Alimentação diária para psitacídeos de médio porte

Caso não esteja a dar a ração comercial indicada, a ave necessita de determinados alimentos diários para estar sempre em boa forma. Não terá que os dar com tanta frequência como aconselho, porque talvez a queira apenas como ave de companhia e não como reprodutor, mas terá que ter alguns cuidados mínimos.
Todos os alimentos (frutas e legumes) deverão ser picados em cubinhos e misturados antes de serem fornecidos.
Frutas: escolha três da lista e forneça uma quantidade equivalente a duas colheres das de sopa de cada fruta – maçã, banana, laranja (descascada), goiaba, manga, pêssego, pêra, melão, melancia, kiwi ou maracujá.
Vegetais: escolha um dos três referidos, estes poderão ser presos na gaiola ou serem picados – grelos, brócolos e espinafre.
Ararajubas (Guaruba guarouba ou Aratinga guarouba)
ARARAJUBAS (GUARUBA GUAROUBA OU ARATINGA GUAROUBA) | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
Pode ainda escolher mais dois alimentos na mesma quantidade das frutas (duas colheres de sopa) para serem misturados às frutas: cenoura, vagem, abóbora e beterraba.
A quantidade acima sugerida poderá ser preparada de manhã, dividida em duas partes iguais e fornecida duas vezes ao dia, guardando-a no frigorífico.
De 15 em 15 dias, também pode cozinhar um ovo de galinha, depois de bem cozido deixe arrefecer, corte-o ao meio e dê-o aos psitacídeos, eles adoram a gema e é altamente proteica.
Alimentos proibidos: Abacate, leite e doces, principalmente chocolate.
Alimentos permitidos: Sementes de melancia, pepino, melão e uvas.
Semente de girassol: Embora muitos pensem que é o alimento mais indicado para as aves, não é. Esta é muito prejudicial para a saúde da sua ave pois tem tanta gordura que equivale a chocolate. Os psitacídeos com uma alimentação saudável muito pobre em sementes de girassol podem viver 75 anos de vida (dependendo da espécie). Se a ave for criada apenas a comer semente de girassol durará apenas uns 15 anos – para usar um termo de comparação, é como se alimentássemos uma criança apenas com guloseimas…

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/psitacideos/#o-que-sao

Psitacídeos: Gaiolas e viveiros

Uma gaiola para manter uma arara deve ter no mínimo 1,20 metros de altura, 1 metro de comprimento e 70 centímetros de largura. Para alojar um papagaio, a gaiola deve ter 80 centímetros de altura, igual medida em comprimento e 70 centímetros de largura.
Qualquer ave deve, diariamente, ter alguma liberdade de movimento para fazer algum exercício, pois o sedentarismo diminui a longevidade das aves. O espaço tem grande influência no bem-estar das aves, aquelas que vivem num espaço apertado tendem a proteger esse “território”, tendo como resultado um animal agressivo e stressado.
Gaiola ideal para psitacídeos
GAIOLA IDEAL PARA PSITACÍDEOS
A gaiola ou viveiro deve ser em metal inoxidável e sem partes estruturais em plástico ou madeira, pois os psitacídeos possuem bicos extremamente fortes e um comportamento “brincalhão”.
É importante que não haja pintura na gaiola, mas se houver, dê preferência a tinta que não contenha chumbo ou zinco.
Dê importância ao espaçamento entre as barras da gaiola, não utilize barras que sejam muito largas em relação ao tamanho da cabeça do psitacídeo, evitando dessa forma, que a cabeça da ave passe por entre essas barras, e possa ficar presa por acidente. Retire as partes das gaiolas que sejam removíveis ou muito pequenas, para evitar que a ave as coma.
Não se deve acorrentar a ave de modo a evitar acidentes e deixar que esta se movimente à vontade.
Tenha em atenção a disposição dos poleiros, evitando sempre que as penas da cauda fiquem a arrastar no fundo da gaiola, para que não fiquem danificadas e sujas. Os poleiros devem possuir diferentes diâmetros e estarem dispostos de maneira que facilitem o acesso da ave aos alimentos. Os mesmos devem ser escovados quando se apresentarem sujos, ou pelo menos uma vez a cada 30 dias.
Os poleiros deverão ser de madeira (podem ser usados galhos), com diâmetro adequado à ave. É muito importante o uso de poleiros de madeira, pois estes permitem que a sua ave mantenha as unhas aparadas e as garras sem problemas de atrofia.
Independente do tipo de recinto (gaiola ou viveiro) em que a ave permaneça, deve proporcionar acesso direto à luz solar; ventilação adequada com áreas de protecção contra correntes de ar, chuva e Sol.

