Maracanã-nobre

Nome popular: Maracanã-nobre
Nome científico: Diopsittaca nobilis.
Comprimento: 30 a 35 cm.
Peso: 129 a 169 g.

Coloração: coloração verde, com fronte azul, encontro e coberteiras inferiores (penas menores) das asas vermelhas e cara branca.

Distribuição Geográfica: Ocorre desde a Venezuela e Suriname ao Brasil (Mato Grosso, Goiás, São Paulo e estados do nordeste).

Habitat: Cerrado, palmares e beira de mata.

Alimentação: Flores, frutos e sementes.

Status: essa espécie não se encontra em perigo de extinção (CITES II).

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Outrasesp%C3%A9ciesdeararas/Maracan%C3%A3nobre/tabid/309/Default.aspx

Monitoramento das araras azuis no Mato Grosso

MONITORAMENTO DE UMA POPULAÇÃO DE ARARA-AZUL-GRANDE Anodorhynchus hyacinthinus NO PANTANAL DE MATO GROSSO

Pedro Scherer Neto
Setor de Ornitologia do Museu de História Natural “Capão da Imbuia”.

Este trabalho tem como objetivo principal monitorar uma população desta arara que se concentra diariamente para o repouso noturno em palmeiras-bocaiúvas situado na Fazenda São Francisco do Perigara, município de Barão de Melgaço no Pantanal de Mato Grosso. Essa concentração, considerada a maior concentração de arara azul conhecida em vida livre, vem sendo mantida a mais de 40 anos por iniciativa do proprietários que cercaram uma pequena área de bocaiúvas para utilização exclusiva das araras azuis que não são perturbadas na região.

Bando de araras na Baia do Rubafo, Pantanal MT.
Foto: Neiva Guedes Araras sobrevoando Baía do Rubafo Pantanal MT.
Foto: Neiva Guedes
Censos foram conduzidos desde o ano de 2000 até 2006, inicialmente com o apoio do WWF Brasil e revelaram o encontro de dezenas de araras azuis nesta fazenda e suas imediações. Em 2005 a equipe do Projeto Arara Azul iniciou o cadastramento e mapeamento de ninhos ativos para avaliar o sucesso da reprodução nesta população.

Esta pesquisa conta com o apoio: WWF Brasil; Fazenda São Francisco do Perigara; Instituto Arara Azul; Parque das Aves Foz Tropicana; Museu de História Natural Capão da Imbuia. Para o ano de 2007 este projeto deverá ter continuidade com o apoio do Programa Pantanal para Sempre do WWF.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/ArarasazuisnoMatoGrosso/tabid/227/Default.aspx

Estudo sobre o Manduvi

Caracterização Populacional de Manduvi (Sterculia apetala (Jacq.) Karst – Sterculiaceae) e suas implicações no oferecimento de ninhos para a Arara-azul no Pantanal-Sul, Mato Grosso do Sul, Brasil

Antônio dos Santos Júnior Biólogo – Doutorando Unb

Manduvi ou Amendoim-de-bugre é o nome regional dada à espécie Sterculia apetala, representante da família Sterculiaceae. É uma árvore de grande porte que vem diminuindo a densidade populacional com os efeitos do manejo inadequado dos habitats, fenômeno que pode estar interferindo na dinâmica das populações desta espécie. Conseqüentemente, há diminuição na disponibilidade de recursos para a arara-azul e outras aves que utilizam as cavidades no tronco destas árvores como ninhos, ou consomem as sementes produzidas em grande quantidade, todos os anos. Aliás, as sementes torradas são consideradas uma iguaria pelos nativos da região, os quais as consomem em quantidade, sendo também reputadas como medicinais.

Antonio e estagiário fixacão baqueta.
Foto: Cézar Corrêa Antonio estudando manduvi.
Foto: Cézar Corrêa
Pesquisas demonstram que esta espécie arbórea tem a regeneração de sua população comprometida devido ao manejo que se realiza na área pantaneira para que a pecuária possa se desenvolver. Há uma perda média de 5% das árvores adultas que abrigam ninhos, em razão de queimadas, derrubadas e tempestades.

Segundo a bióloga Neiva Guedes, coordenadora do Projeto Arara Azul, o Manduvi é uma espécie-chave para a população de arara-azul no Pantanal, uma vez que 94% dos ninhos desta ave são abrigados nas cavidades existentes nesta espécie arbórea. Ademais, um amplo número de espécies que utilizam as cavidades torna evidente a competição por abrigo e sítio de nidificação, estando entre elas: o Gavião-relógio, o Urubu-comum, o Pato-do-mato, a Arara-vermelha, entre muitas outras, demonstrando deste modo à pequena disponibilidade deste recurso na área em questão.

