O que é um tordo?

Depende. O de verdade ou o de Jogos Vorazes

ILUSTRA Fred Rubim
Pergunta do leitor Matheus Lehmann Giacoboni, Viamão, RS

O tordo comum, nome científico Turdus philomelos, é um passarinho da família Turdidae, natural da Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas nós sabemos por que você fez essa pergunta: por causa do mockingjay, nome em inglês da ave símbolo da trilogia Jogos Vorazes. Mas são animais diferentes.

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O mockingjay é um pássaro fictício, cujo nome foi traduzido para “tordo” em português. E fica mais complicado: o mockingjay do livro é resultado do cruzamento de um mockingbird (ou rouxinol), um pássaro de verdade, com o jabberjay (o “gaio tagarela”, na versão em português), um pássaro fictício.

Na história, os jabberjays eram criações da Capital para espionar os rebeldes. Uma vez desmascarados, os pássaros foram abandonados nas florestas pela Capital. Exclusivamente machos, cruzaram com fêmeas de mockingbird (rouxinóis) e deram origem aos mockingjays. Enfim, o tordo de verdade existe, mas não tem nada a ver com o tordo fictício, o mockingjay.

Entenda essa papagaiada de aves reais e fictícias

Mockingbird (rouxinol)

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Imita o canto de outras aves e sons de insetos e anfíbios
Típico dos EUA, de tamanho médio, bico longo e fino, e penas marrom-acinzentadas com detalhe branco nas asas. Em Jogos Vorazes, procria com o jabberjay

Jabberjay (gaio tagarela)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Memoriza e repete conversas humanas
De plumagem preta e azul, com cauda e bico longos, crista imponente, foi criado nos laboratórios da Capital com o objetivo de espionar os revolucionários dos distritos

Mockingjay (tordo)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Reproduz melodias humanas
As cores são similares às do mockingbird, mas tem estrutura parecida com o jabberjay: cauda longa, asas extensas, bico fino e pronunciado. É o grande símbolo da revolução

Tordo

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Repete sons de sirene, telefones e o canto de outros pássaros
É castanho no dorso e na cabeça, e amarelado com manchas escuras no ventre. Não entra na história de Jogos Vorazes, mas o seu nome foi usado como tradução de mockingjay

Fontes Livros e filmes Jogos Vorazes e Em Chamas; sites distrito13.com.br e moviepilot.com

Consultoria Ricardo José Garcia Pereira, professor do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/o-que-e-um-tordo/

Por que patos são bons nadadores?

CAMADA PROTETORA

Os patos possuem uma glândula na base da cauda, chamada de uropigiana, que sintetiza gordura. As aves espalham essa substância oleosa pelo corpo com o bico. Dessa forma, elas impermeabilizam as penas, que não encharcam e não ganham peso

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BOIAS NATURAIS

Assim como muitas outras espécies de pássaros, os patos possuem sacos aéreos como parte de seu sistema respiratório. Eles se enchem de ar conforme o bicho respira e, assim, ajudam a mantê-lo flutuando

AR COMPRIMIDO

As penas dos patos se entrelaçam de modo a formar pequenos bolsões de ar que ficam convenientemente presos, ajudando a flutuar. Para mergulhar, eles simplesmente apertam as penas contra o corpo, expulsando o ar

REMA, REMA

As patas possuem membranas entre os dedos que ajudam a dar impulsão dentro d¿água

SEM DUREZA

Os ossos dos patos são ocos. Isso faz com que eles não sejam muito pesados

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CONSULTORIA Ricardo Belmonte Lopes, doutorando em zoologia da Universidade Federal do Paraná

FONTES Site da Universidade de Saltford e programa MythBusters

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-patos-sao-bons-nadadores/

Como e onde surgiu a lenda de que as cegonhas trazem os bebês?

Não, não foi sua mãe que criou aquela história.

Foi na Escandinávia.

Segundo a tradição, na época em que os bebês costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que eles haviam sido trazidos pela cegonha para justificar o aparecimento repentino de um novo membro da família. Para explicar que, após o parto, a mãe precisava descansar por alguns dias, dizia-se também que, antes de partir, a cegonha havia bicado a perna materna.

