TADORNA CANA

fonte: http://www.encantodasaves.com.br/aves.php?c=17&t=tadorna_cana

2016110804

DESCRIÇÃO

Tadorna Cana

O shelduck Sul Africano ou shelduck do Cabo (Tadorna cana) é uma espécie de shelduck, um grupo de grandes pássaros como gansos, que são parte da família de aves Anatidae, que também inclui os cisnes, gansos e patos.

Esta é uma ave com 64 cm de comprimento, que se reproduz no sul de África, essencialmente na Namíbia e África do Sul. No inverno do sul, muitas aves movem-se norte-leste da área de reprodução para outros terrenos favoritos, onde ocorrem concentrações bastante significativas.
Esta espécie é essencialmente associada a lagos e rios em campo aberto, reproduzindo-se em buracos mamíferos abandonados, usualmente os do orictéropo.

O shelduck adulto da África do Sul tem um corpo rosado e asas notavelmente marcadas por preto, branco e verde. O macho tem uma cabeça cinzenta, e a fêmea tem uma face branca com coroa preta, nuca e lados dos pescoço.
O shelduck da África do Sul é uma das espécies às quais se aplica o Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Africo-euroasiáticas (AEWA)

O nome de género Tadorna vem de raízes celtas e significa “aves aquáticas malhadas”, essencialmente o mesmo que o “shelduck” inglês.

Concurso e seleção

Por Álvaro Blasina

Todo trabalho a ser realizado, não importa qual seja, requer antes de tudo um bom planejamento. A canaricultura, não só não foge a essa regra, como que o planejamento é elemento determinante para o sucesso.

Baseados então no principio de que antes de começar a criar, devemos nos planificar ou avaliar o andamento dos nossos objetivos, gostaríamos de analisar os propósitos que o criador deve se traçar e a forma de alcança-los.

Em primeiro lugar, consideremos que para efetuar um planejamento, antes de mais nada devemos formular o mais claramente possível os objetivos que estamos procurando. Encontramos aqui logo de inicio, uma grande disjuntiva que divide claramente a forma de administrar nossos planteis. Criar para competir ou criar para melhorar?

Criar para competir

Na América do Sul, os regulamentos dos Campeonatos Nacionais consideram o criador Campeão Brasileiro aquele que conseguir a maior somatória de pontos fruto do julgamento de todos os exemplares apresentados. Esta polemica forma de premiação, já deu lugar a muitas controvérsias, e não é meu objetivo comentar especificamente o regulamento dos concursos. O fato concreto é que ele existe, está vigente e o criador que almejar atingir o “podium” num Campeonato Brasileiro, deverá planejar o seu plantel de uma forma específica. Parece claro, que para atingir uma boa pontuação no Brasileiro, em primeiro lugar, se devem criar uma variedade muito grande de cores, pois o número pesa muito para alcançar uma boa colocação. Desprende-se desta conclusão, que para alcançar bons resultados nos concursos, deve-se criar uma quantidade expressiva de cores, e em conseqüência, poucos casais de cada cor, por uma razão obvia de espaço.

Outra observação que fazemos, é a de que existem cores menos concorridas do que outras, e de que os pontos atribuídos aos primeiros lugares, são os mesmos para canários primeiros colocados em cores muito concorridas ou pouco concorridas, pelo que se conclui que criando cores mais “raras” as chances aumentam.
Finalmente, verificamos que existem cores nas quais potencialmente machos e fêmeas podem ir aos concursos, e outras em que as fêmeas praticamente não tem chances de vencer. Podemos citar como exemplo, que todos os canários feos e mosaicos tem potencialmente as mesmas chances de vencer, considerando que se julgam separadamente machos e fêmeas. Já os canários intensos e nevados ( com a exceção dos feos) concorrem sem distinção de sexo, o que faz com que todas as fêmeas intensas e nevadas (com exceção dos feos) são eliminadas para efeitos de concurso.

Conclui-se que se o nosso desejo maior é a obtenção de bons resultados nos concursos, devemos levar em conta que estrategicamente, será melhor criar uma grande variedade de cores, de preferência menos concorridas nos concursos e onde exista maioria de indivíduos mosaicos ou feo.
Parece obvio ressaltar, que o componente qualidade é necessário pois de nada vale criar muitas cores de qualidade tão fraca que não tenha chances de premiação.

Criar para melhorar

Um dos elementos principais para o melhoramento genético de qualquer espécie ou raça é a somatória da qualidade genética com a quantidade da prole, pois quanto mais filhotes possamos obter de uma cor ou raça, mais material disponível possuiremos para continuar a seleção. Verificamos então, que as condições do atual sistema de premiação, vem de certa forma ao encontro de trabalhos importantes de seleção genética.