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O Manduvi pode ainda ser considerado uma espécie guarda-chuva para a conservação da diversidade biológica no Pantanal-Sul, pois preservadas as condições ecológicas para o recrutamento e sobrevivência de indivíduos jovens, um grande número de espécies de plantas e animais que ocupam os mesmos habitats serão favorecidos.

Nesse sentido, estudos baseados nas técnicas dendrocronológicas são importantes para o conhecimento da estrutura etária das populações de Manduvi no Pantanal-Sul. Desse modo embasando estudos futuros sobre manejo e conservação de populações de espécies animais que utilizam esta espécie arbórea, tanto na forma de alimento quanto para nidificação como no caso das araras-azuis.

O conhecimento da idade e da taxa de crescimento das árvores é fundamental para estudos sobre populações, produtividade e desenvolvimento de ecossistemas. A estimativa da idade permite a inferência do padrão populacional e é essencial para uma melhor compreensão da dinâmica do ecossistema florestal. A determinação da idade com base na contagem de anéis de crescimento gera um grande potencial para o estudo da dinâmica de ecossistemas florestais, impactos ambientais, manejo de florestas sob o ponto de vista exploratório como recursos renováveis, bem como para estabelecimento de estratégias de ação e proteção da flora e fauna ameaçadas de extinção. Apesar de grande importância, estudos sobre formação de anéis e idade de árvores tropicais são raros.

Assim, os objetivos da pesquisa sobre populações de Manduvi iniciada no início de 2004, são: (1) caracterizar as populações de Manduvi (S. apetala) para gerar um modelo que permita estimar a idade da árvore a partir de uma medida morfométrica, como o diâmetro à altura do peito, através de estudos dendrocronológicos; (2) avaliar a estrutura etária de três populações de Manduvi no Pantanal-Sul, através de estudos dendrocronológicos; (3) avaliar a oferta potencial de cavidades (ninhos) para nidificação das araras-azuis e fornecer subsídios para planos de manejo e conservação de araras-azuis.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/EstudosobreoManduvi/tabid/143/Default.aspx

Projeto Papagaio Verdadeiro

PAPAGAIO-VERDADEIRO: MANEJO E CONSERVAÇÃO NO CERRADO E PANTANAL DE MATO GROSSO DO SUL, BRASIL.

Coordenadora: Zootecnista Gláucia Helena Fernandes Seixas Doutoranda em Ecologia e Conservação – UFMS
Todos os anos centenas de filhotes de papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) são retirados de Mato Grosso do Sul para abastecer o comércio ilegal de animais de estimação, dentro e fora do Brasil. Importante indicador nesse sentido são os mais de 4.000 papagaios, apreendidos pelos órgãos de fiscalização desde 1988. Tais números preocuparam ambientalistas e autoridades, que verificaram a necessidade de realização de um projeto de conservação para a espécie que passou a ser considerada o símbolo do tráfico de animais silvestres em MS. Em 1997 inicia o Projeto Papagaio-verdadeiro, idealizado e coordenado pela zootecnista Gláucia H. F Seixas foi tema de sua especialização, mestrado e atualmente doutorado em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

O objetivo do projeto é conhecer a biologia e ecologia desse papagaio para propor ações de conservação para a espécie e ambiente onde vive. Além disso, quer alertar as pessoas quanto aos danos à natureza ao se retirar filhotes e destruir o ambiente. Afinal, a retirada do papagaio-verdadeiro da natureza, sem nenhum critério, e a alteração do seu ambiente pode contribuir para a extinção da espécie.

O projeto papagaio-verdadeiro atua em duas linhas: pesquisa, com ações que visam identificar a situação da espécie na natureza, tais como as características dos ninhos, áreas de reprodução, crescimento dos filhotes, acompanhamento de filhotes após deixarem os ninhos, monitoramento dos filhotes de papagaios soltos e contagem em dormitórios para estimar a população e educação ambiental, com ações de divulgação do projeto junto aos moradores e turistas das áreas onde o projeto é desenvolvido, objetivando estimular a reflexão, discussão e reavaliação de posturas frente à questão ambiental, a fim de fomentar ações compatíveis com a conservação da espécie e seu ambiente.

No Pantanal de Mato Grosso do Sul já foram coletadas informações sobre a sobrevivência de filhotes reintroduzidos, características dos ninhos e crescimento dos filhotes em vida livre. Atualmente o projeto verifica o padrão de atividade diária e uso do habitat para reprodução, alimentação e dormitório, além de monitorar os filhotes dos papagaios soltos que nasceram em vida livre.

Todas as atividades incluem a participação de diversos profissionais tais como biólogos, veterinários, zootecnistas, especialistas em geoprocessamento, estagiários de diversas áreas e auxiliares de campo. A divulgação é realizada em periódicos científicos, meios de comunicação de massa e eventos, com caráter informativo e educativo, visando à conscientização da população quanto aos danos causados pela captura dos papagaios da natureza.