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O animal foi escolhido como símbolo principalmente por dois motivos. Primeiro, é uma ave dócil e protetora. As jovens cegonhas costumam dedicar atenção especial e carinho às aves mais velhas ou doentes – tanto que os romanos antigos criaram uma lei, incentivando as crianças a cuidarem dos idosos da família, chamada Lex Ciconaria (lei da cegonha).

O outro motivo é que elas costumam fazer seus ninhos ao lado das chaminés das casas e voltam sempre ao mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. Essa mistura de generosidade e fidelidade maternais criou um símbolo perfeito.

Por muitos séculos, a lenda permaneceu conhecida apenas na Escandinávia. Mas, no século XIX, se espalhou pelo resto do mundo com os contos de um mestre da literatura infantil, o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875).

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-onde-surgiu-a-lenda-de-que-as-cegonhas-trazem-os-bebes/

Como o pombo-correio sabe para onde levar a encomenda?

Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

Existem algumas teorias sobre a capacidade de orientação dos pombos-correio, mas nenhuma delas é 100% comprovada. O que se sabe é que eles sempre voltam para onde nasceram. E é só para lá – e não para qualquer lugar – que levam a encomenda. As explicações mais comuns são:

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– Os pombos têm um “instinto natural” parecido com o de aves migratórias;- A visão privilegiada permite que localizem pontos de referência com facilidade;- Eles se orientam pela posição do Sol;- Eles possuem uma “bússola natural”, formada por partículas de magnetita no bico. O mineral apontaria o norte da Terra.

Os pombos-correio são uma raça diferente dos pombos comuns. Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

CARTEIRO ALADO
Como o pombo Cher Ami salvou 194 vidas

Cher Ami – que em francês significa “Querido amigo” – nasceu e foi criado em uma base do exército americano próximo à cidade de Binarville, na França. Depois de treinado, ele foi doado ao comandante da 77ª Divisão de Infantaria Americana. Esse grupo ficou conhecido como o Batalhão Perdido por ficar preso em uma depressão na floresta de Argonne, ali perto. O Batalhão Perdido avançou rumo ao norte, enquanto o resto dos americanos ficou no sul. Assim, o grupo acabou cercado por inimigos alemães e também sob fogo amigo dos americanos, que não sabiam que havia aliados ali. O comandante do batalhão mandou uma mensagem aos compatriotas por meio de Cher Ami.

Após ter percorrido 40 quilômetros em 25 minutos, atravessando a região ocupada pelos alemães, o pombo chegou à artilharia americana gravemente ferido. Alvejado pelos alemães, acabou ficando cego de um olho, teve o peito atravessado por uma das balas e uma de suas pernas foi arrancada! Apesar dos ferimentos, ele entregou a mensagem aos destinatários: o texto indicava a localização do batalhão e pedia que cessassem o fogo. Os 194 soldados do Batalhão Perdido sobreviveram.

O voo de Cher Ami ocorreu em outubro de 1918 e foi a última missão do pombo. Depois da façanha, ele teve que se aposentar, mas ganhou a Cruz de Guerra francesa em homenagem ao seu heroísmo.

Foto Fernando Moraes

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-o-pombo-correio-sabe-para-onde-levar-a-encomenda/

Como são organizadas as movimentações de grandes grupos de animais?

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução.

ILUSTRAS Bruno Rosal

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução. Esse comportamento coletivo visa maximizar as chances de sobrevivência individuais: ele simplifica a busca por comida e abrigo, otimiza as funções locomotoras e facilita a fuga de predadores. Nesse último caso, por exemplo, essa “consciência coletiva” se manifesta como um efeito dominó: o primeiro indivíduo identifica o perigo e muda rapidamente de direção, inspirando outro a fazê-lo, que inspira outro… No final, todos estão fugindo, mesmo que só o primeiro tenha detectado o inimigo. É óbvio que, de vez em quando, há conflitos no grupo: uns querem comer, outros andar, outros ficar parados. Mas estudos biológicos indicam que essas deserções tendem a ser temporárias.

