uma presa, porém, ele é capaz de mergulhar a velocidades de até 320 km/h!

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-os-passaros-voam/