Verificamos visitando criadouros europeus que a imensa maioria se dedica à especialização de determinadas cores e é raríssimo que algum criador faça poucos casais de várias cores. Os regulamentos dos concursos do Hemisfério Norte são rigorosamente diferentes dos nossos. Premiam o canário de qualidade e jamais a somatória, de tal forma que o orgulho do criador não é somar pontos e sim mostrar o canário campeão individual ou ainda melhor, o quarteto vencedor.

Creio que esta linha de conduta e planejamento, tem sido um enorme aliado para o avanço genético dos planteis europeus. Para avançar em busca da excelência, devemos traçar como objetivo, o de termos um número expressivo de exemplares de alto padrão, o que permitirá multiplicar suas virtudes em grande quantidade. Uma vez obtido isto, tudo se simplifica. Já pensou possuir centenas de exemplares da mesma cor e de altíssimo padrão? Nesse caso, por serem todos da mesma cor, para efeitos de concursos nacionais, o resultado será indesejado, pois com centenas de exemplares mesmo classificando muito bem, marcará poucos pontos. De todas formas, a satisfação pessoal de estar efetivamente avançando geneticamente a grandes passos, é extremamente recompensadora.

Cabe a cada um escolher o caminho. O importante é tomar consciência das opções disponíveis e “ir à luta”. Boa sorte!!!!

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/concurso_selecao.html

Mutações Ligadas ao Sexo

Como já discutido acima, os seres vivos possuem cromossomos. Os seres humanos possuem 23 cromossomos; mas, como já dissemos, eles estão em pares. Então, temos um total de 46 cromossomos (ou 23 pares). Só que há um par que é especial, e que carrega a nossa informação sexual, definindo se seremos homens ou mulheres. Nas mulheres, esse par é feito de dois cromossomos chamados X. Já nos homens, há um cromossomo X e outro chamado Y.
Para complicar nossa história, acontece o mesmo nas aves, só que a situação é invertida. Os machos é que são XX, enquanto as fêmeas são XY. E por que isso é importante para nós? Porque há certas cores (vamos chamar agora pelo nome certo: mutações) que estão justamente no cromossomo X, ou seja, os genes que carregam essas mutações estão nesse cromossomo. O gene Y, por sua vez, não carrega nenhum gene que define coloração de pena.

Novamente: por que isso é importante? Aí nos temos que voltar naquela explicação de cima sobre os olhos castanhos e azuis. Quando um macho e uma fêmea são cruzados, metade da prole (filhotes) vai ser fêmea (XY) e a outra metade vai ser macho (XX). E para que uma mutação apareça (como no caso dos olhos azuis), ela precisa estar nos dois cromossomos X (no caso do macho) ou apenas no único X da fêmea.

Macho XX

Cromossomo X

Cromossomo X

Fêmea XY

Cromossomo X

XX (macho)

XX (macho)

Cromossomo Y

XY (fêmea)

XY (fêmea)

Nas calopsitas, há cinco mutações ligadas ao sexo: canela, lutino, pérola, cara amarela e platinum. Assim, se uma fêmea é lutino, ela carrega o gene L no cromossomo X. Já o macho, para ser lutino, deve carregar o mesmo gene L nos DOIS cromossomos X. Se ele só tiver o gene L em um dos cromossomos, aí ele vai ser padrão normal, apesar de carregar o gene lutino (em inglês, eles chamam isso de uma ave split para lutino). Se você estiver acompanhando o raciocínio, vai perceber que as fêmeas não podem ser split para esses fatores, porque ou elas são ou não são da cor que o gene X carrega.

Mas por que o macho, mesmo tendo um gene L, é padrão selvagem cinza? Por que, como já dito lá em cima, esse é o padrão dominante, e basta ter um gene dele (não precisa dos dois, como no caso do lutino).

Vamos complicar um pouco mais. E se um macho é XCXP, ou seja, possui o gene C (canela) em um cromossomo e o gene P (pérola) no outro? Nesse caso, ele vai ser cinza também, pois ele não tem nenhum gene em dobro. Mas ele vai ser split para esses dois fatores (ou seja, ele carrega os dois genes).

Por fim, por que nos interessa todo esse negócio de split? Porque isso é vital para quem quer reproduzir calopsitas. Vamos voltar àquela nossa tabelinha, mas com outra situação.