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Psitacídeos: O que são?

É nesta família que encontramos aves exóticas como as araras, papagaios, cacatuas, jandaias, pionites, eclectus, forpus, agapornis, calopsitas, periquitos, roselas, entre outros. No mundo, estas espécies de aves encontram-se distribuídas pela área tropical do globo terrestre (neotropical, afrotropical, oriental e australiano) e irradiam-se para as áreas sub-tropicais e frias.
Os psitacídeos são algumas das aves mais inteligentes e que possuem o cérebro mais desenvolvido. Quando criadas à mão, facilmente se tornam mansos e excelentes animais de estimação para toda a família. Têm a capacidade de imitar com grande exactidão todos os tipos de sons, incluindo palavras.
O seu longo período de vida é igualmente digno de nota, por exemplo: as espécies de grande porte atingem entre os 60 a 80 anos de idade.
Em consequência de todas as suas características, estas aves tornaram-se aves de cativeiro, bastante populares em parques e jardins zoológicos. Este facto veio também colocar muitas espécies em perigo de extinção.
Papagaio electus (Eclectus roratus roratus) macho
PAPAGAIO ELECTUS (ECLECTUS RORATUS RORATUS) MACHO | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
A família dos psitacídeos (Psittacidae) é constituída por 78 géneros (divisão dentro da família), onde são distribuídas 344 espécies de aves. Estudos realizados recentemente mostram que 71 dessas espécies estão criticamente próximas da extinção, e outras 36 ameaçadas que poderão vir a extinguir-se se não forem tomadas medidas rigorosas.
A principal característica dos psitacídeos é uma cabeça larga e robusta, onde se apoia um bico forte, alto e curvo especializado para quebrar e descascar sementes. Para ajudar na manipulação dessas sementes, possuem uma musculatura na mandíbula e na língua muito desenvolvida. Os seus pés são curtos, mas muito articuláveis, que além de sustentarem o corpo das aves, auxiliam na manipulação dos alimentos que consomem.
Tanto os machos como as fêmeas possuem lindas plumagens com cores exuberantes, conferindo-lhes uma beleza inigualável. Usualmente os sexos são muito parecidos.
A grande maioria dos papagaios é muito sociável e vivem em bandos ao longo de todo o ano ou, pelo menos, após a reprodução.
De seguida vamos abordar os cuidados necessários para manter com sucesso espécies de psitacídeos.

Psitacídeos: Higiene

Os psitacídeos necessitam de banhos periódicos, principalmente no Verão.
Utilize um borrifador de água para dar banho às aves que mantém, permanentemente, em gaiolas. Araras e papagaios adoram tomar banho, pois além de manterem as penas limpas, contribui para a sua saúde física e mental, e ainda os diverte. Os banhos são óptimos para as aves gastarem um pouco de energia e também são necessários no mínimo uma vez por semana, para limpar as penas, a pele e melhorar o bem-estar, especialmente durante os meses mais quentes.
O alimento e a água devem ser fornecidos em tigelas sempre limpas. Evite materiais envernizados, pois podem conter alto de teor de chumbo, altamente prejudiciais à ave. Preferencialmente utilize tigelas de aço inox, além de serem de limpeza fácil são mais resistentes ou então de barro.
Coloque sempre as tigelas acima dos poleiros para evitar a contaminação por fezes. Diariamente deve-se lavar e desinfectar as tigelas. Nos períodos de altas temperaturas (Verão), a água deve ser trocada no mínimo duas vezes ao dia, para evitar o crescimento de microrganismos.
A gaiola deve ser limpa para prevenir doenças. O chão da gaiola deve ser recoberto com papel absorvente e trocado diariamente. Evite o uso de jornais caso haja possibilidade de contacto da ave com o mesmo, porque a tinta do jornal pode ser tóxica. As barras da gaiola devem ser esfregadas para retirar restos de comida. Periodicamente toda a gaiola deve ser lavada com um desinfectante adequado.

