O que é um tordo?

Depende. O de verdade ou o de Jogos Vorazes

ILUSTRA Fred Rubim
Pergunta do leitor Matheus Lehmann Giacoboni, Viamão, RS

O tordo comum, nome científico Turdus philomelos, é um passarinho da família Turdidae, natural da Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas nós sabemos por que você fez essa pergunta: por causa do mockingjay, nome em inglês da ave símbolo da trilogia Jogos Vorazes. Mas são animais diferentes.

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O mockingjay é um pássaro fictício, cujo nome foi traduzido para “tordo” em português. E fica mais complicado: o mockingjay do livro é resultado do cruzamento de um mockingbird (ou rouxinol), um pássaro de verdade, com o jabberjay (o “gaio tagarela”, na versão em português), um pássaro fictício.

Na história, os jabberjays eram criações da Capital para espionar os rebeldes. Uma vez desmascarados, os pássaros foram abandonados nas florestas pela Capital. Exclusivamente machos, cruzaram com fêmeas de mockingbird (rouxinóis) e deram origem aos mockingjays. Enfim, o tordo de verdade existe, mas não tem nada a ver com o tordo fictício, o mockingjay.

Entenda essa papagaiada de aves reais e fictícias

Mockingbird (rouxinol)

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Imita o canto de outras aves e sons de insetos e anfíbios
Típico dos EUA, de tamanho médio, bico longo e fino, e penas marrom-acinzentadas com detalhe branco nas asas. Em Jogos Vorazes, procria com o jabberjay

Jabberjay (gaio tagarela)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Memoriza e repete conversas humanas
De plumagem preta e azul, com cauda e bico longos, crista imponente, foi criado nos laboratórios da Capital com o objetivo de espionar os revolucionários dos distritos

Mockingjay (tordo)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Reproduz melodias humanas
As cores são similares às do mockingbird, mas tem estrutura parecida com o jabberjay: cauda longa, asas extensas, bico fino e pronunciado. É o grande símbolo da revolução

Tordo

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Repete sons de sirene, telefones e o canto de outros pássaros
É castanho no dorso e na cabeça, e amarelado com manchas escuras no ventre. Não entra na história de Jogos Vorazes, mas o seu nome foi usado como tradução de mockingjay

Fontes Livros e filmes Jogos Vorazes e Em Chamas; sites distrito13.com.br e moviepilot.com

Consultoria Ricardo José Garcia Pereira, professor do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/o-que-e-um-tordo/

As Penas

A característica mais importante das aves são as penas, que além de exercerem várias funções fundamentais, ocorrem apenas nessa classe de animais.

A base do eixo da pena, é cilíndrica e transparente, é chamada cálamo ou canhão. O cálamo comunica-se com a pele através de um orifício. O umbigo inferior. A raque é o prolongamento do cálamo; separa-os um segundo orifício, mais estreito, denominado umbigo superior. Em algumas penas existe uma raque secundária chamada hipóptilo ou hiporoque. A raque é opaca e vai afinando do cálamo em direção à ponta. As lâminas laterais da pena são as vexilas. Partindo da raque há uma sucessão de finas ramificações, as barbas, que por sua vez, são providas de ramificações menores, as barbicelas ou bárbulas. As barbicelas anteriores possuem inúmeros ganchinhos, ou hámulos, que se prendem às barbicelas da barba vizinha. É por isso que a pena está sempre unida; caso se desarrume, ela recupera a forma muito facilmente.

As penas são constituídas de ceratina, o mesmo material das escamas dos répteis, das nossas unhas, do bico das aves etc. Seu processo de formação inicia-se com um engrossamento da pele; ali se cria um folículo, que cresce e, depois de algum tempo, rompe-se para que ocorra o surgimento da pena.

Durante seu desenvolvimento, a pena é alimentada através do umbigo inferior e seu eixo enche-se de sangue; quando atinge o tamanho definitivo, suas papilas dérmicas se retraem e ela se torna uma estrutura morta e vazia.
O conjunto de penas de uma ave forma a plumagem. As penas que dão o formato ao corpo são chamadas penas de contorno: incluem as penas do corpo, as coberteiras e as penas de vôo, rêmiges e retrizes.

A penugem, que geralmente não fica visível, cobre o corpo como uma subplumagem e tem a função de mantê-lo aquecido; é a plumagem lanosa. Na penugem, o eixo é muito curto, na realidade limita-se quase só ao cálamo, do qual partem numerosas barbas. A penugem é que protege os filhotes nos seus primeiros dias de vida.

Quando a pena não tem ganchos ou barbicelas, as barbas ficam soltas e tufadas. Essas penas são chamadas plumas. Em algumas penas, as barbicelas só possuem ganchos na extremidade superior, que se mantém entrelaçada e unida, enquanto a parte inferior fica leve e solta. Essas penas são chamadas semiplumas.

Algumas espécies de aves possuem penas com funções específicas, com as penas de adorno e as penas sonoras. A penugem de algumas espécies, como os Psitacídeos, por exemplo, especialmente o Papagaio-moleiro, a Amazona-farinosa e várias cacatuas, têm a característica especial de se desintegrar nas pontas em partículas finíssimas: as pulviplumas. No Papagaio-moleiro, tem-se até a impressão de que a plumagem está empoeirada.