Macho XNXL

Cromossomo XN

Cromossomo XL

Fêmea XNY

Cromossomo XN

XNXN

XNXL

Cromossomo Y

XNY

XLY

Pelo esquema, podemos ver que teremos dois machos cinzas, sendo que um deles carrega o gene L (XNXL) e outro não (XNXN), e duas fêmeas, sendo uma cinza (XNY) e outra lutino (XLY). Assim, mesmo um macho cinza (XNXL) cruzado com uma fêmea cinza (XNY) pode gerar filhotes lutinos, justamente porque o pai é split para o gene lutino (ou seja, ele carrega o gene L).

Nesse tópico, há uma última pergunta: porque vemos calopsitas que são pérola-canelas, ou lutino-pérolas? Isso ocorre quando os genes que definem as mutações ocorrem NO MESMO cromossomo X. Assim, uma fêmea pérola-canela é XCPY. Já um macho, para ser pérola-canela, deve ser XCPXCP. Se ele for apenas XNXCP, ele será cinza, mas split para pérola-canela.

Na tabela abaixo, há alguns exemplos dessas combinações.

Genótipo

Fenótipo

Machos

XNXL

Normal split Lutino

Cinza

XCXP

Normal split canela e pérola

Cinza

XNXCP

Normal split canela-pérola (dupla mutação)

Cinza

XLXLP

Lutino split pérola

Lutino

Fêmeas

XLY

Lutino

Lutino

XCPY

Canela-pérola

Canela-pérola

XYcY

Cara amarela

Cara amarela

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fonte: http://www.omundodasaves.com.br/mutacoes_ligadas_sexo.html

Expedição estuda aves do extremo sudoeste do RS

Pesquisadores registram 102 espécies na região do parque do Espinilho. Dados subsidiarão plano de ação que busca preservar pássaros ameaçados nos Campos Sulinos, como o cardeal-amarelo

Brasília (20/07/2017) – Ornitólogos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) acabam de divulgar os resultados da expedição de campo ao extremo sudoeste do Rio Grande do Sul, na região do Parque Estadual do Espinilho. A campanha teve como principal objetivo investigar a saúde de populações de aves do local, entre elas o cardeal-amarelo (Gubernatrix cristata).

Os dados levantados pelos pesquisadores contribuirão para a implementação das estratégias do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Passeriformes dos Campos Sulinos, o PAN Campos Sulinos, que prevê medidas para a preservação das espécies ameaçadas dos campos e do Espinilho, como o cardeal-amarelo, uma das aves mais ameaçadas do Brasil. O plano foi aprovado em 2011 e encontra-se em seu segundo ciclo de gestão.

As informaçõe servirão, ainda, para subsidiar as decisões e manejo do programa de cativeiro do cardeal-amarelo, que surgiu em 2014, a partir do PAN Campos Sulinos. O cardeal-amarelo (foto abaixo) é um pássaro de beleza e canto extraordinários, sendo que a pequena população de vida livre realmente conhecida e monitorada no Brasil está restrita ao parque do espinilho e fazendas particulares vizinhas. Saiba mais sobre a espécie aqui.

Resultados

Cemave cardeal amareloDurante a expedição, 102 espécies diferentes de aves foram registradas nas buscas ativas e deslocamentos durante as atividades de campo e 43 aves silvestres de 21 espécies diferentes foram marcadas com anilhas. Os registros de ocorrência serão inseridos no banco de dados do Sistema Nacional de Anilhamento (SNA), gerido pelo ICMBio/Cemave. Clique aqui para saber mais sobre o SNA.

Além disso, dez cardeais-amarelos foram identificados em cinco territórios, havendo a captura de duas dessas aves para colheita de material para exames de saúde, genéticos e marcação para o monitoramento. Reencontros e recapturas de indivíduos marcados individualmente alimentam uma base de dados para estimar a sobrevivência e longevidade dos cardeais-amarelos no Parque Estadual do Espinilho.

Os resultados referentes à saúde das populações de aves silvestres no interior do parque deverão ser aplicados pelos gestores dessa área protegida para a tomada de decisões e para embasar eventual manejo de atributos naturais da unidade e do cardeal-amarelo, visando à conservação das espécies ameaçadas.

A expedição

A expedição teve início no dia 9 e foi encerrada no domingo passado (16). No dia 10, após mais de 1.300 quilômetros de estrada, os pesquisadores chegaram a Barra do Quaraí (RS). Além de percorrer toda a região que abrange os remanescentes de espinilho na busca dos territórios conhecidos dos cardeais-amarelos, a equipe dedicou-se à captura das aves para a coleta de material biológico com o intuito de subsidiar a avaliação da saúde das aves da região e marcá-las com anéis metálicos e coloridos (as anilhas) para estudos futuros.

