Proteção Garantida

Com algumas medidas a saúde e o bem estar de suas aves podem estar sempre ao seu alcance. A medida profilática ou preventiva é um conjunto de procedimentos que tomamos para evitar a entrada e a disseminação de uma ou mais doenças em nossos plantéis. Nada mais é do que atitudes que tomamos, diante de uma situação, no intuito de nos protegermos contra possíveis problemas que possam acometer nossas aves e que são decorrentes de um ato nosso pré ocorrido.
As medidas mais importantes são:
• 1º | Na aquisição de pássaros
A|- Procurarmos criatórios idôneos e com boa seleção de matrizes , se possível através de indicações de outros criadores. Criadores estes devidamente cadastrados no IBAMA para que estejamos dentro das exigências legais.
B|- Observar a presença de aves com aspecto anormal dentro do criatório de onde se vai adquirir um ou mais exemplares. Caso houver animais com comportamento diferente dentro do plantel o melhor é esperar a estabilização para se efetuar a aquisição.
C|- Procurar aves com atitudes esperta , ativa , sem falhas ou defeitos de penas , asas, pernas, cabeça e bico , olhar atento , sem ferimentos evidentes em qualquer parte do corpo , com apetite normal fazes e urina de aspecto e volume normal , sem odor forte ou alterados sem coceiras pelo corpo ou vícios visíveis.
D|- Evitar aves obesas ou com deformação evidentes.
E|- Evitar aves com coceiras , falhas de penas em face , pernas e crostas em pernas e bico.
F|- Evitar aves muito velhas , sempre dar preferência a aves mais novas , a não ser que haja interesse em alguma características que possa possuir.
G|- Qualquer outra alteração encontrada deve ser sem´re bem analisada antes de se concretizar a compra.

• 2º | No ambiente
A|- Luz
Devemos acomodar as aves em ambientes com boa iluminação, sendo que preferencialmente a natural . Caso não seja possível a manutenção de luz natural, devemos usufruir de lâmpadas normais com complementação de outras que foram desenvolvidas especialmente para aves que vivam em ambientes fechados ( UVA E UVB para aves). Podemos efetuar a complementação de luz com auxílio de equipamentos como um “timer” e um “dimer”.
B|- Ventilação
O ambiente deve ser bem ventilado , com boa circulação de ar. mas sem correntes de vento . A ave aguenta muito bem o frio , mas não suporta correntes de vento.
C|- Temperatura
Deve ter sempre temperatura amenas, pois as temperaturas muito altas ou muito baixas podem favorecer o desenvolvimento de estresse térmico nas aves , enfraquecendo-a e gerando problemas aos animais.
D|- Umidade
A umidade relativa de ar deve ser agradável , pois o excesso de umidade facilita a propagação de bactérias e fungos no ambiente , o que favorece a degradação do estado de saúde de nossos animais, como a baixa umidade interfere diretamente na saúde respiratória das aves e no índice de eclosão de ovos de nossas fêmeas , entre outras ações diretas.
E|- Gaiolas e acessórios
Devem ser limpos com freqüência e a utilização de desinfetantes deve ser constante.

• 3º | Na alimentação
A|- Filhotes
Devemos ter cuidados especiais com relação à limpeza e manuseio dos utensílios utilizados no manejo dos filhotes . Devemos lembrar que são muito frágeis e que qualquer alteração ou erro pode ser catastrófico para a saúde dos mesmo . A limpeza dos comedouros , unhas , bebedouros, porta- vitaminas e outros, devem ser sempre bastante criteriosos para que não disseminemos um problema pequeno em nosso plantel , tornando-o enorme. Um alimento bem elaborado, com cuidados especiais com a limpeza correta , normalmente é a fórmula para o sucesso.
B|- Adultos
Cuidado com manuseio dos alimentos , apesar de serem mais resistentes que os filhotes nunca devemos descuidas da alimentação.

