Qual é o menor pássaro do mundo?

É o beija-flor-abelha, que, em média, mede apenas 5 centímetros de comprimento e pesa ínfimos 2 gramas. A ave, menor do que seu dedo indicador, tem outra curiosidade: em comparação com outras aves, é a que fica, proporcionalmente, o maior tempo da vida voando. O pequeno pássaro vive principalmente na ilha de Cuba, no Caribe, e seu habitat preferido são florestas, jardins, pântanos e vales. O bichinho se alimenta de insetos, pequenas aranhas e do néctar das flores. Além de compacto, o beija-flor- abelha (Mellisuga helenae) é um pássaro muito ágil e veloz. Para escapar de seus inimigos, como os falcões, as águias e algumas espécies de sapos, ele é capaz de fazer manobras acrobáticas e arriscadas no ar, como realizar bruscas paradas e voar para trás. Isso só é possível porque os beija-flores, também conhecidos como colibris, são dotados de músculos especialmente adaptados para o vôo e asas capazes de bater na estonteante velocidade de 80 vezes por segundo – o mesmo tempo que você gastou para ler a palavra “estonteante”, hehe.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-menor-passaro-do-mundo/

Como os pássaros voam?

Esse dom invejável está intimamente associado às penas, que, embora leves e flexíveis, são, ao mesmo tempo, fortes e resistentes. Dependendo da espécie, um pássaro pode ter entre 1 000 e 25 000 penas espalhadas pelo corpo. Mas elas não são as únicas responsáveis pelos shows aéreos que as aves costumam apresentar – na verdade, cada elemento da anatomia desses animais foi feito para que eles pudessem voar. “O formato aerodinâmico do corpo, o esqueleto, a musculatura, o modo de vida e o hábitat são outros fatores que ajudam no deslocamento aéreo”, afirma o ornitólogo Martin Sander, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, RS. Ainda assim, as asas são as peças principais, por exercerem dois papéis fundamentais: como um propulsor, elas impulsionam o pássaro à frente; e, como um aerofólio, dão a sustentação necessária para mantê-lo flutuando no ar.

Hoje, voar é uma capacidade quase exclusiva das cerca de 9 600 espécies de aves existentes, mas nem sempre foi assim. Outros animais de médio porte também já foram capazes de deslizar pelo céu. Era o caso dos pterodátilos. Os cientistas acreditam que esse réptil se comportava como uma ave marinha, voando em bandos e freqüentando praias há cerca de 200 milhões de anos. Já o mais antigo fóssil de ave encontrado é o de uma espécie do período jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos atrás. Batizado de Archaeopteryx lithographica, ele foi achado na Alemanha em 1860.

Obra-prima de anatomia As aves têm penas, ossos e músculos feitos sob medida para vencer a gravidade
Flap orgânico

O polegar dos pássaros tem a mesma função do flap das asas dos aviões, aumentando ou diminuindo a força de sustentação que mantém o pássaro no ar

Esqueleto light

Alguns dos ossos do crânio, do peito e da região das asas são ocos – e, portanto, bem mais leves que o normal. Isso facilita ainda mais o vôo

Vigor muscular

O esterno (osso do peito) possui uma quilha na maioria das aves de onde saem os músculos peitorais. Essa musculatura é a mais forte e desenvolvida, porque movimenta as asas

Leque natural

Cada pena tem um eixo de onde partem inúmeras ramificações, que vão sendo enganchadas umas nas outras. A estrutura transforma a pena num leque ultra-resistente ao vento

Radar meteorológico

Na região do peito existem penas especiais que funcionam como órgãos sensores, detectando as alterações na velocidade e na direção das correntes de ar – informações das quais os pássaros sabem tirar proveito durante o vôo

Esquerda, volver

As penas da cauda auxiliam na direção, orientando o vôo para a direita ou para a esquerda

Plumas de impulsão

As asas têm vários tipos de penas, mas nem todas desempenham um papel fundamental no vôo. As que mais se destacam nessa função são: rêmiges primárias (1) – servem para dar o impulso à frente durante o bater das asas; rêmiges secundárias (2) – ajudam a sustentar a ave no ar; álulas (3) – têm função aerodinâmica, regulando o ar que bate na asa

Aerofólio animal

Não foi à toa que os aviões copiaram das asas dos pássaros o formato de aerofólio. Ele faz com que o ar que passa por cima delas (seta menor) tenha pressão inferior ao que passa por baixo (seta maior). Esse efeito aerodinâmico gera a força de sustentação necessária para vencer a gravidade

Uma questão de estilo Dois casos especiais provam que nem todas as aves voam de modo igual
Planador emplumado

Os albatrozes não gostam de fazer esforço para voar – preferem pegar carona em massas de ar quente. Para isso, eles ficam com as asas abertas, mas sem batê-las: apenas planando

Velocista imbatível

O pássaro mais rápido do mundo é o falcão-peregrino, que voa a 160 km/h. Quando está perseguindo uma presa, porém, ele é capaz de mergulhar a velocidades de até 320 km/h!

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-os-passaros-voam/

Como reproduzir o Azulão

Vai se aproximando uma nova temporada de reprodução, e muitos dos aficionados por azulões acabam decidindo tentar reproduzi-Io em ambiente doméstico. Iniciativa essa nobre, pois o azulão é um pássaro que precisa ser mais criado em domesticidade para suprir a demanda por exemplares legais.
Inicialmente, podemos dizer que existem muitos manejos distintos que podem ser utilizados na reprodução de azulões. Não se pode concluir que um é melhor do que o outro, diferentes situações, se bem trabalhadas, podem trazer bons resultados.
O que passaremos a partir desse artigo são alguns aspectos gerais, além da descrição de um sistema de criação em poligamia, onde uma macho é utilizado para várias fêmeas.

Azulões são pássaros de grande fogosidade. Os machos possu­em uma fibra muito grande assim como as fêmeas são tidas como aves que, “abaixam” (evidenciam posição de cópula) muito facilmente. Mas isso não necessariamente quer dizer que estejam aptas à reprodução.

Dependendo da região em que o cria douro está situado, o inicio da estação reprodutiva pode variar um pouco. De maneira geral, ela ocorre de outubro a março, podendo ser iniciada um pouco tardiamente e se prolongar até abril/maio, conforme observações práticas. De qualquer maneira, podemos dizer que fatores básicos que influenciam o inicio e o final da estação reprodutiva são a Temperatura, Luminosidade,

Umidade e Fatores Nutricionais.

Partindo do princípio que as aves tiveram uma fase de muda de penas, que suas necessidades nutricionais foram atingidas e de repouso foram respeitadas, estabelecemos qual será a época de reprodução. Sugerimos que, com 30 dias de antecedência a ela, todo o planteI seja devidanente vermifugado. Estar livre de parasitas é fator importantíssimo para que se obtenha bons resultados. A vermifugação deve ser feita mediante bula, sendo a operação repetida após 15 dias.
Instalações devem ser totalmente lavadas e desinfetadas. Fazer um vazio sanitário, lavar as gaiolas e desinfetá-Ias com desinfetantes comerciais é imprescindível. Um boa dica é fazer o uso de vassoura de fogo após a lavagem das gaiolas e do galpão. Jamais se esquecer de desinfetar os objetos utilizados no dia a dia.

Ainda dentro desses 30 dias que precedem a estação reprodutiva, podemos fazer uma espécie de “flushing”, isto é, um estímulo nutricional.

Observações feitas com pássaros em estado selvagem nos dá excelentes dicas para o manejo. Umas dessas observações, é que com a chegada das chuvas e do período quente, ocorre grande aumento da ocorrência de insetos, muito apreciados por muitos pássaros, inclusive azulões. Insetos são ricos em proteína. Portanto, fazer um incremento protéico na dieta dos pássaros pode ser uma boa. Isso pode ser feito de várias maneiras, entre elas com o fornecimento de uma excelente farinhada comercial, com teor protéico de no mínimo 24%.

Cumpridas essas etapas, distribuímos as fêmeas em gaiolas individuais, e para cada uma delas fornecemos um ninho em forma de taça, desses utilizados para bicudos. Os ninhos feitos de bucha vegetal têm trazido ótimos resultados. Fornecemos material para a construção do ninho, que pode ser constituído por pedacinhos de corda de sisal desfiada ou raízes finas de capim, lavadas e secas à sombra.