A função mais importante da pena, e sua função original é garantir o isolamento térmico da ave; as penas de vôo e as colorações são evoluções posteriores.

Os pingüins são, talvez, o melhor exemplo da capacidade de isolamento térmico da pena. O pingüin-imperador (Aptenodyles forsteri) vive e se reproduz na região mais fria da Terra: o continente Antártico. Essas aves não constroem ninhos; o único ovo é chocado pelo macho, que o coloca sobre as patas e depois o envolve com a pele emplumada do abdome, equipado com uma prega pendente para essa finalidade. Assim, o ovo fica protegido do gelo, da neve e dos ventos gelados.

Nos pingüins, as penas nascem uniformemente por todo o corpo. Na grande maioria das aves, as penas nascem apenas em algumas regiões da pele, as pterilas, separadas umas das outras por regiões implumes, os aptérios. Os aptérios são protegidos pelas penas das pterilas adjacentes. O ar retido nos espaços entre a plumagem forma um revestimento isolante. É por isso que as aves costumam eriçar as penas nos dias frios; trata-se simplesmente de uma maneira de aumentar o espaço onde o ar fica retido, o que lhes proporciona maior proteção. Também quando estão doentes, as aves costumam eriçar as penas dessa maneira.

Quando completamente eriçadas, porém, as penas não têm como reter o ar, assim o isolamento se reduz. O pássaro eriça as penas por completo quando está sentindo calor e quando toma banho, especialmente de sol.
É para aumentar a capacidade de isolamento das penas que, nos lugares frios, durante o inverno, as penas ficam numerosas.

Muitas vezes as penas funcionam como sinais, tanto para atrair como para amedrontar e expulsar. Quando um macho eriça a plumagem, isso é um convite para a fêmea, mas o mesmo sinal, às vezes com pequenas modificações, é usado para ameaçar um rival.

Em qualquer circunstância, a cor da plumagem tem papel relevante, acima de tudo por identificar a espécie e, em alguns casos, porque indica o sexo da ave.

A enorme variação de cores das aves ;e decorrente de um processo químico, envolvendo pigmentos, e/ou de processos estruturais. As cores químicas resultam, quase sempre, de dois grupos de pigmentos: carotenóides e melaninas.
O vermelho, o laranja e o amarelo são produzidos por carotenóides proveniente da alimentação.
O preto, o marrom e o cinza devem-se às melaninas; a ocorrência de uma ou outra dessas cores depende da disposição, do formato e do tamanho dos grânulos, local onde se armazenam os pigmentos na pena. As melaninas são sintetizadas por enzimas a partir de aminoácidos.

O azul é uma cor estrutural; essa cor resulta da reflexão por dispersão da luz nas estruturas das barbas de determinadas penas, que possuem uma pigmentação melânica que absorve todas as luzes e reflete apenas o azul (efeito denominado azul de Tyndall). Interferem nessa reflexão os espaços de ar nas barbas, a disposição da melanina nas penas e o tipo de melanina presente, verificando-se variações que vão do azul-claro ao violeta.

O branco ocorre nas penas inteiramente despigmentadas, ou seja, que não têm nem carotenóides nem melaninas.
O verde é a combinação do azul de Tyndall com carotenóides amarelos. Em todas as espécies até hoje estudadas, só os turacos apresentam uma coloração verde, resultante de pigmentos químicos.

É fácil observar como se manifesta o efeito do azul de Tyndall nos papagaios e na Arara-Azul; quando suas penas se molham, sua estrutura se modifica e elas passam a não refletir corretamente o azul. Como resultado, as cores dessas aves ficam inteiramente alteradas, só voltando ao normal quando as penas secam.

As cores indecentes, que tanto nos encantam nos beija-flores, por exemplo, resultam da decomposição e da reflexão da luz, tal como numa gota de água ou de óleo, em estruturas especiais das barbicelas.Assim, conforme o ângulo de incidência da luz, determinadas regiões da plumagem do beija-flor adquirem cores maravilhosas, metálicas.
A coloração também depende, por fim, de uma absorção seletiva da luz. As cores percebidas por nossos olhos são a parte da luz que não foi absorvida e que, portanto, se reflete ou se difunde. O preto, por exemplo, absorve totalmente a luz; o cinza, apenas alguns comprimentos de onda; e o branco nada absorve, refletindo toda a luz. As outras cores resultam da absorção seletiva em diferentes comprimentos de onda.

A evolução adaptou inteiramente as aves para o vôo. Seu sistema respiratório é especial e único; seu esqueleto modificou-se para que ficassem mais leves e seu corpo mais rígido; o sangue quente, um sistema circulatório especialmente eficaz, o metabolismo rápido, tudo isso permite que as aves façam o melhor aproveitamento possível da enorme energia necessária para voar. E a pena, tão importante para o vôo, é biologicamente uma estrutura morta que, quando completamente desenvolvida, não precisa ser irrigada com sangue e, se danificada, é substituída de imediato.
As aves voam batendo as asas. Esse movimento é obtido porque elas têm poderosos músculos peitorais presos à quilha do esterno. Um conjunto de músculos maiores abaixa as asas, e outro, de músculos menores, levanta-as. Nos beija-flores, particularmente, esses músculos são muito desenvolvidos; nessas aves, os músculos que levantam as asas são quase do mesmo tamanho dos que as abaixam.

