Criação de Canários Brancos

O canário branco subdivide-se em quatro tipos:
Brancos dominantes: Não é uma ave totalmente branca, apresenta uma incidência de lipócromo (pigmentos que definem as cores amarela e vermelha) nas bordas das penas das asas, cauda e encontros;
Albinos dominantes: As mesmas características dos brancos dominantes, só que têm olhos vermelhos;
Albino: As mesmas características dos brancos recessivos, só que estas aves têm os olhos vermelhos;
Branco recessivo: Ave com uma brancura imaculada, normalmente é uma raça de canários que cria facilmente, logo que lhe sejam dadas as condições necessárias.
Escolha dos reprodutores:
Em relação a esta característica, devemos ter o máximo cuidado em relação: plumagem, forma, brilho, cabeça, bico e olhos.
Plumagem:
Evitar comprar aves com excesso de plumagem, devem comprar aves, com uma plumagem bem aderente ao corpo.
Forma:
Evitar comprar aves muito grandes, tentar comprar aves com uma boa forma no poleiro.
Brilho:
Sabendo que o lipócromo é o item que corresponde a 55% da pontuação numa ficha de julgamento, temos de ter em conta este item. Logo quando adquirimos um canário branco, este convêm ser o mais branco possível.
Cabeça, bico e olhos:
Evitar comprar uma ave que tenha a cabeça pequena e achatada, bico comprido, olhos mal centrados e pequenos.
Acasalamentos que eu mais aconselho
Branco x Branco:
Todos os descendentes são brancos. Os descendentes deste casal, cruzo-os no segundo ano com amarelo portador de branco.
Branco x Amarelo portador de branco:
Descendentes amarelos portadores de branco e brancos recessivos.
Branco x Amarelo normal:
Todos os descendentes são amarelos, alguns são portadores de branco.
Atenção – Nunca devemos cruzar duas aves com excesso de plumagem, pois os descendentes terão problemas de plumagem (como o aparecimento de quistos).
Ciclo reprodutivo, nascimento e anilhamento
Acasalamento
Após cinco dias de juntar o casal, devemos por à sua disposição o ninho e o material para a construção do mesmo. Não esquecer acrescentar à água de bebida o AD3E, durante cinco dias.
Depois do ninho feito, a fêmea começa a postura, é conveniente que o ovo verdadeiro seja substituído por um ovo falso (plástico). Quando esta põe o quarto ovo, então devemos retirar os ovos de plástico e por os ovos verdadeiros.
Nascimento
Após treze a catorze dias de incubação, dá-se a eclosão, mas caso não nasçam todos, poderá aguardar-se mais um a dois dias.
Alimentação
Dois a três dias antes do nascimento, colocar à disposição dos pais, todo o material necessário para uma correcta alimentação.
A mãe é atenciosa, pelo menos na primeira semana para alimentar os filhotes, da sua alimentação dependerá o sucesso das jovens aves. A fêmea encarregar-se-á da limpeza do ninho, isso deverá acontecer até ao décimo segundo dia. Após esta data as jovens aves deverão ser capazes de expelir as suas necessidades para fora do ninho.
Deverá ter-se em conta que alguns casais não alimentam bem, aí o criador terá que ter relativa importância, pois tem que alimentar as jovens aves, com papas próprias que há à venda nas lojas da especialidade (ex. Papa baby papex, entre outras), ou terá que colocar as jovens aves noutros casais que tenham filhotes com a mesma idade.
Por experiência própria, um casal que não alimenta bem na primeira postura, raramente alimenta bem nas seguintes posturas. Terá o criador que ter o redobrado cuidado.
Anilhamento
Normalmente efetua-se entre o quinto e o sexto dia, no entanto deverá ter-se em conta a alimentação dos pais, pois há excelentes pais a alimentar e outros que nem por isso.
A anilha é o bilhete de identidade da ave, pois nela consta o ano de nascimento, numero de ave e nº stam, a sigla do clube a que pertence. A anilha é fechada e não permite a falsificação da identidade do pássaro.
O anilhamento é feito da seguinte forma: Colocam-se os três dedos da frente dentro da anilha, depois fazendo subir a anilha pela pata passará o outro dedo, estando aí a anilha colocada.
Anilhamento de canários
Pegue na ave com a mão esquerda e segure na mão direita a anilha;
Procure deixar o dedo de trás no mesmo sentido da perna;
A seguir introduza os dedos da frente, fazendo com que o anilha passe para a perna;
Por fim liberte o dedo de trás.
Separação das jovens aves
Normalmente as jovens aves separam-se por volta do 30º dia após o nascimento. Mas o mais aconselhável é verificar se eles já se alimentam sozinhos. Após esta operação, colocar as aves em viveiros não muito grandes.
Pôr à disposição das jovens aves água, sementes, papas, papa de criação, vitaminas e sais minerais.
Entretanto os pais continuam o seu ciclo de reprodução.
Alguns dos aspectos que deve ter em conta para o sucesso na criação de canários
Instalações
Deve ser um local espaçoso, com um bom arejamento (sem correntes de ar), boa iluminação. Um local onde não haja grandes oscilações de temperatura e humidade. Além destas condições todas, manter o canaril com uma boa higiene.
Gaiolas
Estas devem ser limpas regularmente, assim como todos os acessórios utilizados nas mesmas, tais como bebedouros, comedouros, poleiros, grades de fundo e tabuleiros.
Todos estes apetrechos devem ser limpos de oito em oito dias.
Nota: Não esquecer que a melhor higiene nas nossas instalações, assim como nos acessórios, evitará muitas doenças nas nossas aves.
Alimentação e água
Deve-se fornecer às nossas aves uma mistura de boa qualidade, isenta de poeiras.
Evitar dar uma mistura que contenha muitas sementes negras, pois estas são muito prejudiciais à saúde dos nossos passarinhos (eu por exemplo, num saco de mistura para canários, junto-lhe um saco de alpista).
Devemos ter à disposição das nossas aves, grite ou osso de choco, de vez em quando por à sua disposição papas e vitaminas, quando se achar necessário.
Mais uma vez lembro que todos estes produtos devem ser de boa qualidade.
A água é um elemento importante na alimentação dos nossos passarinhos, deve ser trocada todos os dias. Muita atenção à qualidade da água fornecida às suas aves.
Leia também: Tudo sobre psitacídeos (araras, papagaios…)
Preparação dos canários para as exposições
Todos os canários brancos (brancos recessivos, brancos dominantes, albinos e albinos dominantes) são aves que requerem cuidados especiais na sua preparação para os concursos.
Pode ser um excelente pássaro, mas se não se apresentar totalmente limpo na altura do julgamento, nunca será um campeão. Estas aves necessitam de muito banho, para que a sua plumagem se apresente em óptimas condições na altura dos julgamentos.
A sua preparação deve ser feita em gaiolas individuais, se possível com grades, e estas devem estar sempre bem limpas, tal como a gaiola. Caso não haja esse cuidado, é difícil manter o canário limpo.
Este artigo foi publicado na Revista nº5 do Mundo dos Animais, em Fevereiro de 2008, com o título “O Canário Branco”.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/canario-branco/

