Anilhamento!

Para identificar as aves, o sistema mais prático e seguro, consiste na colocação de anilhas nas pernas dos filhotes. A anilha é um anel de alumínio, fechado e inviolável, no qual está gravado as siglas da Federação e da Sociedade que as emitiu, o ano do nascimento, o número de ordem e o número do criador. Esta anilha é a identidade do pássaro, pois não sairá mais de sua perna, acompanhando-o por toda a vida. Os pássaros para serem apresentados em exposições e concursos oficiais devem portar obrigatoriamente anilhas.

As anilhas são colocadas nos Ringneck, com poucos dias de vida, de 4 a 10 dias, mas sempre tendo-se em conta o desenvolvimento de suas pernas, evitando-se que a operação seja traumatizante no caso de grande desenvolvimento ou que o pássaro a perca, se a manobra for realizada muito cedo.

O anilhamento é um processo delicado e às vezes é difícil, para o principiante. Deve ser feito sobre uma mesa forrada com papel, pois ao se pegar os filhotes nas mãos, é comum que os mesmos defequem.
Para anilhar, toma-se o filhote com a mão esquerda, e com a direita o anel. Passa-se a anilha pelos três dedos anteriores, deslizando-se até o início da articulação. Segura-se a ponta desses dedos e deslocase a anilha através do dedo posterior, que deve estar no mesmo sentido da perna, fazendo com que o anel passe para a perna. Em seguida liberta-se o dedo posterior, desenganchando-o da anilha. Essa operação pode ser facilitada, untando-se os pés dos filhotes com vaselina ou outro lubrificante neutro.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Você Sabia ! – O que faz nascer mais FÊMEAS OU MACHOS


Segundo alguns estudos feitos para algumas espécies de aves, o aumento do número de fêmeas que nascem ocorre quando o ambiente não está nas condições que as fêmeas considerariam adequadas para ter filhotes machos.
Em situação de stress, elas tendem a reter ovos que dariam origem a machos e liberar mais ovos para fêmeas. Em alguns casos quando a fêmea se sente obrigada a dar gala a um macho, esse fenômeno pode ocorrer. Os estudos ainda estão em andamento pelo mundo para confirmar todas essas hipóteses que por enquanto são as mais prováveis. Então um conselho importante é que, nas próximas posturas procure estar atento ao stress das fêmeas. Os estudos mostraram tambem que fêmeas bem alimentadas, saudáveis, vivendo em ambientes tranquilos e podendo escolher o seu parceiro macho, fazem com que nasçam mais machos.

– Agradecimentos.:
– Antonio Francisco
Biólogo- Especialista em Biologia Molecular

fonte: http://exoticparrotpark.blogspot.com.br/2011/06/voce-sabia-o-que-faz-nascer-mais-femeas.html

A Hipocalcemia – Falta de Calcio

A Hipocalcemia é uma doença relativamente comum na rotina das crianções comerciais e amadoras, sendo muitas vezes desastrosa, quando afeta nossas aves de modo agressivo e fulminante. Tenho recebido algumas aves que muitas vezes têm sintomas que o proprietário, mesmo os antigos, não percebem com facilidade ou não associam com a deficiência de cálcio.

Vamos explanar um pouco sobre esse assunto com a intenção de proporcionar mais informação aos nossos amigos passarinheiros, para que consigam controlar e até mesmo diminuir os casos de deficiência de cálcio em nossas aves.
A causa da doença, como próprio nome diz, é a falta de cálcio que podem ocorrer por diversos fatores.
–» Dentre eles podemos ter:

Alimentação inadequada com deficiência ou balanceamento errado de cálcio/fósforo;
Deficiência de vitamina D na dieta da ave , pois é ela que faz com que haja facilitação na absorção de fontes de cálcio contidas no alimento;
Problemas glandulares da ave, levando uma má reabsorção renal de cálcio e utilização do mesmo dentro do organismo
Problemas digestivos que promovam uma aceleração do trânsito intestinal , diminuindo se assim a absorção de nutrientes e di cálcio alimentar;
Alimentação com baixo índice ou concentração de gordura, favorecendo a não absorção de vitaminas lipossolúveis , que são as vitaminas A,E,K e a vitamina D.
As vitaminas lipossolúveis ( A, D, E e K) se dissolvem na gordura do alimento e quando ocorrem as absorção estar também são absorvidas . Daqui concluímos que , para que ocorra uma absorção correta e eficiente das vitaminas lipossolúveis necessitamos do mínima de gordura na alimentação normal das aves.
Perdas excessivas de cálcio decorrentes de condições que favoreçam , como : diarréias com lesão de mucosa intestinal ; de exercícios excessivos ; posturas sequências ; grande número de ovos por postura ; parasitas intestinais ; protozoários intestinais parasitos externo ( piolhos ) hematófagos ( que se alimentam de sangue ) ; entre outras causas.