As penas de vôo, cuja estrutura é mantida coesa graças a milhares de ganchos, fazem a asa deslocar uma grande quantidade de ar. Para levantar vôo, o pássaro basicamente solta e bate as asas bem depressa; ao abaixa-las, desloca uma grande quantidade de ar para baixo, e, ao levanta-las, posiciona-as de modo a impulsionar uma quantidade muito menor de ar para cima. Quando quer voar para frente, o pássaro levanta as asas e abaixa-as em ângulos diferentes; assim, ao abaixa-las desloca ar para baixo e para trás e, ao levanta-las, desloca ar para cima e para trás. O ar deslocado para cima é neutralizado pelo ar deslocado para baixo, e, dessa maneira, tanto ao levantar como ao abaixar as asas, impulsiona ar para trás.

O esqueleto da asa é muito semelhante ao do braço humano. Inclui braço, antebraço e mão, esta, alongada e com três dedos. As penas primárias predem-se à mão; as secundárias ao antebraço.

As grandes penas primárias, de importância fundamental para o vôo, são em número de nove ou dez, na maioria dos pássaros. As secundárias vão de seis, num beija-flor, até mais de trinta, num albatroz. As penas primárias são contadas de dentro para fora e as secundárias de fora para dentro.

Diferentes formatos de asa possibilitam diferentes tipos de vôo. Assim, asas pequenas e arredondadas permitem maior número de manobras: o pássaro pode realizar desvios muito rápidos, por exemplo, quando voa em uma mata. Permitem, ale’m disso, decolagens rápidas nos momentos de perigo. Isso é realizado, porém, com grande dispêndio de energia, pois a ave é obrigada a bater as asas continuamente.

Com suas asas estreitas e compridas, os albatrozes são capazes de planar e deslocar-se em alta velocidade.
O falcão tem asas afiladas, que num mergulho são apontadas para trás, aumentando a velocidade do vôo.
As asas largas e retangulares dão maior sustentação à ave, que pode planar lentamente e durante muito tempo.
As espécies menores de beija-flores, graças a seus poderosos músculos peitorais, chegam a bater as asas oitenta vezes por segundo. A cada bater de asas, as primárias fazem um movimento helicoidal (em forma de oito) para a frente, para trás e para baixo, e o corpo se mantém numa posição quase vertical. É assim que os beija-flores pairam no mesmo lugar ou se movimentam tanto para a frente como para trás.

A forma da asa do beija-flor é muito importante para esse movimento. As mãos são bem grandes e os braços e antebraços muito curtos, razão pela qual as penas secundárias são pouco numerosas.

As penas da cauda têm a função de dar direção ao vôo, por isso às vezes são chamadas de timoreiras. Seu número e formato são bastante variáveis. Vêem-se caudas quadradas, arredondadas, bifurcadas, quando as penas centrais são mais curtas que as laterais, e cuneiformes, quando as centrais são maiores, como na Arara.

Embora sejam muito resistentes, com o tempo as penas começam a se desgastar e acabam sendo substituídas.
A muda é um processo normal da vida dos pássaros, diretamente relacionado a fatores biológicos associados aos hormônios produzidos pela tireóide.

Quase sempre a época da muda é o período posterior à reprodução, portanto antes do inverno. O tempo de muda varia, dependendo de diversos fatores, mas, em geral, quanto maior a ave, mais rápida a muda. Algumas espécies têm duas mudas por ano, uma pré-nupcial e outra completo, depois da reprodução.
No período de muda, as aves não perdem todas as penas ao mesmo tempo, mantendo sempre uma quantidade razoável de penas no corpo para protege-las do frio e possibilitar o vôo. Uma exceção, nesse aspecto, são os patos, que perdem as penas em blocos e ficam impedidos de voar.
Em geral a muda começa pelas asas, onde as penas primárias são trocadas na seqüência de dentro para fora, na mesma ordem que são numeradas, e as secundárias de fora para dentro. Essa ordem pode variar, com a muda ocorrendo nos dois sentidos ou na ordem contrária à mencionada acima.

O processo de muda é simultâneo nas duas asas. Na cauda, as penas são trocadas do centro para as extremidades, e no corpo, da parte traseira em direção à cabeça. Note-se que essa seqüência não é comum a todas as aves. Além disso, as penas não nascem apenas na época da muda: se um pássaro perde uma pena, ela é imediatamente reposta.
Como a muda exige dos pássaros uma certa dose de energia, sua resistência, nessa época, diminui, por isso convém dar-lhes uma boa alimentação e toda a proteção possível contra o frio e, principalmente, as correntes de ar (evitando-se, porém, cobrir as gaiolas por inteiro).

Algumas aves, como as rolinhas, têm uma plumagem muito “fraca”; com freqüência algumas penas se soltam durante o manuseio.
A maioria dos filhotes nasce praticamente pelada, coberta somente por uma finíssima plumagem. Pouco a pouco, porém, começam a nascer as penas; quando o filhote sai do ninho está quase totalmente empenado, tendo condições de começar a ensaiar os primeiros vôos.
Quase todos os pássaros fazem a muda para a plumagem adulta com um ano de idade. Antes disso passam por uma primeira troca de penas aos três ou quatro meses de vida. Nessa primeira muda aparecem algumas das características da ave adulta; em nossos pintassilgos, por exemplo, aparecem as primeiras pintas na cabeça do macho (isso ocorre, de maneira geral, com os Estridídeos).