• 4º | Na reprodução
A|- A introdução de matrizes (machos e fêmeas) em nossos plantéis deve ser criteriosa e ser feita sempre no período de quarenta , para que possamos avaliar essas novas aves .Período este importante , pois facilita a detecção de anomalias ou doenças que possam existir , impedindo-as de atingir nossos criatórios . Por menor o problema que possa ser quando consegue entrar em nosso plantel , com certeza este será multiplicado pelo número de animais que mantemos , ou seja teremos vários pequenos problemas , ou um “problemão” diluído em várias aves.
B|- No caso de as aves ficarem doentes durante a fase de reprodução, com ou sem filhotes, primeiramente devemos separá-las e descobrir qual a doença que as acomete deste modo determina um modo de ação e controle . Procure o auxílio de um Médico veterinário para que seja efetuado um correto diagnóstico e tratamento.

• 5º | Desenvolvimento de quarentenário e manejo de aves doentes
A|- O recinto deve ficar separado do criatório e as aves doentes em gaiolas de metal , para facilitar a higienização. Caso o criatório for grande devemos deslocar uma pessoa para o local, para que fique responsável pelo manejo e tratamento das aves. As condições de quarentenário devem respeitas as condições ideais no criatório.
B|- Manejo de animais doentes
Fornecer alimentos de fácil apreensão, moles, variados; fonte de calor ; conforto ; evitar estresse; medicar de maneira correta e constante; higiene sempre controlada: qualquer dúvida procurar auxílio para melhorar as condições e assim aumentar o índice de recuperação das aves adoecidas.
C|- Manejo de animais adquiridos
Manter as aves em condições favoráveis e em observação para qualquer alteração que possam desenvolver .Se possível passá-las em visita veterinária para averiguação das suas condições reais.
D|- Qualquer dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário.

Os cuidados são muitos , mas a recompensa em termos aves sadias e ativas é imensurável.

Devemos sim, admirá-las e respeitá-las, aprendendo a nossa evolução interior.
Criar é prazer, preservar é uma Obrigação.

Boa sorte a todos.

Agradecimentos.:
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A respíração está em dia?

Fique por dentro das doenças que podem afetar o sistema respiratório inferior da suas aves.Podemos considerar o sistema respiratório inferior como o conjuntos dos seguintes segmentos: Brônquios, pulmão ,sacos aéreos (são estruturas que podem ser consideradas extensões dos pulmões das aves) e os ossos pneumáticos (são os ossos ocos que podem abrigar os sacos aéreos das aves).
As doenças do trato respiratório inferior compreendem todas as patologias (doenças) que podem afetar ou danificar as referidas estruturas. As doenças do sistema respiratório inferior podem ser ocasionadas por diversos fatores e predisposições ou facilitações. As estruturas deste conjunto podem sofrer ação direta de vários meios de agressão, como as ações:

• Mecânicas
As causas são bastante amplas, onde podemos citar as aspirações de materiais estranhos:
Aspiração de alimento no caso de filhotes novo que recebem alimentação no bico ou mesmo aves adultas debilitadas aonde é necessário o auxílio com alimentação ou mesmo medicação forçadas; aves com problemas respiratórios altos (bico,narinas,seio nasais,frontais e traqueia), com secreções, catarros placas de sujidades e até mesmo sangue, aonde estes ao serem aspirados penetram pela traqueia e vão se alojar na porção baixa (pulmões, brônquios e sacos aéreos), ocasionando alteração nos mesmos.
• Ambiental
Podem ser ocasionados por causa irritantes, como a ação de gases, poeira (industrial, fezes,…), fuligem, odor de tintas toxicas, produtos de limpeza, entre outras causas. Estes fatores levam a uma ação direta sobre o aparelho respiratório ocasionando irritação local, com conseqüente inflamação. Ocorre assim um aumento da produção de secreções por parte do aparelho respiratório (como forma de defesa), com acúmulo de muco e migração de células de defesa para o local. Com o tempo, se a irritação persistir, poderá ocorrer a cronificação do processo levando ao engrossamento e fibrosamento das lesões. A irritação constante pode levas as feridas severas e inflamação dos sacos aéreos (aerosaculite). A inalação de gases, como o liberado por teflon queimado, pode ocasionar processos graves e hemorragias pulmonares.
No processos alérgicos podemos ter irritação severas com grave edema (inchaço) e espessamento da parede dos pulmões. Muitos agentes infecciosos também podem adentar no organismo da ave por via respiratória . Há doenças severas que ocasionam grandes lesões e podem levar à morte das aves. Podemos ter bactérias, fungos e vírus que pela agressividade natural das mesmas ou mesmo associadas, muitas vezes com estresse e queda de resistência por fatores diversos, provocam o desenvolvimento de doenças gravíssimas em nossas aves.
As causas parasitárias com a ação de ácaros traqueias e vermes também devem ser lembradas, pois podem acometer os pulmões e sacos aéreos. Podem levar a quadros de tosse, espirros, dificuldades respiratórias e até mesmo à morte das aves. Podemos ter ainda problemas com tumores ou cânceres nos pulmões e dependendo da sua extensão podem levar à sintomatologia muito severa. Normalmente esse tipo de problemas só pode ser observado, pois normalmente não permitem intervenção cirúrgica. Os sinais clínicos de doenças respiratórias podem ser bem visíveis e característicos, mas em qualquer de suas fases, muitas vezes, podem ser confundidos com outras doenças. A confusão se dá por apresentarem apatia, prostração, “encorujamento” (ficar com as penas arrepiadas), sem apetite, fezes com pouco conteúdo sólido (parece que só urinam , pois não come direito, não produzindo fezes), entre outros sinais muitos comuns em outras doenças . Há dificuldade respiratória de discreta a muito evidente, com postura esticada como se estivesse buscando ar e movimentação da cauda para cima e para baixo (batedeira). Os espirros e a tosse podem estar presentes, como sons anormais audíveis, mesmo sem pegarmos a ave na mão.
Podemos ter alterações externas como secreções nas narinas e mesmo secreção pelo bico como se tivesse engasgando e “vomitando “. Quando em gaiolões ou viveiros elas se tornam inativas e muito intolerantes a exercícios, sendo que muitas vezes podem até mesmo caírem no fundo, por não terem formas o suficiente para voarem de um poleiro para outro. Todos estes sintomas ou sinais são de grande importância na correta detecção do problema respiratório.
• O diagnóstico é determinado após:
Retirada da história clínica da doença, para termos ideia se a ave teve contato com outras aves doentes, o tempo de proliferação da doença, sinais iniciais, alimentação, ambiente, evolução no quadro, entre outras informações importantes para o direcionamento dos exames.
Exame clínico da ave, com as devidas inspeções, auscultação, palpação e outros exames que forem necessário, como, ultrassom, raio-X, exames laboratoriais, histopatologia, entre outros. O tratamento vai depender da doença detectada, sendo específico para cada problema. O prognóstico ou chance da ave recuperar dependerá do estado geral em que a ave se encontra, gravidade da doença, resistência individual, eficiência da medicação perante o agente agressor, ou seja, a sensibilidade ao agente frente o medicamento de escolha, alimentação oferecida, tempo que ave encontra-se doente e principalmente da agressividade do agente causador perante as condições que a ave se encontra.
Como vimos os casos de doenças pulmonares podem ser confundidos com muitas outras patologias parecida, mas que não tem nada em comum com problemas respiratórios. Os agente que podem provocar alterações respiratórias são muito variados o que não nos permite seguir uma única linha de conduta de tratamento, pois cada caso é um caso e a gravidade de cada um é diferente proporcional ao perfeito diagnóstico, tratamento efetuado e resistência individual.
Se uma destas bases ficar abalada facilitará o não sucesso da terapia efetuada, pois não é de dia para outro que a ave vai se recuperar. Se rapidamente a ave decair, parar de se alimentar, não aceitar mais a medicação ou receber de forma inadequada (insuficiente ou excesso), passar frio , não obtiver alimento de fácil apreensão, auto-medicar, entre outros, logicamente terá um fim não muito esperado.
O perfeito equilíbrio na arte de criar e medicar aves se dá com a prática do dia-a-dia, percebendo as suas necessidades e os nossos excessos.
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Lembre-se.: O ato de auto medicar pode agravar a doença, pode não fazer efeito e camuflar a verdadeira doença, dificultado o seu diagnóstico. Não esqueça de informar ao veterinário a(s) medicações que foram administradas antes de encaminhar a ave aos seus cuidados.
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Boa sorte a todos.