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Psitacídeos: Brinquedos

Devido à inteligência destas aves, carecem de muita companhia e os brinquedos ajudam a que estas aves estejam, de uma forma geral, mais activas e entretidas. Estas aves, quando não têm nada que as estimule, podem desenvolver um comportamento nevrótico (stress), como arrancar as suas próprias penas ou até mesmo gritar sem parar para chamar a nossa atenção.
Então, os brinquedos são fundamentais para que se distraiam e sejam mais saudáveis. Além de distrair, eles precisam de roer algo para desgastar o bico.
Cacatua Galah (Eolophus roseicapillus)
CACATUA GALAH (EOLOPHUS ROSEICAPILLUS) | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
Em qualquer loja de animais existem brinquedos próprios de papagaios para essa finalidade.
Caso não queira comprar, pode fazer algo com pedaços de corda, uma corrente de plástico com tiras de couro cru para mastigar, madeira natural sem resinas ou verniz, entre outros brinquedos desde que não tenha nenhum produto tóxico que lhes possa fazer mal caso o “destruam”.
Pessoalmente recomendo comprar, pois além de serem muito bonitos e específicos para eles, não corremos o risco do que confeccionamos venha a prejudicar a ave. Tenha cuidado com os pequenos objectos que ela possa engolir, estes podem causar a morte se não forem detectados a tempo!

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Psitacídeos: Tudo o que Precisa Saber

Uma ave pode ser um excelente animal de estimação e companhia. Algumas espécies são capazes de imitar palavras e até mesmo frases do nosso vocabulário e até treinadas a acompanhar-nos. Na cabeça de muitos, as aves servem apenas para estar em exposição numa gaiola a emitir sons.
Perder uma ave de companhia pode ser uma experiência traumática, tal como a perda de um cão ou gato, embora seja, por muitos, considerado algo ridículo.
Tal assunto remete-nos para o tratamento veterinário de que qualquer amante de aves dispõe. A quem devemos recorrer quando temos uma ave doente? A um veterinário… mas será que este terá formação suficiente para me auxiliar? É sabido que o tratamento em medicina veterinária das aves é ainda bastante insuficiente. O médico veterinário que se debruça sobre esta especialidade, enfrenta um árduo caminho no que respeita a subsídios e formação técnica e académica.
No entanto, nos dias de hoje em dia a informação que quer veterinários, quer criadores dispõem, é muito mais abrangente que há uma dezena de anos atrás. Sabem como agir nos primeiros meses de vida das crias e têm resposta para um leque de questões: quando é que olhos e ouvidos se abrem; quando surgem as penas e quando começarão a voar.
Papagaio cinzento (Psittacus erithacus erithacus)
PAPAGAIO CINZENTO (PSITTACUS ERITHACUS ERITHACUS) | FOTOGRAFIA: FREDERICO LISBOA
Igualmente, também a nutrição dos animais evoluiu. São cada vez as dietas prontas disponíveis e as tabelas de dietas caseiras com produtos frescos, de forma a dar uma alimentação o mais completa possível ás aves.
As antigas dietas à base de sementes eram passíveis de causar problemas, devido ao excesso de vitaminas e proteínas e muitas aves sofriam de problemas renais. As actuais à base de sementes e rações corrigiram o problema e são muito mais seguras.
Os criadores de aves e os veterinários começam finalmente a trabalhar em conjunto, o que não se verificava há algum tempo atrás, pois devido à precariedade do serviço prestado os criadores optavam por tentar eles mesmos solucionar os seus problemas.
Mesmo assim, é compensador verificar um aumento significativo de profissionais com formação adequada, embora o seu universo ainda seja um pouco mais reduzido do que o desejável.
Neste artigo, vamos abordar assuntos específicos acerca de uma determinada família de aves: os psitacídeos.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/psitacideos/

Pássaro Preto

O Pássaro Preto, cujo nome cientifico é Molothrus bonariensis, é um pássaro nativo do Brasil, sendo encontrado em praticamente todo o Brasil e também no Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Em algumas localidades ele é conhecido como Chopim, Japu, Xexéu e Vira-bosta. O macho distingui-se da fêmea por ter um reflexo metálico azulado. É uma ave migratória, desaparecendo na época de inverno e reaparecendo no verão.

