Canários, natural ou artificial

Renato Menezes Lima

Ficamos encantados ao observarmos a beleza e variedade de cores que os nossos encantadores canários apresentam.

As melaninas, com suas tonalidades diversas, a se mostrarem com mais ou menos intensidade, com mais ou menos oxidação, fatores específicos de cada tipo e variedade. E desafiador observar a forma como ela, a melanina, e depositada nas penas, formando desenhos de variadas formas, contínuos, interrompidos, largos, estreitos, em umas partes sim em outras não, a envoltura, desafiadora, pela necessidade em uns e ausência em outros pássaros. Até a ausência da melanina determina beleza, pois oferece oportunidade, ao belíssimo lipocromo de se mostrar, em sua maior ou menor intensidade e uniformidade de distribuição

Toda esta beleza e expressão e um fator natural, patrimônio genético desta magnífica ave, no seu processo de evolução.

Tudo que e natural e Divino.

Até que ponto, o homem, pode e deve interferir?

O trabalho de seleção e aprimoramento genético, a observação de mutações, o direcionamento de acasalamentos, os cuidados com a alimentação e higiene, são ações que podemos e devemos adotar, com a finalidade de facilitar toda esta explosão de cores e beleza.

A Canaricultura e Mundial, mas as atitudes individuais determinam a sua excelência, refletem o nosso comportamento, o Brasil e todos os seus Canaricultores são responsáveis pelo posicionamento neste todo.

As ações, buscando alterar o comportamento natural das melaninas e do lipocromo, com o uso de produtos que inibam ou intensifiquem suas manifestações, além das práticas mecânicas, devem ser coibidas, pois estão, quando usadas, desvirtuando resultados nos campeonatos. Não devemos, pois premiar o artificial em detrimento ao Natural. – Estamos otimistas em relação ao posicionamento, da FOB e OBJO, para coibir e punir a fraude, através de metodologia de detecção das mesmas (Ata da Reunião Técnica de juízes da OBJO – 10/11/2007- Publicada na Brasil Ornitológico n0 69). A Canaricultura agradece. – Já constatamos mudanças expressivas, no fenótipo de pássaros adquiridos, com o objetivo de melhoramento genético do plantel e que ao se realizar a muda natural, as características, pelas quais ele fora adquirido, não se expressarem como antes estavam.

Artificial, como se define, e tudo produzido pela arte ou pela indústria; não natural. Que não é espontâneo; forçado, fingido.

Os Clubes, em seus campeonatos, necessitam de assistência técnica, que possibilite a detecção da prática do artificial.

Um comportamento ético e essencial para que a Canaricultura possa evoluir e conquistar uma posição respeitável no cenário que ela abrange.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/canario_natural_artificial.html