Em algumas espécies, por exemplo os caboclinhos (com exceção do Caboclinho-do-amazonas e tizius), durante a muda posterior à época de reprodução, os machos perdem sua coloração típica, ficando semelhante às fêmeas.
Em cativeiro, e talvez na natureza, não ocorre necessariamente uma nova muda pré-nupcial, e os pássaros mantém essa plumagem mesmo durante a época da reprodução. Quando ocorre uma muda pré-nupcial, nem sempre os machos voltam a apresentar a coloração perfeita típica da espécie na plumagem.

Um fato interessante ocorre com o saí-beija-flor macho: depois da época de reprodução, essa ave muda as penas e perde sua coloração azul, ficando verde como a fêmea. Antes da próxima época de reprodução, volta a ficar completamente azul, só que dessa vez não muda as penas, como se observa facilmente quando está em cativeiro. Aparentemente, o que ocorre é que a pena é verde em sua extremidade superior e azul na base. Assim, quando a ponta verde se desgasta, surge o azul. Em um viveiro bem arborizado, decorrem 45 dias desde o aparecimento da primeira pena azul até que a ave fique totalmente azul. A muda (quando as penas azuis são substituídas por outras verdes) é bem mais rápida, levando em média três semanas

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Como o pombo-correio sabe para onde levar a encomenda?

Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

Existem algumas teorias sobre a capacidade de orientação dos pombos-correio, mas nenhuma delas é 100% comprovada. O que se sabe é que eles sempre voltam para onde nasceram. E é só para lá – e não para qualquer lugar – que levam a encomenda. As explicações mais comuns são:

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– Os pombos têm um “instinto natural” parecido com o de aves migratórias;- A visão privilegiada permite que localizem pontos de referência com facilidade;- Eles se orientam pela posição do Sol;- Eles possuem uma “bússola natural”, formada por partículas de magnetita no bico. O mineral apontaria o norte da Terra.

Os pombos-correio são uma raça diferente dos pombos comuns. Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

CARTEIRO ALADO
Como o pombo Cher Ami salvou 194 vidas

Cher Ami – que em francês significa “Querido amigo” – nasceu e foi criado em uma base do exército americano próximo à cidade de Binarville, na França. Depois de treinado, ele foi doado ao comandante da 77ª Divisão de Infantaria Americana. Esse grupo ficou conhecido como o Batalhão Perdido por ficar preso em uma depressão na floresta de Argonne, ali perto. O Batalhão Perdido avançou rumo ao norte, enquanto o resto dos americanos ficou no sul. Assim, o grupo acabou cercado por inimigos alemães e também sob fogo amigo dos americanos, que não sabiam que havia aliados ali. O comandante do batalhão mandou uma mensagem aos compatriotas por meio de Cher Ami.

Após ter percorrido 40 quilômetros em 25 minutos, atravessando a região ocupada pelos alemães, o pombo chegou à artilharia americana gravemente ferido. Alvejado pelos alemães, acabou ficando cego de um olho, teve o peito atravessado por uma das balas e uma de suas pernas foi arrancada! Apesar dos ferimentos, ele entregou a mensagem aos destinatários: o texto indicava a localização do batalhão e pedia que cessassem o fogo. Os 194 soldados do Batalhão Perdido sobreviveram.

O voo de Cher Ami ocorreu em outubro de 1918 e foi a última missão do pombo. Depois da façanha, ele teve que se aposentar, mas ganhou a Cruz de Guerra francesa em homenagem ao seu heroísmo.

Foto Fernando Moraes

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-o-pombo-correio-sabe-para-onde-levar-a-encomenda/

Qual é o pássaro mais veloz do mundo?

O falcão-peregrino (Falco peregrinus), ave de rapina que, em média, voa a 160 km/h, mas é capaz de mergulhar a mais de 320 km/h quando está atrás de uma presa! O bicho, encontrado em praticamente todo o mundo, é tão rápido que deixaria para trás um jato na decolagem! Confira abaixo como ele atinge essa velocidade incrível e conheça outras aves que mandam ver no voo. 🙂

Exímio caçador, o falcão-peregrino usa uma estratégia engenhosa para capturar suas presas: pegar correntes de ar quente para atingir grandes alturas. Em alguns casos, ele sobe 1,5 mil metros em relação ao nível do solo.

Lá de cima, fica fácil para ele localizar suas vítimas, que podem ser outras aves – como pombos, patos e faisões – ou roedores. Avistado o alvo, ele dá um mergulho quase perpendicular ao solo, às vezes em queda livre.

No mergulho, ele cola as asas ao corpo e controla a direção do voo abrindo-as ligeiramente. Com movimentos curtos das asas, consegue acelerar ainda mais, superando os 320 km/h.

Finalmente, ele agarra a presa com as garras ou simplesmente a abate com uma pancada com as patas. Atordoada, a vítima cai em movimentos circulares enquanto o falcão-peregrino dá meia-volta para apanhá-la na queda.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-passaro-mais-veloz-do-mundo/

Por que patos são bons nadadores?