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V de vitória

Algumas aves migratórias,comogansos e cisnes, voam em formação de “V”, revezando-se na posição de líder. Esse indivíduo na ponta “rasga” o ar, tornando-o brevemente menos denso para quem vem atrás. Além disso, o deslocamento de ar que ele causa permite que os seguidores batam as asas menos vezes. Com menos esforço, até o batimento cardíaco pode diminuir. Voando em V, três pássaros já são o suficiente para criar um grupo em que cada um gasta 40% menos energia

+ Quais animais são recordistas em migrações?

revoada
Boa vizinhança

Nas revoadas, pássaros coordenam a velocidade e a direção só com os colegas mais próximos. Estes se comunicam com os outros ao seu redor e assim sucessivamente, alinhando o grupo todo rumo ao mesmo objetivo. Pombas, por exemplo, navegam melhor juntas, pois partilhar suas estimativas de rota imperfeitas lhes permite ajustar e escolher o trajeto mais ideal

+ Como se orientam os pombos-correio?

elefantes
Obedeça sua mãe!

As manadas de elefantes têm entre dez e 30 indivíduos e são lideradas pela fêmea mais experiente. O grupo marcha atrás da matriarca, que procura o melhor lugar para pastar ou se proteger. Todos a obedecem, exceto machos adultos. Quando completam 12 anos, eles “saem da fila” e vão montar um “Clube do Bolinha”. Nele, quem manda é o maior ou o mais forte

abelhas
Só na cabeçada

Já se perguntou por que algumas abelhas melíferas parecem se chocar umas com as outras? As “exploradoras” descobrem um novo endereço para instalar a colmeia e o ensinam para as colegas com um voo sinuoso, quase uma dança. Mas, se uma rival quiser propor outra localização, bate de cabeça nela para interrompê-la! No fim, a colônia chega a um consenso

gafanhotos
Atração e repulsão

Modelos matemáticos propõem três regras gerais para agregações animais: 1) mover-se na mesma direção que os vizinhos, 2) ficar perto deles e 3) não posicionar-se demasiado próximo dos colegas. A Universidade de Princeton, por exemplo, concluiu que gafanhotos se mordem caso fiquem muito perto. Alguns são até devorados. Ou seja, o enxame só funciona porque existe a força da união, mas também o medo do canibalismo.O estudo matemático de nuvens de insetos inspirou a criação de sistemas de inteligência artificial conhecidos como”inteligência de enxame”

+ Como se forma uma nuvem de gafanhotos?

peixes
Unidos venceremos

Para nadar em cardumes sem esbarrar uns nos outros, peixes usam a visão, a audição e a linha lateral, órgão sensorial que detecta mínimas variações de pressão na água. Assim, eles sabem onde estão os vizinhos e se devem virar, voltar ou descer. E, se os indivíduos ficam muito perto, eles se repelem, justamente para não trombarem

+ Como os peixes nadam em cardumes sem trombar uns nos outros?

lobos
Tão longe, tão perto

Cientistas da Espanha e dos EUA criaram um programa de computador que simula as estratégias de caça dos lobos para uma só presa. Há duas regras: primeiro, mover-se para o mais perto possível da vítima; segundo, afastar-se caso haja lobos ainda mais próximos dela. Trabalhando juntos, eles asseguram a janta para os filhotes – responsabilidade de toda a alcateia

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-organizadas-as-movimentacoes-de-grandes-grupos-de-animais/

Como é um treinamento de falcoaria?

O treinamento da falcoaria exige que a ave se acostume com a presença de humanos, seja condicionada a receber comandos verbais e, depois, aprenda a caçar

É um longo processo que envolve acostumar a ave a receber comandos e ensiná-la a caçar. Na verdade, a técnica mudou relativamente pouco desde que essa tradição surgiu, há mais de 4 mil anos, na Ásia Central (provavelmente entre a China e a antiga Pérsia).

A falcoaria se tornou particularmente popular na Idade Média, já que a posse de um falcão selvagem era um símbolo de status. Mas mesmo os camponeses também a praticavam, para obter alimentos. Hoje, é mais encarada como um hobby e um método de reabilitação do animal.

