Bigodinho

Tudo sobre Bigodinho

Descrição

Tamanho: cerca de 11 centímetros de comprimento
Escala de saúde (1 a 5): 4
Cor: preto e branco
Expectativa de vida: 20 anos

Ave pequena, com corpo delgado e uma aparência delicada. Possui plumagem preta e branca e o bico pequeno e preto. O nome se dá devido às manchas brancas nas bochechas. As fêmeas possuem tons amarelados na parte inferior do bico e a plumagem parda.

O Bigodinho também é conhecido, dependendo da região, como Bigode, Papa-Capim, Bigorrilho, Estrelinha e Cigarrinha (Minas Gerais) e Bigodeiro (Ceará). É um pássaro nativo do Brasil, podendo ser encontrado em praticamente todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia. É uma ave migratória e, durante o inverno da região sul, voa para a Amazônia e para os estados do Nordeste, principalmente Rio Grande do Norte e Ceará. N o Espírito Santo e Paraná, aparecendo em dezembro para nidificar e sumindo em março e abril. No leste do Maranhão e Piauí surge apenas de maio em diante. No sul de Minas Gerais só surge em novembro e desaparecer em abril. Existe também em outros países, como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Guianas e Bolívia.

Seu habitat são campos abertos, campos cultivados e capoeiras, preferindo viver em plantações, áreas com gramíneas altas, clareiras arbustivas e bordas de capoeiras, principalmente próximo da água. Devido ao belo canto, é uma ave apreciada pelo comércio ilegal e, junto com as alterações ambientais, acabaram por reduzir o número de exemplares em doa parte do país, especialmente no Nordeste. É preciso da autorização do IBAMA para ter criação de Bigodinho.
Características

Ave com um canto melódico e alto, muito apreciado pelos criadores. Como os Azulões, vivem em pares e não em bandos, mas em muitas ocasiões, quando não em época de reprodução, podem se juntar aos outros.

O macho é tem a plumagem preta e branca
O contraste do negro com as áreas mais claras são bem marcantes
O nome “bigodinho” é por causa das manchas em brancos nas laterais do bico
No alto da cabeça há uma estria branca
As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas
O bico é pequeno e todo negro
A garganta é negra
A cabeça é um pouco volumosa
A cauda é longa
O corpo é delgado
A fêmea tem uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero
Ela e os filhotes são todos pardos na plumagem
As partes inferiores são um pouco mais clara
O bico é relativamente pequeno e com tom amarelado, principalmente na parte inferior
A íris é escura
O tarso é acinzentado
Cuidados básico

Alguns cuidados com as aves devem ser diários, como a troca da água e a limpeza do viveiro. Os comedouros devem ser limpos regularmente para evitar a formação de bolor, causada por restos de alimentos. Muitas aves adoram se banhar e essa prática faz bem à saúde do animal. Portanto, é recomendado deixar à disposição uma banheira com água sempre limpa, para que se refresque. O Bigodinho gosta bastante de tomar banho, até mesmo no frio.
Alimentação

A ração para qualquer ave deve ser muito bem balanceada. Existe no mercado uma grande variedade de marcas e composições específicas para cada espécie. O armazenamento do alimento deve ser feito com cuidado mantendo as devidas condições de ventilação e higiene. A água deve ser filtrada e trocada diariamente do bebedouro limpo.

A ração para essa espécie de ave é uma mistura de semente como alpiste, vários tipos de painço, senha etc. Verduras também podem fazer parte da dieta dessa ave como chicória, almeirão e couve. Também é atraído por milho triturado e jiló. Existem diversas misturas de sementes prontas para Canários à venda em lojas de produtos para animais e podem ser usadas tranquilamente.
Espaço para criação

Bigodinhos adaptam-se bem em gaiolas, mas viveiros arborizados são mais recomendados. Tanto gaiolas quanto viveiros devem ser fáceis de limpar, pois a higiene é muito importante para o bem estar e longevidade dos pássaros.
​Reprodução

O Bigodinho não costumar ser difícil para reproduzir, seja em viveiros ou gaiolas. No caso dos viveiros, basta colocar o casal junto durante a época de reprodução, assim farão o ninho e acasalarão. Já as gaiolas, são preferíveis que sejam as de metal, pois são mais fáceis de limpar e podem ser desinfetadas regularmente. As versões de madeira possuem muitas frestas, o que facilita a proliferação de insetos e parasitas. O ideal é a reprodução ocorrer em grandes gaiolas criadeiras de metal, se possível.

Na natureza, a reprodução ocorre entre Setembro e Janeiro, época de primavera e verão. Como acontece entre a maioria das espécies, cabe ao macho demarcar e proteger o território e a fêmea confeccionar o ninho. Já em cativeiro, é preciso reproduzir artificialmente as condições de acasalamento natural. Primeiro é preciso deixar o macho e a fêmea em gaiolas separadas, mas próximas ou usando a divisão das gaiolas criadeiras, dessa forma o macho irá cantar para fêmea, fazendo com que ela aos poucos o aceite. É preciso comprar um ninho em forma de taça e deixar material na gaiola, como fibra de coco e raiz de capim seco para a fêmea deixar o “berço” a seu gosto.

Conforme a fêmea vai ficando animada e dando sinais de que está pronta, retire a divisória ou una as aves na mesma gaiola, e o macho imediatamente irá galar. Após o acasalamento, não é preciso deixar o casal junto, pois a fêmea é capaz de cuidar dos filhotes sozinha. Ela i rá botar de 2 a 3 ovos que eclodem após 13 dias de incubação, podendo chocar até 4 vezes por ano.