Criação de aves ornamentais

APRESENTAÇÃO
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?A criação de animais silvestres em cativeiro no Brasil é uma prática cultural que remonta aos tempos do descobrimento, e é sabido que os índios apresentavam grande admiração pela beleza de algumas aves, como papagaios e araras. As pessoas que habitam os grandes centros urbanos têm uma necessidade cada vez maior de se aproximar do campo e da natureza, muitas vezes como hobby em suas horas vagas. A criação de aves ornamentais é uma alternativa para favorecer este processo. Aspectos relacionados às técnicas de cuidado e criação, bem como as licenças e autorizações para a criação de aves ornamentais já estão evoluídos, não representando riscos de descumprimento das leis de proteção aos animais, assim como as normas do IBAMA para criação de animais exóticos. As pessoas de modo geral buscam companhia e realização pessoal na atividade relacionada a cuidar de bichos de estimação. Segundo vários terapeutas, é uma excelente forma de manter o equilíbrio entre a saúde física e mental, reduzindo os níveis de stress e depressão. Aspectos como a grande variedade das espécies e suas diferenças nas cores, tamanhos e formas, acabam gerando um senso de competição entre os criadores, sejam eles admiradores que se dedicam a cuidar de poucas aves, ou mesmo os criadores em escala, que buscam aperfeiçoamento constante das técnicas de manejo e reprodução das espécies. E esta competição acaba promovendo eventos em que os animais são expostos e cativam a atenção e interesse de novos adeptos, tornando o negócio de criação de aves ornamentais interessante sob o aspecto financeiro. Nesta “Idéia de Negócio” serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de investir em criação de aves ornamentais. Entretanto, este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio, deve ser consultado o SEBRAE mais próximo.

MERCADO
O principal mercado associado à demanda por animais deste tipo está relacionado a outro mercado que se apresenta em franca expansão, que é a grande quantidade de pequenas chácaras que vem sendo criadas próximas aos centros urbanos. Buscando refúgio da agitação do dia-a-dia, as pessoas estão estruturando pequenas chácaras onde podem levar seus filhos e netos para proporcionar um contato maior com a natureza. Este é o cenário perfeito para a introdução de aves ornamentais, tanto terrestres quanto aquáticas. O prazer que proporciona às pessoas, o sentimento de cuidar destes animais, alimentá-los, montar estruturas adequadas para sua permanência e exibição, acaba conquistando-as e tornando-as grandes admiradoras da beleza dos animais. Não existem estatísticas muito confiáveis a respeito do tamanho deste mercado, uma vez que é desconhecido o número de pessoas que praticam esta atividade como hobby e comercializam informalmente os animais. O comércio informal pode estar relacionado com tráfico de animais silvestres, o qual se configura como o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. Estima-se que o mercado ilegal de animais silvestres em todo o mundo movimente uma quantia superior a 15 bilhões de dólares. A rentabilidade deste negócio é inversamente proporcional ao imenso prejuízo causado a diversas espécies animais. Estudos comprovam que para cada animal comercializado fora das normas, ilegalmente, outros dez perecem. O Brasil participa desse mercado ilegal com aproximadamente US$ 2 bilhões ao ano. Estes dados demonstram a grande oportunidade que existe para o desenvolvimento de negócios associados à criação de aves ornamentais, que ao serem devidamente legalizados, podem tomar o espaço que vem sendo ocupado de forma clandestina. Além as “aves de estimação”, as possibilidades de exploração econômica com essa atividade são muito variadas. No caso de uma criação destinada ao abate, pode-se aproveitar as penas e plumas para artesanato; ou para confecção de travesseiros e edredons, no caso das penas de gansos. As víceras são utilizadas, ou para conservas – no caso do fígado do ganso para se fazer o “Foi gras”, o famoso e apreciado patê de fígado de ganso – ou para fazer rações. A carne é saborosa e muito apreciada, sobretudo nos restaurantes finos. O esterco é aproveitado nas hortas, os ovos são muito procurados também, tanto para consumo humano, como para se fazer ração animal. As aves são muito procuradas por colecionadores, por outros criadores em busca de choque de sangue.