No Brasil, como a caça é proibida, a falcoaria é usada principalmente no controle de pragas em aeroportos, hospitais e galpões.

scola de caça

Recomenda-se começar o treino aos 60 dias de vida

1) Primeiro, o falcoeiro deve preparar o bolso. No Brasil, o valor de uma espécie de rapina varia de R$ 1.000 a R$ 10 mil. Os equipamentos saem por cerca de R$ 500, mas um transmissor para rastrear a mascote (caso fuja) pode elevar o total a R$ 5 mil. Para a alimentação, é preciso desembolsar entre R$ 50 e R$ 300 por mês. E ainda rolam as consultas com veterinários.

2) A primeira lição da ave é se acostumar com a presença do treinador e não se incomodar com movimentos, barulhos ou outros estímulos. É o amansamento, que pode durar entre sete e 15 dias. O bicho deve passar o máximo de tempo possível no punho enluvado do dono. Mesmo quando o dono dorme ou faz atividades cotidianas, como ir à padaria!

3) Agora que o treinador conquistou a confiança da ave, ele passa a segurar pedaços de carne, oferecendo-os ao animal, que deve “saltar” até seu punho para pegá-los. O objetivo é condicionar o falcão a entender que a luva equivale a alimento e, portanto, estimulá-lo a sempre voltar para ela. Inicialmente, esses saltos são simples – do poleiro até o punho, mas podem ir ganhando distância.

4) Preso a uma fina corda de aproximadamente 15 m, é o momento de o bicho fazer seus primeiros voos controlados – novamente, rumo ao punho e recompensado com carne. Mas, desta vez, a oferta de comida é acompanhada do soar de um apito. O falcão começa a associar o barulho com o alimento e a autorização do voo. Com o tempo, a extensão da corda é ampliada.

5) Quando já está voando cerca de 30 m do poleiro até a luva, a ave ganha um novo desafio: voar na direção de uma isca. Geralmente, é um objeto de couro, com a aparência de uma presa e um pouco de carne acoplado. Ele é preso ao fim de uma corda e rodado no ar até o falcão agarrá-lo. Para o treino de águias ou gaviões (vide boxe), a isca é arrastada pelo solo.

6) Após o período de cerca de 20 a 40 dias de treinamento, a ave enfim está pronta para realizar o tão aguardado voo livre. Em um local mais amplo, ela é liberada da corda que a prendia e deve novamente “abater” uma isca rodada no ar (ou arrastada pelo chão).

7) Independentemente da etapa do treinamento, após concluir os exercícios o falcão é pesado em uma balança especial, que conta com um poleiro para apoiá-lo. Assim, o dono pode controlar melhor sua alimentação e sua saúde.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-um-treinamento-de-falcoaria/

Para ficarem doidões, papagaios atacam plantações de papoulas

(divulgação/Wikimedia Commons)
Um bando de papagaios vem aterrorizando agricultores na Índia, de um jeito nada convencional. Durante os meses de março e abril, quando a colheita das papoulas é feita, as aves dão voos rasantes e pegam as sementes segundos depois que os trabalhadores cortam as vagens.

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Vídeos mostram os papagaios mordiscando as sementes nas árvores e depois dormindo ou até mesmo caindo de uma árvore.

Segundo os produtores, as aves causam uma diminuição da papoula colhida, o que gera uma repreensão por parte do governo indiano. O fenômeno, que começou em 2015, vem se intensificando ao longo dos anos.

“Normalmente, os papagaios fariam barulho quando estivessem em grupo. Mas essas aves ficaram tão espertas que elas não fazem nenhum som quando chegam aos campos”, explicou Sobharam Rathod, fazendeiro de papoula da cidade de Neemach que tem cerca de 10% de sua produção devorada pelas aves.

Fazendeiros tentaram estourar fogos de artifício, batendo tambores de metal e até atirar pedras para assustar os papagaios. “Às vezes, passamos horas no campo só para afastá-los”, disse outro agricultor.