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Polimavirose

Polimavirose

É uma doença ocasionada por um poliomavírus, podendo infectar qualquer ave, desde psitacídeos (como os papagaios, periquitos e outros) a passeriformes. Pode ocasionar grandes perdas econômicas com altas taxas de mortalidade dentro do plantel.
A transmissão se dá pelo contato da ave sensível com o agente viral que pode estar presente em fazes , poeira das penas, secreções orais e nasais de aves doentes e carcaças. O contato e a contaminação das aves podem ocorrer com a inalação ou ingestão do agente. As aves que se recuperaram desta doença podem se tornar portadoras, inclusive com a transmissão da doença através dos próprios ovos.
Disto tiramos que muitas aves clinicamente normais podem ser na verdade portadoras deste vírus e dentro do plantén fatalmente levam à disseminação do problema. As aves que sobrevivem da doença podem desenvolver anormalidades de penas, conhecida popularmente como muda francesa ( são mudas sequenciais). O mais importante, a saber, é que nem toda muda francesa é causada por este vírus, existem outras causas que podem levar a quadro semelhante.
Os sinais clínicos podem ser variados como: Aumento de volume abdominal, dificuldade de esvaziamento do conteúdo do papo, hemorragias, mau desenvolvimento dos filhotes, baixa taxa de crescimento , penas anormais e morte.
A morte pode ser súbita e varia muito de acordo com a idade ( as aves mais velhas suportam mais a doença). Alguns animais podem ser afetados desde a fase inicial da vida, até 3 a 4 meses de idade. A morte súbita pode ocorrer com ou sem sinais prévios; as aves que desenvolvem os sinais geralmente morrem de 12 a 28 horas do seu início.
Sinais estes que podem ser bastante variados com o quadro diarrético, de sutil a severo, dificuldade de esvaziamento de papo, depressão, perda de apetite, urina abundante (“fezes” com partes brancas ) e dificuldade de locomoção com paralisias sutis ou severas. A debilidade toma conta do animal levando-o rapidamente à morte. O diagnóstico se dá por achados de necropsia, sinais, histórias clínicas, exames histopatológicos e testes laboratoriais. O tratamento é de suporte, o que equivale a controlar as alterações que eventualmente apareçam.
Por ser doença viral o próprio organismo é que deve produzir células de defesa e assim combater o mal. Para se evitar a disseminação dentro do plantel, a preservação se dá com o isolamento das aves suspeitas e doentes; higiene local; cuidado na manipulação de aves mortas, entre outras atitudes.
O sucesso da criação de aves se dá por detalhes, detalhes estes muitas vezes ignorados ou desprezados por nós mesmos.
Se formos criteriosos nos cuidados de nossa criação, com certeza evitaremos muitas armadilhas e desgostos que poderiam nos surpreender.

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Doença do Pacheco

Saiba o que é a Doença do Pacheco e fique por dentro dos males que ela pode ocasionar à sua ave.

