Arara-azul-pequena

Nome popular: Arara-azul-pequena, arara-celeste
Nome científico: Anodorhynchus glaucus
Comprimento: 68-72 cm.
Peso:

Coloração: possui coloração azul, muito semelhante a A. leari. E também possui o anel em volta do olho e a barbela (pele em torno da base da mandíbula) de cor amarela. A diferença está no tom de azul e amarelo e no seu comprimento.

Distribuição Geográfica: Leste do Paraguai, Sul do Brasil, oeste do Uruguai e Norte da Argentina.

Habitat: vivia nas baixadas com palmeiras as margens dos rios (Uruguai, Paraná e Paraguai). Como não há relatos comprovados, supõe-se que construía ninhos em cavidades dos barrancos de rio, paredões rochosos ou cavidades arbóreas.

Alimentação: Sementes de palmeiras, provavelmente de Butia yatay.

Status: Considerada extinta, pois não foi localizado nenhum indivíduo na natureza e nem em cativeiro (CITES I). E os exemplares taxidermizados (empalhamento científico) conhecidos pertencem a coleções de museus no exterior. Com população muito pequena e rara antes ou no início do século XIX, desapareceu antes de ser bem conhecida. As hipóteses sobre a extinção são caça e captura como animal de estimação, catástrofe natural, redução de variabilidade genética ou descaracterização do ambiente natural com a assentamento humano ao longo dos rios.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Asararasazuis/Araraazulpequena/tabid/297/Default.aspx

As araras azuis

Aqui serão apresentadas as três espécies do gênero Anodorhynchus: hyacinthinus, leari e glaucus, que são consideradas como as verdadeiras araras azuis, por terem a cor predominantemente azul. Vale lembrar que este gênero possui espécie extinta (A.glaucus) e as outras duas estão na lista mundial de espécies ameaçadas, classificadas como “criticamente em perigo” a arara-azul-de-lear (A. leari, com cerca de 600 indivíduos na natureza) e “em perigo” a arara-azul, que possui a maior população do gênero na natureza, pois vem se recuperando no Pantanal, mas ainda sofre com a captura para o tráfico principalmente em outras regiões do Brasil e pela descaracterização do habitat).

Será incluída também a espécie Cyanopsitta spixii, por ser popularmente conhecida no Brasil como ararinha-azul. Embora esta espécie esteja, atualmente, extinta na natureza, ela vem sendo reproduzida em cativeiro para futura reintrodução. A ararinha-azul e a arara-azul-de-lear são genuinamente brasileiras, pois sua distribuição é restrita ao Brasil, no estado da Bahia.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Asararasazuis/tabid/294/Default.aspx

Arara-azul-de-lear

Nome popular: Arara-azul-de-lear
Nome científico: Anodorhynchus leari
Comprimento: 71 a 75 cm.
Peso: 940 g.

Coloração: possui coloração semelhante a A. hyacinthinus, porém nitidamente menor. A diferença entre as duas espécies reside no tom de cores: a cabeça e o pescoço possuem coloração azul-esverdeados, a barriga possui a cor azul-desbotado, com asas e caudas num tom de azul cobalto. Possuem o anel em volta do olho de cor amarelo claro, com as pálpebras brancas ou levemente azuladas. A diferença mais significativa está na forma da barbela (pele em torno da mandíbula). Em A. hyacinthinus tem a forma de uma fita, quanto que em A. leari possui a forma de nódoa (gota).

Distribuição Geográfica: encontrada no norte da Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos. Sua área de distribuição histórica incluía os municípios de: Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso.

Habitat: na região da caatinga, utilizando áreas de paredões e cânions de rochas sedimentares para dormir e nidificar e alimentando-se nas áreas com palmeiras.Atualmente conhecido e monitorado a população possui dois sítios que utilizam como dormitório e reprodução: os paredões da Estação Ecológica de Canudos (EBC), com 1500 hectares e a Fazenda Serra Branca, em Jeremoabo-BA, ambas reservas particulares.

Alimentação: Sementes de palmeira licuri (Syagrus coronata), flores de sizal (Agave sp), frutos de pinhão (Jatropha pohliana) e umbu (Spondias tuberosa), baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl) e mucunã (Dioclea sp.). Quando a escassez de alimento é grande, as araras se alimentam de milho (Zea mays) plantado pela população local. Em 2006, sob a coordenação do IBAMA, a Parrots International ( www.parrotsinternational.org) e Fundação Lymington começaram um programa de ressarcimento do milho para a população que teve plantação atacada pelas araras-azuis-de-lear.

Status: Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES. O principal motivo para o declínio da espécie foi o tráfico ilegal dessas aves para criadouros particulares no Brasil e exterior e a destruição do seu habitat, afetando principalmente as áreas de alimentação.