Com Daily Record

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/blog/contando-ninguem-acredita/para-ficarem-doidoes-papagaios-atacam-plantacoes-de-papoulas/

Pássaro Preto

O Pássaro Preto, cujo nome cientifico é Molothrus bonariensis, é um pássaro nativo do Brasil, sendo encontrado em praticamente todo o Brasil e também no Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Em algumas localidades ele é conhecido como Chopim, Japu, Xexéu e Vira-bosta. O macho distingui-se da fêmea por ter um reflexo metálico azulado. É uma ave migratória, desaparecendo na época de inverno e reaparecendo no verão.

Eles são considerados como “parasitas”, pois tem o hábito de não fazer seu próprio ninho, preferindo por seus ovos no ninho de outras aves, para que estas criem seus filhotes. É comum ver pequenos pássaros tratando de filhotes de Pássaro Preto que geralmente são maiores, isto faz com que os “pais adotivos” tenham grande trabalho para tratar e criar os filhotes. Sempre é visto aos bandos, que pousam sobre os gramados e ali vão andando procurando sementes e insetos.

As aves desta espécie apresentam plumagem preta uniforme e muito brilhante. As penas da cabeça são estreitas e pontudas, o bico, também negro, é cônico e liso, com sulcos na base. Quando adultos apresentam alturas que variam de 21 a 25 cm de comprimento. A alimentação habitual é constituída de sementes, grãos de frutos, incluindo principalmente cocos do buriti.

A fêmea realiza um postura de 2 a 4 ovos que são cinza-azulados e com desenhos negros, estes ovos são incubados pela fêmea por um período de 14 dias. Na natureza vive em média 5 anos, já em cativeiro, se bem cuidados podem chegar até a 20 anos.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/passaro_preto.html

Sabiá

Nome: Sabiá laranjeira
Nome científico: Turdus rufiventris
Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush
Outros nomes: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae

Localização: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

Tamanho: cerca de 25 cm
Longevidade: em torno de 30 anos

Filhotes

Número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

Tempo do choco

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira. Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo – com muito merecimento – de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá – as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque “vou voltar para o meu lugar – e é lá – que eu hei de ouvir cantar – uma sabiá”. São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais de onde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas – 20% dos lares brasileiros tem aves – querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação.

Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira – à medida da cessação/diminuição da caça predatória – tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades.

A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado.

Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País.

Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos “krom-krom” ou os joão-de-barro “quel-quel-quel”. Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o “cai-cai-balão”, o camboriú, o “to-to-ito” e o “piedade”. Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas.

Nesse canto, o sabiá diz claramente:

Piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô….. Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto “trinta e oito”, de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri…. às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato

b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo

c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento – serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais – seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, “minhau” “minhau” várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá “tui-tui-tui-tui-tui…….”- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pêra, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água.

Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®”. Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da Califórnia e de fácil criação.

Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito – é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro – bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o seu dialeto preferido.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/sabia.html

Criação de Pintassilgos

Vamos falar sobre a criação de pintassilgos. São duas as espécies que falaremos embora haja mais de trinta formas diferentes catalogadas. Existem no mundo inteiro, inclusive na Europa, no Alasca e na Sibéria. Os mais famosos são os da Venezuela – Carduelis cuculatta, o da Colômbia – Carduelis xanthogastra, o Português – Carduelis carduelis.

Vamos nos ater, no entanto, as duas espécies que existem no Brasil. São eles o pintassilgo-da-cabeça-preta – Carduelis magellanica e o pintassilgo-baiano – Carduelis yarellii.

São pássaros maravilhosos, medindo por volta de 10,5 a 12 cm de comprimento. Os machos possuem as penas amarelas em todo o corpo, a cabeça totalmente preta – o magellanica; e um boné preto na cabeça – o yarellii. As asas deles são salpicadas de preto com listas amarelas, simétricas. As fêmeas, como os filhotes jovens, são totalmente amarelos, cor de limão maduro. Existem algumas subespécies do magellanica catalogadas, consegue: C. magellanica magellanica – Sul do Brasil e Argentina são bem grandes, cerca de 12 cm: C. magellanica ictérica – Sudeste do Brasil, um pouco menores e bem esverdeados; C. magellanica alleni – Goiás. Tocantins e Sul do Piauí, é o ”pinheirinho”, são menores que os ictérica e mais amarelos, especialmente no abdômen; C. magllanica longirostris, Roraima e Sul da Venezuela, possuem o bico um pouco mais longo que o ictérica; C. magellanica bolivica, Oeste do Mato Grosso e Bolívia, o macho possui grandes pintas negras no peito e a fêmea uma ”sombra” da máscara negra dos machos.