LOCALIZAÇÃO
A escolha do local adequado é fator chave para o sucesso deste negócio. Recomenda-se que o espaço a ser ocupado para a criação das aves ornamentais seja amplo, tranqüilo e não muito afastado dos grandes centros urbanos. De preferência o empreendedor deve escolher uma pequena chácara, com acesso facilitado, que possa ser visitada pelos clientes a qualquer dia e hora. Um fato que deve ser levado em conta no momento da escolha do local diz respeito à vizinhança, pois locais muito barulhentos tendem a dificultar a realização de diversas práticas fundamentadas na criação dos animais. Outro aspecto que diz respeito à localização da empresa é que, se não estiver de acordo com as normas da prefeitura quanto ao que rege o plano diretor para o exercício da atividade econômica, acaba inviabilizando seu registro.

fonte: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-um-negocio-para-criacao-de-aves-ornamentais,77487a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD

Conheça 4 aves exóticas para criar em casa ou na fazenda

Pavões, cisnes, falcões e faisões podem ser usados de forma decorativa, pela carne ou até para combater pragas

Seja para embelezar uma área aberta, pela carne ou até pela simples vontade de ter um pet diferente, as aves exóticas têm muitas aplicações comerciais e nem sempre exigem muito cuidado.

Grande parte das criações pode começar com apenas um casal da ave e alguns cuidados básicos como ração, aplicação de vermífugos e abrigos protegidos.

1- Pavão
Nada mais sofisticado do que um pavão, com suas penas inconfundíveis. A beleza do colorido vibrante e natural faz da plumagem do pavão um dos principais produtos de venda para quem cria a ave para fins comerciais.

Tanto os animais vivos são procurados para ornamentar chácaras, sítios, parques e jardins de estabelecimentos públicos, quanto as penas que caem na época da muda servem para decorar ambientes, adornar objetos e compor fantasias, principalmente no período do Carnaval.

Fácil de lidar, o pavão é dócil e adapta-se bem à vida no cativeiro quando o manejo é adequado. Clique aqui para aprender como criar a ave.

2- Cisne
Os cisnes também são aves decorativas bastante requisitadas. Elegante, é uma espécie fácil de lidar, graças a sua rusticidade, e a criação apresenta baixo custo e pode se tornar lucrativa mesmo para quem não tem experiência no ramo.

Embora não seja tão dócil quanto outras aves, sobretudo quando se sente ameaçado e durante a época de reprodução, o cisne não exige muitos cuidados. Alimento, pastagem, um pequeno abrigo à margem de um lago e aplicação de vermífugos uma vez por ano são condições mínimas para o manejo de um casal. Comece sua criação clicando aqui.

3- Faisão
Com carne branca, leve e saborosa, o faisão também tem outros usos comerciais. As plumas de coloração exuberante, os ovos nutritivos da espécie e até o esterco, utilizado como fertilizante agrícola, são potenciais geradores de renda.

A criação de faisão adapta-se bem a áreas pequenas, como viveiros em sítios e em quintais de residências. As instalações necessárias são simples e podem ser feitas de materiais rústicos ou já existentes na propriedade. Confira o que é necessário para cria-lo aqui.

4- Falcão
Como medida de segurança, os aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), e da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), adotaram falcões para evitar incidentes nos pousos e decolagens de aeronaves. Treinadas, as aves de rapina capturam no entorno das pistas pica-paus, quero-queros, pombos, corujas e outros animais que oferecem risco de colisão com as turbinas dos aviões.

Outra atividade que se vale das habilidades destes pássaros é o controle de pragas urbanas e rurais, indicando um comércio em potencial para quem se dedica ao manejo. Trata-se de uma alternativa eficiente, por exemplo, no combate a infestações de pombos em silos e armazéns, espantando os invasores sem matá-los.

fonte: http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noticia/2015/07/conheca-4-aves-exoticas-para-criar-em-casa-ou-na-fazenda.html

ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL E AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DE AVES EM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO PÓS- NASCIMENTO.

RESUMO

A importância econômica da produção de aves e ovos no mundo é bastante ampla. O desenvolvimento animal representa uma das importâncias econômicas, onde a produção de ovos e aves é indispensável. Isso não proporcionou apenas ganhos econômicos e sociais, mas também têm resultado em uma série de problemas relacionados ao bem estar das aves, devido a utilização de certas práticas de criação e de manejo. Dentre os problemas mais importantes no manejo é o estresse. O estresse significa a ação de agentes e influências nocivas, como calor ou frio excessivo, infecção, intoxicação, medo, etc. O estresse é uma alteração no organismo, que busca sua auto reorganização. Para controlar o estresse das aves, foram implantadas duas formas de enriquecimento ambiental, a “música” e “brinquedos”. A pesquisa se desenvolveu em três aviarios, sendo um deles sem enriquecimento (controle), e os outros com os enriquecimentos. Foram observados o comportamento e o desenvolvimento dos animais. Esse estudo, em sua inovação, traz o uso da música como diferencial na avaliação do comportamento e desenvolvimento das aves. Dessa forma, buscou avaliar diferentes tipos de enriquecimento ambiental e compará-los, identificando a melhor alternativa para uma maior produtividade. No estudo, percebemos que os enriquecimentos ambientais interferem no comportamento das aves. Com analise percebemos uma diminuição no nível de estresse, verificados pela redução nos ovos bicados, canibalismo e mortalidade das aves.

fonte: http://www.academicoo.com/artigo/enriquecimento-ambiental-e-avaliacao-do-estresse-de-aves-em-relacao-ao-desenvolvimento-e-producao-pos-nascimento

Filhote de ave extinta há mais de 30 anos nasce em criadouro de Borá

Segundo pesquisadores, o filhote do Mutum de Alagoas é o primeiro da espécie a nascer no estado de São Paulo.

Filhote de Mutum-de-Alagoas é o primeiro a nascer em território paulista (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

Os pesquisadores de um criadouro de Borá, no interior de São Paulo, tiveram sucesso na reprodução de um filhote de Mutum-de-Alagoas, ave que está extinta na natureza há 36 anos. Segundo os pesquisadores do criadouro, que existe há 7 anos, esse é o primeiro filhote da espécie nascido no Estado de São Paulo.