Eles são considerados como “parasitas”, pois tem o hábito de não fazer seu próprio ninho, preferindo por seus ovos no ninho de outras aves, para que estas criem seus filhotes. É comum ver pequenos pássaros tratando de filhotes de Pássaro Preto que geralmente são maiores, isto faz com que os “pais adotivos” tenham grande trabalho para tratar e criar os filhotes. Sempre é visto aos bandos, que pousam sobre os gramados e ali vão andando procurando sementes e insetos.

As aves desta espécie apresentam plumagem preta uniforme e muito brilhante. As penas da cabeça são estreitas e pontudas, o bico, também negro, é cônico e liso, com sulcos na base. Quando adultos apresentam alturas que variam de 21 a 25 cm de comprimento. A alimentação habitual é constituída de sementes, grãos de frutos, incluindo principalmente cocos do buriti.

A fêmea realiza um postura de 2 a 4 ovos que são cinza-azulados e com desenhos negros, estes ovos são incubados pela fêmea por um período de 14 dias. Na natureza vive em média 5 anos, já em cativeiro, se bem cuidados podem chegar até a 20 anos.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/passaro_preto.html

Sabiá

Nome: Sabiá laranjeira
Nome científico: Turdus rufiventris
Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush
Outros nomes: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae

Localização: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

Tamanho: cerca de 25 cm
Longevidade: em torno de 30 anos

Filhotes

Número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

Tempo do choco

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira. Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo – com muito merecimento – de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá – as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque “vou voltar para o meu lugar – e é lá – que eu hei de ouvir cantar – uma sabiá”. São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais de onde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas – 20% dos lares brasileiros tem aves – querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação.

Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira – à medida da cessação/diminuição da caça predatória – tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades.

A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado.

Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País.

Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos “krom-krom” ou os joão-de-barro “quel-quel-quel”. Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o “cai-cai-balão”, o camboriú, o “to-to-ito” e o “piedade”. Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas.

Nesse canto, o sabiá diz claramente:

Piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô….. Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto “trinta e oito”, de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri…. às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato

b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo

c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento – serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais – seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, “minhau” “minhau” várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá “tui-tui-tui-tui-tui…….”- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pêra, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água.

Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®”. Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da Califórnia e de fácil criação.

Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito – é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro – bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o seu dialeto preferido.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/sabia.html

Criação de Pintassilgos

Vamos falar sobre a criação de pintassilgos. São duas as espécies que falaremos embora haja mais de trinta formas diferentes catalogadas. Existem no mundo inteiro, inclusive na Europa, no Alasca e na Sibéria. Os mais famosos são os da Venezuela – Carduelis cuculatta, o da Colômbia – Carduelis xanthogastra, o Português – Carduelis carduelis.

Vamos nos ater, no entanto, as duas espécies que existem no Brasil. São eles o pintassilgo-da-cabeça-preta – Carduelis magellanica e o pintassilgo-baiano – Carduelis yarellii.

São pássaros maravilhosos, medindo por volta de 10,5 a 12 cm de comprimento. Os machos possuem as penas amarelas em todo o corpo, a cabeça totalmente preta – o magellanica; e um boné preto na cabeça – o yarellii. As asas deles são salpicadas de preto com listas amarelas, simétricas. As fêmeas, como os filhotes jovens, são totalmente amarelos, cor de limão maduro. Existem algumas subespécies do magellanica catalogadas, consegue: C. magellanica magellanica – Sul do Brasil e Argentina são bem grandes, cerca de 12 cm: C. magellanica ictérica – Sudeste do Brasil, um pouco menores e bem esverdeados; C. magellanica alleni – Goiás. Tocantins e Sul do Piauí, é o ”pinheirinho”, são menores que os ictérica e mais amarelos, especialmente no abdômen; C. magllanica longirostris, Roraima e Sul da Venezuela, possuem o bico um pouco mais longo que o ictérica; C. magellanica bolivica, Oeste do Mato Grosso e Bolívia, o macho possui grandes pintas negras no peito e a fêmea uma ”sombra” da máscara negra dos machos.