Em suma, a distribuição do magellanica se da em todo o Brasil a exceção do Nordeste e da Amazônia, chegam à Argentina e ao Paraguai, a do yarellii em todo o Nordeste. Interessante dizer que deste último existe uma população distinta na Venezuela muito pouco diferente na forma do brasileiro; um tem a região da cloaca branca e o outro não.

Lá, como aqui, estão também em processo de extinção por três motivos: a) degradação do meio-ambiente; b) caça predatória; c) a fumigação realizada pelo Estado para exterminar insetos nocivos.

Todavia existe um competente, programa de recuperação dessas aves que em sendo colocado em pratica será um importante instrumento de preservação. Coordenado pelo Dr. Carlos Ortega – e-mail: [email protected], comprende: dentre outros importantes procedimentos, conservar o que existe na natureza, incrementar a criação domestica e fazer um senso da existência desses pássaros em poder de criadores de todo o mundo. Supomos que deveríamos, aqui no Brasil, tomarmos medidas semelhantes a partir do exemplo, o projeto venezuelano para o seu yarellii.

Os pintassilgos procriam na natureza nos meses de outubro e março. Ao iniciarem as chuvas no final do mês de agosto começam a se acasalar e a se prepararem para a procriação anual. Estabelecem comunidades onde muitos casais passam a conviver e os machos estimulam suas respectivas fêmeas com o seu canto intermitente. Ficam, dessa maneira, até o final da temporada do choco, mês de março.

Aí começam a se juntar em grandes bandos; filhotes e adultos migram de um lado para o outro a procura de comida até o mês de julho, quando param para mudar de penas.

Habitam ambientes variados: brejos, capoeiras, pastos, pomares, florestas ralas, pinheirais etc. Embora sejam briguentos e as vezes agressivos, ha noticias da existência de quatro ninhos de pintassilgos magellanica em uma só laranjeira.

Eles, de um modo geral, despertam muito interesse na criação domestica, pelo fáci1 manejo, pelo seu canto, pela sua beleza e porque, de outro lado, cruzam muito bem com canários domésticos os Serinus, possibilitando a produção de pássaros híbridos com variadas cores e de canto mavioso. Como e o caso do pintagol de cores: salsas, verdes, vermelhos, cinzas, entre outros. Dão, assim origem a cruzamentos que poderão formar cores diferentes na criação do canário. O pintagol tem também extrema facilidade para aprender o canto do pintassilgo e do belga. Canta, todavia, em outro tom e, para muitos, consegue cantar com mais qualidade. A quantidade de pintagol existente no Brasil e uma enormidade; são milhares e milhares. Sempre produto do macho pintassilgo com a fêmea Serinus canarius e de qualquer cor, inclusive branca que gera o cinza.

Entretanto, o que nos interessa mesmo e a preservação do pintassilgo em pureza, protegendo os que estão na natureza, ao lado de uma intensa criação domestica para suprir toda a demanda com filhotes nascidos em criadouros legalizados, especialmente comerciais; a

Portaria 118 do I.B.A.M A esta aí. Capturar na natureza é crime, é proibido por Lei e é uma agressão ao meio-ambiente. Não se pode mais fazer isso, principalmente com os yarellii que estão em extinção. Vamos, então, usar o nosso grande entusiasmo e paixão por essas aves e utilizá-las na reprodução domestica, para gerar riquezas e, principalmente, para buscar a sua efetiva preservação. Como fator favorável tem-se que os pintassilgos se reproduzem com facilidade em ambientes domésticos, podemos acomoda-los em espaços pequenos e sua criação, assim, pode ser feita com poucos recursos. Na natureza consomem quase todo tipo de semente de capim, adoram comer a flor do eucalipto, insetos dos pinheirais e sementes de picão, assa-peixe, dente-de-leão, colonião e serralha, entre outros tipos de alimentação.