O macho deve receber um manejo adequado. Estar em excelente condicionamento físico, sem excesso de peso, e cantando muito são fatores importantíssimos. Ele deve ficar fora do alcance visual das fêmeas, mas nas proximidades, pois sua presença (principalmente o seu canto) é um importante estímulo para as fêmeas.

Diariamente, pode-se mostrar o macho para as fêmeas, e observar o comportamento de cada uma délas. É muito comum elas solicitarem a cópula mesmo sem estarem prontas. Nesse caso, o recomendado é que o criador use sua sensibilidade, de forma a não perder tempo fazendo as coberturas em vão. Um bom indicativo do momento exato para o acasalamento é quando a fêmea está com o ninho pronto. Em geral, a fêmea deixa de aceitar o macho 24 horas antes de colocar o primeiro ovo. Duas coberturas ao dia bastam, uma pela manhã e outra a tarde, sendo o macho retirado imediatamente após efetuá-Ia.

São postos de dois a três ovos, que são incubados durante 13 dias. A alimentação dos filhotes deve ser rica em proteínas. Sugerimos teor protéico acima dos 25% PB nos primeiros dez dias de vida. O fornecimento de ovo (bem cozido ou industrializado em pó) é muito indicado, pois é uma fonte nutricional de excelente qualidade.

Anéis são fornecidos pelo Ibama, com diâmetro interno de 2.8mm. O anelamento deve ser feito quando os filhotes estiverem com aproximadamente 5 dias de vida.

Por Rob de Wit, Zootecnista, Dire­tor de Criação de Azulão [email protected]

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/como_reproduzir_azulao.html

Bavettes

Da ordem dos Passeriformes e família dos estrildideos, os bavettes se colocam hoje ao lado do Diamenate de Gould, como os mais populares exóticos australianos criados entre nós.

Embora não tenham a variedade de cores do citado Diamante de Gould, chamam a atenção pela plumagem sempre muito lisa e sedosa, o desenho que parece feito a lápis, a docilidade, e levam a vantagem de serem um dos poucos estrildideos que podemos dizer que realmente cantam.

Em todas as suas espécies, os Bavettes são hoje pássaros totalmente adaptados ao cativeiro, e via de regra muito bons reprodutores.

Quando utilizamos os manons como amas, é comum de um único casal conseguirmos em uma estação de cria mais de vinte filhotes, muito embora os próprios Bavettes sejam geralmente bons criadores.

Como já citamos anteriormente, são muito dóceis e temos a possibilidade de cria-los em colônias, ou aos casais separadamente, em que tenhamos notado sensível diferença de produção.

Na realidade o grupo dos Bavettes é composto de 3 espécies e 7 subespécies, sendo que em muitos casos, já existem mutações fixadas e criadas em cativeiro.

Faremos a seguir, uma descrição das espécies, seu nome científico, como são conhecidas nos demais países e suas peculiaridades.
BAVETTE CAUDA CURTA –

Poephila cinta – Em inglês Parsonfinch, em francês Diamant a bavette e em alemão Gurteramadine.
São descritas 3 subespécies: P. c. atropygialis, P. c. cinctae P. c. nigrotecta.

Habitam o continente australiano, na região mais ao leste e nordeste. As diferenças entre as subespécies são muito pequenas e não merecem destaque.

São muito bons criadores, em casais separados ou em colônias, entretanto jamais devemos deixar 2 casais juntos, caso desejamos fazer uma colônia, esta deverá no mínimo 3 casais.

Existe, em geral um dimorfismo sexual bem visível, o babador do macho é mais largo e mais comprimido que o da fêmea, existindo porém alguns exemplares que podem confundir um iniciante. Neste caso, devemos aguardar que o macho cante, o que ocorre com muita facilidade, mesmo em pássaros jovens.

O ninho predileto é a caixa de madeira, que podemos forrar com fibras ou mesmo capim seco (o ideal é a “barba de bode”).

Uma vez acasalados, a postura é breve em geral de 4 a 8 ovos (média de 5), o tempo de incubação é de 14 dias, e caso retiremos os ovos, nova postura virá em cerca de 10 dias.

Os filhotes são muito bem criados pêlos manons, e devemos fornecer ovo através da farinhada, sementes (painço, alpiste e senha) e verdura (chicória, almeirão ou couve).

É interessante ministrar os pais algum coccidiostático do dia anterior ao nascimento até o 5° dia (Eu uso ESB 3) ou Vetococ com muito bom resultado).

Geralmente os filhotes deixam o ninho com 20 a 25 dias, porém só devemos separá-los dos pais com 50 dias.

É um pássaro hoje muito comum em nosso meio, porém devemos tomar cuidado para evitar os exemplares mestiços, e por isto sem valor para concursos.

Distinguimos com facilidade os exemplares puros por apresentarem o bico totalmente negro nos exemplares clássicos.
São conhecidos atualmente 2 mutações:

Isabel – de característica ligada ao sexo recessivo, sendo que os exemplares puros têm o bico castanho escuro (sem influência de vermelho).

Branco – também ligado ao sexo recessivo, sendo entre nós muito raros os exemplares puros (apresentam o bico castanho bem claro).
BAVETTE CAUDA LONGA –

Poephila acuticauda – Em inglês Long-tailed grassfinch, em francês Diamant a longue queue e em alemão Spitzschwanzamadine.

São descritas 2 subespécies: P. a. acuticauda, que apresenta o bico amarelo e P.a. hecki, que apresenta o bico vermelho.

Se distingue da espécie anterior pela colaboração do bico, e pelo comprimento da cauda, a custa das 2 retrizes centrais que são extremamente longas.

O dimorfismo sexual é como o da espécie anterior porém um pouco menos nítido.

Jamais devemos misturar as 2 subespécies (obtendo exemplares de bico laranja), pois estes produtos não servem para concurso, e também para tal são preferidos os de bico vermelho.

A criação é semelhante a espécie anterior.

Muito embora para concurso sejam reconhecidas 2 mutações (brancos e isabeis), na prática sabemos que existem 3 (que seria o canela, que fenotipicamente seria impossível distinguir do isabel, mas com comportamento genético diferente).

Podemos provar isto, pois ao acasalarmos em certa ocasião2 exemplares. “isabeis” (recessivos), obtivemos uma prole total de exemplares normais. Portanto sabemos que na verdade existe a variedade canela (autossômico recessivo) e a variedade isabel (ligado ao sexo).

Temos visto também alguns exemplares de um marrom muito tênue que na verdade são exemplares canelas-i sabeis (as 2 mutações no mesmo pássaro).

Quanto a variedade branca, esta é ligada ao sexo. Como já foi citado anteriormente, os exemplares preferidos para concurso, são os de bico vermelho-coral (mesmo para as mutações).

BAVETTE MASCARADO –

Poeplila personata – Em Inglês Masked graasfinch, em francês Diamant a masque e em alemão Maskenamadine.

São descritas 2 subespécies: P. p. personata que apresenta a máscara negra extensa até atrás dos olhos e P. p. leucotis, com a máscara negra menos extensa, não ultrapassando a linha dos olhos, A.primeira subespécie, habita o norte do continente australiano até o cabo York, e a segunda região mais a nordeste (bem após o cabo York).

É de todos os Bavettes o mais frágil e o que apresenta maior dificuldade na criação. Embora sejam também criados aos pares o resultado é muito melhor em colônias.

O dimorfismo sexual é menos acentuado, sendo descrito que a fêmea apresenta em geral a máscara negra um pouco menor, alguns criadores europeus dizem que o alto da cabeça da fêmea é de um marrom mais claro. Entretanto em meu ponto de vista a diferença só deve ser válida ao ouvirmos o macho cantar (o que faz com muita facilidade).

Em nossa experiência pessoal tivemos muitos problemas com a importação deste pássaro, pois apresenta uma facilidade maior para doenças que os demais Bavettes.

É interessante citar que vários autores referem uma predilação da espécie pelo carvão de madeira.

Atualmente não é conhecida nenhuma mutação desta espécie, e entre nós a criação do Bavette mascarado ainda é muito restrita, com grande dificuldade de matrizes.

Finalmente para encerrar, gostaríamos de citar que os Bavettes na atual nomenclatura oficial da FOB-OBJO, se enquadram no grupo AF, que compreendem 7 classes, onde os exemplares podem concorrer com anéis de até 3 anos, e machos e fêmeas concorrem juntos.

Também, é importante salientar que qualquer mestiçagem entre estas espécies é totalmente condenável tanto para concurso, como para criação, pois os exemplares são desclassificados, e perdem as características da espécie.