CAMADA PROTETORA

Os patos possuem uma glândula na base da cauda, chamada de uropigiana, que sintetiza gordura. As aves espalham essa substância oleosa pelo corpo com o bico. Dessa forma, elas impermeabilizam as penas, que não encharcam e não ganham peso

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BOIAS NATURAIS

Assim como muitas outras espécies de pássaros, os patos possuem sacos aéreos como parte de seu sistema respiratório. Eles se enchem de ar conforme o bicho respira e, assim, ajudam a mantê-lo flutuando

AR COMPRIMIDO

As penas dos patos se entrelaçam de modo a formar pequenos bolsões de ar que ficam convenientemente presos, ajudando a flutuar. Para mergulhar, eles simplesmente apertam as penas contra o corpo, expulsando o ar

REMA, REMA

As patas possuem membranas entre os dedos que ajudam a dar impulsão dentro d¿água

SEM DUREZA

Os ossos dos patos são ocos. Isso faz com que eles não sejam muito pesados

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CONSULTORIA Ricardo Belmonte Lopes, doutorando em zoologia da Universidade Federal do Paraná

FONTES Site da Universidade de Saltford e programa MythBusters

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-patos-sao-bons-nadadores/

Como são organizadas as movimentações de grandes grupos de animais?

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução.

ILUSTRAS Bruno Rosal

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução. Esse comportamento coletivo visa maximizar as chances de sobrevivência individuais: ele simplifica a busca por comida e abrigo, otimiza as funções locomotoras e facilita a fuga de predadores. Nesse último caso, por exemplo, essa “consciência coletiva” se manifesta como um efeito dominó: o primeiro indivíduo identifica o perigo e muda rapidamente de direção, inspirando outro a fazê-lo, que inspira outro… No final, todos estão fugindo, mesmo que só o primeiro tenha detectado o inimigo. É óbvio que, de vez em quando, há conflitos no grupo: uns querem comer, outros andar, outros ficar parados. Mas estudos biológicos indicam que essas deserções tendem a ser temporárias.

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V de vitória

Algumas aves migratórias,comogansos e cisnes, voam em formação de “V”, revezando-se na posição de líder. Esse indivíduo na ponta “rasga” o ar, tornando-o brevemente menos denso para quem vem atrás. Além disso, o deslocamento de ar que ele causa permite que os seguidores batam as asas menos vezes. Com menos esforço, até o batimento cardíaco pode diminuir. Voando em V, três pássaros já são o suficiente para criar um grupo em que cada um gasta 40% menos energia

+ Quais animais são recordistas em migrações?

revoada
Boa vizinhança

Nas revoadas, pássaros coordenam a velocidade e a direção só com os colegas mais próximos. Estes se comunicam com os outros ao seu redor e assim sucessivamente, alinhando o grupo todo rumo ao mesmo objetivo. Pombas, por exemplo, navegam melhor juntas, pois partilhar suas estimativas de rota imperfeitas lhes permite ajustar e escolher o trajeto mais ideal

+ Como se orientam os pombos-correio?

elefantes
Obedeça sua mãe!

As manadas de elefantes têm entre dez e 30 indivíduos e são lideradas pela fêmea mais experiente. O grupo marcha atrás da matriarca, que procura o melhor lugar para pastar ou se proteger. Todos a obedecem, exceto machos adultos. Quando completam 12 anos, eles “saem da fila” e vão montar um “Clube do Bolinha”. Nele, quem manda é o maior ou o mais forte

abelhas
Só na cabeçada

Já se perguntou por que algumas abelhas melíferas parecem se chocar umas com as outras? As “exploradoras” descobrem um novo endereço para instalar a colmeia e o ensinam para as colegas com um voo sinuoso, quase uma dança. Mas, se uma rival quiser propor outra localização, bate de cabeça nela para interrompê-la! No fim, a colônia chega a um consenso

gafanhotos
Atração e repulsão

Modelos matemáticos propõem três regras gerais para agregações animais: 1) mover-se na mesma direção que os vizinhos, 2) ficar perto deles e 3) não posicionar-se demasiado próximo dos colegas. A Universidade de Princeton, por exemplo, concluiu que gafanhotos se mordem caso fiquem muito perto. Alguns são até devorados. Ou seja, o enxame só funciona porque existe a força da união, mas também o medo do canibalismo.O estudo matemático de nuvens de insetos inspirou a criação de sistemas de inteligência artificial conhecidos como”inteligência de enxame”

+ Como se forma uma nuvem de gafanhotos?

peixes
Unidos venceremos

Para nadar em cardumes sem esbarrar uns nos outros, peixes usam a visão, a audição e a linha lateral, órgão sensorial que detecta mínimas variações de pressão na água. Assim, eles sabem onde estão os vizinhos e se devem virar, voltar ou descer. E, se os indivíduos ficam muito perto, eles se repelem, justamente para não trombarem

+ Como os peixes nadam em cardumes sem trombar uns nos outros?