É uma doença que afeta todas as espécies de psitacídeos (nativos ou importados), independente da idade e sexo. Sua característica principal é a morte súbita de aves que até o momento da morte demonstravam estar perfeito estado de saúde.
O agente causador da doença é um herpesvírus, que leva a uma alteração do fígado e baço de forma a necrosar os mesmo e invariavelmente a morte vem de forma muito rápida. O vírus persiste na natureza e nos plantéis em aves doentes ou portadoras (aves que possuem o vírus dentro de si, mas não apresentam sintomas da doença) de forma tal que periodicamente exista a reativação da doença incubada e assim estas eliminam os vírus de modo a espalhar e contaminar novas aves.

A transmissão se dá através da contaminação do ambiente com fazes e secreções faringianas, decorrentes de espirros , vômitos ou outras excreções. No ambiente podem contaminar o recinto, alimentos , água e acessórios , de modo que ocorra exposição das aves ao agente, facilitando assim a sia disseminação para novas vítimas. Existem outros meio de transmissão como os acessórios, insetos , sujidades, carros, correntes de vento e até mesmo as nossas próprias mãos. O vírus parece ser instável no meio ambiente , mas há muitos casos onde esse tempo parece não ser real, pois do contato à sintomatologia pode ter passado um período muito longo.

A incubação que nada mais é do que o tempo necessário para que o vírus entre no corpo até que a ave comece a demonstrar sintomas da doença , é em torno de 3 a 7 dias. Muitas aves que chamamos de assintomáticas, ou seja, possuem o vírus dentro de si, mas não demonstram a doença, provavelmente são as grandes responsáveis pela manutenção do mal na natureza e em nossos plantéis.

Como sinais clínicos, podemos ter:
• Sinais inespecíficos ( que podem aparecer em qualquer doença ), como a falta de apetite, vômitos, diarreias, urina esverdeada, secreção nas narina, sinais nervosos apatia, entre outros sinais. Normalmente essas aves evoluem para a morte , mas algumas podem se recuperar.
• O sinal mais caraterístico ( e de maior relato) é a morte de aves clinicamente sadias e que vêm a morrer de modo rápido e sem demonstrarem nenhum sintomatologia anterior. Ou seja, pareciam estar em perfeito estado de saúde até mesmo antes da sua morte.

O diagnóstico pode ser feito com o achado do vírus nas fazes ou em secreções da boca após a morte por achados de necropsia podem indicar a morte por herpesvírus. O tratamento é complicado, pois não existe medicamento eficaz contra o agente viral, podemos tentar manter o quadro clínico estável, oferecendo medicação de suporte para que a ave possa demonstrar sinais de combate e melhora da doença. A prevenção é a maior aliada no controle da disseminação da doença.
Devemos tentar separar indivíduos susceptíveis daqueles suspeitos de portarem o vírus. Cuidados com a higiene do criatório, acessórios, gaiolas, paredes e funcionários são determinantes na disseminação da doença em nossos criadouros. O herpesvírus normalmente é sensível ao ressecamento e à maioria dos desinfetantes.
O estresse das aves pode facilitar a disseminação da doença por fragilizar o sistema imunológico das aves sadias e favorecer uma maior eliminação de vírus pelas aves afetadas por ficarem mais sentidas e fracas. Assim sendo, qualquer fatos que facilite a queda de resistência das aves favorece muito maior eliminação e disseminação da doença das aves presentes em nossos plantéis e em outros.

Um forte Abraço a todos

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Doenças de Traqueia e Siringe

Fique atento, ao primeiro sinal de algum problema, tome as providências necessárias e reverta a situação. A traqueia é composta de anéis de cartilagem e interliga a porção oral de ave até os pulmões. A sua importância, é justamente pela condução de ar do meio externo para dentro dos pulmões e sacos aéreos, onde ocorrerá as trocas gasosas.