Paulo Fernando Pazzini Vianna
Revista UCPP 1995
Arquivo editado em 28/04/2005

fonte:

O Diamante Gould

Este belo pássaro, que tanto encanta os criadores, merece uma atenção especial no que diz respeito a sua criação e desenvolvimento. Para tanto, procurei levantar dados importantes de sua criação para poder colaborar, se possível, com nossos colegas criadores, os quais passo a descrever a seguir:

1. DESCOBERTA O diamante de gould foi descoberto por uma expedição cientifica de origem francesa, em 1833, no litoral norte da Austrália. A origem de seu nome foi uma homenagem de um grande ornitólogo John Gould, a sua esposa prematuramente falecida, que muito ajudou nas expedições e no desenho dos pássaros. 2. DESCRIÇÃO O diamante de gould é um pássaro de cores bem vivas de cerca de 12 cms, corpo fino e cauda comprida (filetes). Existem três tipos de cores de cabeça: vermelha, preta e laranja, que podemos descrever da seguinte forma:

– máscara que se estende sobre a testa e as faces.
– coroa preta que limita a mascara.
– colar turquesa (verde-azulado) limita o preto e o peito; e a nuca e o dorso verde escuro.

As costas do gould são de um verde luminoso ligeiramente azulado nos lados.

O peito e violeta com alguns reflexos castanhos.

A barriga tem a cor amarelo ouro.

A cauda e formada de penas pretas sobrepostas com penas azuis.

A fêmea se distingue do macho, pois possui cores opacas: o peito lilás e a barriga amarelo claro; e os filamentos (cauda) mais curtos, que chamamos de espada.

Essa coloração, refere-se ao diamante de gould clássico, pois, hoje já podemos encontrar diversas mutações. 3. CONDIÇÕES DA

CRIAÇÃO Os pássaros devem ser criados num ambiente agradável, espaçoso, com boa ventilação e muita higiene. Um teste para saber se o criadouro tem essas características e o criador ficar algumas horas observando os pássaros, e sentir-se à vontade.

O meu criadouro é a extensão de minha casa e foi construído especialmente para esse fim. É composto de duas salas, que são exploradas ao máximo. Uma, maior (7,5m por 4,5 m), e reservada exclusivamente, para a criação no período de cria e na fase seguinte de separação e desenvolvimento dos filhotes. A outra, menor (4,5 m por 3,0) é usada para manter o plantel e seleção de pássaros, que irão participar dos campeonatos. Mas isso não e uma disposição rigorosa, esta sujeita a alterações, de acordo com as necessidades.

O pé direito mede em media 3 metros. E bem arejado, tendo em suas janelas e portas, telas de proteção contra mosquitos. Na parte de fora, no estilo de uma área de serviços, estão os tanques para a lavagem e higienização dos equipamentos, grades, gaiolas etc.
Internamente, as gaiolas são colocadas lado a lado, fixadas na parede, mantendo assim um bom espaço livre para o manejo.

O piso e feito de material rústico – cimento queimado – mas com bom escoamento de água.

O passo seguinte, na programação de um criadouro ideal, e a escolha dos equipamentos – gaiolas, ninhos, comedouros etc. É fundamental que o material seja de qualidade, resistente e durável. É uma questão de segurança para as aves e de economia para o criador.

Após a escolha dos equipamentos, escolher os casais de Diamante de Gould e as amas-secas. Os casais deverão ser selecionados de acordo com a genética e padrão de cada um. Quando da colocação do macho e fêmea juntos, os mesmos deverão, instantaneamente, começar o ritual de acasalamento. Caso isso não aconteça devem ser separados, pois levarão muito tempo para se acasalar. Isso não é uma regra.

Serão utilizados 4 comedouros, sendo um para alpiste puro, outro para mistura de sementes (70% de painço e 30% de alpiste), outro para água e o último para minerais e casca de ovo.

O ninho que utilizo para as matrizes são os quadrados (15x15x15cm). Quanto maior melhor. O diamante, geralmente, faz a copula dentro do ninho.

As gaiolas são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

O ideal desse suporte e que seja móvel para facilitar a limpeza e que esteja a 5 cm distante da parede.

Não é bom colocar gaiolas com pássaros da mesma espécie uma ao lado da outra, porque pode haver brigas.
As gaiolas das amas-secas (Manons do Japão) são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Em cada gaiola, com a devida separação, serão colocados 2 casais de amas.

A alimentação será dada de duas formas: a primeira, quando os manons nao estão com filhotes, será dada a mistura de semente, a água e os minerais com casca de ovo. A Segunda, quando já tem filhotes, será acrescida de mais um recipiente para mistura de sementes e uma com água. Quando aparecerem filhotes será dada a farinhada todos os dias em quantidade suficiente para alimenta-los (duas colheres ou três das de chá). Agora, quando estão sem filhotes uma colher basta.

O ideal e que seja dado verdura diariamente. Mas as folhas devem ser bem presas na grade.

Podemos utilizar de 3 tipos de ninhos. O que tenho mais usado e o retangular, embora em alguns casos (Manon bota os ovos no local reservado para os filhotes ou não entra no ninho) utilizo os outros alternativos.

As gaiolas serão colocadas em número de cinco, sendo os ninhos colocados nas laterais, ficando assim bem arejado.

Tenho feito algumas anotações na frente do ninho, utilizando de giz comum. No alto o número do casal da ama-seca; embaixo o número do casal matriz e a data em que foram colocados os ovos e no centro, dento de um circulo, a data de nascimento do primeiro filhote.

O ninho deve ser previamente preparado com a colocação de grama do tipo japonesa/chinesa. Também deve ser colocado um pouco de grama no interior da gaiola pra que os pássaros dêem o acabamento final.

Após mais ou menos 10 dias os pássaros começarão a botar. Depois de 7 dias do último ovo botado o criador poderá notar se os ovos estão ”cheios”, ou seja, com embrião.

Entre l3 e 16 dias nascerão os primeiros filhotes.

Entre o quinto e oitavo dia, dependendo do tamanho, os filhotes serão anilhados.

No sexto dia os filhotes ganharão uma cor mais escura.

No décimo dia começam a despontar as penas.

No décimo quinto dia as penas já estão quase formadas.

Por volta do vigésimo terceiro dia o filhote já sai do ninho. Por volta do trigésimo quinto dia os filhotes já estão no tamanho natural.

Quando não aparecerem mais as marcas fosforescentes na lateral do bico, de quarenta e cinco a cinqüenta dias após nascido, os filhotes podem ser separados e colocados (6 pássaros no máximo) em gaiolas idênticas as utilizadas para os Diamantes de Gould – matriz, com a inclusão de uma vasilha com semente no interior da gaiola, para ter comida em abundancia. Serão colocados 6 comedouros, sendo 2 com água, 2 com mistura de sementes, 1 com alpiste puro e 1 com minerais e casca de ovo.

Como alternativa poderá ser utilizada no interior da gaiola um cocho de 16 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura. A abundância de comida e essencial nessa fase de vida. E em vários lugares evita a briga entre os filhotes.

As gaiolas também são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Após 15 dias de estadia nas gaiolas, o criador, por opção, poderá coloca-los em voadeiras, em número não superior a 15 filhotes.

Poderá ser utilizado no interior da voadeira um cocho de tamanho: 36 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura e um bebedouro maior.

Dá para ser ter uma idéia da cor que o pássaro poderá ter quando adulto, verificando a cor dos filhotes.

Na região de Sorocaba, a partir de Setembro, independentemente da época que nasceu, os filhotes começam a primeira muda de pena.

Após 30 dias do início da muda o filhote estará quase totalmente mudado, restando alguns ”cartuchos” ainda na cabeça.

Quando começar a aparecer as duas penas principais do rabo, denominado filete, o filhote deve ser separado e ir para a gaiola de exposição. A alimentação será: 1 comedouro com mistura de sementes (substituir por alpiste puro, caso o pássaro esteja obeso); 1 de água e I de minerais e casca de ovo.

4. ALIMENTAÇÃO O diamante de gould necessita de alimentação variada e abundante, tendo como básica, os grãos e a complementar constituída de verduras e farinhas. Não conheço um estudo que permita verificar a quantidade correta dos alimentos a ser fornecido, mas posso recomendar a seguir a que tenho dado por vários anos e venho obtendo razoável sucesso:
a) grãos:
Painços – 70%
Alpiste – 30%

Os grãos devem ser estocados em local fresco e ventilado, quando fornecer os mesmos aos pássaros deve-se peneira-los para que fiquem livres de poeira.
b) Verduras:
Almeirão ou chicória, três vezes por semana.
c) Farinhada:

Farinhas: Farinha de rosca 20% Neston (Floco de cereais – trigo, cevada e aveia) 60% Farinha Láctea 20%

Para cada quilo de farinhada pronta acrescentar 45 gramas de premix (aminoácidos essenciais) encontrado em lojas de animais e 45 gramas de fosfato bi-cálcico.