O Instituto Pauxi Mitu faz parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Mutum-de-Alagoas, coordenado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). O instituto recebeu em setembro do ano passado seis casais da espécie, que é nativa da Mata Atlântica e vivia nas áreas próximas à foz do Rio São Francisco. No criadouro, as aves vivem em um ambiente preparado para ser o mais semelhante possível do habitat natural delas mas, por enquanto, somente um dos casais conseguiu se reproduzir.

“Eles chegaram no meio da fase de reprodução, que vai de agosto até fevereiro, e tem que ser respeitado o período de adaptação com o novo lugar, com a alimentação. Então foi colocado apenas um ovo, mas obtivemos sucesso”, conta a bióloga responsável do criadouro, Erica Coriolano.

A bióloga conta ainda que esse único filhote por pouco não foi perdido. “Os mutuns colocam ovo sempre no mesmo período do dia, entre 17 e 17h30 e no dia que o ovo foi colocado no ninho choveu bastante e uma das funcionárias o encontrou perto do bebedouro das aves e me ligou dizendo que estava quebrado. É uma tristeza para gente quando isso acontece, mas a gente sempre guarda os ovos para análise e quando cheguei vi que não estava aparentemente quebrado. Nós fizemos um exame, chamado ovoscopia, quando a gente emite uma luz e analisa todo o ovo e vi que ele não estava danificado. Estava tudo certo então levamos para chocadeira e 30 dias depois nasceu o filhotinho.”

Pesquisadores realizaram o exame de ovoscopia para certificar que estava tudo bem com o ovo (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

Mutum na natureza
Os primeiros registros da ave que se tem conhecimento foram feitos pelo pesquisador alemão George Marcgrave, no século 18, quando veio ao Brasil durante o período da invasão holandesa. A beleza e o tamanho do Mutum chamaram a atenção do expedicionário. Só que a caça predatória e o desmatamento para o plantio de cana são apontados como os principais motivos para a sua quase extinção.

Depois, somente em 1951, o ornitólogo Olivério Pinto redescobriu o mutum em suas andanças em solo alagoano. Já na década de 1970, o engenheiro Pedro Nardelli esteve em Alagoas com a missão de encontrar a ave. Somente em 1981, ele conseguiu êxito em sua busca e levou seis exemplares para um criadouro particular no Rio de Janeiro. De lá, a ave foi levado para criadores particulares em Minas Gerais.

Mutum-de-alagoas está em extinção na natureza há mais de 30 anos (Foto: Parque das Aves / Divulgação)

De acordo com a bióloga do Instituto Pauxi Mitu, atualmente existem pouco mais de 200 mutuns de Alagoas puros vivendo em criadouros, a maioria em Contagem (MG). “Dizemos puros, porque o Mutum-de-Alagoas está extinto, ele não é mais encontrado na natureza, e a recuperação da espécie começou com cruzamento com outra espécie, o mutum-cavalo, com características parecidas, pois só foram encontradas na natureza três aves do mutum, uma fêmea e dois machos e por isso foi feito o pareamento genético para fazer o cruzamento e poder salvar a espécie. Mas, agora estamos voltando para a espécie pura, graças ao avanço dos estudos sobre DNA.”

Os esforços dos pesquisadores em recuperar a espécie tem o objetivo de promover reintrodução do mutum no seu habitat natural. A soltura do filhote e também de outras aves da espécie está programada para setembro desse ano e irá ocorrer em uma área de reserva ambiental de 978 hectares do estado de Alagoas.

Mas os casais ficam em Borá para continuidade do trabalho de preservação. “Nós estamos muito esperançosos e acreditamos no nascimento de mais filhotes. É um trabalho muito gratificante acompanhar tudo isso desde o comecinho, o ovo e o filhote se desenvolvendo nele, o nascimento e depois a possibilidade de reintroduzir na natureza uma espécie em extinção”, ressalta Erica.

No criadouro também existem trabalho de recuperação de outras espécies ameaçadas, como o papagaio rodocotita. E a maioria das aves mantidas no instituto vem de apreensões feitas pela Polícia Ambiental em cativeiros irregulares.


Viveiro funciona em Borá no Instituto Pauxi Mitu (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

Erica conta que existem outras aves no viveiro, como o papagaio Rodocorita (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

Expedição estuda aves do extremo sudoeste do RS

Pesquisadores registram 102 espécies na região do parque do Espinilho. Dados subsidiarão plano de ação que busca preservar pássaros ameaçados nos Campos Sulinos, como o cardeal-amarelo

Brasília (20/07/2017) – Ornitólogos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) acabam de divulgar os resultados da expedição de campo ao extremo sudoeste do Rio Grande do Sul, na região do Parque Estadual do Espinilho. A campanha teve como principal objetivo investigar a saúde de populações de aves do local, entre elas o cardeal-amarelo (Gubernatrix cristata).

Os dados levantados pelos pesquisadores contribuirão para a implementação das estratégias do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Passeriformes dos Campos Sulinos, o PAN Campos Sulinos, que prevê medidas para a preservação das espécies ameaçadas dos campos e do Espinilho, como o cardeal-amarelo, uma das aves mais ameaçadas do Brasil. O plano foi aprovado em 2011 e encontra-se em seu segundo ciclo de gestão.

As informaçõe servirão, ainda, para subsidiar as decisões e manejo do programa de cativeiro do cardeal-amarelo, que surgiu em 2014, a partir do PAN Campos Sulinos. O cardeal-amarelo (foto abaixo) é um pássaro de beleza e canto extraordinários, sendo que a pequena população de vida livre realmente conhecida e monitorada no Brasil está restrita ao parque do espinilho e fazendas particulares vizinhas. Saiba mais sobre a espécie aqui.

Resultados

Cemave cardeal amareloDurante a expedição, 102 espécies diferentes de aves foram registradas nas buscas ativas e deslocamentos durante as atividades de campo e 43 aves silvestres de 21 espécies diferentes foram marcadas com anilhas. Os registros de ocorrência serão inseridos no banco de dados do Sistema Nacional de Anilhamento (SNA), gerido pelo ICMBio/Cemave. Clique aqui para saber mais sobre o SNA.