Em suma, a distribuição do magellanica se da em todo o Brasil a exceção do Nordeste e da Amazônia, chegam à Argentina e ao Paraguai, a do yarellii em todo o Nordeste. Interessante dizer que deste último existe uma população distinta na Venezuela muito pouco diferente na forma do brasileiro; um tem a região da cloaca branca e o outro não.

Lá, como aqui, estão também em processo de extinção por três motivos: a) degradação do meio-ambiente; b) caça predatória; c) a fumigação realizada pelo Estado para exterminar insetos nocivos.

Todavia existe um competente, programa de recuperação dessas aves que em sendo colocado em pratica será um importante instrumento de preservação. Coordenado pelo Dr. Carlos Ortega – e-mail: [email protected], comprende: dentre outros importantes procedimentos, conservar o que existe na natureza, incrementar a criação domestica e fazer um senso da existência desses pássaros em poder de criadores de todo o mundo. Supomos que deveríamos, aqui no Brasil, tomarmos medidas semelhantes a partir do exemplo, o projeto venezuelano para o seu yarellii.

Os pintassilgos procriam na natureza nos meses de outubro e março. Ao iniciarem as chuvas no final do mês de agosto começam a se acasalar e a se prepararem para a procriação anual. Estabelecem comunidades onde muitos casais passam a conviver e os machos estimulam suas respectivas fêmeas com o seu canto intermitente. Ficam, dessa maneira, até o final da temporada do choco, mês de março.

Aí começam a se juntar em grandes bandos; filhotes e adultos migram de um lado para o outro a procura de comida até o mês de julho, quando param para mudar de penas.

Habitam ambientes variados: brejos, capoeiras, pastos, pomares, florestas ralas, pinheirais etc. Embora sejam briguentos e as vezes agressivos, ha noticias da existência de quatro ninhos de pintassilgos magellanica em uma só laranjeira.

Eles, de um modo geral, despertam muito interesse na criação domestica, pelo fáci1 manejo, pelo seu canto, pela sua beleza e porque, de outro lado, cruzam muito bem com canários domésticos os Serinus, possibilitando a produção de pássaros híbridos com variadas cores e de canto mavioso. Como e o caso do pintagol de cores: salsas, verdes, vermelhos, cinzas, entre outros. Dão, assim origem a cruzamentos que poderão formar cores diferentes na criação do canário. O pintagol tem também extrema facilidade para aprender o canto do pintassilgo e do belga. Canta, todavia, em outro tom e, para muitos, consegue cantar com mais qualidade. A quantidade de pintagol existente no Brasil e uma enormidade; são milhares e milhares. Sempre produto do macho pintassilgo com a fêmea Serinus canarius e de qualquer cor, inclusive branca que gera o cinza.

Entretanto, o que nos interessa mesmo e a preservação do pintassilgo em pureza, protegendo os que estão na natureza, ao lado de uma intensa criação domestica para suprir toda a demanda com filhotes nascidos em criadouros legalizados, especialmente comerciais; a

Portaria 118 do I.B.A.M A esta aí. Capturar na natureza é crime, é proibido por Lei e é uma agressão ao meio-ambiente. Não se pode mais fazer isso, principalmente com os yarellii que estão em extinção. Vamos, então, usar o nosso grande entusiasmo e paixão por essas aves e utilizá-las na reprodução domestica, para gerar riquezas e, principalmente, para buscar a sua efetiva preservação. Como fator favorável tem-se que os pintassilgos se reproduzem com facilidade em ambientes domésticos, podemos acomoda-los em espaços pequenos e sua criação, assim, pode ser feita com poucos recursos. Na natureza consomem quase todo tipo de semente de capim, adoram comer a flor do eucalipto, insetos dos pinheirais e sementes de picão, assa-peixe, dente-de-leão, colonião e serralha, entre outros tipos de alimentação.