Durante o período de criação dos filhotes, é bom reforçar a alimentação dos pais para não terem problemas com o recém nascido e ter mais cuidado com sujeiras. Troque a água todos os dias, pois evita a contaminação por algum fungo ou bactéria por bebedouros sujos ou mal lavados. Com cerca de 35 a 40 dias de idade os filhotes de Bigodinho podem ser separados da mãe.

fonte: http://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/passaros/bigodinho/57a24d16c144e671ccdd91b8.html

Azulão

Tudo sobre Azulão

Descrição

Tamanho: 16 centímetros de comprimento
Escala de saúde (1 a 5): 4
Temperamento: territorialista, dócil e cantor intenso
Cor: azul-escura uniforme
Expectativa de vida: 20 anos

Ave pequena e com uma plumagem azul-escura uniforme. Em algumas regiões do corpo assume uma tonalidade cintilante e mais clara, como nas sobrancelhas e parte superior da asa. As fêmeas e os filhotes são marrons. O bico do azulão é totalmente preto.
Também conhecido como Azulão Bicudo, Azulão do Nordeste, Azulão do Sul, Reina Mor, Azulão Verdadeiro, Guarundi Azul, Gurandi Azul, Gurundi Azul e Tiatã. Apesar de tantos apelidos, o mais popular acaba sendo Azulão. Seu nome científico, Cyanocompsa brissonii, homenageia um conhecido ornitólogo francês, Mathurin Jacques Brisson. O nome mais conhecido tem uma explicação clara: a cor de sua plumagem, um azul-escuro bem intenso.

A ave é nativa do Brasil, encontrada do nordeste até o Rio Grande do Sul. Também pode ser encontrado em países vizinhos, como Venezuela, Colômbia, Argentina, Paraguai e Bolívia. Seu habitat é principalmente próximo de áreas com água, matas secundárias e plantações. Os pássaros selvagens costumam ser um pouco maiores na região sul do que os que vivem no nordeste Brasileiro.

Talvez por cauda da vasta distribuição territorial, o Azulão se difere de uma região para a outra. Ao todo, existem cinco subespécies, sendo três delas presentes no Brasil:
Cyanoloxia brissonii argentina – presente no leste da Bolívia até o Chaco do Paraguai, oeste do Brasil e no norte da Argentina. Esta subespécie é a maior de todas e sua plumagem tem um azul escuro. Ela se destaca por possuir, na face, uma faixa de cor cobalto trateado que vai da sobrancelha até a nuca.
Cyanoloxia brissonii brissonii – presente no Nordeste do Brasil, dos estados do Piauí e Ceará até o estado da Bahia e Minas Gerais. Sua plumagem é azul-claro.
Cyanoloxia brissonii caucae – presente no oeste da Colômbia, nos vales do alto Rio Patía, alto Rio Cauca e Dagua. Seu tamanho é menor e a tonalidade das penas nas costas é um azul mais brilhante.
Cyanoloxia brissonii minor – presente nas montanhas do norte da Venezuela, da região de Falcón até a região de Lara, Sucre e Monagas. Tem o uropígio de uma cor azul mais brilhante.
Cyanoloxia brissonii sterea – presente no leste do Paraguai até o leste e sul do Brasil e nordeste da Argentina. É levemente menor e sua plumagem tem um toma azul mais escuro.
Segundo a Lei 5.197 do IBAMA , animais silvestres – como o Azulão – são propriedade do Estado e é proibida sua captura. Entretanto, é permitido que se conviva com eles desde que tenham nascido em território doméstico. Só se deve adquirir exemplares se estiverem devidamente registrado pelos órgãos governamentais responsáveis.
Características

Azulões são pássaros com um canto intenso e melódico. Costumam cantar de manhã e ao entardecer. São aves territorialistas e que não vivem em bandos, mas sim em casais. Na época de reprodução, o macho e a fêmea demarcam o território e qualquer invasor será retirado do local. Este instinto é tão forte que até os filhotes são expulsos assim que aprendem a voar. Para que vivam bem em cativeiro essa característica deve ser respeitada.

Quando estimulados diariamente pelos donos costumam ser dóceis e de fácil manejo. É considerado um dos mais pacatos, chegando até a aceitar um carinho dos seus humanos. Entre si também demonstram muito carinho e o macho costuma cuidar da fêmea. No período de incubação dos ovos ele costuma alimentá-la. Não é uma ave exigente no quesito habitat, na verdade ela adapta-se bem a variados climas e tipos de vegetação.

As fêmeas de Azulão tem um forte instinto materno. É comum vê-las cuidado de outras espécies, principalmente de Bicudos e Curiós. Mesmo que elas não tenham participado do processo de choca, quando são colocadas juntas aos filhotes, respondem aos pedidos de cuidados.

Se ele for bem cuidado e tiver confiança no proprietário, ele facilmente pode empoleirar sobre os dedos, ser manuseado sem ressentimentos e, em alguns casos, pode até sair da gaiola, com cuidado e dentro de um ambiente fechado. Deixei-o num lugar movimentado, perto de pessoas que ele rapidamente fará parte da família.