lobos
Tão longe, tão perto

Cientistas da Espanha e dos EUA criaram um programa de computador que simula as estratégias de caça dos lobos para uma só presa. Há duas regras: primeiro, mover-se para o mais perto possível da vítima; segundo, afastar-se caso haja lobos ainda mais próximos dela. Trabalhando juntos, eles asseguram a janta para os filhotes – responsabilidade de toda a alcateia

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-organizadas-as-movimentacoes-de-grandes-grupos-de-animais/

Agapornis

Comprimento: 13 a 17 centímetros
Peso: 47 a 52 gramas
Longevidade: 10 a 15 anos
Maturidade: 8 meses
Incubação: 24 dias
Postura: 4 a 7 ovos
Os seus encantos na aparência e temperamento levam a que estes sejam um verdadeiro pássaro de estimação.
É das aves mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, têm um carácter muito dócil, adoram subir ao nosso ombro e dormir no nosso colo e deslumbram-nos com grande diversidade de cores, exibidas nas 43 mutações existentes.
Habitam o continente Africano. A espécie Agapornis canus vive na Ilha de Madagascar e outros ao redor. Foram descobertos em 1793 e trazidos à Europa em torno de 1860, na sua cor selvagem verde. Hoje, graças aos criadores, encontram-se muitas colorações, como cara laranja, branca, vermelha, amarela, e corpo canela, azul-pastel, malva, violeta, arlequim (pintas aleatórias), branco, amarelo, verde-dourado (golden cherry) e várias nuances dessas cores.
Trata-se de um pássaro pequeno, que atinge por volta de 15 centímetros (variando pouco de espécie para espécie). Possui 9 espécies: Agapornis canus, A. taranta, A. pullarius, A. swindernianus, A. roseicollis e as de aro branco ao redor dos olhos – Agapornis fischeri, A. personatus, A. lilianae e A. nigrigenis.
Entre elas, a mais popular é a Roseicollis que cria melhor em cativeiro e tem mais cores. Originalmente é verde, com a testa e metade do peito em vermelho “degradé”. O Fischeri, verde com testa e peito laranja avermelhado, é também muito procurado. As suas mutações, no total de 10, são relativamente recentes. Ameaçado de extinção, só pode ser comercializado anilhado. O Pullaria é verde com testa e pescoço vermelho forte com bordas amarelas e, debaixo das asas, cinza (fêmea) ou preto (macho). É o mais sensível e é difícil de procriar em cativeiro. Já o Swinderiana, de cor verde intenso, não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo. O Cana é o menor, com cerca de 14 cm e tem apenas uma mutação. A cor selvagem do macho é verde com cinza no pescoço, cabeça e papo e na fêmea tudo é verde com um sombreado preto na cabeça. O Taranta, originalmente verde-garrafa com máscara e só o macho com testa vermelha, é o maior alcançando 17 cm.
Depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, permanecendo unidos até à morte. São sempre vistos na natureza, voando aos pares dentro do bando. Carinhosos, trocam “beijos” e alimentos dentro do bico com o parceiro.
Comem geralmente do chão, sementes, cereais, milho e frutas silvestres.
Muito mansos, activos, cheios de energia e curiosos são excelentes animais de estimação, especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Assobiam para chamarem por nós, respondem ao nome e podem aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedos e fazem mil acrobacias.
No que se trata de alojamento tanto pode ser uma gaiola como um viveiro, embora estas aves sejam excelentes voadoras, também adoram fazer acrobacias e de trepar. Por conseguinte, podemos ter numa gaiola mais alta do que propriamente larga. Uma gaiola deve ter pelo menos 60 cm de comprimento para albergar um casal destas aves, excepto algumas espécies que têm necessidades específicas.
Os materiais utilizados para o alojamento devem ser suficientemente resistentes, uma vez que são um pouco agressivos e destruidores, podendo destruir um gradeamento de arame fino em menos de um ápice.

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/agapornis/

Como e onde surgiu a lenda de que as cegonhas trazem os bebês?

Não, não foi sua mãe que criou aquela história.

Foi na Escandinávia.

Segundo a tradição, na época em que os bebês costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que eles haviam sido trazidos pela cegonha para justificar o aparecimento repentino de um novo membro da família. Para explicar que, após o parto, a mãe precisava descansar por alguns dias, dizia-se também que, antes de partir, a cegonha havia bicado a perna materna.

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O animal foi escolhido como símbolo principalmente por dois motivos. Primeiro, é uma ave dócil e protetora. As jovens cegonhas costumam dedicar atenção especial e carinho às aves mais velhas ou doentes – tanto que os romanos antigos criaram uma lei, incentivando as crianças a cuidarem dos idosos da família, chamada Lex Ciconaria (lei da cegonha).

O outro motivo é que elas costumam fazer seus ninhos ao lado das chaminés das casas e voltam sempre ao mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. Essa mistura de generosidade e fidelidade maternais criou um símbolo perfeito.

Por muitos séculos, a lenda permaneceu conhecida apenas na Escandinávia. Mas, no século XIX, se espalhou pelo resto do mundo com os contos de um mestre da literatura infantil, o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875).