Seu canto é longo e repicado assemelhado com os sons: tic-tic-tic-tec-tec-tec-glim-glim-glim – tim-tim-tim, e assim por diante. Chegam a cantar mais de dois minutos initerruptamente, variando os sons e mudando o tom para embelezar e quebrar a monotonia da frase. Mas a paixão dos aficionados é quando ele canta metálico, variando pouco as notas e numa freqüência alta, por volta de 5.000 hertz; fazem um glim-glim-glim-glem-glem-glem……., quanto mais longo melhor. Também uma Maravilha o canto do pintassilgo que da a ”carreirinha”: gli-gli-gli-gli-glili-glili-glili…. Há à disposição dos interessadas gravações dos melhores cantos para ensinamentos aos filhotes, com e o caso do ”Nanico”. Seu canto serve ainda de estimulante para os outros pássaros; ele e o maestro de uma comunidade de diferentes pássaros; quando o pintassilgo canta todos os outros ao redor também o fazem. Vale a pena presenciar esta cena. É um ave longeva – vive em ambiente domestico por volta de 20 anos – tudo depende do trato que se 1he dispensa. A alimentação básica deve ser: alpiste 60%, painço 15%, senha 15% , aveia 5%. Em recipientes separados deve ser fornecido sementes de perila, uma colher de chá por individuo três vezes por semana. A perila e excelente nutricionalmente, o problema é que ela e muito rica em gorduras, mas tem atividade protetora do intestino, o que, nestas espécies, e absolutamente fundamental. Há uma certa polemica sobre a administração da colza; alguns não recomendam. Já sobre o niger a polemica é maior; os criadores europeus (vide livro de Giorgio d’Baseggio), condenam totalmente sua administração. Segundo eles o niger trás problemas intestinais, além de ser extremamente gorduroso, acresce-se a isso o fato que se os pintassilgos dispuserem de niger não comem mais nada, e essa semente e desbalanceada nutricionalmente. Os criadores brasileiros utilizam niger em grandes percentuais, o que achamos muito prejudicial.

Não recomendamos a utilização de verduras; para aqueles criadores que acharem que devam administrar abriríamos uma exceção para o jiló, exclusivamente.

E salutar que se disponibilize, também, farinhada adicionando Mold-Zap, a base de 1 gr. por quilo. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol ou Protovit, este a base de 2 gotas para 50ml d’água. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução devera ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparado: S partes de milharina, 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada, / 1 parte de germe de trigo, / premix Fl da Nutrivet 1 gr. por quilo, / Mycosorb 2 gr. por quilo. Apos tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de Aminosol.

Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil e de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.

Pode-se cria-los em viveiros grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. O Manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/beneficio menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de sisal. Perigoso usar ninho de bucha porque o pintassilgo costuma fura-lo com o bico.

O número de ovos de cada postura e quase sempre 4, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar ate 12 filhotes por temporada. As fêmeas podem ficar bem próximas uma das outras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. No manuseio do macho. o melhor e coloca-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, especialmente os yarellii.

Sabe-se que a fêmea esta ”pronta” quando ela começa a andar de cabeça para baixo pelo teto da gaiola e a voar de um lado para o outro incessantemente, fica piando baixinho e ao ver o macho pede comida a ele e logo em seguida, aceita a gala.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7o ao 10o dia, com diâmetro de 2,3 mm – bitola 1, a ser adquirido no Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Importante a administração de Energette, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Fundamental, porem, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembre-mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e tem as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer à quarentena, são cuidados indispensáveis.

O maior problema dos pintassilgos é a coccidiose. Os europeus, notadamente os italianos, recomendam o controle da doença via preventivo a cada três meses e quando as fêmeas estão no processo de postura, época em que este mal se desenvolve.

Outro problema e a enterite de origem bacteriana que causa sérios problemas nos filhotes; o Baytrill, a 10% pode ser excelente nessas ocasiões. O Pintassilgo provavelmente é o pássaro que mais desperta interesse a nível mundial; sabemos de enormes criadouros na Europa dos nossos pintassilgos.

Cabe a nós, brasileiros, passar a reproduzi-los em larga escala e ajudar a preservar efetivamente essas lindas e interessantes espécies existentes em nosso Brasil.