O canto do Azulão é belo e melodioso. É sem dúvida um dos mais bonitos, possuindo diversos dialetos de acordo com a região que vive. Ele não aprende o canto de outros pássaros, pelo contrário, o Curió principalmente é que assimila muito bem o seu som. Seu tipo de canto pode ser dividido em dois:

Canto normal – compõe-se de uma frase com cerca de 10 notas repetindo um som em variados tons. Este é considerado o usual e corriqueiro;
Canto em surdina, mata-virgem ou alvorada – neste caso, o pássaro chega a cantar cerca de 2 minutos sem parar, repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas. O Azulão consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão, a quem escuta, que está longe e depois mais próximo.
Características gerais do Azulão:
Apenas o macho possui as penas no tom azul-escuro, variando de acordo com a subespécie
O bico é grande e negro
As pernas são quase pretas
As fêmeas e os filhotes tem a cor parda nas penas das asas e das costas
O ventre e as parte inferiores possuem um tom mais claro
Cuidados básico

Alguns cuidados com as aves devem ser diários, como a troca da água e a limpeza do viveiro. Os comedouros devem ser limpos regularmente para evitar a formação de bolor, causada por restos de alimentos. Muitas aves adoram se banhar e essa prática faz bem à saúde do animal. Portanto, é recomendado deixar à disposição uma banheira com água sempre limpa, para que se refresque.

Saúde
O Azulão costuma ser uma ave saudável e, se for bem manejada, pode viver por anos. A alimentação precisa ser bem administrada, mas caso seja inadequada, é possível que a ave tenha diarreia e muda encruada decorrente. Além disso, é propenso a ser atingido por ácaros especialmente nas penas. Esse problema é fácil de combater.

Alimentação

A ração para qualquer ave deve ser muito bem balanceada. Existe no mercado uma grande variedade de marcas e composições específicas para cada espécie. O armazenamento do alimento deve ser feito com cuidado mantendo as devidas condições de ventilação e higiene.

Azulões possuem uma alimentação composta de sementes, frutas e insetos quando estão em liberdade. Em cativeiro consomem rações especiais. Para incrementar a dieta da ave, podem ser dadas frutas e larvas de tenébrios. Garanta que esses alimentos não tenham agrotóxico, nem estejam estragadas e sejam bem limpas antes da dar ao animal. A maioria dos azulões adora milho verde, podendo ser oferecido 1 ou 2 vezes por semana.
A ração para essa espécie de ave não é uma simples mistura de semente, mas é pensada para nutrir o animal como se deve. Diante disso, é importante que o dono de um Azulão busque o que é melhor. Na dúvida, é recomendado consultar um veterinário especializado.

Algo que pode incrementar a boa alimentação é a areia esterilizada ou grit mineral, que serve para forrar o fundo da gaiola. Ao mesmo tempo em que ela ajuda na digestão, auxilia também na reposição de cálcio natural e minerais das aves.

Espaço para criação

Azulões adaptam-se bem tanto em viveiros quanto em gaiolas, mas não devem compartilhar esse ambiente com outros azulões a não ser com sua fêmea. Na natureza, s e um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito violento. Na maioria das vezes existe certo respeito entre as aves.

Reprodução​

O Azulão se reproduz entre setembro e fevereiro. A fêmea está pronta para acasalar quando começa a voar muito, a arrancar o papel de fundo da gaiola, carregar capim no bico e levá-lo para o ninho. O processo pode ser feito em viveiro ou gaiola. No caso de viveiros, o manejo é mais trabalhoso e o controle do ambiente é quase impossível, pois os filhotes costuma cair por causa da altura do ninho. Para quem optar por utilizar gaiolas, elas devem ser de puro arame, com medida de 60 cm comprimento x 40 cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A cada ninhada geralmente tem entre dois a três ovos, tendo de três a quatro ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos. A reprodução do Azulão não é algo difícil de fazer em cativeiro. Se a criação for bem manejada, podem-se criar vários filhotes facilmente.
Os filhotes de Azulão ficam com os pais por pouco tempo de vida, até estarem aptos a voar. Após esse momento, eles partem para uma vida independente, pois o instinto territorialista da espécie não permite por perto aves após estarem na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceria para acasalamento.

fonte: http://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/passaros/azulao/57a24d19c144e671ccdd91ce.html

Ararajuba

Tudo sobre Ararajuba

Descrição

Tamanho: 34 a 36 cm de comprimento
Temperamento: sociável, espontânea e calma
Cor: apresenta as cores da bandeira brasileira – amarelo, verde e azulado
Expectativa de vida: 35 anos

A Ararajuba possui um porte semelhante ao de um papagaio e menor do que suas irmãs Araras. Sua plumagem é amarela ouro com algumas partes em verde bandeira. Essa exuberância nas cores a fez ser indicada para concorrer o titulo de ave do Brasil. O bico é preto e curvado, como as demais aves dessa família.

Encontrada em apenas alguns locais específicos do Brasil, como partes do Maranhão, do Pará ou do Amazonas. A Ararajuba pode ser conhecida por diferentes nomes como guaruba, tanajuba, marajuba e guamba. Todos são de origem indígena e fazem alusão a aparência do animal.

Devido ao desmatamento da área florestal que as Ararajubas costumavam viver o número de exemplares vivos na natureza começou a diminuir drasticamente. Outro ponto que contribuiu para que a espécie entrasse em risco de extinção foi o mercado negro que passou a apreender e comercializar ilegalmente exemplares do pássaro que chama atenção pela sua beleza e temperamento.