“Os gestores do Parque Estadual do Espinilho, assim como proprietários rurais, foram muito importantes para o sucesso do trabalho desenvolvido durante a expedição. Os servidores do parque acompanharam as atividades em campo com as aves e apoiram os pesquisadores na articulação com demais proprietários, que, por sua vez, garantiram a logística em campo”, disse Patrícia Serafini, analista do Cemave.

Nesse sentido, segundo ela, um outro objetivo da expedição, que era aproximar-se dos proprietários de terras e pecuaristas da região, foi cumprido. “Os produtores rurais são verdadeiros responsáveis pela manutenção dos processos que regulam os ambientes campestres adequados para a permanência de aves ameaçadas na região do Parque Estadual do Espinilho”, reforçou Serafini.

Ao longo dos últimos anos de implementação do PAN Campos Sulinos, ainda segundo a analista, tem-se observado que é possível aliar a produção de gado com a conservação dos campos nativos e as espécies que vivem no local. “Essa percepção vem se consolidando entre os produtores de gado no estado e a sua ampla valorização na sociedade é chave crucial para o sucesso em grande escala do PAN Campos Sulinos.”

A analista do Cemave fez questão de agradecer, em nome da equipe, as pessoas da região que contribuíram para o êxito da expedição. “Ao longo de nosso trabalho de campo tivemos o apoio fundamental de vários aliados, como Pedro Laporte, de Uruguaiana; dos irmãos Nelson e Elias da família Doviggi da Fazenda São Marcos; e da família Bastos da Fazenda Pai Passo, por meio de Ângelo e Pedro Bastos e seus colaboradores, que nos receberam e abrigaram durante toda a expedição”, afirmou Serafini.

O Espinilho e o PAN Campos Sulinos

expedição5Composta por savana de arvoretas espinhentas e retorcidas, típica da extremidade oeste do Rio Grande do Sul, a formação de espinilho ocorre em sub-região do bioma Pampa e possui espécies de aves raras, restritas a essa formação, sendo também o único ambiente de ocorrência de espécies vegetais com extrema dificuldade de regeneração, os algarrobos e inhanduvás (Prosopis nigra e P.affinis, respectivamente).

Os Campos Sulinos são campos dos biomas brasileiros Pampa e Mata Atlântica. São ecossistemas naturais com alta diversidade de espécies vegetais e animais que se estendem além do sul do Brasil sobre amplas regiões do Uruguai e Argentina.

Nas últimas décadas, cerca de metade da superfície de campos do Rio Grande do Sul foi transformada em outros tipos de cobertura vegetal e muitas aves não conseguem “lidar” com as pressões e impactos gerados, por exemplo, pela expansão da agricultura, da silvicultura e pela continuidade de atividades ilegais como a captura de espécimes para o tráfico de animais.

Considerando este cenário e o estado de conservação das aves, em 2011 foi elaborado o PAN Campos Sulinos, um plano de ação nacional para a conservação das espécies de aves ameaçadas dos campos e do Espinilho, como o cardeal-amarelo. O plano tem o objetivo maior de promover ferramenta de gestão para a conservação de um conjunto de espécies sob os mesmos fatores de pressão.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9043-expedicao-estuda-aves-do-extremo-sudoeste-do-rs

Proteção Garantida

Com algumas medidas a saúde e o bem estar de suas aves podem estar sempre ao seu alcance. A medida profilática ou preventiva é um conjunto de procedimentos que tomamos para evitar a entrada e a disseminação de uma ou mais doenças em nossos plantéis. Nada mais é do que atitudes que tomamos, diante de uma situação, no intuito de nos protegermos contra possíveis problemas que possam acometer nossas aves e que são decorrentes de um ato nosso pré ocorrido.
As medidas mais importantes são:
• 1º | Na aquisição de pássaros
A|- Procurarmos criatórios idôneos e com boa seleção de matrizes , se possível através de indicações de outros criadores. Criadores estes devidamente cadastrados no IBAMA para que estejamos dentro das exigências legais.
B|- Observar a presença de aves com aspecto anormal dentro do criatório de onde se vai adquirir um ou mais exemplares. Caso houver animais com comportamento diferente dentro do plantel o melhor é esperar a estabilização para se efetuar a aquisição.
C|- Procurar aves com atitudes esperta , ativa , sem falhas ou defeitos de penas , asas, pernas, cabeça e bico , olhar atento , sem ferimentos evidentes em qualquer parte do corpo , com apetite normal fazes e urina de aspecto e volume normal , sem odor forte ou alterados sem coceiras pelo corpo ou vícios visíveis.
D|- Evitar aves obesas ou com deformação evidentes.
E|- Evitar aves com coceiras , falhas de penas em face , pernas e crostas em pernas e bico.
F|- Evitar aves muito velhas , sempre dar preferência a aves mais novas , a não ser que haja interesse em alguma características que possa possuir.
G|- Qualquer outra alteração encontrada deve ser sem´re bem analisada antes de se concretizar a compra.