Além disso, dez cardeais-amarelos foram identificados em cinco territórios, havendo a captura de duas dessas aves para colheita de material para exames de saúde, genéticos e marcação para o monitoramento. Reencontros e recapturas de indivíduos marcados individualmente alimentam uma base de dados para estimar a sobrevivência e longevidade dos cardeais-amarelos no Parque Estadual do Espinilho.

Os resultados referentes à saúde das populações de aves silvestres no interior do parque deverão ser aplicados pelos gestores dessa área protegida para a tomada de decisões e para embasar eventual manejo de atributos naturais da unidade e do cardeal-amarelo, visando à conservação das espécies ameaçadas.

A expedição

A expedição teve início no dia 9 e foi encerrada no domingo passado (16). No dia 10, após mais de 1.300 quilômetros de estrada, os pesquisadores chegaram a Barra do Quaraí (RS). Além de percorrer toda a região que abrange os remanescentes de espinilho na busca dos territórios conhecidos dos cardeais-amarelos, a equipe dedicou-se à captura das aves para a coleta de material biológico com o intuito de subsidiar a avaliação da saúde das aves da região e marcá-las com anéis metálicos e coloridos (as anilhas) para estudos futuros.

“Os gestores do Parque Estadual do Espinilho, assim como proprietários rurais, foram muito importantes para o sucesso do trabalho desenvolvido durante a expedição. Os servidores do parque acompanharam as atividades em campo com as aves e apoiram os pesquisadores na articulação com demais proprietários, que, por sua vez, garantiram a logística em campo”, disse Patrícia Serafini, analista do Cemave.

Nesse sentido, segundo ela, um outro objetivo da expedição, que era aproximar-se dos proprietários de terras e pecuaristas da região, foi cumprido. “Os produtores rurais são verdadeiros responsáveis pela manutenção dos processos que regulam os ambientes campestres adequados para a permanência de aves ameaçadas na região do Parque Estadual do Espinilho”, reforçou Serafini.

Ao longo dos últimos anos de implementação do PAN Campos Sulinos, ainda segundo a analista, tem-se observado que é possível aliar a produção de gado com a conservação dos campos nativos e as espécies que vivem no local. “Essa percepção vem se consolidando entre os produtores de gado no estado e a sua ampla valorização na sociedade é chave crucial para o sucesso em grande escala do PAN Campos Sulinos.”

A analista do Cemave fez questão de agradecer, em nome da equipe, as pessoas da região que contribuíram para o êxito da expedição. “Ao longo de nosso trabalho de campo tivemos o apoio fundamental de vários aliados, como Pedro Laporte, de Uruguaiana; dos irmãos Nelson e Elias da família Doviggi da Fazenda São Marcos; e da família Bastos da Fazenda Pai Passo, por meio de Ângelo e Pedro Bastos e seus colaboradores, que nos receberam e abrigaram durante toda a expedição”, afirmou Serafini.

O Espinilho e o PAN Campos Sulinos

expedição5Composta por savana de arvoretas espinhentas e retorcidas, típica da extremidade oeste do Rio Grande do Sul, a formação de espinilho ocorre em sub-região do bioma Pampa e possui espécies de aves raras, restritas a essa formação, sendo também o único ambiente de ocorrência de espécies vegetais com extrema dificuldade de regeneração, os algarrobos e inhanduvás (Prosopis nigra e P.affinis, respectivamente).

Os Campos Sulinos são campos dos biomas brasileiros Pampa e Mata Atlântica. São ecossistemas naturais com alta diversidade de espécies vegetais e animais que se estendem além do sul do Brasil sobre amplas regiões do Uruguai e Argentina.

Nas últimas décadas, cerca de metade da superfície de campos do Rio Grande do Sul foi transformada em outros tipos de cobertura vegetal e muitas aves não conseguem “lidar” com as pressões e impactos gerados, por exemplo, pela expansão da agricultura, da silvicultura e pela continuidade de atividades ilegais como a captura de espécimes para o tráfico de animais.

Considerando este cenário e o estado de conservação das aves, em 2011 foi elaborado o PAN Campos Sulinos, um plano de ação nacional para a conservação das espécies de aves ameaçadas dos campos e do Espinilho, como o cardeal-amarelo. O plano tem o objetivo maior de promover ferramenta de gestão para a conservação de um conjunto de espécies sob os mesmos fatores de pressão.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9043-expedicao-estuda-aves-do-extremo-sudoeste-do-rs

Proteção Garantida

Com algumas medidas a saúde e o bem estar de suas aves podem estar sempre ao seu alcance. A medida profilática ou preventiva é um conjunto de procedimentos que tomamos para evitar a entrada e a disseminação de uma ou mais doenças em nossos plantéis. Nada mais é do que atitudes que tomamos, diante de uma situação, no intuito de nos protegermos contra possíveis problemas que possam acometer nossas aves e que são decorrentes de um ato nosso pré ocorrido.
As medidas mais importantes são:
• 1º | Na aquisição de pássaros
A|- Procurarmos criatórios idôneos e com boa seleção de matrizes , se possível através de indicações de outros criadores. Criadores estes devidamente cadastrados no IBAMA para que estejamos dentro das exigências legais.
B|- Observar a presença de aves com aspecto anormal dentro do criatório de onde se vai adquirir um ou mais exemplares. Caso houver animais com comportamento diferente dentro do plantel o melhor é esperar a estabilização para se efetuar a aquisição.
C|- Procurar aves com atitudes esperta , ativa , sem falhas ou defeitos de penas , asas, pernas, cabeça e bico , olhar atento , sem ferimentos evidentes em qualquer parte do corpo , com apetite normal fazes e urina de aspecto e volume normal , sem odor forte ou alterados sem coceiras pelo corpo ou vícios visíveis.
D|- Evitar aves obesas ou com deformação evidentes.
E|- Evitar aves com coceiras , falhas de penas em face , pernas e crostas em pernas e bico.
F|- Evitar aves muito velhas , sempre dar preferência a aves mais novas , a não ser que haja interesse em alguma características que possa possuir.
G|- Qualquer outra alteração encontrada deve ser sem´re bem analisada antes de se concretizar a compra.