Se você deseja ter uma Ararajuba em casa precisará ter certeza de que o animal é de origem legal e possuir uma autorização do IBAMA.
Características

Ararajubas são aves consideradas muito sociáveis por interagirem intensamente com aqueles que conhece. São sempre mansas, diferentemente das outras araras e papagaios que podem estranhar os donos se não forem estimuladas diariamente. Como todas as Araras e Papagaios, vivem em bando e assim devem continuar mesmo em cativeiro. Sem companhia e atenção podem adoecer e até mesmo se machucar. As Ararajubas também são monogâmicas e ficam com o mesmo parceiro a vida toda, embora muitas vezes demorem para encontrar o ideal.

Na natureza essas aves costumam se alimentar de sementes, frutas e flores que estão caídas pelo chão. O bando que geralmente possui cerca de 40 aves trabalha de forma cooperativa: enquanto uma parte está procurando por alimentos a outra se encontra no topo das árvores fazendo o trabalho de vigilância e proteção, evitando que predadores ataquem.

Corpo proporcional
Cabeça arredondada e pequena
Olhos médios, ligeiramente puxados e separados
Bico de tamanho médio, cor clara e em forma de gancho
Pata de cor clara e com unhas grandes
Rabo grande
Penas abundantes e de cor viva

Cuidados básico

Como já foi dito o primeiro cuidado que deve ser tomado quando se trata de uma Ararajuba é preciso ter certeza de sua origem e receber uma autorização do IBAMA para ter o animal em casa. Quando estiver tudo certo com as documentações e com a saúde da ave ela será levada para o novo lar que precisará ter um viveiro grande e com uma ambientação bem feita.

Não é indicado criar um único exemplar, essa ave precisa de companhia 24 horas. Mesmo que tenha um companheiro, o dono ainda vai precisar dar muito atenção e carinho para eles. Caso contrário os animais se tornarão estressados e podem acabar desenvolvendo problemas de saúde e psicológicos, como se auto-mutilar.

A limpeza do viveiro deve ser realizada todos os dias, assim como a troca de água e da alimentação. Em relação ao animal, borrife água limpa pelo menos uma vez por semana em suas penas.

Alimentação

Nunca ofereça apenas ração para a sua ave, isso pode acabar causando falta de algumas vitaminas importante para o organismo. O ideal para as Ararajubas é oferecer também frutas e castanhas ou outras sementes para araras de duas a três vezes por semana. Na dúvida, é recomendado consultar um veterinário especializado.
Espaço para criação

Ararajubas precisam de viveiros bem espaçosos, de preferência com plantas e poleiros para que possam voar e se movimentar livremente.
​Reprodução

As Ararajubas costumam ser monogâmicas, ou seja, permanecem com o mesmo parceiro por toda a vida. Costumam colocar de 3 a 4 ovos por postura. A incubação dura em torno de 30 dias. Os ninhos ficam em árvores altas e em locais bem escondidos, como troncos ocos.

Dentro do cativeiro esse ambiente deve ser imitado para que os animais se sintam à vontade na hora da reprodução e da criação dos filhotes.

fonte: http://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/passaros/ararajuba/57a24d15c144e671ccdd91b2.html

Aprender a cuidar de pássaros de estimação

Saiba quais são os cuidados necessário para as aves

Os pássaros são ótimos animais de estimação e visitantes bem-vindos de seu jardim. Qualquer espécie de ave precisa de cuidados especiais como qualquer outro animalzinho, e é importante que não se esqueça disso.
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Se você está pensando em ter um, os cuidados necessários incluem uma boa moradia, alimentos nutritivos e atenção quanto à saúde da ave. Muitas das doenças em pássaros são causadas pela falta de limpeza nos comedouros e bebedouros, por exemplo. Então, aprenda como cuidar da sua ave.

Gaiola
A gaiola adequada dependerá do tipo de ave, então saiba antes qual espécie você tem ou irá escolher para comprar o melhor produto.

O tamanho da gaiola deve ser o suficiente para a ave abrir suas asas em toda sua envergadura. Para algumas espécies, conseguir voar pequenas distâncias dentro da gaiola pode ser importante para garantir um ambiente saudável. Então, quanto maior o tamanho melhor.

Apesar das gaiolas maiores serem mais caras e difíceis de limpar, se você não fica tanto em casa e/ou não tem tempo para tirar o pássaro, terum maior espaço é essencial. Gaiolas pequenas costumam levar a problemas de comportamento.

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As hastes da gaiola não devem ser muito próximas e nem muito distântes. Muito pequenas ou próximas, as garras da ave podem ficar presas nelas; e espaçadas demais possibilitam o pássaro passar a cabeça por ela e ficar preso, ou podendo até escapar.

Para a limpeza, ponha alguns jornais ou revistas velhos no fundo da gaiola. Isso torna a limpeza bem mais fácil, e o papel pode ser jogado no lixo facilmente e trocado por um novo para o próximo dia.

Alimentação
Antes de determinar o que sua ave irá comer, saiba quais sementes e rações são especiais para a espécie. Troque os grãos diariamente e retire os restos de comida da gaiola para não apodrecerem.
Fonte: Canal do Pet – iG @ http://canaldopet.ig.com.br/cuidados/2017-02-18/passaros.html

Dê as mesmas frutas e vegetais frescos e saudáveis que você come. A alimentação fica mais verde e a dieta, mais variada. Uma mistura ou variedade de alimentos é ótima para a saúde do seu animal.
Os comedouros devem ser limpos regularmente, pois pode acumular poeira e bolor por causa do resto de ração e sementes. No caso de alimentos frescos como frutas e verduras, eles devem ser lavados assim que o alimento for retirado.

