Lóris

Nome no Brasil:Lóris
País de origem:Austrália, Indonésia ou Nova Guiné

Tudo sobre Lóris

Descrição

Quem vê um Lóris pela primeira vez se espanta com a beleza exótica que essa ave apresenta. Suas cores vivas e diversas podem até fazer com que pense que sua origem é brasileira, afinal lembram as araras, porém ele é oriundo de países como Austrália, Indonésia e Nova Guiné.

Na natureza o Lóris possui algumas variações que o separa em diferentes espécies, algumas deles são conhecidas como Lóris Amor-Amor, Lóris Arco-íris, Kóris Bailarino, Lórias Borneo, Lóris Castanho e Lórias Dusky. Elas se diferenciam entre si principalmente pela coloração das penas.

Esse pássaro pode ser considerado exótico em diferentes sentidos que vão desde sua origem, até sua aparência e seus costumes. Possuem uma característica que lembra a dos beija-flores: uma língua comprida que o permite se alimentar do néctar das flores, apenas um dos itens que estão inclusos na sua alimentação.

Na natureza costumam andar sempre em bando, são confiantes e possuem alta energia. É difícil encontrar essa ave parada em cima de uma galho, ela estará sempre se movimentando, nem que seja apenas para a própria diversão. Em cativeiros são animais dóceis, carinhosos e muito divertidos, considerados uma ótima companhia.

Todas essas características tornam o Lóris um animal de estimação muito procurado em alguns países da Europa e até nos Estados Unidos. No Brasil ainda não é muito conhecido. O comércio da ave pode acabar colocando ela em risco.
Características

Personalidade, docilidade, comportamento irrequieto, porém sociável e extremamente curioso. Na natureza são em sua maioria nômades. Os casais têm um laço muito forte, passando horas a arrumar as penas ou brincar um com outro. No poleiro estão sempre a se tocar mutuamente e ficam muito agitados se são separados, mesmo que por breves momentos. São ligados mentalmente ao dono. O que difere e separa os Lóris dos demais papagaios é a sua forma de alimentação.

Conheça um pouco mais sobre as principais espécies dessa ave exótica .

​Lóris Bailarino

Tamanho: aproximadamente 30 cm de comprimento
Temperamento: enérgico, amigável, inteligente
Cor: preto, azul, verde, amarelo, laranja
Expectativa de vida: 25 a 30 anos

Esta ave colorida possui o corpo predominantemente vermelho, com o topo da cabeça em preto. A nuca, o peito e a barriga são de cor azul escuro. As asas são verdes e na parte interna há uma faixa em amarelo. A ponta da cauda é azul-esverdeada. Os olhos podem variar em tons de amarelo a vermelho, sempre com contorno preto. Seu bico é laranja. Pertence à família dos psitacídeos, como o papagaio.

Lóris Amor-Amor

Tamanho: 30 cm de comprimento
Temperamento: amoroso, muito ativo, inteligente
Cor: vermelho, verde, amarelo, cinza
Expectativa de vida: 30 anos

Pássaro psitacídeo, da mesma família que o papagaio, porém menor. A cor predominante da plumagem é vermelha. Na parte externa das asas, as penas são verdes, com a borda em amarelo. As costas são de um vermelho mais intenso e podem ter uma pequena mancha amarela no meio. Nas pernas e no rabo, as penas também são verdes. Os olhos possuem uma variação de cores que vai do castanho-amarelado ao laranja-avermelhado. Ao redor, forma-se um círculo cinza. Seu bico é alaranjado e curvo. e os pés cinza.

Lóris Arco-íris

Tamanho: 26 a 29 cm de comprimento
Temperamento: manso, amigável, alegre
Cor: azul, amarelo, vermelho, verde, laranja
Expectativa de vida: 30 anos

Muito colorida, tem o topo da cabeça azul-violeta, com um colar amarelo-esverdeado. Do pescoço à barriga, forma um papo avermelhado com manchas em azul. A parte de trás do corpo é verde, bem como as coxas. As pernas são amarelas e a ponta da cauda também. Seu bico é laranja.