• 2º | No ambiente
A|- Luz
Devemos acomodar as aves em ambientes com boa iluminação, sendo que preferencialmente a natural . Caso não seja possível a manutenção de luz natural, devemos usufruir de lâmpadas normais com complementação de outras que foram desenvolvidas especialmente para aves que vivam em ambientes fechados ( UVA E UVB para aves). Podemos efetuar a complementação de luz com auxílio de equipamentos como um “timer” e um “dimer”.
B|- Ventilação
O ambiente deve ser bem ventilado , com boa circulação de ar. mas sem correntes de vento . A ave aguenta muito bem o frio , mas não suporta correntes de vento.
C|- Temperatura
Deve ter sempre temperatura amenas, pois as temperaturas muito altas ou muito baixas podem favorecer o desenvolvimento de estresse térmico nas aves , enfraquecendo-a e gerando problemas aos animais.
D|- Umidade
A umidade relativa de ar deve ser agradável , pois o excesso de umidade facilita a propagação de bactérias e fungos no ambiente , o que favorece a degradação do estado de saúde de nossos animais, como a baixa umidade interfere diretamente na saúde respiratória das aves e no índice de eclosão de ovos de nossas fêmeas , entre outras ações diretas.
E|- Gaiolas e acessórios
Devem ser limpos com freqüência e a utilização de desinfetantes deve ser constante.

• 3º | Na alimentação
A|- Filhotes
Devemos ter cuidados especiais com relação à limpeza e manuseio dos utensílios utilizados no manejo dos filhotes . Devemos lembrar que são muito frágeis e que qualquer alteração ou erro pode ser catastrófico para a saúde dos mesmo . A limpeza dos comedouros , unhas , bebedouros, porta- vitaminas e outros, devem ser sempre bastante criteriosos para que não disseminemos um problema pequeno em nosso plantel , tornando-o enorme. Um alimento bem elaborado, com cuidados especiais com a limpeza correta , normalmente é a fórmula para o sucesso.
B|- Adultos
Cuidado com manuseio dos alimentos , apesar de serem mais resistentes que os filhotes nunca devemos descuidas da alimentação.

• 4º | Na reprodução
A|- A introdução de matrizes (machos e fêmeas) em nossos plantéis deve ser criteriosa e ser feita sempre no período de quarenta , para que possamos avaliar essas novas aves .Período este importante , pois facilita a detecção de anomalias ou doenças que possam existir , impedindo-as de atingir nossos criatórios . Por menor o problema que possa ser quando consegue entrar em nosso plantel , com certeza este será multiplicado pelo número de animais que mantemos , ou seja teremos vários pequenos problemas , ou um “problemão” diluído em várias aves.
B|- No caso de as aves ficarem doentes durante a fase de reprodução, com ou sem filhotes, primeiramente devemos separá-las e descobrir qual a doença que as acomete deste modo determina um modo de ação e controle . Procure o auxílio de um Médico veterinário para que seja efetuado um correto diagnóstico e tratamento.

• 5º | Desenvolvimento de quarentenário e manejo de aves doentes
A|- O recinto deve ficar separado do criatório e as aves doentes em gaiolas de metal , para facilitar a higienização. Caso o criatório for grande devemos deslocar uma pessoa para o local, para que fique responsável pelo manejo e tratamento das aves. As condições de quarentenário devem respeitas as condições ideais no criatório.
B|- Manejo de animais doentes
Fornecer alimentos de fácil apreensão, moles, variados; fonte de calor ; conforto ; evitar estresse; medicar de maneira correta e constante; higiene sempre controlada: qualquer dúvida procurar auxílio para melhorar as condições e assim aumentar o índice de recuperação das aves adoecidas.
C|- Manejo de animais adquiridos
Manter as aves em condições favoráveis e em observação para qualquer alteração que possam desenvolver .Se possível passá-las em visita veterinária para averiguação das suas condições reais.
D|- Qualquer dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário.

Os cuidados são muitos , mas a recompensa em termos aves sadias e ativas é imensurável.

Devemos sim, admirá-las e respeitá-las, aprendendo a nossa evolução interior.
Criar é prazer, preservar é uma Obrigação.

Boa sorte a todos.

Agradecimentos.:
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» Dr Luiz Alberto Shimaoka – Clinica veterinária Shimaoka
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fonte: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2014/05/protecao-garantida.html

A respíração está em dia?

Fique por dentro das doenças que podem afetar o sistema respiratório inferior da suas aves.Podemos considerar o sistema respiratório inferior como o conjuntos dos seguintes segmentos: Brônquios, pulmão ,sacos aéreos (são estruturas que podem ser consideradas extensões dos pulmões das aves) e os ossos pneumáticos (são os ossos ocos que podem abrigar os sacos aéreos das aves).
As doenças do trato respiratório inferior compreendem todas as patologias (doenças) que podem afetar ou danificar as referidas estruturas. As doenças do sistema respiratório inferior podem ser ocasionadas por diversos fatores e predisposições ou facilitações. As estruturas deste conjunto podem sofrer ação direta de vários meios de agressão, como as ações:

• Mecânicas
As causas são bastante amplas, onde podemos citar as aspirações de materiais estranhos:
Aspiração de alimento no caso de filhotes novo que recebem alimentação no bico ou mesmo aves adultas debilitadas aonde é necessário o auxílio com alimentação ou mesmo medicação forçadas; aves com problemas respiratórios altos (bico,narinas,seio nasais,frontais e traqueia), com secreções, catarros placas de sujidades e até mesmo sangue, aonde estes ao serem aspirados penetram pela traqueia e vão se alojar na porção baixa (pulmões, brônquios e sacos aéreos), ocasionando alteração nos mesmos.
• Ambiental
Podem ser ocasionados por causa irritantes, como a ação de gases, poeira (industrial, fezes,…), fuligem, odor de tintas toxicas, produtos de limpeza, entre outras causas. Estes fatores levam a uma ação direta sobre o aparelho respiratório ocasionando irritação local, com conseqüente inflamação. Ocorre assim um aumento da produção de secreções por parte do aparelho respiratório (como forma de defesa), com acúmulo de muco e migração de células de defesa para o local. Com o tempo, se a irritação persistir, poderá ocorrer a cronificação do processo levando ao engrossamento e fibrosamento das lesões. A irritação constante pode levas as feridas severas e inflamação dos sacos aéreos (aerosaculite). A inalação de gases, como o liberado por teflon queimado, pode ocasionar processos graves e hemorragias pulmonares.
No processos alérgicos podemos ter irritação severas com grave edema (inchaço) e espessamento da parede dos pulmões. Muitos agentes infecciosos também podem adentar no organismo da ave por via respiratória . Há doenças severas que ocasionam grandes lesões e podem levar à morte das aves. Podemos ter bactérias, fungos e vírus que pela agressividade natural das mesmas ou mesmo associadas, muitas vezes com estresse e queda de resistência por fatores diversos, provocam o desenvolvimento de doenças gravíssimas em nossas aves.
As causas parasitárias com a ação de ácaros traqueias e vermes também devem ser lembradas, pois podem acometer os pulmões e sacos aéreos. Podem levar a quadros de tosse, espirros, dificuldades respiratórias e até mesmo à morte das aves. Podemos ter ainda problemas com tumores ou cânceres nos pulmões e dependendo da sua extensão podem levar à sintomatologia muito severa. Normalmente esse tipo de problemas só pode ser observado, pois normalmente não permitem intervenção cirúrgica. Os sinais clínicos de doenças respiratórias podem ser bem visíveis e característicos, mas em qualquer de suas fases, muitas vezes, podem ser confundidos com outras doenças. A confusão se dá por apresentarem apatia, prostração, “encorujamento” (ficar com as penas arrepiadas), sem apetite, fezes com pouco conteúdo sólido (parece que só urinam , pois não come direito, não produzindo fezes), entre outros sinais muitos comuns em outras doenças . Há dificuldade respiratória de discreta a muito evidente, com postura esticada como se estivesse buscando ar e movimentação da cauda para cima e para baixo (batedeira). Os espirros e a tosse podem estar presentes, como sons anormais audíveis, mesmo sem pegarmos a ave na mão.
Podemos ter alterações externas como secreções nas narinas e mesmo secreção pelo bico como se tivesse engasgando e “vomitando “. Quando em gaiolões ou viveiros elas se tornam inativas e muito intolerantes a exercícios, sendo que muitas vezes podem até mesmo caírem no fundo, por não terem formas o suficiente para voarem de um poleiro para outro. Todos estes sintomas ou sinais são de grande importância na correta detecção do problema respiratório.
• O diagnóstico é determinado após:
Retirada da história clínica da doença, para termos ideia se a ave teve contato com outras aves doentes, o tempo de proliferação da doença, sinais iniciais, alimentação, ambiente, evolução no quadro, entre outras informações importantes para o direcionamento dos exames.
Exame clínico da ave, com as devidas inspeções, auscultação, palpação e outros exames que forem necessário, como, ultrassom, raio-X, exames laboratoriais, histopatologia, entre outros. O tratamento vai depender da doença detectada, sendo específico para cada problema. O prognóstico ou chance da ave recuperar dependerá do estado geral em que a ave se encontra, gravidade da doença, resistência individual, eficiência da medicação perante o agente agressor, ou seja, a sensibilidade ao agente frente o medicamento de escolha, alimentação oferecida, tempo que ave encontra-se doente e principalmente da agressividade do agente causador perante as condições que a ave se encontra.
Como vimos os casos de doenças pulmonares podem ser confundidos com muitas outras patologias parecida, mas que não tem nada em comum com problemas respiratórios. Os agente que podem provocar alterações respiratórias são muito variados o que não nos permite seguir uma única linha de conduta de tratamento, pois cada caso é um caso e a gravidade de cada um é diferente proporcional ao perfeito diagnóstico, tratamento efetuado e resistência individual.
Se uma destas bases ficar abalada facilitará o não sucesso da terapia efetuada, pois não é de dia para outro que a ave vai se recuperar. Se rapidamente a ave decair, parar de se alimentar, não aceitar mais a medicação ou receber de forma inadequada (insuficiente ou excesso), passar frio , não obtiver alimento de fácil apreensão, auto-medicar, entre outros, logicamente terá um fim não muito esperado.
O perfeito equilíbrio na arte de criar e medicar aves se dá com a prática do dia-a-dia, percebendo as suas necessidades e os nossos excessos.
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Lembre-se.: O ato de auto medicar pode agravar a doença, pode não fazer efeito e camuflar a verdadeira doença, dificultado o seu diagnóstico. Não esqueça de informar ao veterinário a(s) medicações que foram administradas antes de encaminhar a ave aos seus cuidados.
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Boa sorte a todos.