Existem algumas comidas que não são adequadas para muitas espécies de aves, como nenhum tipo de álcool, chocolate, abacate, condimentos e temperos. Todos eles contêm componentes químicos que podem ser tóxicos aos pássaros.
Troque a água todos os dias, pois a água parada pode gerar fungos e germes nocivos para a saúde do pássaro. A limpeza do bebedouro também deve ser diária. Mantenha sempre limpa o recepiente, escovando com água e sabão.
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Os potes de água e comida devem ficar no alto e fora do alcance de galhos acima deles, para evitar que os pássaros defequem em cima da comida.
Limpeza
Os pássaros não precisam se limpar tanto quanto outros tipos de animais. Coloque uma banheira para o banho de 2 a 3 vezes por semana, grande o bastante para o tamanho da ave. Retire a banheira logo em seguida para não correr o risco do pássaro beber da água suja. Para fêmeas em período de reprodução a banheira deve ser colocada todos os dias para que os ovos possam umidecer.

Esses animais gostam de se banhar para se refrescar em climas mais quentes, então ofereça água a eles em períodos assim. Além disso, eventualmente dê um osso de siba para sua ave lixar seu bico e afiá-lo.
A gaiola também deve ser limpa para reduzir as chances de seu pássaro desenvolver infecções bacterianas, virais ou causadas por fungos. Troque o forro regularmente, limpe as fezes que caírem em brinquedos ou poleiros e tire alimentos não comidos que se acumulem no chão da gaiola.

Faça a limpeza somente com produtos de limpeza neutros e não tóxicos. As aves são animais delicados, então descubra se o produto é seguro para elas antes de usá-los.

Comportamento e cuidados
Preste sempre atenção no comportamento de seu pássaro. Se ele estiver muito agitados ou desanimado pode ser sinal de algum desconforto ou doença. Certos sinais físicos também são indícios de problemas, como a troca de plumagem frequente e fora de época. Isso pode ter como causa alimentação inadequada, doenças de pele, parasitas, entre outros.

Ache um veterinário que tenha qualificação para trabalhar com pássaros. Leve seu animal para check-up regularmente, saiba da necessidade de cortar o bico e as unhas e se atente as vacinas e vermífugos. Apenas o profissional sabe o que é melhor para sua ave.
Fonte: Canal do Pet – iG @ http://canaldopet.ig.com.br/cuidados/2017-02-18/passaros.html

Programa de Conservação da Arara-azul-de-lear

A Arara-Azul-de-Lear, Anodorhynchus leari, é uma espécie é endêmica da caatinga do nordeste do Estado da Bahia, e sua área de distribuição histórica conhecida inclui os Municípios de Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso. A população possui dois sítios que utilizam como dormitório e reprodução: os paredões da Estação Ecológica de Canudos (EBC), atualmente com 1500 hectares e na Fazendo Serra Branca em Jeremoabo, ambas reservas particulares.

As principais ameaças para população da arara-azul-de-Lear são a captura de indivíduos para abastecer o comércio ilegal de animais silvestres, devido ao seu valor por ser rara e a redução de seu principal item alimentar, o licuri, Syagrus coronata, além da redução de seus alimentos alternativos. Como fontes alternativas de alimentos utilizam o pinhão (Jatropha pohliana, Müll. Arg. 1864) a flor do sisal (Agave sp.) o milho (Zea mays L.,1973), a baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl), umbu (Spondias tuberosa, Arruda, 1816) e mucunã (Dioclea sp.).

Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada com espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios da CITES.

Devido ao alto grau de ameaça da arara-azul-de-Lear, a Fundação Biodiversitas deu início a um projeto para conservação da espécie em 1989, contemplando uma série de ações envolvendo censos, trabalhos de envolvimento e conscientização da comunidade, aquisição de um dos sítios de reprodução da arara situado na Fazenda Toca Velha em Canudos (e hoje denominada Estação Ecológica de Canudos) e um projeto-piloto de manejo de licuri, com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente/ Ministério do Meio Ambiente.

Em 1992, foi criado pelo IBAMA o Grupo de Trabalho Especial para Anodorhynchus leari e em 1997, o Comitê Permanente para Recuperação e Manejo da Arara-azul-de-Lear – CPRAAL, e elaborado um Plano de Ação contemplando as principais ações emergenciais para conservação da espécie, sendo estas: monitoramento das populações em campo e o estudo do comportamento reprodutivo, recuperação e manejo do licuri e suplementação alimentar para as araras, intensificação da fiscalização e continuidade das atividades de conscientização e envolvimento das comunidades locais no processo de conservação da arara-azul-de-Lear.

Desde o ano de 2000, vem sendo desenvolvido na região, o Programa de Conservação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear, coordenado pelo IBAMA, o qual envolve atividades de cativeiro e campo, visando à manutenção de uma população genética e demograficamente viável em sua área de ocorrência.

O CEMAVE – Centro Nacional de Pesquisas para Conservação das Aves Silvestres, em parceria com a PROAVES – Associação Brasileira para Conservação das Aves, com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA do Ministério do Meio Ambiente – MMA vem desenvolvendo as ações de pesquisa in situ do Programa de Conservação e Manejo da Arara-azul-de-Lear.

A partir de 2001 o CEMAVE iniciou a coordenação das atividades de campo do Programa de Conservação e Manejo da Arara-azul-de-Lear e implementou a Base de Campo em Jeremoabo, oficializada pela Presidência do IBAMA em janeiro de 2002, fornecendo infra-estrutura necessária para a realização das atividades na região. A Base de Pesquisas conta com uma equipe de campo em tempo integral, cujos objetivos são pesquisa, manejo, proteção e envolvimento da comunidade local com a questão da conservação da arara-azul-de-lear e seu ambiente.