A siringe é um segmento da traquéia e o seu limite é justamente a parte limítrofe com pulmões. Existem muitas causas e fatores que podem levar a alterações da traquéia e da siringe, como :
– Nutricionais
Dentre as causas nutricionais a mais importante é a deficiência ( entre outras) pode promover a facilitação da formação de placas espessadas das células da parede traqueal , levando-se assim a promover uma alteração na passagem do ar pela mesma.
– Mecânicas
São obstruções causadas pela inalação de diversos produtos, como a papa de filhotes o proprietário, na alimentação de filhotes, coloca a sonda em via falsa – ao invés de colocar no esôfago ele sonda a traquéia, fazendo com que a papa não vá para o papo e sim para a traquéia e pulmões; ou oferece do modo muito rápido na orofarinfe fazendo com que a ave se engasgue ,levando-se assim a obstrução total ou parcial da traquéia e siringe), água, frutas, sementes, cascas de sementes, larvas, placas de secreções que possam estar na abertura da traquéia, entre outras.
– Tumorais
Processos tumorais na traquéia e mesmo próximo à mesma, podem provocar alterações físicas levanto à sua deformação, acarretando assim na dificuldade da passagem de ar.
– Parasitárias
Por ação de vermes como Syngamus trachea (verme da pevite), ácaros de traquéia (Sternostoma tracheacolum) que podem invadir a mesma também os sacos aéreos, promovendo assim a inflamação local e por ela ou pela própria presença física dos mesmos, diminuir a passagem de ar.
– Traumáticas
Provocadas por: quedas de poleiros; briga entre aves; aves ligeiras que se assustam e trombam com obstáculos; contentação física arrônea; entre outros acidentes.
– Infecciosas
Podem ser ocasionadas por bactérias, fungos, leveduras e vírus. Estes agentes podem se alojar na traquéia e siringe, levando à inflamação no local com formação de secreções em forma de catarro, pus ou mesmo em placa. No caso de vírus, as alterações no corpo da ave são generalizadas, podendo causar mudanças na traquéia e siringe, levando-se assim à inflamações e formação de secreções. Esta inflamação ou mesmo as secreções podem facilmente levar a um leve ou grave diminuição do diâmetro da traquéia, fazendo as passagem de ar pela mesma, acarretando em dificuldade respiratória.

– Sinais Clínicos
– Poderemos ter:
– Processo respiratório de início rápido e severo, com respiração bastante dificultosa e muitas vezes de bico aberto.
– Processo respiratório de evolução gradual, com dificuldade de inspirar e expirar.
– Tosse e espirro com ou sem eliminação de secreções.
– Sons de estalido, respiração ofegante e/ou com sons de volume muito alto, audíveis só de chegarmos perto da gaiola.
– Alterações de voz e mesmo a perda da mesma.

O diagnóstico é feito através do histótico clínico da ave, exames clínicos, exames laboratorias, radiografia e endoscopia. O tratamento vai depender da causa e do início do problema. Devemos assim determinar a causa ou agente causador e efetuar a sua remoção de modo físico ou medicamento.
Mesmo sempre tomando todos os cuidados essenciais, podemos ter à nossa frente não só doenças infecciosas, mas também problemas causado por acidentes. Todos os cauidados, às vezes, não são suficientes para previnirmos problemas, mas nos damos por satisfeito quando os acidente diminuem em nossa criação se desenvolve de forma desejavél e de modo harmônico.
A nossa vontade é que sempre as coisas transcorram de forma positiva. As doenças de traquéia e siringe são desgastante, principalmente para os amantes de aves canoras, pois muitas vezes refletem na alteração de duas vozes. São, em sua grande maioria, doenças graves, pois podem levar à morte da ave no prórpio manuseio do exame clínico. A agitação e o estresse de contenção para o exame clínico podem fazer com que haja deslocamento de secreçoes e corpos estranhos ( sementes , grãos, remédios, entre outros ) na traquéia e siringe provocando um precesso de “asfixia” (pela dificuldade da passagem de ar), o que pode culminar na morte da mesma. São acidentes desagradáveis, mas que todos estamos sujeitos. Controlando os fatores que podem favorecer os acidentes, estaremos minimizando as chanses de termos desagradáveis surpresasa.

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