Lóris Borneo
Tamanho: 30 cm de comprimento
Temperamento: calma, cantante, dócil
Cor: vermelho, preto, azul e laranja
Expectativa de vida: 20 a 30 anos

Esta ave possui plumagem predominantemente vermelha brilhante. Algumas penas externas das asas possuem pontas pretas e outras, mais curtas, são azuis. Na parte inferior da cauda a cor é marrom-avermelhado. O bico é laranja e os olhos são castanhos.

Lóris Castanho
Tamanho: 31 cm de comprimento
Temperamento: inteligente e amigável
Cor: morrom e amarelo
Expectativa de vida: 30 anos
Esse Loris possui plumagem marrom-oliva, como o nome já diz e manchas amarelas na testa, garganta, bochechas, pernas e ponta das asas. O bico e as patas são escuros.

Lóris Dusky
Tamanho: 25 cm de comprimento
Temperamento: alegre, ativo, esperto
Cor: marrom, amarelo, azul, verde, laranja
Expectativa de vida: 40 a 50 anos
Sua plumagem em geral é marrom escuro, a parte de cima da cabeça, sua nuca e garganta são amarelo forte ou abóbora, quase vermelho. Possui ainda uma faixa no peito da mesma cor, assim como seu abdômen e suas coxas. Debaixo do rabo é azul, quase roxo, na parte mais baixa das costas é quase branco, na parte interna das asas tem duas faixas amarelas. Seu rabo é verde-amarelado e o círculo ao redor dos olhos é cinza escuro e a íris é laranja-avermelhada. Possui ainda uma área de pele nua abaixo do bico que também é amarelada. Os pés são cinza escuro e o bico laranja.
Cuidados básico

O Lóris é uma espécie considerada exótica e por isso só pode ser mantida em cativeiro mediante a uma autorização do IBAMA. Por ser um animal bastante carente precisa de companhia constante e o mais indicado é ter um casal. A gaiola precisa estar no tamanho ideal para a dupla e oferecer bastantes opções de divertimento, se parecendo o mais próximo possível da natureza.

Esse pássaro costuma ter as fezes moles e por isso a limpeza do viveiro pode se tornar um pouco mais complicada. A proteção da gaiola deve ser muito bem feita já que os dejetos podem se esguichados a longas distâncias. Isso não significa que ela não será feita diariamente, afinal sujeira na gaiola pode significar problemas de saúde para o animal. A água e a comida também precisam ser renovados todos os dias.

Garanta que o animal tenha alguma forma de se refrescar ou limpar suas penas. Uma piscininha com água dentro da gaiola pode ser uma boa opção.
Alimentação

Muitas pessoas pensam ser uma boa alternativa manter uma alimentação para o Lóris baseada apenas em rações e sementes, afinal isso faz com que as fezes fiquem mais consistentes. Porém isso pode afetar negativamente a saúde do animal que ficará sem vitaminas específicas. Manter uma variedade no cardápio é essencial.

O Loris Dusky gosta de pólen, néctar, frutas, flores e insetos. A alimentação no cativeiro deve conter uma papa de frutas bem líquida e adoçada com açúcar refinado ou frutose (que é mais cara, mas é bem melhor), incluindo também nessa papa um complexo vitamínico e mineral completo.

O armazenamento do alimento deve ser feito com cuidado mantendo as devidas condições de ventilação e higiene.
Espaço para criação

Por gostar de florestas e bosques abertos em montanhas, necessita de viveiros bem espaçosos, de preferência com plantas e poleiros para que possam voar e se movimentar livremente.
​Reprodução

O período reprodutivo demora um pouco para ser iniciado. No caso das fêmeas o início é aos dois anos de idade, já no dos machos é aos três anos. Quando ambos estão perto dos 30 anos encerram sua vida fértil.