Para cada quatro colheres (sopa) das farinhas acrescentar um ovo cozido triturado. Pode ser substituída por farinhada pronta.
d) Outros:

– Areia média de rio, bem lavada (ajuda na digestão)
– Casca triturada de ovo de galinha

e) Água de beber

Recomenda-se que a água seja trocada diariamente e em certos casos (casal com grande quantidade de filhotes) duas vezes ao dia. A água deve ser fresca e filtrada de preferência e os bebedouros devem ser bem lavados.

Espero com este pequeno trabalho ter transmitido alguns conhecimentos básicos sobre o diamante de gould. Espero também que surjam novos criadores para melhora de qualidade de nossas aves e aparecimento de novas mutações.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/diamante_gould.html

Amas secas, quando utilizar

Por Álvaro Blasina

Sensibilidade e tecnologia. Estes são sem dúvida os dois grandes ingredientes que levam um criador ao sucesso.

Considerando que a nossa atividade é uma arte, resulta extremamente importante aplicarmos todo o nosso conhecimento junto com uma grande sensibilidade, para na hora de escolhermos os nossos reprodutores e formarmos os casais, conseguirmos o maior proveito possível do material genético disponível, de tal forma que o produto final sejam filhotes de excelente qualidade, a tal ponto de se destacarem na hora dos concursos.

Devemos aliar à nossa sensibilidade, um máximo de tecnologia, no manejo, instalações, alimentação, etc. de forma a que possamos obter também sucesso na produção e cuidado dos filhotes.
No campo tecnológico, em todas as áreas da zootecnia, ocorreram avanços verdadeiramente expressivos no que a reprodução se refere. Uma descoberta por todos conhecida de extremo valor, é a inseminação artificial, que permite multiplicar incrivelmente a prole de certos exemplares machos de alto valor genético.

Desta forma, consegue-se multiplicar muito velozmente as qualidades de um exemplar excepcional. Nós criadores de pássaros, ainda não dispomos de técnicas que permitam esta prática, mas em várias espécies podemos utilizar a poligamia com os melhores machos, de forma a obtermos maior quantidade de filhotes dos melhores machos dos nosso planteis.

Uma descoberta mais recente mas não menos interessante, é a transferência embrionária, que consiste resumidamente em estimular a ovulação de fêmeas de alto padrão, fecundar esses óvulos e transferir os embriões para “amas secas” de inferior qualidade que terão como única tarefa a de criar esses filhotes de alto padrão. Desta forma, multiplica-se de maneira significativa o número de descendentes de fêmeas excepcionais.

Esta tecnologia representa uma evolução impressionante na qualidade dos planteis, chegando a resultados surpreendentes num período de temo muito reduzido.
Existe na ornitologia um exemplo típico desta prática, que é a cria do Diamante de Gould, utilizando Manons como “amas secas”.

Em canaricultura, o uso de amas secas, permite da mesma forma, que possamos obter maior número de ninhadas daquelas fêmeas que mais nos interessam, desde que se utilize um manejo adequado e cuidadoso.

Como fazer um plantel de “amas secas”?

As “amas secas” devem ser fêmeas de excelente desempenho como criadeiras, independentemente da sua beleza. Para isto é recomendável que formemos um verdadeiro “plantel” com as mesmas, no qual o único critério de seleção será o comportamento reprodutivo. Quando avaliamos o comportamento reprodutivo das amas secas, não nos referimos unicamente ao fato de alimentarem bem os filhotes, mas também à ausência de qualquer desvio comportamental. Desta forma, serão eliminadas as fêmeas que rejeitam o anel, ou arrancam penas dos filhotes, etc. etc.

Em nosso canaril, iniciamos a experiência 3 anos atrás com 5 fêmeas sem raça definida, filhas de um casal de excepcional qualidade reprodutora, que nos foram presenteadas por um criador amigo. Logo no primeiro ano, elas tiveram um desempenho formidável como criadeiras e das 2 melhores, obtivemos filhotes para aumentar o número de amas secas para o ano seguinte. Desta forma, temos sucessivamente aumentado o número de fêmeas, sempre tirando filhotes das melhores “tratadeiras”. Resulta extremamente importante quando tiramos filhotes de amas secas, que utilizemos machos filhos de fêmeas excepcionais criadeiras, para passar para os filhos estas qualidades.

O manejo

Diferente de outras espécies (Diamante de Gould por exemplo), no caso específico da cria de canários, temos observado que certos cuidados devem ser tomados, principalmente no que refere a evitar o desgaste das fêmeas cujos ovos são retirados para provocar uma nova postura. Quando esta prática é aplicada com freqüência com a mesma fêmea, ela muitas vezes se mostra desgastada, diminuindo o número de ovos das posturas ou demorando muito para iniciar uma nova postura. Desta forma, quando retiramos os ovos de uma ninhada, deixamos que ela mesma crie os filhotes da próxima, para retirar os ovos da seguinte e assim sucessivamente.

Desta forma, consideramos que um número excessivo de amas secas, seja contraproducente, diminuindo a produção em termos quantitativos.

Consideramos que um número razoável de amas secas pode oscilar o 10% do total de fêmeas utilizadas.

O manejo propriamente dito, é muito simples. Controlamos a fertilidade dos ovos com 10 dias de choco, e transferimos os ovos cheios das fêmeas de maior interesse nesse mesmo dia, retirando o ninho para que ela “perca o choco”, e recolocando o mesmo 2 dias depois para reiniciar uma nova postura.

Outras vantagens

Alem da possibilidade de obtermos maior prole mais numerosa das melhores fêmeas do nosso plantel, consideramos que as amas secas, por serem selecionadas pela sua qualidade para tratar dos filhotes, nos oferecem uma maior garantia de sucesso no desenvolvimento dos filhos das nossas melhores reprodutoras.

Por outro lado, também utilizamos as “amas secas” para testar a fertilidade dos machos do plantel que oferecem dúvidas. Assim, quando um macho de qualidade não “enche ovos” numa ninhada, colocamos o mesmo com uma ama seca para testar novamente a sua fertilidade, sem riscos. Quando o mesmo começa a fecundar os ovos, ele é reintroduzido no plantel.

O tema é interessante; alguns aprovam esta prática e outros não. Nós testamos, aprovamos e esperamos termos contribuído para que você tire as suas próprias conclusões. Boa sorte!!!!!

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/amas_secas.html

Princípios Básicos para Adestrar seu Pássaro Arisco.

Sabemos que para termos bons resultados no adestramento de pássaros ariscos e torná-los ótimos pet´s , devemos seguir algumas regras básicas e principalmente fazer com que eles sintam prazer nos exercícios realizados.

Temos que de alguma maneira geral, visualizar o que se passa dentro de seu pássaro de estimação, pois neste momento muitas vezes ela estará em uma situação nova ou em um ambiente novo sentindo medo e sozinho.

Antes de começar, procure de alguma maneira acalmá-lo e deixar que ela sinta-se bem a vontade.

O processo para acalmar seu pássaro de estimação, muitas das vezes pode demorar dias ou até semanas e uma das maneiras que trazem maiores resultados, é procurar se movimentar e falar de maneira suave transparecendo a calma e confiança.

Neste tempo você poderá se familiarizar com seu pássaro de estimação, procurando estabelecer os sinais que seu pássaro transmite em determinadas reações tanto na fala quanto de uma maneira corporal de ambos.

Normalmente quando seu pássaro já começa a demonstrar confiança sob sua presença e próximo de sua gaiola ou até mesmo soltos (não atacando, ou demonstrar agitação), podemos então partir para o passo de adestramento.

Neste processo inicial de adestramento, muitas vezes percebemos que o criador passa por grandes frustrações achando que irá de primeiro momento fazer o pássaro obedecer ao seu comando, e nesta hora devemos nos controlar e mostrar ao pássaro que você está muito contente, mesmo não tendo um bom resultando inicial.

Cada sessão de treinamento dura em torno de 10 a 15 minutos, sabendo que em estudos realizados, é o tempo máximo de concentração de um pássaro.