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fonte: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2014/09/a-respiracao-esta-em-dia.html

Polimavirose

Polimavirose

É uma doença ocasionada por um poliomavírus, podendo infectar qualquer ave, desde psitacídeos (como os papagaios, periquitos e outros) a passeriformes. Pode ocasionar grandes perdas econômicas com altas taxas de mortalidade dentro do plantel.
A transmissão se dá pelo contato da ave sensível com o agente viral que pode estar presente em fazes , poeira das penas, secreções orais e nasais de aves doentes e carcaças. O contato e a contaminação das aves podem ocorrer com a inalação ou ingestão do agente. As aves que se recuperaram desta doença podem se tornar portadoras, inclusive com a transmissão da doença através dos próprios ovos.
Disto tiramos que muitas aves clinicamente normais podem ser na verdade portadoras deste vírus e dentro do plantén fatalmente levam à disseminação do problema. As aves que sobrevivem da doença podem desenvolver anormalidades de penas, conhecida popularmente como muda francesa ( são mudas sequenciais). O mais importante, a saber, é que nem toda muda francesa é causada por este vírus, existem outras causas que podem levar a quadro semelhante.
Os sinais clínicos podem ser variados como: Aumento de volume abdominal, dificuldade de esvaziamento do conteúdo do papo, hemorragias, mau desenvolvimento dos filhotes, baixa taxa de crescimento , penas anormais e morte.
A morte pode ser súbita e varia muito de acordo com a idade ( as aves mais velhas suportam mais a doença). Alguns animais podem ser afetados desde a fase inicial da vida, até 3 a 4 meses de idade. A morte súbita pode ocorrer com ou sem sinais prévios; as aves que desenvolvem os sinais geralmente morrem de 12 a 28 horas do seu início.
Sinais estes que podem ser bastante variados com o quadro diarrético, de sutil a severo, dificuldade de esvaziamento de papo, depressão, perda de apetite, urina abundante (“fezes” com partes brancas ) e dificuldade de locomoção com paralisias sutis ou severas. A debilidade toma conta do animal levando-o rapidamente à morte. O diagnóstico se dá por achados de necropsia, sinais, histórias clínicas, exames histopatológicos e testes laboratoriais. O tratamento é de suporte, o que equivale a controlar as alterações que eventualmente apareçam.
Por ser doença viral o próprio organismo é que deve produzir células de defesa e assim combater o mal. Para se evitar a disseminação dentro do plantel, a preservação se dá com o isolamento das aves suspeitas e doentes; higiene local; cuidado na manipulação de aves mortas, entre outras atitudes.
O sucesso da criação de aves se dá por detalhes, detalhes estes muitas vezes ignorados ou desprezados por nós mesmos.
Se formos criteriosos nos cuidados de nossa criação, com certeza evitaremos muitas armadilhas e desgostos que poderiam nos surpreender.

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fonte: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2014/11/polimavirose.html

Doença do Pacheco

Saiba o que é a Doença do Pacheco e fique por dentro dos males que ela pode ocasionar à sua ave.

É uma doença que afeta todas as espécies de psitacídeos (nativos ou importados), independente da idade e sexo. Sua característica principal é a morte súbita de aves que até o momento da morte demonstravam estar perfeito estado de saúde.
O agente causador da doença é um herpesvírus, que leva a uma alteração do fígado e baço de forma a necrosar os mesmo e invariavelmente a morte vem de forma muito rápida. O vírus persiste na natureza e nos plantéis em aves doentes ou portadoras (aves que possuem o vírus dentro de si, mas não apresentam sintomas da doença) de forma tal que periodicamente exista a reativação da doença incubada e assim estas eliminam os vírus de modo a espalhar e contaminar novas aves.

A transmissão se dá através da contaminação do ambiente com fazes e secreções faringianas, decorrentes de espirros , vômitos ou outras excreções. No ambiente podem contaminar o recinto, alimentos , água e acessórios , de modo que ocorra exposição das aves ao agente, facilitando assim a sia disseminação para novas vítimas. Existem outros meio de transmissão como os acessórios, insetos , sujidades, carros, correntes de vento e até mesmo as nossas próprias mãos. O vírus parece ser instável no meio ambiente , mas há muitos casos onde esse tempo parece não ser real, pois do contato à sintomatologia pode ter passado um período muito longo.

A incubação que nada mais é do que o tempo necessário para que o vírus entre no corpo até que a ave comece a demonstrar sintomas da doença , é em torno de 3 a 7 dias. Muitas aves que chamamos de assintomáticas, ou seja, possuem o vírus dentro de si, mas não demonstram a doença, provavelmente são as grandes responsáveis pela manutenção do mal na natureza e em nossos plantéis.

Como sinais clínicos, podemos ter:
• Sinais inespecíficos ( que podem aparecer em qualquer doença ), como a falta de apetite, vômitos, diarreias, urina esverdeada, secreção nas narina, sinais nervosos apatia, entre outros sinais. Normalmente essas aves evoluem para a morte , mas algumas podem se recuperar.
• O sinal mais caraterístico ( e de maior relato) é a morte de aves clinicamente sadias e que vêm a morrer de modo rápido e sem demonstrarem nenhum sintomatologia anterior. Ou seja, pareciam estar em perfeito estado de saúde até mesmo antes da sua morte.

O diagnóstico pode ser feito com o achado do vírus nas fazes ou em secreções da boca após a morte por achados de necropsia podem indicar a morte por herpesvírus. O tratamento é complicado, pois não existe medicamento eficaz contra o agente viral, podemos tentar manter o quadro clínico estável, oferecendo medicação de suporte para que a ave possa demonstrar sinais de combate e melhora da doença. A prevenção é a maior aliada no controle da disseminação da doença.
Devemos tentar separar indivíduos susceptíveis daqueles suspeitos de portarem o vírus. Cuidados com a higiene do criatório, acessórios, gaiolas, paredes e funcionários são determinantes na disseminação da doença em nossos criadouros. O herpesvírus normalmente é sensível ao ressecamento e à maioria dos desinfetantes.
O estresse das aves pode facilitar a disseminação da doença por fragilizar o sistema imunológico das aves sadias e favorecer uma maior eliminação de vírus pelas aves afetadas por ficarem mais sentidas e fracas. Assim sendo, qualquer fatos que facilite a queda de resistência das aves favorece muito maior eliminação e disseminação da doença das aves presentes em nossos plantéis e em outros.

Um forte Abraço a todos

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