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-onde-surgiu-a-lenda-de-que-as-cegonhas-trazem-os-bebes/

Analisando os Excrementos

A cor e consistência das fezes nos ajudam a observar a saúde das aves no que se refere ao sistema digestivo. O normal são excrementos constituídos de urina (a parte líquida, não cristalizada), uratos (material branco cristalizado) e fezes (material consolidado, seco, de cor verde a amarronzada, resultante da comida digerida), sem mau cheiro.
1) Fezes
A cor das fezes varia muito com a dieta das aves. Pellets vermelhos e frutas vermelhas podem tornar as fezes vermelhas (e não a urina!). Sementes e vegetais verdes produzem fezes verdes. Amoras podem tornar as fezes pretas.
As fezes devem ser sólidas e tubulares, enroladas ou não, particionadas ou não. Elas não devem cheirar mal; quando isso ocorre, pode ser sinal de infecções bacterianas.
A diarréia geralmente é uma resposta do organismo a doenças, toxinas ou bactérias prejudiciais, mas pode também ser causada pela dieta, como verduras, hortaliças, frutas cítricas e certos alimentos. A diarréia não é um excesso de urina nos excrementos, e sim material fecal em formato não tubular, com consistência mole a totalmente líquida (nos casos mais severos). Conforme a composição desta parte mais líquida, que pode incluir muco (secreção produzida pelas células intestinais), sangue etc, o aspecto se altera. Com isso, temos pistas que ajudam a reconhecer a doença causadora.
Veja o significado das cores das fezes ou diarréia:
Amarela: deve-se à má absorção e digestão dos alimentos por problemas no pâncreas ou fígado.
Esbranquiçada: deve-se a excesso de urato causado por problemas nos rins.
Esbranquiçada e gordurosa: inflamação no pâncreas.
Escura: pela presença de sangue coagulado e digerido, originário de sangramento no sistema digestivo superior.
Vermelha: devido a sangue vivo (ainda não coagulado) vindo de sangramento no sistema digestivo inferior, cloaca ou oviduto.
2) Urina
Uratos verdes ou amarelos: doença do fígado ou anorexia
Uratos marrons: envenenamento por chumbo
Uratos ou urina vermelha: sangramento interno
Aumento na quantidade de uratos: desidratação ou problemas nos rins
Aumento na quantidade de urina: aumento da ingestão de água ou comida com alto teor de água.
3) Problemas que afetam o sistema digestivo
Veja agora alguns dos sintomas mais comuns relacionados a problemas que afetam o sistema digestivo. Em geral, vêm acompanhados de outros sinais comuns a todas as doenças, como apatia e perda de apetite.
Fezes amolecidas, com sangue, mal cheirosas e escorridas: São sintomas de Inflamação Intestinal. O sangue é proveniente de hemorragias causadas pela destruição de células intestinais. A região da cloaca fica constantemente suja, o corpo tenso e as penas eriçadas. Pode ser causada por alimentos embolorados, mais comuns em épocas quentes, parasitas e microorganismos. Nestes casos, aparece febre. Através de exame determina-se a causa e o veterinário indica um antifúngico, um antiparasitário ou um antibiótico. Outra causa, bem mais rara, é envenenamento por tinta devido a bicar superfícies pintadas, como a parede na qual a gaiola fica encostada ou o próprio cromado e dourado habitual da gaiola, havendo queda da temperatura corporal em vez de febre. Para curar o envenenamento, usa-se soro, glicose, sulfato de atropina ou antídoto, dependendo do tóxico.
Diarréia ligeiramente amarelada, febre com tremores e pulos de um lado a outro, pequenas verrugas na cabeça e dedos: Estes sinais indicam Difteria, conhecida também como Varíola ou Bouba. É causada por um vírus (poxvírus) altamente resistente ao calor e a desinfetantes, mesmo os mais fortes. É muito contagiosa. Em uma segunda etapa causa úlceras na boca, traquéia, pulmões e aparelho digestivo e, por isso, a diarréia ganha uma coloração avermelhada ou escura. Cura-se com antibióticos e dá-se vitaminas para ajudar a cicatrização das úlceras.
Diarréia amarelo ocre, às vezes com sangue vivo, mal cheirosa, penas arrepiadas, mais apetite e sede: Sinalizam Colibacilose que atinge principalmente aves com baixa resistência. O micróbio Escherichia coli, que a causa, é transmitido pela água, alimentação e fezes. Toma, através da corrente sangüínea, os sistemas digestivo, respiratório e reprodutivo, inflamando o oviduto (Salpingite) e causando, com isso, o aumento do volume abdominal e dificuldade de evacuação. Inflama também articulações, gerando atrite, fazendo a ave recolher o membro e, eventualmente, bicar o local inflamado. Se a doença atacar com violência pode causar morte rápida.
Diarréia esbranquiçada com sangue, ofegar, febre, penas arrepiadas, pulsação acelerada e gemidos de dor: Indicam Salmonelose, também chamada de Paratifo. O contágio é alto. Dá-se através das fezes de pássaros doentes ou de sementes e verduras contaminadas por essas fezes, com mais freqüência em aves debilitadas. Se a mãe, ou outro pássaro que estiver na gaiola com os filhotes, pegar a doença, pode ter certeza – os filhotes também a pegarão. Cura-se com antibiótico, fornecendo bastante água e desinfetando as gaiolas e poleiros usados pela ave doente. A doença atinge, além do sistema digestivo, o sistema reprodutivo e, com menor freqüência, o respiratório, através da circulação do sangue. O índice de mortalidade é alto.
Diarréia escura e fraqueza: Pode ser indício de Coccidiose, causada por um dos seguintes protozoários: Eimera sp e Isospora sp. Uma ave saudável e bem alimentada resiste bem ao ataque desta doença, que pode ser controlada com coccicidas ou coccidiostáticos. Mas o pássaro com baixa resistência corre o risco de morrer em poucos dias, devido à desidratação e perda de apetite causadas pela diarréia. O diagnóstico é feito por exame de fezes.
Diarréia verde com sangue, tremores, desmaios e convulsões: A Psitacose, também chamada de Ornitose ou Febre de Papagaio, é uma doença grave que ataca papagaios, periquitos, araras e outros psitacídeos, causando comprometimento do fígado, dificuldade respiratória, conjuntivite e sinusite. Pode ser pega também pelos humanos, que ficam com febre, dores em articulações e mal estar. Por isso, em caso de suspeita, não toque na ave, nem na gaiola e mantenha-a isolada em enquanto o veterinário não vier. O microorganismo que causa só é detectado por exame de laboratório. É curada através de antibióticos, tanto nas aves como nas pessoas.
Abdômen saliente, fraqueza, diarréia esverdeada às vezes com sangue, eventual incoordenação motora: São indícios de Toxoplasmose ou Lankesterella, doenças raras em aves de cativeiro, provocadas por protozoários que destroem células do fígado, que fica inchado. São doenças graves pois causam lesões irreversíveis no sistema nervoso. Atacam especialmente filhotes. São de cura difícil. Quando no início, pode-se tentar tratamento com antiprotozoários. Ocorrem mais em Pombos. A toxoplasmose é transmissível ao homem, porém nunca pelo contato com ave doente, mas apenas pela ingestão se sua carne, se não estiver bem cozida.
Pernas encolhidas, necrose dos dedos, eventual diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas: Significa Estafilococose, doença causada pela bactéria Staphylococus sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abscessos na planta dos pés, surgindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor – a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos, dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido à necrose e podem cair. É possível a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório. Neste caso, acrescentam-se os sintomas diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas. Em pouco tempo a infecção pode se generalizar e causar a morte. A contaminação se dá por via digestiva ou através de feridas. Cura-se com suplementação vitamínica, pomada anti-séptica e antibiótico.
Mãe com peito molhado em conseqüência da diarréia dos filhotes: É a chamada Diarréia de Ninho, que atinge filhotes de várias espécies e que, se não for curada de imediato, pode transformar-se em uma enterite, inflamação do intestino que é a principal causa de morte de filhotes. A causa mais comum é a alimentação imprópria que deve ser eliminada logo. Outra possibilidade é uma reação ao ataque de parasitas como sarna, piolho e ácaros, que diminuem a resistência orgânica e com isso provocam a diarréia. Deve-se logo eliminar as parasitas com uma limpeza rigorosa da gaiola e do ninho e uma lavagem com Cândida. A seguir, coloca-se piolhicida atóxico no ninho para eliminar os parasitas que ficaram na mãe e nos filhotes. O molhado do peito da mãe, popularmente chamado de suor, na verdade é própria diarréia dos filhotes devido ao contato físico (as aves não têm glândulas sudoríparas).
Magreza com tristeza, eventual diarréia com muita água, estrias de sangue e alimento mal digerido: Pode ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou o respiratório. É preciso identificar o tipo de verme, por exame de fezes, para saber o remédio adequado e aí obter a cura. Aves que pisam no chão são as mais sujeitas.