• 2º | No ambiente
A|- Luz
Devemos acomodar as aves em ambientes com boa iluminação, sendo que preferencialmente a natural . Caso não seja possível a manutenção de luz natural, devemos usufruir de lâmpadas normais com complementação de outras que foram desenvolvidas especialmente para aves que vivam em ambientes fechados ( UVA E UVB para aves). Podemos efetuar a complementação de luz com auxílio de equipamentos como um “timer” e um “dimer”.
B|- Ventilação
O ambiente deve ser bem ventilado , com boa circulação de ar. mas sem correntes de vento . A ave aguenta muito bem o frio , mas não suporta correntes de vento.
C|- Temperatura
Deve ter sempre temperatura amenas, pois as temperaturas muito altas ou muito baixas podem favorecer o desenvolvimento de estresse térmico nas aves , enfraquecendo-a e gerando problemas aos animais.
D|- Umidade
A umidade relativa de ar deve ser agradável , pois o excesso de umidade facilita a propagação de bactérias e fungos no ambiente , o que favorece a degradação do estado de saúde de nossos animais, como a baixa umidade interfere diretamente na saúde respiratória das aves e no índice de eclosão de ovos de nossas fêmeas , entre outras ações diretas.
E|- Gaiolas e acessórios
Devem ser limpos com freqüência e a utilização de desinfetantes deve ser constante.

• 3º | Na alimentação
A|- Filhotes
Devemos ter cuidados especiais com relação à limpeza e manuseio dos utensílios utilizados no manejo dos filhotes . Devemos lembrar que são muito frágeis e que qualquer alteração ou erro pode ser catastrófico para a saúde dos mesmo . A limpeza dos comedouros , unhas , bebedouros, porta- vitaminas e outros, devem ser sempre bastante criteriosos para que não disseminemos um problema pequeno em nosso plantel , tornando-o enorme. Um alimento bem elaborado, com cuidados especiais com a limpeza correta , normalmente é a fórmula para o sucesso.
B|- Adultos
Cuidado com manuseio dos alimentos , apesar de serem mais resistentes que os filhotes nunca devemos descuidas da alimentação.

• 4º | Na reprodução
A|- A introdução de matrizes (machos e fêmeas) em nossos plantéis deve ser criteriosa e ser feita sempre no período de quarenta , para que possamos avaliar essas novas aves .Período este importante , pois facilita a detecção de anomalias ou doenças que possam existir , impedindo-as de atingir nossos criatórios . Por menor o problema que possa ser quando consegue entrar em nosso plantel , com certeza este será multiplicado pelo número de animais que mantemos , ou seja teremos vários pequenos problemas , ou um “problemão” diluído em várias aves.
B|- No caso de as aves ficarem doentes durante a fase de reprodução, com ou sem filhotes, primeiramente devemos separá-las e descobrir qual a doença que as acomete deste modo determina um modo de ação e controle . Procure o auxílio de um Médico veterinário para que seja efetuado um correto diagnóstico e tratamento.

• 5º | Desenvolvimento de quarentenário e manejo de aves doentes
A|- O recinto deve ficar separado do criatório e as aves doentes em gaiolas de metal , para facilitar a higienização. Caso o criatório for grande devemos deslocar uma pessoa para o local, para que fique responsável pelo manejo e tratamento das aves. As condições de quarentenário devem respeitas as condições ideais no criatório.
B|- Manejo de animais doentes
Fornecer alimentos de fácil apreensão, moles, variados; fonte de calor ; conforto ; evitar estresse; medicar de maneira correta e constante; higiene sempre controlada: qualquer dúvida procurar auxílio para melhorar as condições e assim aumentar o índice de recuperação das aves adoecidas.
C|- Manejo de animais adquiridos
Manter as aves em condições favoráveis e em observação para qualquer alteração que possam desenvolver .Se possível passá-las em visita veterinária para averiguação das suas condições reais.
D|- Qualquer dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário.

Os cuidados são muitos , mas a recompensa em termos aves sadias e ativas é imensurável.

Devemos sim, admirá-las e respeitá-las, aprendendo a nossa evolução interior.
Criar é prazer, preservar é uma Obrigação.

Boa sorte a todos.