Nos períodos de baixa produtividade de licuris, as araras atacam as roças de milho causando prejuízos aos pequenos agricultores que o utilizam o para subsistência e para alimentar seus animais. Como conseqüência dos ataques aos milharais, os agricultores chegavam a atirar nas araras, por vezes ocasionado a morte da ave ou, em alguns casos a amputação de partes do corpo, impossibilitando sua sobrevivência em vida livre.

Com o evidente crescimento da população de araras e a oferta de licuris em baixa, gerando o aumento dos ataques às roças de milho, foi necessário o desenvolvimento de uma alternativa para evitar a mortalidade dos indivíduos ou a sua captura para a venda ao comércio ilegal.

Dentro do histórico do desenvolvimento do projeto foram realizadas diversas atividades voltadas ao envolvimento da comunidade e à educação ambiental. Palestras em escolas, associações e participação em eventos na região, programas de rádio, distribuição de cartazes, camisetas e bonés, sessões de cinema tanto nas cidades como na zona rural e a capacitação de professores em temas ambientais, oficinas de educação ambiental e oficinas de artesanato.

A Fundação Loro Parque, desde o ano de 2006, vem financiando as ações de educação ambiental e envolvimento da comunidade do Programa de Conservação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear, Anodorynchus leari, incialmente através da PROAVES (Associação Brasileira para Conservação das Aves), depois com a SAVE Brasil.

Atualmente, através da parceria com o Instituto Arara Azul, desenvolve ações voltadas ao envolvimento das comunidades, educação ambiental e projeto de geração de renda. A região de Euclides da Cunha, área escolhida para o desenvolvimento desse projeto representa 51% da área de alimentação da espécie, sendo de primordial importância a implementação de alternativas que promovam a geração de renda para as comunidades locais, melhorando assim a sua qualidade de vida e consequentemente a conservação do ambiente necessário para a manutenção das populações de A. leari.

A principal ameaça para a espécie é a redução de sua área de alimentação, pois estão inseridos em locais aonde verifica-se a presença humana em diversos povoados espalhados pela zona rural de cada município, portanto, faz necessária a proteção destas áreas, através da conscientização das pessoas sobre a importância do ambiente para esta e outras espécies e dos trabalhos de geração de renda para as comunidades.

Clique aqui para saber mais

http://www.loroparque-fundacion.org/

Para maiores informações entre em contato através do endereço eletrônico: gracemacaw@yahoo.com.br

Responsável técnica: Simone Tenório
Contacto: “Simone Tenório” simonetenorio@gmail.com

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/ProgramadeConserva%C3%A7%C3%A3odaAraraAzuldeLear/tabid/322/Default.aspx

As cores dos Ring Necks

Arquivo editado em 09/05/2004
Revista SOAN 1999

Como Chefe da Divisão da Canaricultura do COF, tenho observado vários problemas nos diversos criadouros que tenho visitado, que frustram as expectativas de produção dos proprietários. Além dos aspectos: saúde dos reprodutores; alimentação adequada; superpopulação; limpeza; ventilação e ruídos pretendo falar sobre o fator iluminação.

Muitos criadores, por desconhecerem que o pássaro no hemisfério sul não faz a diferenciação entre inverno e verão pela temperatura ambiente e sim pelas durações do dia e da noite, fazem uso da iluminação artificial para atender às “suas necessidades” do que às dos seus pássaros.

Pelo desconforto diário de ter-se que levantar muito cedo para cuida-los, muitos criadores optam por fazer-lo após a volta do trabalho enebriando-se com o convívio destes amáveis companheiros, mergulhando inadvertidamente em boa parte da noite.

Normalmente os pássaros possuem ciclos anuais. Os de cativeiro talvez artificialmente forçados pelo homem através dos tempos, obedecem a um ciclo de aproximadamente 6 meses de cria x 6 meses de recuperação, podendo apresentar pequenas variações de calendário, de espécies para espécie. O fiel cumprimento desses ciclos por parte dos pássaros é indispensável à obtenção da máxima produtividade.

No caso dos canários, a partir de janeiro quando os dias começam gradativamente a encurtarem sua duração até junho, cria-se o estimulo à muda, numa sábia determinação da natureza de prover um “casaco novo” para melhor suportar o frio que se aproxima.

A partir de fins de abril e começo de maio inicia-se um processo lento de excitação que culminará dentro de 2 ou 3 meses em cio absoluto. Embora ainda sob a ação de um frio intenso, os canários, dispõem-se, avidamente à procriação sob a perspectiva do alongamento dos dias que se sucederão o que possibilitará melhores condições de busca de alimentação aos filhotes (não só para maior tempo com a luz, mas também pela maior oferta de sementes da primavera e verão) e melhores condições de amadurecimento e vida própria destes ao desmamarem.

É evidente que o cativeiro cerceia tais desenvolvimentos naturais. Contudo, não podemos deixar de raciocinar em termos de seus instintos naturais, sob pena de maculá-los e sofrermos as conseqüências.

As maiores decepções que pude constatar em termos de entrada em muda de quase todo o plantel, abandono de crias, etc., foram sempre de criadores que dispunham de uma eficiente iluminação artificial, mas que fizeram mau uso.

Não raramente, em criadores sombrios, que contavam apenas com a luz natural de uma ou duas acanhadas aberturas, obteve-se melhor média de filhotes por casal, do que naqueles super-iluminados mas sem qualquer respeito a ordem natural dos ciclos.