Costumam colocar dois ovos a cada postura. A encubação demora cerca de 25 dias. Os ninhos são feitos em locais protegidos, caixinhas de madeiras em tamanhos específicos podem ser ideais para o ambiente de gaiola.

fonte: http://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/passaros/loris/59d533dbeef1c7463100001e.html

Diamante de Gould

Nome no Brasil:Diamante de Gould
País de origem:Austrália e Nova Zelândia

Tudo sobre Diamante de Gould

Descrição

Tamanho: 12,5 centímetros de comprimento
Escala de saúde (1 a 5): 3
Temperamento: dócil, saltitante e esperto
Cor: bem colorido, sendo predominante o vermelho, laranja ou preto
Expectativa de vida: 30 anos

Esta é uma espécie de ave de porte pequeno. As penas que recobrem a cabeça, pode ter como cor predominante o vermelho, o laranja ou o preto. A variedade de cabeça na cor vermelha é dominante em relação às demais. Um único exemplar deste pássaro pode ter até sete cores diferentes. Tem um colar azul claro, com contorno preto, peito lilás, barriga amarela e as costas verdes.

O Diamante de Gould foi descoberto em uma expedição francesa que percorria o note da Austrália em 1833. Os membros da expedição notaram uns pássaros de cores chamativa e muito abundantes. Eles capturaram três exemplares de cabeça vermelha. Eles descreverem as aves e consideraram uma nova espécie, chamando-a de Poephila Mirabilis. Um cientista descobriu na península de Cobourg pássaros similares, mas de cabeça negra. Apesar da semelhança, foi considerada uma espécie diferente e nomeada de Amadina Gouldiae.

Após pesquisas, ficou comprovado que as duas espécies eram a mesma ave, mas com diferentes plumagens. O Diamante de Gould possui uma particularidade incomum: ele possui uma grande variedade de combinações nas cores, podendo conviver e reproduzir apesar da diferença. Os primeiros exemplares chegaram à Inglaterra em 1887, onde foram recebidos com entusiasmo por criadores. Em 1896 a espécie foi exposta em Paris e no ano seguinte em Berlim.

O número de exemplares da espécie reduziu drasticamente na natureza, pois seu habitat foi reduzido e alterado. Entretanto, a quantidade de indivíduos não é baixa. Por ser muito atraente, é apreciado por colecionados e criadores, sendo responsáveis pela criação em cativeiro.
Características

É um pássaro bonito e dócil, com características de um bom pássaro de estimação. Um dos mais vendidos no mundo, o Diamante de Gould tem uma coloração muito variada e bem definida. É um pássaro único em beleza e elegância. Na natureza, são pássaros muito sociais, podem ser encontrados em bandos e na época da ninhada, pode haver mais de um ninho na mesma árvore.

São pássaros quietos, e vivem normalmente longe dos homens. Por isso, na criação doméstica é importante que eles vivam em pares ou grupo. Seu canto não é ouvido em longas distâncias. Em cativeiro é saltitante e esperto. Não se assusta fácil, mesmo quando o dono tenta enfiar a mão dentro da gaiola para trocar a água ou a ração. Se for bem tratada, a ave desenvolve um ótimo relacionamento com o dono.

Apesar de bonito, os criadores consideram um bom exemplar aqueles que as cores bem vivas e definidas, ou seja, não pode haver mescla de cores. Para ter um desses em casa, é recomendado alguma experiência com espécies mais rústicas, pois o Gould é um pouco delicado, mas não causa problemas.