A execução do projeto conta com o apoio do Instituto Arara Azul, além de empresa (Parque das Aves – Foz Tropicana) e proprietários rurais (Refúgio Ecológico Caiman, Refúgio da Ilha Ecologia, Faz. San Francisco, Faz. Santo Antonio e Faz. Novo Horizonte), numa composição que varia a cada ano. Também recebe doações financeiras de pessoas e instituições preocupadas com a preservação ambiental, assim como comercializa produtos com o tema papagaio (camisetas, cartões-postais, colares, anéis, etc).

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/Outrosprojetos/ProjetoPapagaioVerdadeiro/tabid/142/Default.aspx

Maracanã-de-cabeça-azul

Nome popular: Maracanã-de-cabeça-azul
Nome científico: Primolius couloni.
Comprimento: 41 cm.
Peso: 240 a 259 g.

Coloração: coloração verde, a cabeça e as rêmiges azuis, não tem cara branca, lado superior da cauda, avermelhado.

Distribuição Geográfica: Peru, norte da Bolívia e no Brasil foi avistada no Acre.

Habitat: Mata e floresta tropical.

Alimentação: Frutos, flores e pequenas sementes.

Status: essa espécie não é bem conhecida no Brasil.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Outrasesp%C3%A9ciesdeararas/Maracan%C3%A3decabe%C3%A7aazul/tabid/308/Default.aspx

Maracanã-de-colar

Nome popular: Maracanã-de-colar
Nome científico: Primolius auricollis.
Comprimento: 41 cm.
Peso: 240 a 259g.

Coloração: Coloração verde, com fronte escurecida e distinguível pela faixa no pescoço de cor amarela.

Distribuição Geográfica: Bolívia, Paraguai, Argentina. No Brasil ocorre no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e norte do Tocantins.

Habitat: Capões e mata de galeria.

Alimentação: Frutos, flores e pequenas sementes.
Primollius auricollis.
Foto: Cassiano Zapa
Status: Essa espécie não se encontra em perigo de extinção no Brasil. Pouco conhecida na natureza. Primeiros trabalhos de campo no Brasil sendo realizados pelo Projeto Arara Azul e Projeto Papagaio Verdadeiro.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Outrasesp%C3%A9ciesdeararas/Maracan%C3%A3decolar/tabid/307/Default.aspx

Maracanã-do-buriti

Nome popular: Maracanã-do-buriti
Nome científico: Primolius maracana.
Comprimento: 41 cm.
Peso: 246 a 266 g.

Coloração: coloração verde, abdômen e parte superior das coxas rubro, pele facial amarela pálido e testa vermelha.

Distribuição Geográfica: Ocorre desde o Maranhão até Argentina e Paraguai

Habitat: Beira de matas, buritizais e outros palmares.
Alimentação: Frutos e sementes

Status: essa espécie é classificada como vulnerável a extinção (CITES I), ou seja, se medida não forem tomadas essa espécie pode entrar em processo de extinção.

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Outrasesp%C3%A9ciesdeararas/Maracan%C3%A3doburiti/tabid/306/Default.aspx

Maracanã-guaçu

Nome popular: Maracanã-guaçu
Nome científico: Ara severus
Comprimento: em torno de 50 cm.
Peso: 285 a 387 g.

Coloração: coloração verde, com penas vermelhas e azuis nas asas e cauda, pele facial branca com fileiras de penas fina pretas e testa de cor castanha.

Distribuição Geográfica: Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador, Peru e Bolívia. No Brasil ocorre da região Amazônica até o norte do Mato Grosso.

Habitat: áreas de mata ciliar e buritizais.

Alimentação: Frutos, sementes, flores e folhas.

Status: essa espécie não se encontra em perigo de extinção (CITES II).

fonte: http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Ararasdog%C3%AAneroAra/Maracan%C3%A3gua%C3%A7u/tabid/303/Default.aspx

Maracanã-de-cara-amarela

Nome popular: Maracanã-de-cara-amarela
Nome científico: Orthopsittaca manilata.
Comprimento: 44 cm.
Peso: 292 a 390 g.

Coloração: coloração verde, com peito acinzentado escamado, abdômen rubro, pele facial amarela e bico preto.

Distribuição Geográfica: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Venezuela, Guianas. No Brasil ocorre desde a Amazônia até Piauí, oeste da Bahia e de Minas Gerais e também no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Habitat: Mata ciliar e buritizais.

Alimentação: Frutos.
Maracanã comendo buriti em Campo Grande.
Foto: Angélica Midori
Status: essa espécie não se encontra em perigo de extinção (CITES II).

fonte:http://projetoararaazul.org.br/arara/Home/AAraraAzul/Outrasesp%C3%A9ciesdeararas/Maracan%C3%A3decaraamarela/tabid/305/Default.aspx