Agradecimentos.:
» Revista Passarinheiros & Cia
» Dr Luiz Alberto Shimaoka – Clinica veterinária Shimaoka
» Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres – CRMV 6003
» Membros do Clube dos Psitacídeos®

fonte: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2014/05/protecao-garantida.html

Doenças de Traqueia e Siringe

Fique atento, ao primeiro sinal de algum problema, tome as providências necessárias e reverta a situação. A traqueia é composta de anéis de cartilagem e interliga a porção oral de ave até os pulmões. A sua importância, é justamente pela condução de ar do meio externo para dentro dos pulmões e sacos aéreos, onde ocorrerá as trocas gasosas.

A siringe é um segmento da traquéia e o seu limite é justamente a parte limítrofe com pulmões. Existem muitas causas e fatores que podem levar a alterações da traquéia e da siringe, como :
– Nutricionais
Dentre as causas nutricionais a mais importante é a deficiência ( entre outras) pode promover a facilitação da formação de placas espessadas das células da parede traqueal , levando-se assim a promover uma alteração na passagem do ar pela mesma.
– Mecânicas
São obstruções causadas pela inalação de diversos produtos, como a papa de filhotes o proprietário, na alimentação de filhotes, coloca a sonda em via falsa – ao invés de colocar no esôfago ele sonda a traquéia, fazendo com que a papa não vá para o papo e sim para a traquéia e pulmões; ou oferece do modo muito rápido na orofarinfe fazendo com que a ave se engasgue ,levando-se assim a obstrução total ou parcial da traquéia e siringe), água, frutas, sementes, cascas de sementes, larvas, placas de secreções que possam estar na abertura da traquéia, entre outras.
– Tumorais
Processos tumorais na traquéia e mesmo próximo à mesma, podem provocar alterações físicas levanto à sua deformação, acarretando assim na dificuldade da passagem de ar.
– Parasitárias
Por ação de vermes como Syngamus trachea (verme da pevite), ácaros de traquéia (Sternostoma tracheacolum) que podem invadir a mesma também os sacos aéreos, promovendo assim a inflamação local e por ela ou pela própria presença física dos mesmos, diminuir a passagem de ar.
– Traumáticas
Provocadas por: quedas de poleiros; briga entre aves; aves ligeiras que se assustam e trombam com obstáculos; contentação física arrônea; entre outros acidentes.
– Infecciosas
Podem ser ocasionadas por bactérias, fungos, leveduras e vírus. Estes agentes podem se alojar na traquéia e siringe, levando à inflamação no local com formação de secreções em forma de catarro, pus ou mesmo em placa. No caso de vírus, as alterações no corpo da ave são generalizadas, podendo causar mudanças na traquéia e siringe, levando-se assim à inflamações e formação de secreções. Esta inflamação ou mesmo as secreções podem facilmente levar a um leve ou grave diminuição do diâmetro da traquéia, fazendo as passagem de ar pela mesma, acarretando em dificuldade respiratória.

– Sinais Clínicos
– Poderemos ter:
– Processo respiratório de início rápido e severo, com respiração bastante dificultosa e muitas vezes de bico aberto.
– Processo respiratório de evolução gradual, com dificuldade de inspirar e expirar.
– Tosse e espirro com ou sem eliminação de secreções.
– Sons de estalido, respiração ofegante e/ou com sons de volume muito alto, audíveis só de chegarmos perto da gaiola.
– Alterações de voz e mesmo a perda da mesma.

O diagnóstico é feito através do histótico clínico da ave, exames clínicos, exames laboratorias, radiografia e endoscopia. O tratamento vai depender da causa e do início do problema. Devemos assim determinar a causa ou agente causador e efetuar a sua remoção de modo físico ou medicamento.
Mesmo sempre tomando todos os cuidados essenciais, podemos ter à nossa frente não só doenças infecciosas, mas também problemas causado por acidentes. Todos os cauidados, às vezes, não são suficientes para previnirmos problemas, mas nos damos por satisfeito quando os acidente diminuem em nossa criação se desenvolve de forma desejavél e de modo harmônico.
A nossa vontade é que sempre as coisas transcorram de forma positiva. As doenças de traquéia e siringe são desgastante, principalmente para os amantes de aves canoras, pois muitas vezes refletem na alteração de duas vozes. São, em sua grande maioria, doenças graves, pois podem levar à morte da ave no prórpio manuseio do exame clínico. A agitação e o estresse de contenção para o exame clínico podem fazer com que haja deslocamento de secreçoes e corpos estranhos ( sementes , grãos, remédios, entre outros ) na traquéia e siringe provocando um precesso de “asfixia” (pela dificuldade da passagem de ar), o que pode culminar na morte da mesma. São acidentes desagradáveis, mas que todos estamos sujeitos. Controlando os fatores que podem favorecer os acidentes, estaremos minimizando as chanses de termos desagradáveis surpresasa.