Características físicas do Diamante de Gould:
O macho pode ter a cabeça vermelha, preta ou laranja, com o peito violeta, barriga amarelo ouro e o manto verde luminoso
As fêmeas são menos coloridas e tem caudas menores
O bico das fêmeas adquire uma coloração mais escura na época da gestação
A variedade de cabeça na cor vermelha é dominante em relação às demais
Um único exemplar deste pássaro pode ter até sete cores diferentes
Tem um colar azul claro, com contorno preto, peito lilás, barriga amarela e as costas verdes
Em cativeiro existem muitas variações na coloração, conseguidas através de mutações fixadas
Cuidados básico

Alguns cuidados com as aves devem ser diários, como a troca da água e a limpeza do viveiro. Os comedouros devem ser limpos regularmente para evitar a formação de bolor, causada por restos de alimentos. Muitas aves adoram se banhar e essa prática faz bem à saúde do animal. Portanto, é recomendado deixar à disposição uma banheira com água sempre limpa, para que se refresque.

Os diamantes de Gould são pássaros delicados e sensíveis, merecendo do seu dono total dedicação, principalmente na época de muda de penas. Este período é o mais delicado da vida de um pássaro, onde as perdas podem ser grandes para os criadores se não forem tomados os cuidados necessários. Nessa época, o criador deve reforçar a alimentação, tendo sempre a mão um energético, como o açúcar de uva, proteger o pássaro de correntes de vento e evitar ao máximo o estresse causado por manuseio, barulho e sustos.

Se for criado em espaço fechado, a ave precisa de banho de sol de tempos em tempos, já que o Gould adora luz do sol. É um pássaro muito sensível a mudanças bruscas de temperatura. Apesar da beleza, é preciso estar atento as necessidades da ave, já que ela é propensa a desenvolver certos tipos de doenças, sendo algumas mortais.

Alimentação

A ração para qualquer ave deve ser muito bem balanceada. Existe no mercado uma grande variedade de marcas e composições específicas para cada espécie. O armazenamento do alimento deve ser feito com cuidado mantendo as devidas condições de ventilação e higiene. Em cativeiro, recomenda-se misturar sal-gema e carvão vegetal em pó, para auxiliar a digestão.

A alimentação pode ser composta de uma mistura de sementes e fornecer verduras, como couve, mostarda e chicória em dias alternados. Na natureza costumam comer também insetos e larvas para adquirirem proteínas, então, se for possível, dê para o Gould em casa. Durante a reprodução, ofereça uma alimentação especial, como a farinhada, para ajudar as aves. Troque a água todos os dias.

Espaço para criação

A gaiola recomendada para a criação deste pássaro deve ter, no mínimo, 50 cm de comprimento e 35 cm de altura. Tamanho básico para um casal. Em relação ao formato, é recomendado que seja mais horizontal do que vertical. Caso seja possível, sempre invista na maior gaiola que puder para que as aves tenham espaço suficiente para voar e se exercitarem.
​Reprodução
O Diamante de Gould não é uma ave fácil de reproduzir em cativeiro. Aparentemente eles não se adaptaram a procriar fora da natureza. Mesmo assim é possível criá-los, basta ter paciência e muita determinação. A partir de 10 meses de idade a fêmea está pronta para a reprodução.
Durante o cortejo, o macho faz uma dança: ele se curva perante ela, balança a cabeça e depois começa a saltitar, com a cauda apontada para a parceira, o peito estufado e o olhar fixo. O acasalamento acontece mais frequentemente no período final das chuvas. Nessa época, o bico dos machos torna-se mais claro e o da fêmea mais escuro.
O ninho pode ser feito de madeira com 15cm x 10cm x 10cm. Deixe folhas e galhos para o “berço” ser modificado a escolha do casal. Após acasalar, a fêmea bota de 5 a 8 ovos por ninhada, que eclodem de 15 a 17 dias de choco. Os Diamantes de Gould são considerados pais ruins, principalmente porque as fêmeas costumam abandonar as crias antes do tempo adequado. Por isso, costuma-se usar o pássaro Manon como “ama seca” dos filhotes. Essa espécie irá chocar e cuidar dos ovos até se tornarem independentes.

fonte: http://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/passaros/diamante-de-gould/57a24d16c144e671ccdd91b3.html