Neste período deve sempre prevalecer a paciência e muita sutileza ao se comunicar com o pássaro, pois somente assim conseguirá se corresponder no treinamento.

Nunca tente forçar uma situação ou ordenar ao pássaro de maneira rude ao realizar uma ordem não feita no tempo estimado.

Quando o pássaro não acatar a sua ordem, jamais tente ameaçar em bater ou gritar, pois eles entendem isso como “força”, e força para eles, são considerados uma grande ameaça para sua vida.

Uma dica muito importante !

Antes de abrir a gaiola para seu pássaro ficar solto, certifique-se que ele esteja com suas penas de vôos contidas e que não tenha nada ao seu redor que venha causar danos e risco a sua vida.

Para treinar qualquer tipo de pássaro, procure usar luvas de couros (ex. calopsitas, agapornis, ring neck, jandaia, roselas) e para psitacídeos de médio e grande porte (ex. papagaios, araras, cacatuas), sempre tenha em mãos uma vareta para guiá-lo.

Umas das maneiras mais simples para se fazer com que o pássaro venha até sua mão é procurar se movimentar de uma maneira bem amigável e de modo lento fazendo com que ele possa perceber todo o processo.

Dessa mesma maneira conduza sua mão ou a vareta (caso seja de médio ou grande porte), até a junção do peito entre as pernas. Com a tomada deste processo, o pássaro deverá subir automaticamente na vareta ou em sua mão e neste mesmo momento você deverá elogiá-lo e se possível agradá-lo caso ele permita – mas não force ok ?

Este processo deverá se repetir por muitas vezes e procure sempre fazer isso ao lado de sua gaiola não afastando muito para que ele não venha se sentir inseguro, pois sua gaiola neste momento será seu porto seguro.

Com o tempo seu pássaro estará mais seguro e assim gradativamente vai afastando-se da gaiola e mantendo ele em sua mão a maior parte do tempo e nunca se esqueça dos elogios.

Caso ele pule de sua mão e caia no chão, tenha calma, espere ele se ajeitar e então faça todo o processo novamente abaixado junto a ele e oferecendo a sua mão transmitindo calma, segurança e principalmente a confiança.
Complementos importantes:

* Sempre quando seu pássaro realizar algum comando solicitado, procure de uma maneira simples e generosa, elogiá-lo oferecendo sempre algo que ele goste muito de comer.
* Procure renovar os seus brinquedos trocando semanalmente (revezando), pois só assim ele estará mais interessados em seus brinquedos e com certeza muito mais feliz.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/adestrar_passaros.html

Psitaciformes

Ordem: Psitaciforme (Psittaciforme)
Família: Psitacídeo (Psittacidae)

Psitaciforme diz-se de espécime dos psitaciformes, ordem de aves de bico forte, grosso e recurvo, língua carnuda e grossa, dedos livres, dois para frente e dois para trás, e pés adaptados à preensão. Inclui os psitacídeos.

De forma geral, os psitaciformes caracterizam-se pelo bico encurvado, com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior. Esta forma de bico é uma adaptação à alimentação, à base de sementes e frutos. Estas aves são normalmente muito coloridas e algumas espécies são capazes de aprender a reproduzir sons da fala humana.

O grupo dos psitacídeos, ou seja da família psitacídea, possuem hábitos alimentares frugívoros (que se alimentam de frutos) e granívoros (que se alimentam de grãos e sementes), que inclui aves muito populares e conhecidas tais como:

1) apuins

2) araras – arara é o nome comum de várias espécies que são de grande porte e cauda longa. Esse grupo encontra-se em um estado de conservação ameaçada, graças à caça furtiva devida à sua procura como animais de estimação, e ao desaparecimento do seu hábitat… É comum confundir as araras… As espécies brasileiras podem ser divididas segundo o seu colorido… Parece que a palavra “arara” é aumentativo de “ará”, papagaio, papagaio grande… Elas emitem sons e gritos característicos que se assemelham à palavra “arara” (motivo pelo qual os indígenas lhe deram este nome)…

3) cacatuas – aves maiores que os papagaios, de penacho ou crista grande e ereta…

4) caturritas

5) ararajuba, aratingas e jandaias – a maioria tem em média 30 centímetros e muitos são bem menores, pesando 300 gramas apenas, também conhecidas por maitaca ou maritaca, mas todas as espécies são periquitos…

6) maracanãs – semelhante a pequena arara…

Nota: O local em que se situa o Estádio do Maracanã, a então região do Derby, era habitada por uma espécie de papagaio conhecido no norte do país como maracanã-guaçu. A composição do nome Maracanã é indígena (tupi-guarani), que significa: maraca ou maraká (chocalho ou barulhento) e nã (semelhante), em vista da semelhança do chilrear das aves com o som do chocalho, barulhento…

7) papagaios – papagaio é o nome comum de várias espécies pertencentes à família psitacídeas. Os papagaios têm como característica um bico curvo e penas de várias cores, variando muito entre as diferentes espécies. Alguns papagaios são capazes de imitar sons e, inclusive, a fala humana.

8) periquitos – periquito é o nome comum de várias espécies… Este nome não corresponde a nenhuma classe taxonômica e é usado para referir as aves menores deste grupo, as quais são pequenas e de coloração bastante variada… Hoje em dia há periquitos de todas as cores inclusive preto, descoberto por volta do início deste século… A Ararajuba é um periquito!

9) periquitões

10) tuins – ave pequenina, com cerca de 26g, que vive em bandos…

Os psitaciformes têm distribuição geográfica vasta, ocupando as regiões quentes e temperadas de todos os continentes. A maior biodiversidade do grupo encontra-se na Oceania, América Central e América do Sul.

A única espécie nativa do Hemisfério Norte foi o periquito-da-carolina, que habitou o Sudeste dos Estados Unidos da América e se extinguiu no início do século XX. No passado recente, desapareceram diversas espécies de psitaciformes, em particular as nativas das ilhas do Oceano Pacífico colonizadas durante a expansão polinésia…

A taxonomia tradicional de “Clements” para a classe “Aves” subdividia esta ordem (Psitaciforme – Psittaciforme) em duas famílias: “Psittacidae” (araras, papagaios e outros – Parrots, Macaws and Allies) e “Cacatuidae” (cacatuas e outros – Cockatoos and Allies).

A taxonomia de “Sibley-Ahlquist”, por outro lado, condensa todos os gêneros de psitaciformes na família psitacídeos (Psitacídeo – Psittacidae). Portanto, hoje, os psitaciformes é uma ordem de aves que inclui 360 espécies classificadas em 80 gêneros da família psitacídeos…
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Alguns gêneros (monoespecíficos) e espécies dos psitacídeos…

A palavra “ara” em tupi-guarani significa dia, mas “ará” significa papagaio… “Arara” é uma espécie de aumentativo da palavra “ará”, logo papagaio grande. Aracema, bando de aves. Ará, provavelmente arara, é nome comum a várias aves da família Psittacidae, dos gêneros Ara e Anodorrhynchus. Foi Américo Vespúcio, diz Rodolfo Garcia, quem em uma das cartas a Soderini, primeiro assinalou (P.A.)…

Gênero Ara
(Ara ambigua) arara-verde-grande / Gree Guacamayo Giant / Great Green Macaw
(Ara ararauna) arara-canindé, arara-azul-amarela, arara-de-barriga-amarela (Linné) Blue-and-yellow Macaw / Guacamaya
(Ara autocthones) Arara-de-St. Croix
(Ara chloroptera) arara-piranga, arara-vermelha-grande, arara-vermelha-e-verde / Red-and-green Macaw
(Ara glaucogularis) arara-garganta-azul / Blue-throated Macaw
(Ara macao) arara-canga, arara-vermelha, arara-vermelha-de-asa-amarela / Scarlet Macaw / Lapa roja, Guacamayo rojo
(Ara militaris) arara-militar / Military Macaw
(Ara rubrogenys) Red-fronted Macaw
(Ara severa) Chestnut-fronted Macaw

Gênero Anodorhynchus
(Anodorhynchus glaucus) arara-azul-pequena / Glaucous Macaw
(Anodorhynchus hyacinthinus) araraúna, arara-azul-grande / Hyacinth Macaw – A arara-azul é o maior psitacídeo do mundo!
(Anodorhynchus leari) arara-azul-de-lear / Lear’s Macaw – representada no logo do Zoológico de Salvador

Gênero Cyanopsitta
(Cyanopsitta spixii) ararinha-azul / Spix’s Macaw – Encontrada exclusivamente no Brasil. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro… Segundo o livro “Brasil 500 Pássaros” (http://www.eln.gov.br/).