Vômito, penas arrepiadas, perda de peso progressiva, eventual diarréia: Esta doença atinge os sistemas respiratório e digestivo. O papo fica com uma substância líquida, expelida no vômito. Há dificuldade ingerir alimentos, às vezes diarréia e pequenas placas esbranquiçadas dentro do bico. A Candidíase é causada pela levedura Candida albicans que se prolifera no aparelho digestivo. Atinge aves com baixa resistência. Em caso de dúvida, um exame de fezes permite o diagnóstico. Cura-se com antifúngicos.

Olhos fechados, diarréia, prostração que faz encostar o bico no chão: É a Doença de Pacheco, descoberta em 1930 pelo veterinário Genésio Pacheco, causada por um vírus do grupo herpes que se encontra no ar. Ataca o sistema digestivo, além do respiratório, quando há grande baixa de resistência. Só com um exame sofisticado, feito por poucos laboratórios, pode ser confirmada. A cura é muito difícil devido à fraqueza da ave, mas é tentada com imuno estimulantes e complexos vitamínicos.

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Por que as aves não urinam?

Simples: porque elas não têm bexiga para armazenar a urina. Sempre que um pássaro bebe algum líquido, esse vai direto para o intestino, onde é absorvido; depois passa para o sangue e chega aos rins, para ser purificado. As impurezas que sobram desse processo – principalmente uma substância conhecida como urato – são levadas por um canal diretamente dos rins para os intestinos, onde são depositadas junto com as fezes e expelidas através da cloaca, na mesma abertura dos órgãos genitais. “É por isso que se observa nas fezes da maioria das aves uma parte esbranquiçada, formada pelo urato’, diz o ornitólogo Werner Bockerman, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo.

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