Conservação e manejo: Existe um Programa de Conservação da Arara Azul de Lear coordenado pelo Cemave- ICMbio em parceria com várias instituições e um comitê internacional para recuperação da espécie na natureza e em cativeiro. Em Canudos a bióloga Érica Pacífico vem realizando estudos sobre a biologia reprodutiva da espécie com o apoio da Fundação Biodiversitas e o Museu de Zoologia da USP. O Instituto Arara Azul começou a fazer parte deste programa ao firmar convênio como a Fundação Loro Parque, em Tenerife na Espanha (2010-2012), para desenvolver ações voltadas ao envolvimento das comunidades, educação ambiental e de geração de renda. Este projeto é desenvolvido na região de Euclides da Cunha, que representa 51% da área de alimentação da espécie e é coordenado pela pesquisadora associada ao Instituto, Simone Tenório. Para saber mais veja em OUTROS PROJETOS.

Referência: GUEDES, N.M.R. 2009 Arara-azul-de-lear. Site do Projeto Arara Azul. Instituto Arara Azul. www.projetoararaazul.org.br

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Asararasazuis/Araraazuldelear/tabid/296/Default.aspx

As araras brasileiras

As araras são encontradas desde o Sul da América do Norte (México) até América do Sul. São 16 espécies de araras, distribuídas entre seis gêneros. Aqui, novamente o Brasil é campeão, por ter representantes de todos os gêneros e o maior número de espécies, num total de 13 espécies de araras. As “araras azuis” atuais são quase exclusividade brasileira, pois duas espécies A. leari e Cyanopsitta spixii são endêmicas (só são encontradas) no Brasil. A arara azul A. hyacinthinus tem a maior população no Brasil, sendo que foi praticamente extinta no Paraguai e Bolívia, mas já sendo encontrada neste último.

Do gênero Ara, o Brasil possui quatro representantes que são as duas araras-vermelhas, (A. chloropterus e A. macao), a arara-canindé (A. araraúna) e a maracanã-guaçu (A. severus). São encontradas mais quatro espécies consideradas grandes araras e que pertencem a esse gênero: Ara ambígua (Buffon`s Macaw) que ocorre na América Central em Honduras, Nicaragua, Costa Rica e Panamá com uma sub-espécie guayaquilensis que ocorre na Colômbia e Equador; Ara militaris (Military Macaw) que ocorre desde o México até norte da Bolívia, com três sub-espécies: militaris, boliviana, mexicana; Ara glaucogularis (Blue-throated Macaw) e Ara rubrogenys (Red-fronted-Macaw) que só ocorrem na Bolívia.

Completam a lista das araras brasileiras, citadas abaixo, mais cinco espécies, pertencentes a três gêneros, que são consideradas as araras pequenas.

As araras brasileiras estão distribuídas em 6 gêneros diferentes, são eles:

Anodorhynchus: com 3 espécies: A. hyacinthinus, A. leari e A. glaucus.
Cyanopsitta: 1 espécie C. spixii.
Ara: com 4 espécies: A. ararauna, A. chloropterus, A. macao e A. severus.
Orthopsittaca: com 1 espécie: O. manilata.
Primolius: com 3 espécies: P. maracanã, P. auricollis e P. couloni.
Diopsittaca: com 1 espécie: D. nobilis.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Ararasbrasileiras/tabid/310/Default.aspx

Arara Azul: Espécies ameaçadas

Devido à limitação dos recursos naturais renováveis, ao aumento da população humana, a necessidade de produzir cada vez mais alimento, a perda, a descaracterização ou fragmentação de habitat, a poluição e as mudanças climáticas globais, muitos animais no mundo inteiro estão a caminho da extinção.

Segundo União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN), a extinção é uma ameaça para 12.259 espécies de animais e plantas, de todo o planeta, e já se transformou em realidade em 762 casos. Outras 58 espécies, já não são mais encontradas em ambiente silvestres, sendo reproduzidas ou conservadas apenas em cativeiro. O Brasil é o quarto país no ranking de animais que estão em perigo de extinção, pois tem 282 animais em risco de extinção, contra 859 dos Estados Unidos, 527 da Austrália e 411 da Indonésia.

Araras e papagaios são exemplares dos mais impressionantes da avifauna tropical. Exatamente por serem belos, com plumagens coloridas, se adaptarem facilmente ao cativeiro, possuírem capacidade de imitar a fala e interagir bem com a população humana, os Psitacídeos são um grupo dos mais ameaçados do mundo. O interesse humano pelas araras é tão antigo que há muitos séculos elas já eram capturadas para servirem como animais de estimação e utilização de suas penas como ornamento. Por isso, o Projeto Arara Azul tem utilizado a arara-azul como espécie bandeira para a conservação.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Esp%C3%A9ciesamea%C3%A7adas/tabid/292/Default.aspx