Gênero Diopsittaca
(Diopsittaca nobilis) Red-shouldered Macaw

Gênero Orthopsittaca
(Orthopsittaca manilata) Red-bellied Macaw

Gênero Primolius
(Primolius couloni) Blue-headed Macaw / Guacamayo cabeza celeste
(Primolius auricollis) Golden-collared Macaw

Máximo postal do Suriname com pintura da Ara macao. O bloco emitido por Cuba mostra várias espécies de araras: arara-canga (vermelha), arara-una (azulão), arara-canindé (azul e amarelo) e araras-vermelha-grande, cujo nome científico é Ara chloroptera…

CACATUAS
Gênero Cacatua
(Cacatua ducorpsii) cacatua-de-salomão / Ducorps’ Cockatoo
(Cacatua galerita) cacatua-branca-de-crista-amarela-grande / Greater Sulphur-crested Cockatoo / selo cubano abaixo
(Cacatua goffiniana) cacatua-amarela / Tanimbar Corella / Goffins Cocatto
(Cacatua haematuropygia) cacatua-filipina / Philippine Cockatoo
(Cacatua leadbeateri) cacatua-cor-de-rosa / Pink Cockatoo / Major Mitchell’s Cockatoo
(Cacatua moluccensis) cacatua-de-crista-salmão / Salmon-crested Cockatoo
(Cacatua sulphurea) cacatua-branca-de-crista-amarela / Yellow-crested Cockatoo / Citron-crested cacatoo

Gênero Callocephalon (Callocephalon fimbriatum) cabeça-vermelha / Gang-gang Cockatoo

GêneroCalyptorhynchus(Calyptorhynchusbanksii) cacatua-preta-de-rabo-vermelho / Red-tailed Black-Cockatoo

Gênero Eolophus (Eolophus roseicapillus) cacatua-cor-de-rosa / Galah ou Rode-breasted Cockatoo

Gênero Nymphicus (Nymphicus hollandicus) cacatua-colorida / Cockatiel

Gênero Probosciger (Probosciger aterrimus) cacatua-preta / Palm Cockatoo – Zoológico de Belgrade

Selo cubano emitido em 23/02/2005, com valor facial de 15c, que mostra duas espécies de cacatuas…

PAPAGAIOS
Gênero Alisterus
(Alisterus amboinensis) Moluccan King-Parrot – Indonésia
(Alisterus chloropterus) Papuan King-Parrot – Papua Nova Guiné
(Alisterus scapularis) Australian King-Parrot – Austrália

Gênero Amazona
(Amazona aestiva) papagaio-verdadeiro ou papagaio-curau, Blue-fronted Parrot
(Amazona albifrons) White-fronted Parrot
(Amazona agilis) papagaio-de-bico-preto, Black-billed Parrot
(Amazona amazonica) papagaio-do-mangue ou papagaio-grego, Curica, Orange-winged Parrot
(Amazona arausiaca) papagaio-de-pescoço-vermelho, Red-necked Parrot
(Amazona auropalliata) papagaio-de-nuca-amarela, Yellow-naped Parrot – ave nacional de Honduras!
(Amazona autumnalis) papagaio / Lora Mejilla Amarilla / Red-lored Parrot
(Amazona barbadensis) Yellow-shouldered Parrot
(Amazona brasiliensis) papagaio-de-cara-roxa, Red-tailed Parrot
(Amazona collaria) Yellow-billed Parrot
(Amazona dufresniana) Blue-cheeked Parrot
(Amazona farinosa) papagaio-moleiro, Mealy Parrot
(Amazona festiva) Loro lomirojo, Festive Parrot
(Amazona guildingii) papagaio-de-são-vicente, St. Vincent Parrot – ave nacional de São Vicente e Granadinas!
(Amazona imperialis) papagaio-imperial ou Sisserou, Imperial Parrot – ave nacional de Dominica!
(Amazona leucocephala) papagaio-cubano, Cuban Parrot
(Amazona ochrocephala) papagaio-campeiro, Yellow-crowned Parrot
(Amazona oratrix) Yellow-headed Parrot
(Amazona pretrei) papagaio-charão, Red-spectacled Parrot
(Amazona rhodocorytha) papagaio-chauá, Phauã
(Amazona versicolor) papagaio-santa-lucense, St. Lucia Parrot – ave nacional de Santa Lúcia!
(Amazona vinacea) papagaio-de-peito-roxo, Vinaceous Parrot
(Amazona ventralis) Papagaio-de-hispaniola, Hispaniolan Parrot
(Amazona xantholora) Yellow-lored Parrot
(Amazona xanthops) papagaio-galego, Yellow-faced Parrot – provavelmente extinto no Estado de São Paulo…

Gênero Aprosmictus
(Aprosmictus erythropterus) Red-winged Parrot – Austrália, Papua Nova Guiné

Gênero Barnardius
(Barnardius zonarius) Port Lincoln Parrot – Austrália

Gênero Coracopsis
(Coracopsis nigra) papagaio-preto / Black Parrot – ave nacional de Seychelles!
(Coracopsis vasa) Vasa Parrot – Madagáscar

Gênero Deroptyus
(Deroptyus accipitrinus) anacã / Red-fan Parrot – Presente na Amazônia brasileira e também das Guianas e Venezuela à Colômbia e Peru. Pela sua silhueta, em que se realça o topete, pode ser confundido com um gavião. Conhecido também como curica-bacabal (Maranhão) e papagaio-de-coleira.

Gênero Eclectus
(Eclectus roratus) Eclectus Parrot – Micronésia, Palau, Salomão

Gênero Geoffroyus
(Geoffroyus heteroclitus) Singing Parrot – Salomão

Gênero Hapalopsittaca
(Hapalopsittaca fuertesi) Indigo-winged Parrot

Gênero Loriculus
(Loriculus beryllinus) Ceylon Hanging-Parrot – Sri Lanca
(Loriculus galgulus) Blue-crowned Hanging-Parrot – Indonésia
(Loriculus philippensis) Philippine Hanging-Parrot – Filipinas
(Loriculus vernalis) Vernal Hanging-Parrot – Vietnã

Gênero Micropsitta
(Micropsitta finschii) Finsch’s Pygmy-Parrot – Salomão

Gênero Poicephalus
(Poicephalus flavifrons) papagaio-de-cara-amarela / Yellow-fronted Parrot – Etiópia
(Poicephalus gulielmi) papagaio-de-cara-vermelha / Red-fronted Parrot – Togo
(Poicephalus meyeri) papagaio-meyer / Meyer’s Parrot – Botsuana
(Poicephalus robustus) papagaio-pescoço-marrom / Brown-necked Parrot – Zimbábue
(Poicephalus rueppellii) papagaio-rueppell / Rueppell’s Parrot – Namíbia
(Poicephalus senegalus) papagaio ou periquito-da-guiné / Senegal Parrot – Senegal

Gênero Prosopeia
(Prosopeia tabuensis) papagaio / Red Shining-Parrot – Fiji, Tonga
(Prosopeia personata) papagaio / Masked Shining-Parrot – Fiji

Gênero Psephotus
(Psephotus chrysopterygius) Golden-shouldered Parrot – Austrália

Gênero Psittaculirostris
(Psittaculirostris edwardsii) Edwards’ Fig-Parrot – Papua Nova Guiné

Gênero Psittacus
(Psittacus erithacus) papagaio-cinza / Grey Parrot – espécie originária da África: Centro-Africana, Congo, Gabão, Guiné, Nigéria, Togo – ave nacional de São Tomé e Príncipe!