Pense Bem: Se um pássaro está procriando com luz artificial que é acionada diariamente até as 21:00 h, por exemplo, e, se por qualquer motivo deixar de recebe-la (imposição de viagens, esquecimentos, etc), achará que os dias passaram drasticamente a se encurtarem. Mais do que depressa, ele entrará em processo de muda de penas, tentando recuperar o tempo perdido (pois já deveria ter começado a faze-lo gradativamente).

Por outro lado, a manutenção de iluminação artificial por períodos avançados durante o ciclo de descanso, impedirá o pássaro de realizar uma muda de penas sadia, por má percepção do que se passa realmente em seu meio ambiente. Exigir-se deste mesmo pássaro, saúde, vitalidade e disposição para criação, é muita ingenuidade.

Diante do exposto, sugiro o emprego da iluminação artificial como complemento à natureza (que deverá ser explorada ao máximo), porém de forma proporcional às estações do ano.

Ao final da época da criação (no caso de canários DEZ) suspenda a iluminação artificial completamente, já que os dias são extremamente longos. Apenas nos dias nublados e chuvosos, faça a complementação. A partir de então, deixe a possibilidade de nortearem-se pela redução gradativa dos dias (o que dá-se muito sutilmente). O resultado é uma muda lenta e gradual, sem desgastes excessivo, portanto.

A partir de maio, comece a estender lenta e gradativamente iluminação artificial (primeiro deixando-a disponível durante o dia todo, mas sem diferença do comprimento do dia; depois a estendendo). Procura-se com isto, amenizar o impacto das exposições que se aproximam, bem como predispô-los ao ciclo reprodutivo que se inicia.

Tenho lutado para que os horários das exposições sejam reduzidos, bem como se observem a duração dos eventos, para evitar que os nossos melhores pássaros se tornem improdutivos pelo “stress” oriundo da maratona: Sociedade x Estadual x Nacional e seus respectivos descontroles de iluminação.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/iluminacao_criadouros.html

Estudo sobre a Ararinha de Colar

Biologia e conservação da maracanã-de-colar (Propyrrhura auricollis) no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Grace F. da Silva, Gláucia Seixas e Neiva Guedes

A maracanã-de-colar (Propyrrhura auricollis), é um psitacídeo de médio porte (38-41 cm de comprimento total) que tem como principal característica morfológica a penugem amarela que cobre o dorso em volta do pescoço formando um colar. Vive em capões e matas de galeria e ocorre no Pantanal (estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso), Paraguai, Bolívia e Argentina (Sick 1997). É uma ave sedentária que estacionalmente realiza pequenas migrações em algumas regiões, geralmente aos pares ou em pequenos grupos. São observados grandes grupos somente quando se aglomeram em dormitórios comuns para pernoite e em zonas com água e alimento abundante. Alimentam-se em árvores, arbustos e ocasionalmente descem ao solo á procura de sementes, água etc. Voam rápido e direto (Forshaw, 1989). Na região do Pantanal de Miranda e Aquidauana é vista aos pares e em bandos, se alimentando ou em pequenas cavidades de árvores.

Não há estudos sobre a população e reprodução de maracanãs-de-colar no Pantanal Sul. Desde 2005 a bióloga Grace Ferreira da Silva, apoiada pelo projeto Arara Azul, estuda as características reprodutivas e sítios de nidificação desta espécie. O objetivo desse estudo é gerar conhecimentos sobre a biologia reprodutiva e status da população, provendo ações futuras de manejo e conservação para a espécie no Pantanal, além de buscar a conscientização da população local e dos turistas que visitam esta área.

Até o momento foram monitorados 12 ninhos no Refúgio Ecológico Caiman e entorno (Pantanal de Miranda) e 01 ninho na região do Pantanal de Aquidauana. Parte destes ninhos são acompanhados em parceria com a zootecnista Gláucia Seixas, coordenadora do projeto papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), uma vez que as maracanãs-de-colar utilizam as mesmas cavidades que os papagaios-verdadeiros nesta região.

Para maiores informações entre em contato através do endereço eletrônico: gracemacaw@yahoo.com.br

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/ArarinhadeColar/tabid/229/Default.aspx

Estudo sobre a vocalização das araras azuis

Fábio Ueno, Mestrando UNICAMP

A Arara-azul-grande Anodorhynchus hyacinthinus é uma ave ameaçada de extinção, portanto sua individualização em campo é de grande interesse. Suas características gregárias, com ausência de dimorfismo sexual e monogamia criam uma disposição natural à existência de reconhecimento individual entre co-específicos. Para que haja reconhecimento individual é preciso que exista variação inter-individual.

O grito de alerta em Anodorhynchus hyacinthinus se apresenta como valiosa fonte de estudos por sua ocorrência comum nas proximidades do ninho na época de reprodução. O grito de alerta da Arara-azul-grande Anodorhynchus hyacinthinus foi estudado através de três diferentes análises a fim de elucidar a presença ou ausência de variação inter-individual. Foram utilizadas a correlação cruzada, a análise de componentes principais e a análise de agrupamento hierárquico. Nenhuma delas elucidou a presença de variação inter-individual no grito de alerta.

O grito de alerta em A. hyacinthinus detém função de reconhecimento específico e possui grande variação intra-individual, que, talvez, segundo as regras de motivação estrutural do som de Morton (1977)* possa caracterizar o statu quo da ave emissora, que varia da temerosidade à hostilidade.