Agradecemos pelas informações recebidas aos criadores Reginaldo de Castro Cerqueira Filho (81-233-4376) e Edilson Amorim de Castro (11-5182-2623),, Geraldo Magela Belo (11-810-5282), e: Carlos Ortega – da Venezuela – e do livro sobre o tema, de Giorgio di Bassegio, Itália.
e-mail: [email protected]

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/criacao_pintassilgos.html

AVES Crias de Andorinhão: O Que Fazer Se Encontrar Uma

Andorinhão-preto (Apus apus)
Apesar do que muitas pessoas pensam, as andorinhas e os andorinhões não são espécies próximas, pertencem a famílias distintas. As andorinhas pertencem à família Hirundinidae enquanto os andorinhões pertencem à família Apodidae.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
É evolução convergente que as espécies sofreram ao longo da história evolutiva que leva muitas vezes as pessoas a pensarem que são próximas. Isto é, estes passeriformes desenvolveram características semelhantes tendo origens diferentes, sendo o resultado de terem hábitos de vida semelhantes.
Os andorinhões têm uma plumagem castanha escura parecendo por vezes preta. São distintos e identificados pelo seu voo rápido e ágil, que é conseguido pela forma do seu corpo. Têm corpo aerodinâmico e asas compridas e estreitas em forma de foice, excedendo a cauda bifurcada. As suas patas são pequenas, pois a sua alimentação dá-se durante o voo, sendo exclusivamente insectívoros, por esse motivo têm pouca necessidade de pousar.
Todas estas características são facilmente visíveis a um observador de natureza, ou apenas a alguém que ao passear na rua despenda um pouco de tempo a observá-los.
Em Portugal é uma espécie estival, podendo ser visto entre os meses de Maio a Agosto e nidifica de Maio a Julho. É durante estes meses que muita gente se depara com crias caídas dos ninhos e não sabe o que fazer.
O que fazer se encontrar uma cria?
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
A minha experiência no Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS) permitiu-me aprender como tratar destes passeriformes para depois os devolver à natureza, onde pertencem e são felizes. É esta aprendizagem que irei descrever no restante artigo.
1. Entrega a entidades competentes
Quando nos deparamos com crias de andorinhão, o melhor procedimento é levá-los a um centro de recuperação próximo da zona ou contactar o SEPNA, que está encarregue de entregar animais silvestres aos centros de recuperação.
2. Como mantê-los e recuperá-los
Os andorinhões ficam bem em caixas de cartão com panos ou mantas presas nas laterais, para que lhes seja possível empoleirar-se. Esta é a melhor opção, pois os andorinhões ao contrário das andorinhas não conseguem equilibrar-se em poleiros, apenas conseguem prender-se na vertical devido ás patas diminuídas.
A higiene na caixa também é importante, caso contrário podem ficar com as asas danificadas. Deverá ter jornal no fundo e ser mudado diariamente.
Antes da se proceder à alimentação pode-se exercitar um pouco os músculos de voo. Deve segurar-se as patas pela base com os dedos, colocando o dedo indicador entre as patas e fazer movimentos na vertical, movimento que será suficiente para o andorinhão bater as asas. Este procedimento deve ser feito com cuidado pois as suas patas frágeis podem correr o risco de partir.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
Para se ter uma noção precisa da recuperação da cria, deve-se periodicamente pesar para verificar se há aumento de peso.
Uma vez que são insectívoros, na sua alimentação podem ser usados Zophoba morio, também conhecidos como tenébrio gigante, ou então grilos mortos. Este alimento pode ser encontrado em lojas de animais exóticos ou de répteis.
Cuidar de crias de andorinhão
FOTOGRAFIA: MARTA FONSECA
Como já referido, os andorinhões apenas se alimentam em voo e por isso quando estão na mão não comem. Para os alimentar é necessário partir os tenébrios ao meio, abrir o bico do andorinhão e colocar meio tenébrio no fundo da cavidade bocal. Podem por várias vezes rejeitar, mas é necessário insistir com paciência. Também se deve dar água com a ajuda de uma seringa. Com a experiência torna-se mais fácil alimentá-los e de forma mais rápida.
A alimentação deve ser feita pelo menos três vezes por dia. Caso sejam crias muito novas a alimentação deve ser mais frequente, idealmente de duas em duas horas.
Por fim, qualquer animal silvestre tratado para ser devolvido à natureza deve ter o mínimo contacto com pessoas, por isso só devem estar em contacto durante a alimentação.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/crias-andorinhao-o-que-fazer/