Gênero Psittrichas
(Psittrichas fulgidus) Pesquet’s Parrot – Indonésia, Papua Nova Guiné

Gênero Purpureicephalus
(Purpureicephalus spurius) Red-capped Parrot – Austrália

Gênero Rhynchopsitta
(Rhynchopsitta pachyrhyncha) Thick-billed Parrot

Gênero Tanygnathus
(Tanygnathus lucionensis) Blue-naped Parrot – Filipinas
(Tanygnathus megalorynchos) Great-billed Parrot – Filipinas
(Tanygnathus sumatranus) Azure-rumped Parrot – Filipinas

Gênero Touit
(Touit batavica) Lilac-tailed Parrotlet
(Touit huetii) Scarlet-shouldered Parrotlet
(Touit melanonota) papagainho / Brown-backed Parrotlet
(Touit purpurata) Sapphire-rumped Parrotlet

PERIQUITOS E AFINS
Gênero Agapornis
(Agapornis canus) Grey-headed Lovebird – Seychelles
(Agapornis lilianae) Lilian’s Lovebird – Malauí
(Agapornis nigrigenis) Black-cheeked Lovebird – Zâmbia
(Agapornis personatus) Yellow-collared Lovebird – Tanzânia
(Agapornis pullarius) Red-headed Lovebird – Camarões, Centro-africana, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa
(Agapornis roseicollis) periquito-de-face-rosa / Rosy-faced Lovebird – Angola, Namíbia
(Agapornis swindernianus) Black-collared Lovebird – Libéria, Uganda
(Agapornis taranta) Black-winged Lovebird – Etiópia

Gênero Bolbopsittacus
(Bolbopsittacus lunulatus) Guaiabero – Filipinas

Gênero Brotogeris
(Brotogeris chrysopterus) Golden-winged Parakeet
(Brotogeris jugularis) Orange-chinned Parakeet
(Brotogeris sanctithomae) periquito-tui / Tui Parakeet – selo emitido em 20/01/1984, Cinquentenário da Publicação de Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, com valor facial de 45 cruzeiros, o selo também mostra um periquitinho-verde… RHM: C-1371. Yvert: 1644.
(Brotogeris versicolurus) periquito-de-asa-branca – Presente na Amazônia, do Amapá e Pará até a divisa com o Peru e Colômbia, países em que também ocorre. Conhecido também como periquito-da-campina, periquito-de-asa-amarela (Amapá), periquito-das-ilhas (médio Solimões) e periquito-estrela (Pará).

Gênero Chalcopsitta
(Chalcopsitta cardinalis) Cardinal Lory – Salomão

Gênero Charmosyna
(Charmosyna amabilis) Red-throated Lorikeet – Fiji
(Charmosyna margarethae) Duchess Lorikeet – Salomão
(Charmosyna meeki) Meek’s Lorikeet – Salomão
(Charmosyna palmarum) Palm Lorikeet – Salomão, Vanuatu
(Charmosyna papou) Papuan Lorikeet – Papua Nova Guiné

Gênero Conuropsis
(Conuropsis conuropsis) Carolina Conure / Louisiana Conure

Gênero Cyanoliseus
(Cyanoliseus patagonus) periquito ou papagaio-da-patagônia / Burrowing Parakeet / Patagonian Conure

Gênero Cyanoramphus
(Cyanoramphus saissetti) New Caledonian Parakeet – Nova Caledônia
(Cyanoramphus cookii) Norfolk Island Parakeet – Norfolque
(Cyanoramphus novaezelandiae) Red-fronted Parakeet – Nova Zelândia
(Cyanoramphus malherbi) Malherbe’s Parakeet – Nova Zelândia

Gênero Enicognathus
(Enicognathus ferrugineus) Austral Parakeet / Austral Conure
(Enicognathus leptorhynchus) Slender-billed Parakeet / Slender-billed Conure

Gênero Eos
(Eos bornea) periquito-escarlate / Red Lory
(Eos squamata) periquito-vermelho / Violet-necked Lory – Congo

Gênero Eunymphicus
(Eunymphicus cornutus) Horned Parakeet – Nova Caledônia

Gênero Forpus
(Forpus passerinus) Green-rumped Parrotlet

Gênero Glossopsitta
(Glossopsitta porphyrocephala) Purple-crowned Lorikeet – Austrália

Gênero Leptosittaca
(Leptosittaca branickii) Golden-plumed Conure

Gênero Lorius
(Lorius chlorocercus) Yellow-bibbed Lory – Salomão
(Lorius garrulus) Chattering Lory – Indonésia
(Lorius lory) Black-capped Lory – Indonésia

Gênero Melopsittacus
(Melopsittacus undulatus) periquito-comum, que nós brasileiros chamamos vulgarmente de periquito-australiano / Budgerigar – Austrália

Gênero Myiopsitta
(Myiopsitta monachus) periquito-monge / Monk Parakeet / Quaker Parakeet / Monk Parakeet

Gênero Nandayus
(Nandayus nenday) Nanday Conure / Black-masked Conure / Black-hooded Conure

Gênero Neophema
(Neophema chrysogaster) Orange-bellied Parrot – Austrália

Gênero Nestor
(Nestor meridionalis) New Zealand Kaka – Nova Zelândia
(Nestor notabilis) Kea – Nova Zelândia

Gênero Ognorhynchus
(Ognorhynchus icterotis) Yellow-eared Parrot / Yellow-Eared Conure

Gênero Orthopsittaca
(Orthopsittaca manilata) maracanã-de-cara-amarela – Presente na Amazônia brasileira e no Piauí, oeste da Bahia, Minas Gerais e extremo nordeste de São Paulo. Encontrada também da Venezuela à Bolívia. Conhecida também como maracanã-do-buriti e arararana (Mato Grosso).

Gênero Phigys
(Phigys solitarius) kula ou loris-solitário, Collared Lory – ave nacional de Fiji!

Gênero Pionites
(Pionites leucogaster) marianinha / Black-headed Parrot – Presente ao sul do Rio Amazonas, sendo encontrada também na Bolívia.
(Pionites leucogaster xanthurus) marianinha / (Pionites leucogaster) marianinha-de-cabeça-amarela
(Pionites melanocephala)

Gênero Pionopsitta
(Pionopsitta barrabandi) papagaio-laranja / Orange-cheeked Parrot
(Pionopsitta caica) papagaio-caica / Caica Parrot
(Pionopsitta pileata) cuiú-cuiú
(Pionopsitta vulturina) curica-urubu – Encontrado exclusivamente no Brasil, ao sul do baixo Rio Amazonas, na região que se estende do Maranhão e leste do Pará para oeste até o Rio Madeira, e em direção sul até a Serra do Cachimbo (sul do Pará). Conhecido também como urubu-paraguá, pirí-pirí e periquito-d’anta.

Gênero Pionus
(Pionus fuscus) Dusky Parrot
(Pionus maximiliani) maitaca
(Pionus menstruus) maitaca-de-cabeça-azul, conhecida também como curica e maitaca-de-barriga-azulada / Blue-headed Parrot – Presente da Amazônia ao Espírito Santo e também da Costa Rica à Bolívia.
(Pionus senilis) White-crowned Parrot

Gênero Platycercus
(Platycercus caledonicus) Green Rosella – Austrália
(Platycercus elegans) Crimson Rosella – Austrália, Norfolque

Gênero Polytelis
(Polytelis alexandrae) Alexandra’s Parrot – Austrália

Gênero Prioniturus
(Prioniturus montanus) Luzon Racquet-tail – Filipinas

Gênero Pseudeos
(Pseudeos fuscata) Dusky Lory – Papua Nova Guiné

Gênero Psittacula
(Psittacula alexandri) Red-breasted Parakeet – Tailândia, Vietnã
(Psittacula calthropae) Layard’s Parakeet
(Psittacula cyanocephala) Plum-headed Parakeet – Butão
(Psittacula echo) Mauritius Parakeet – MAURÍCIO
(Psittacula eupatria) Alexandrine Parakeet – Tailândia, Vietnã
(Psittacula finschii) Grey-headed Parakeet – Laos
(Psittacula krameri) piriquito-de-colar / Rose-ringed Parakeet – Bahrein, Gâmbia, Gana, Guiné, Maldivas, Togo
(Psittacula longicauda) Long-tailed Parakeet – Malásia
(Psittacula roseata) Blossom-headed Parakeet – Laos, Tailândia