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Agradecimentos.:
– Revista Passarinheiros e Cia
– Dr Luiz Alberto Shimaoka – Clinica veterinária Shimaoka
– Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres – CRMV 6003
– Membros do Clube dos Psitacídeos e Cia®

fonte: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2015/03/doencas-de-traqueia-e-siringe.html

Canários Brancos: Preparação dos canários para as exposições

Todos os canários brancos (brancos recessivos, brancos dominantes, albinos e albinos dominantes) são aves que requerem cuidados especiais na sua preparação para os concursos.
Pode ser um excelente pássaro, mas se não se apresentar totalmente limpo na altura do julgamento, nunca será um campeão. Estas aves necessitam de muito banho, para que a sua plumagem se apresente em óptimas condições na altura dos julgamentos.
A sua preparação deve ser feita em gaiolas individuais, se possível com grades, e estas devem estar sempre bem limpas, tal como a gaiola. Caso não haja esse cuidado, é difícil manter o canário limpo.
Este artigo foi publicado na Revista nº5 do Mundo dos Animais, em Fevereiro de 2008, com o título “O Canário Branco”.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/canario-branco/

Calopsita

Comprimento: 30 a 32 centímetros
Peso: 85 a 120 gramas
Longevidade: 25 anos
Incubação: 18 a 23 dias
Maturidade: 12 meses
Postura: 3 a 9 ovos
Distribuição: São nativos da Austrália, aonde podem ser vistos na natureza, vivem em regiões áridas e semi-áridas do país.
Ave nómada, costuma voar em bandos acompanhando o ciclo das chuvas, em busca de alimentos. A reprodução ocorre no período das chuvas, pois a criação de filhotes fica ajustada à disponibilidade de grãos e frutos justamente nessa época.
A calopsita é um pássaro que vem conquistando cada vez mais as pessoas pelo seu jeito amigável e interactivo, principalmente quando domesticado. Apegam-se facilmente aos seus donos e reconhecem-nos de longe. Muito participativas e brincalhonas, são alegres e divertidas.
É considerada uma ave sociável, pois convivem bem com algumas espécies menores, desde que instalados em espaço adequado. Podem aprender a imitar a voz humana, mas não são muito exímias nesse aspecto.
A diferença entre os sexos é a intensidade de cores da sua plumagem. Os machos têm a cabeça e as faces predominantemente amarelas, enquanto que as fêmeas quase não apresentam cor amarela. São aves muito resistentes. Pode deixa-las no viveiro ao ar livre, durante o Inverno, desde que disponha de refúgio num abrigo nocturno, protegido das correntes de ar e da geada.
Existem actualmente numerosas mutações cromáticas atraentes das espécies selvagens originais (cinzentos), a branca e amarela, calopsitas com tonalidades pastel, malhadas e nacaradas.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/calopsita/

Genética básica

Introdução

Esta parte do site pode parecer mais chata e “pesada” mas a intenção aqui é simplesmente tentar esclarecer de forma básica como funciona a herança genética na espécie. Com um pouco de paciência e estudo, muito poderá se conquistar em termos de conhecimento nesta área.

Para produzir as várias mutações e cores do Ringneck, o criador tem que entender de genética. A genética vai proporcionar um conhecimento de como os gens são herdados pelos filhotes de um dado casal de pássaros e como determinados indivíduos devem ser acasalados a fim de maximizar o número/qualidade das cores no ninho.

– Existem 3 modos de transmissão de características hereditárias:
==> Ligado ao Sexo (ex.: Lutino, Canela)
==> Recessivo (ex.: Azul, Turquesa Azul)
==> Dominante: Dominância Incompleta (ex.: Cobalto e Malva) & Dominância Verdadeira (ex.: Verde-Cinza)

– Os modos de herança genética (Ligado ao Sexo, Recessivo e Dominante) podem ser combinados em pássaros atravéz de acasalamentos a fim de produzir novas cores. Veja alguns exemplos:
1) Cinza: é uma combinação de gens, que é produzido atravéz do Verde-Cinza (dominante) e Azul (recessivo). Logo, Cinza = Verde-Cinza + Azul;
2) Silver: combina um gen ligado ao sexo com um recessivo e um dominante para produzir esta cor. Logo, Silver = Canela (ligado ao sexo) + Verde-Cinza (dominante) + Azul (recessivo).