Mais estudos serão necessários para se desvendar o complexo repertório de Anodorhynchus hyacinthinus. O estudo da ontogenia do grito de alerta pode ser realizado pelo Projeto Arara Azul, que já tem como hábito o monitoramento dos ninhos. A pesquisa de campo, com anotação do comportamento e gravação das vocalizações, deve ocorrer por períodos de pesquisa mais longos e contínuos para que mais informações sobre o repertório possam ser adquiridas.

*Morton, E.S. On the occurrence and significance of Motivation-Structural rules in some bird and mammal sounds. The American Naturalist, vol. 111, no. 981, 855-869 set/out de 1977.

Para ouvir – Vocalização das araras 1
Para ouvir – Vocalização da arara azul. – Gravado por Fábio Ueno

Para maiores informações, entre em contato através do endereço eletrônico: fabioueno@gmail.com.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/Vocaliza%C3%A7%C3%A3odasararasazuis/tabid/146/Default.aspx

Saiba Tudo Sobre o Tiziu

fonte: https://casadospassaros.net/tiziu/

O pássaro Tiziu, cujo nome científico é Volatinia jacarina, também é conhecido vulgarmente pelos nomes bate estaca, serrador, serra serra e tizil. Esta espécie de pássaro é encontrada aos pares em áreas abertas, capinzais, parques, jardins, savanas, campos, capoeiras, campos cultivados, beira dos brejos e perto de habitações presente em todo o Brasil e em todos os países da América do Sul, no México e no Panamá.

Estudo sobre Chlamydia Psittaci

PESQUISA DE Chlamydophila psittaci EM ARARAS-AZUIS (Anodorhynchus hyacinthinus) E PAPAGAIOS-VERDADEIRO (Amazona aestiva) EM VIDA LIVRE NO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL

Coordenação: Tânia de Freitas Raso

As populações de aves nativas no Brasil têm sido ameaçadas pela ação antrópica, caracterizada pela destruição do habitat natural e pelo comércio ilegal de animais silvestres. Deste modo, os filhotes, capturados ainda no ninho, são submetidos a condições inadequadas de transporte, alimentação e higiene durante o processo de comercialização, ocorrendo quase sempre, uma elevada mortalidade.

Os animais capturados ilegalmente, ao serem apreendidos pelas autoridades competentes que agem no controle do tráfico são, na maioria das vezes, encaminhados aos centros de triagem, zoológicos ou criatórios legalizados.

Em decorrência, o manejo inadequado, principalmente relacionado ao transporte e superpopulação, favorece o aumento da susceptibilidade das aves às infecções ou mesmo a ativação de infecções latentes com conseqüente disseminação de patógenos, entre os quais a Chlamydophila psittaci (C. psittaci). Considerada o principal microrganismo com potencial zoonótico transmitido por Psittaciformes, a C. psittaci é o agente etiológico da clamidiose nas aves e psitacose no homem. Nas aves, afeta os sistemas respiratório e digestório, sendo sua principal característica a indução de um quadro de portador inaparente com eliminação intermitente do agente. Aves de vida livre têm sido reconhecidas como importantes reservatórios de C. psittaci na natureza e, em aves cativas, sua incidência é relativamente alta.

Uma vez que as informações sobre a clamidiose no Brasil ainda são incipientes, nesta pesquisa avaliou-se a presença de C. psittaci em papagaios-verdadeiro (Amazona aestiva) e araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) em vida livre no Pantanal do Mato Grosso do Sul. O trabalho foi desenvolvido em colaboração com o Projeto Arara Azul e com o Projeto Papagaio-verdadeiro nos anos de 2000 e 2001, sendo tema da tese de doutorado da médica veterinária Tânia de Freitas Raso, tese esta defendida e desenvolvida no Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Jaboticabal/SP.

Os resultados desta pesquisa demonstram uma ampla disseminação da C. psittaci em psitacídeos de vida livre no Brasil, sendo caracterizada pela eliminação do agente pelas aves e a comprovação da resposta imune. Ninhegos de papagaios apresentaram 6,3% das amostras de swab cloacal positivas pela semi-nPCR. Ninhegos de araras apresentaram respectivamente, 8,9% e 26,7% das amostras de swabs traqueal e cloacal positivas na semi-nPCR e, 4,8% dos soros reagentes pela reação de fixação do complemento. Tal fato é de extrema relevância, pois indica que as aves podem ser portadoras inaparentes do microrganismo com potencial de manutenção do mesmo no ambiente natural, disseminação para outras aves e contaminação de humanos em contato próximo; particularmente nos casos de manejo incorreto ou estresse de transporte. A conservação de um habitat em equilíbrio é fundamental para a manutenção da enfermidade em níveis restritos evitando-se assim problemas futuros de surtos em populações naturais de vida livre e em grupos de aves recém-apreendidas e mantidas em condições insatisfatórias de cativeiro.
Coleta de material para estudo de Chlamydia psittaci.
Foto: Neiva Guedes
A execução deste projeto contou ainda com o apoio financeiro da FAPESP e dos “Projeto Arara Azul” e “Projeto Papagaio-verdadeiro”, contando com a participação da equipe de campo de ambos projetos, de estagiários de campo e de laboratório. Os resultados deste trabalho foram apresentados em Congressos da área científica tal como o Congresso da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens – ABRAVAS (anexo 1) e publicado em período internacional (anexo 2).

Para maiores informações, entre em contato através do endereço eletrônico: tfraso@usp.br

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/EstudosobreChlamydiaPsittaci/tabid/228/Default.aspx