Seu canto é longo e repicado assemelhado com os sons: tic-tic-tic-tec-tec-tec-glim-glim-glim – tim-tim-tim, e assim por diante. Chegam a cantar mais de dois minutos initerruptamente, variando os sons e mudando o tom para embelezar e quebrar a monotonia da frase. Mas a paixão dos aficionados é quando ele canta metálico, variando pouco as notas e numa freqüência alta, por volta de 5.000 hertz; fazem um glim-glim-glim-glem-glem-glem……., quanto mais longo melhor. Também uma Maravilha o canto do pintassilgo que da a ”carreirinha”: gli-gli-gli-gli-glili-glili-glili…. Há à disposição dos interessadas gravações dos melhores cantos para ensinamentos aos filhotes, com e o caso do ”Nanico”. Seu canto serve ainda de estimulante para os outros pássaros; ele e o maestro de uma comunidade de diferentes pássaros; quando o pintassilgo canta todos os outros ao redor também o fazem. Vale a pena presenciar esta cena. É um ave longeva – vive em ambiente domestico por volta de 20 anos – tudo depende do trato que se 1he dispensa. A alimentação básica deve ser: alpiste 60%, painço 15%, senha 15% , aveia 5%. Em recipientes separados deve ser fornecido sementes de perila, uma colher de chá por individuo três vezes por semana. A perila e excelente nutricionalmente, o problema é que ela e muito rica em gorduras, mas tem atividade protetora do intestino, o que, nestas espécies, e absolutamente fundamental. Há uma certa polemica sobre a administração da colza; alguns não recomendam. Já sobre o niger a polemica é maior; os criadores europeus (vide livro de Giorgio d’Baseggio), condenam totalmente sua administração. Segundo eles o niger trás problemas intestinais, além de ser extremamente gorduroso, acresce-se a isso o fato que se os pintassilgos dispuserem de niger não comem mais nada, e essa semente e desbalanceada nutricionalmente. Os criadores brasileiros utilizam niger em grandes percentuais, o que achamos muito prejudicial.

Não recomendamos a utilização de verduras; para aqueles criadores que acharem que devam administrar abriríamos uma exceção para o jiló, exclusivamente.

E salutar que se disponibilize, também, farinhada adicionando Mold-Zap, a base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol ou Protovit, este a base de 2 gotas para 50ml d’água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução devera ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparado: S partes de milharina, 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada, / 1 parte de germe de trigo, / premix Fl da Nutrivet 1 gr. por quilo, / Mycosorb 2 gr. por quilo. Apos tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de Aminosol.

Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil e de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.

Pode-se cria-los em viveiros grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. O Manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/beneficio menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de sisal. Perigoso usar ninho de bucha porque o pintassilgo costuma fura-lo com o bico.

O número de ovos de cada postura e quase sempre 4, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar ate 12 filhotes por temporada. As fêmeas podem ficar bem próximas uma das outras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho. o melhor e coloca-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, especialmente os yarellii.

Sabe-se que a fêmea esta ”pronta” quando ela começa a andar de cabeça para baixo pelo teto da gaiola e a voar de um lado para o outro incessantemente, fica piando baixinho e ao ver o macho pede comida a ele e logo em seguida, aceita a gala.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7o ao 10o dia, com diâmetro de 2,3 mm – bitola 1, a ser adquirido no Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Importante a administração de Energette, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Fundamental, porem, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembre-mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e tem as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer à quarentena, são cuidados indispensáveis.

O maior problema dos pintassilgos é a coccidiose. Os europeus, notadamente os italianos, recomendam o controle da doença via preventivo a cada três meses e quando as fêmeas estão no processo de postura, época em que este mal se desenvolve.

Outro problema e a enterite de origem bacteriana que causa sérios problemas nos filhotes; o Baytrill, a 10% pode ser excelente nessas ocasiões. O Pintassilgo provavelmente é o pássaro que mais desperta interesse a nível mundial; sabemos de enormes criadouros na Europa dos nossos pintassilgos.

Cabe a nós, brasileiros, passar a reproduzi-los em larga escala e ajudar a preservar efetivamente essas lindas e interessantes espécies existentes em nosso Brasil.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/criacao_pintassilgos.html