Dos exemplos acima se conclui que Cinza e Silver são, na verdade, somente nomes aleatórios que expressam o visual exterior do pássaro. Porém, é importante compreender que na realidade, geneticamente o Cinza é um pássaro Verde-Cinza Azul e o Silver é um pássaro Canela Cinza, ou melhor, Canela Verde-Cinza Azul.

Existem inúmeros outros exemplos que podem ser dados. Quando se compreende como cada cor é formada, todo o processo da genética fica mais fácil de entender.

Tipos de mutações e cores

==> Mutações primárias: são as que ocorrem espontâneamente, não se pode produzir. Existem atualmente no Ringneck em torno de 50. Como exemplo, Lutino, Verde-Cinza, Azul, Canela, Pallid, Turquesa, Violeta, etc.

==> Combinação de cores/mutações: junta-se num só pássaro, gens de outras cores/mutações para formar novas cores. Existem atualmente mais de 340 combinações. Alguns exemplos são:
> Recessivo + Ligado ao Sexo: Albino (Azul + ino); Creamino (Turquesa Azul + ino); Skyblue (Azul + Canela)
> Recessivo + Dominante: Cinza (Azul + Verde-Cinza)
> Recessivo + Dominante + Ligado ao Sexo: Silver (Azul + Verde-Cinza + Canela)

Atenção: As cores que são produzidas através da combinação de mutações (Albino, Creamino, Cinza, Skyblue, Silver, etc) não são conseguidas por acasalamentos diretos entre as cores que a compõem mas sim pelo uso de portadores. Exemplo: acasalando-se um macho Azul com uma fêmea Canela, não se consegue criar um filhote Skyblue na primeira geração. Deste acasalamento, nascerão filhotes machos Azul/canela (Azul portador de canela) e um macho desses acasalado com uma fêmea Canela (preferencialmente Canela/azul) produzirá filhotes Skyblue (existem também outras possibilidades para se chegar a esta mutação). Com as outras combinações de cores citadas acima acontece de forma similar.

Observações:
– Fêmeas não podem ser portadoras de mutações Sexo Ligadas (ino, canela, etc)
– Mutações Dominantes (verde-cinza, etc) não podem ser portadas;

PAREAMENTO DE MUTAÇÕES RECESSIVAS:

Macho Portador x Fêmea Normal
Macho Normal x Fêmea Portadora
produz:
25% Macho Normal
25% Macho Portador
25% Fêmea Normal
25% Fêmea Portador

Macho Mutação x Fêmea Normal
Macho Normal x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Portadora

Macho Portador x Fêmea Portadora
produz:
25% Macho Portador
12.5% Macho Normal
12.5% Macho Mutação
25% Fêmea Portadora
12.5% Fêmea Normal
12.5% Fêmea Mutação

Macho Mutação x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Mutação
50% Fêmea Mutação

PAREAMENTO DE MUTAÇÕES LIGADAS AO SEXO:

Macho Portador x Fêmea Normal produz:
25% Macho Normal
25% Macho Portador
25% Fêmea Mutação
25% Fêmea Normal

Macho Mutação x Fêmea Normal
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Mutação

Macho Normal x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Normal

Macho Portador x Fêmea Mutação produz:
25% Macho Mutação
25% Macho Portador
25% Fêmea Mutação
25% Fêmea Normal
Macho Mutação x Fêmea Mutação produz:
50% Macho Mutação
50% Fêmea Mutação

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Sabiá

Nome: Sabiá laranjeira
Nome científico: Turdus rufiventris
Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush
Outros nomes: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae

Localização: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

Tamanho: cerca de 25 cm
Longevidade: em torno de 30 anos

Filhotes

Número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

Tempo do choco

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira. Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo – com muito merecimento – de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá – as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque “vou voltar para o meu lugar – e é lá – que eu hei de ouvir cantar – uma sabiá”. São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais de onde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas – 20% dos lares brasileiros tem aves – querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação.

Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira – à medida da cessação/diminuição da caça predatória – tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades.

A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado.

Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País.

Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos “krom-krom” ou os joão-de-barro “quel-quel-quel”. Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o “cai-cai-balão”, o camboriú, o “to-to-ito” e o “piedade”. Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas.

Nesse canto, o sabiá diz claramente:

Piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô….. Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto “trinta e oito”, de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri…. às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato

b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo

c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento – serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais – seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, “minhau” “minhau” várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá “tui-tui-tui-tui-tui…….”- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pêra, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água.

Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de “aminosol®”. Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da Califórnia e de fácil criação.

Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas – que tem a relação custo/benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito – é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro – bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o seu dialeto preferido.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/sabia.html