Gênero Psittinus
(Psittinus cyanurus) Blue-rumped Parrot – Tailândia

Gênero Pyrrhura
(Pyrrhura albipectus) White-necked Conure / White-breasted Parakeet
(Pyrrhura calliptera) Brown-breasted Conure
(Pyrrhura cruentata) fura-mato ou periquito-de-garganta-azul / Blue-throated Parakeet
(Pyrrhura egregia) Fiery-shouldered Conure / Gran Sabana Conure
(Pyrrhura frontalis) Maroon-bellied Conure / Azara’s Conure / Blaze-winged Conure
(Pyrrhura hoematotis) Red-eared Conure / Blood-eared Conure
(Pyrrhura hoffmanni) Hoffmann’s Conure / Chriqui Conure
(Pyrrhura leucotis) White-eared Conure / Brazilian Grey-breasted Conure / Rose-headed Parakeet
(Pyrrhura melanura) Maroon-tailed Conure / Souance’s Conure / Berlepsch’s Conure / Pacific Black-tailed Conure / Chapman’s Conure
(Pyrrhura molinae) Green-cheeked Conure / Argentina Conure / Crimson-tailed Conure / Sordid Conure / Yellowsided Conure / Santa Cruz Conure
(Pyrrhura perlata) Crimson-bellied Conure / Pearly Conure (Pyrrhura peralata)
(Pyrrhura orcesi) El Oro Conure
(Pyrrhura picta) tiriba-de-testa-azul / Painted Parakeet / Painted Conure / Santarem Conure / Prince Lucien’s Conure / Rose-headed Conure / Jaraquiel Conure / Magdalena Conure / Pantchenko’s Conure / Azuero Conure – Presente na Amazônia brasileira e também no Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Conhecida também como marrequém-do-igapó e tiriba-pintada.
(Pyrrhura rhodocephala) Rose-crowned Conure / Rose-headed Parakeet
(Pyrrhura rupicola) Black-capped Conure / Rock Conure / Sandia Conure
(Pyrrhura viridicata) Santa Marta Conure

Gênero Strigops
(Strigops habroptilus) Kakapo – Nova Zelândia

Gênero Trichoglossus
(Trichoglossus haematodus) periquito-arco-íris? / Rainbow Lorikeet – Austrália, Indonésia, Nova Caledônia, Salomão, Vanuatu
(Trichoglossus johnstoniae) Mindanao Lorikeet – Filipinas
(Trichoglossus rubiginosus) Pohnpei Lorikeet – Micronésia

Abaixo, selo emitido em 04/08/1987, que compreende a série “Ano Internacional do Turismo”. RHM: C-1556/C-1557. Os 2 selos com valor facial de Cz$3,00 cada, mostram: Monumentos de Brasília (Candangos), São Paulo, Rio de Janeiro (Pão-de-Açúcar) e, o segundo selo, aspectos das regiões Norte e Nordeste do Brasil, com o periquito-arco-íris (Trichoglossus haematodus)…

Gênero Vini
(Vini australis) Blue-crowned Lorikeet – Fiji, Niuê, Tonga, Wallis e Futuna
(Vini kuhlii) Kuhl’s Lorikeet – Kiribati, Polinésia Francesa
(Vini peruviana) Blue Lorikeet – Aitutaque, Polinésia Francesa
(Vini stepheni) Stephen’s Lorikeet – Pitcairn
(Vini ultramarina) Ultramarine Lorikeet – Polinésia Francesa

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/psitaciformes.html

RINGNECK Psittacula krameri manillensis

RINGNECK
Psittacula krameri manillensis
Considerações gerais

Devido ao enorme número de possibilidades de acasalamentos entre as diversas cores e mutações do Ringneck, é quase impossível fornecer o resultado entre cada uma delas. Por isso, listamos abaixo alguns dos acasalamentos que são considerados como sendo clássicos, usando pássaros portadores e mutantes de algumas mutações mais populares.

Os acasalamentos abaixo são tidos como ideais e padrão para as cores em questão pois aproveitam ao máximo o potencial genético de cada mutação e o resultado em termos de cores dos filhotes é excelente, já que há também um equilíbrio interessante entre as cores e sexos dos filhotes que serão produzidos, maximizando o resultado final. Além disso, estes acasalamentos (com poucas excessões) não produzem pássaro “possível portador”, de forma que sabe-se exatamente o que cada filhote nascido porta geneticamente.
Por acreditarmos que não vale à pena em termos genéticos dos filhotes produzidos, por opção seguimos uma linha de conduta ao fazermos os acasalamentos de nossos Ringnecks e normalmente não misturamos o gen Ino (Lutino, Albino) com os gens Canela (Canela, Skyblue, Silver, etc) e Verde-Cinza (Verde-Cinza, Cinza). Por este motivo, não há nas tabelas abaixo nenhuma combinação entre Ino e as cores/mutações provenientes dos gens Canela ou Verde-Cinza, a não ser em algumas poucas e justificáveis exceções.

Obviamente existem outras opções para se acasalar os mesmos pássaros citados abaixo mas normalmente os resultados não são tão satisfatórios quanto os listados. Por isso, para quem não conhece profundamente a herança genética de cor nos Ringnecks, aconselhamos se basear nas tabelas abaixo para fazer os acasalamentos dos pássaros.

RESULTADOS DIRETOS DE ACASALAMENTOS
DIAGRAMA DE CRIAÇÃO PARA MUTAÇÕES DE RINGNECK
COM EXPECTATIVAS EM PORCENTAGENS
Organizado por ordem alfabética de machos

Macho Albino

Macho Turquesa Cinza

M Turquesa Cinza x F Azul

OU

M Cinza x F Turquesa Azul

12,5% M Turquesa Cinza

12,5% M Turquesa Azul

12,5% M Cinza

12,5% M Azul

12,5% F Turquesa Cinza

12,5% F Turquesa Azul

12,5% F Cinza

12,5% F Azul

M Turquesa Cinza x F Skyblue

12,5% M Turquesa Cinza/canela

12,5% M Turquesa Azul/canela

12,5% M Cinza/canela

12,5% M Azul/canela

12,5% F Turquesa Cinza

12,5% F Turquesa Azul

12,5% F Cinza

12,5% F Azul

EM BREVE

Macho Verde

M Verde/azul x F Albino

25% M Verde/azul/ino

25% M Azul/ino

25% F Verde/azul

25% F Azul

M Verde/azul/canela x F Azul

12,5% M Verde/azul/canela

12,5% M Verde/azul

12,5% M Azul/canela

12,5% M Azul

12,5% F Verde/azul

12,5% F Azul

12,5% F Canela/azul

12,5% F Skyblue

M Verde/azul/canela x F Cinza

6,25% M Verde/azul/canela

6,25% M Verde/azul

6,25% M Azul/canela

6,25% M Azul

6,25% M Verde-Cinza/azul/canela

6,25% M Verde-Cinza/azul

6,25% M Cinza/canela

6,25% M Cinza

6,25% F Verde/azul

6,25% F Azul

6,25% F Canela/azul

6,25% F Skyblue

6,25% F Silver

6,25% F Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde-Cinza

M Verde/azul x F Azul

25% M Verde/azul

25% M Azul

25% F Verde/azul

25% F Azul

M Verde/azul/ino x F Albino

OU

Azul/ino x F Lutino/azul

12.5% M Verde/azul/ino

12.5% M Lutino/azul

12.5% M Azul/ino

12.5% M Albino

12.5% F Verde/azul

12.5% F Lutino/azul

12.5% F Azul

12.5% F Albino

M Verde/azul x F Cinza

OU

M Azul x F Verde-Cinza/azul

12.5% M Cinza

12.5% M Verde-Cinza/azul

12.5% M Azul

12.5% M Verde/azul

12.5% F Cinza

12.5% F Verde-Cinza/azul

12.5% F Azul

12.5% F Verde/azul

M Verde/azul/canela x F Skyblue

OU

M Azul/canela x F Canela/azul

12,5% M Verde/azul/canela

12,5% M Canela/azul

12,5% M Azul/canela

12,5% M Skyblue

12,5% F Verde/azul

12,5% F Azul

12,5% F Canela/azul

12,5% F Skyblue

EM BREVE

EM BREVE

Macho Verde-Cinza

M Verde-Cinza/azul/canela x F Skyblue

OU

M Cinza/canela x F Canela/azul

6,25% M Silver

6,25% M Skyblue

6,25% M Cinza/canela

6,25% M Azul/canela

6,25% M Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% M Canela/azul

6,25% M Verde-Cinza/azul/canela

6,25% M Verde/azul/canela

6,25% F Silver

6,25% F Skyblue

6,25% F Cinza

6,25% F Azul

6,25% F Canela-Verde-Cinza/azul

6,25% F Canela/azul

6,25% F Verde-Cinza/azul

6,25% F Verde/azul

M Verde-Cinza/azul x F Azul 
OU
M Verde/azul x F Cinza 
12.5% M Cinza 
12.5% M Verde-Cinza/azul 
12.5% M Azul 
12.5% M Verde/azul
12.5% F Cinza 
12.5% F Verde-Cinza/azul
12.5% F Azul 
12.5% F Verde/azul

EM BREVE

 

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fonte: http://www.omundodasaves.com.br/genetica_ring_necks.html