–» Como sinais clínicos , podemos ter :
Nas fêmeas em fase reprodutivas o sinal mais comum são os ovos virados , levando a debilitação da mesma e caso não for efetuada a sua correção pode evoluir para a morte do animal;
Aves com fragilidade óssea onde podem ocorrer fraturas espontâneas ( o osso se rompe sem o animal fazer esforço excessivo ou mesmo com a sua atividade normal ), engrossamento de juntas óssea ( articulações ) , deformação de pernas, dedos, asas , coluna, entre outras;
Sinais neurológicos, como: ataques convulsivos, falta de coordenação motora, má posicionamento da cabeça, andar, em círculo, paralisias e ( é como se fosse uma meia paralisia ) , fraqueza ; dificuldades visuais , entre outros ;
Falta de apetite
Alteração respiratória com fraqueza e grande dificuldade, levando a ave a estado agônico
Alteração cardíaca podendo levar até mesmo a enfarto e morte;
Com o progredir do problema o desfecho da doença é a morte da ave.
–» O diagnóstico da hipocalcemia se dá através de :
Histórico da ave com relação à alimentação problemas que a ave teve ou tem controle parasitário, entre outros;
Exames clínicos, onde fazemos vistoria e medimos dados que possam indicar a presença desta doença;
Exames laboratoriais em aves de porte maior , onde há a possibilidade de se medir a concentração de cálcio no sangue;
Radiografia óssea , com isso teremos uma ideia do grau de calcificação nos ossos da ave;
Devemos descartar ou averiguar doenças que possam apresentar sintomas parecidos ou que se assemelham aos sinais hipocalcemia.
O tratamento básico é a complementação de cálcio na alimentação. Como podem ter vários fatores que podem influenciar de modo decisivo na ocorrência ou não desta doença , devemos averiguar todas as alterações que possam estar interferindo noa aparecimento e instalação desta moléstia , facilitando assim o precedimento do correto tratamento. A suplementação de vitamina D, fornecimento de cálcio, correção alimentar e medicação suporte ou sintomática também se tornam necessárias, muitas vezes.
Por ser uma doença decorrente de falta de cálcio no organismo as chances de se obter sucesso em seu tratamento são muito altas. Em alguns casos pode haver regressão de modo lento e gradativo , como exemplo , na hipocalcemia em papagaios do congo ( papagaio jaco, como é conhecido ) que desenvolvem a Síndrome hipocalcêmica , por alteração de uma glândula chamada ” paratiroide “, com isso há deficiência hormonal levando a um quadro de falta de cálcio severo e recuperação lenta.
As medidas mais importantes para que ocorra a prevenção do problema em nossos plantéis se dá na correta administração de rações de fabricantes idôneos , suplementação alimentar quando oferecemos alimento em forma diferentes de ração e cuidados sanitários e higiênicos das aves.
Conclui-se que com a observação contante das aves , com relação a possíveis alterações de comportamento que possam indicar a presença de doenças , poderemos de modo rápido e eficaz controlar essa patologia , minimizando o aparecimento desta e de tantas outras que possam prejudicar a nossa criação

Boa sorte a todos e que tenham sucesso em suas criações, de pequenos ou grande porte, mas a cada dia evoluindo em direção a um ideal.

Agradecimentos.:
» Revista Passarinheiros & Cia
» Dr Luiz Alberto Shimaoka – Clinica veterinária Shimaoka
» Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres – CRMV 6003
» Membros do Clube dos Psitacídeos®
fonte: http://exoticparrotpark.blogspot.com.br/2014/01/a-hipocalcemia-falta-de-calcio.html

Pânico Noturno


O Pânico Noturno é um comportamento muito conhecido entre os criadores de calopsitas e outras aves; e se trata de um “susto” que a ave toma por qualquer motivo que seja, desde uma simples sombra, insetos, roedores e brinquedos oferecidos anti stress e até um barulho alto ou algo que caiu em outra gaiola. A calopsita nesse momento, começa a se debater na gaiola… de forma que, conforme ela bate as asas contra os utensílios da gaiola, como poleiros e as próprias grades, os canhões acabam se quebrando nas pontas das asas, causando muito sangramento e desespero aos donos.
É necessário que o dono da calopsitas ou qualquer que seja a ave tente identificar sempre o causador do pânico nelas, para que saiba como evita-los. Dependendo da intensidade, e se a ave se bater por muito tempo, isso pode ter consequências sérias para ela, como perfuração de algum orgão, fratura da asa ou utros ossinhos; se houverem calopsitas em postura ou mesmo chocando, poderá haver quebra dos ovos ou serem transportados acidentalmente para a ante sala do ninho ou mesmo machucar os filhotes. Por isso, lembre-se sempre que, para uma noite tranquila, é necessário que a ave passe a noite coberta, com ambiente em meia-luz. A escuridão total assusta mais ainda elas. Para cobrir, evite panos atoalhados, que possuem brechas que elas podem desfiar. Essas linhas quando ingeridas, acumulam no papo e acabam estagnadas ali e somente podem ser retiradas com cirurgia.

A calopsita ou qualquer outra ave que teve pânico, fica extremamente assustada e por isso, no momento em que você chegar ao criadouro, passe tranquilidade a ela. Faça uma voz serena e movimentos leves. Assim que ela estiver mais calma ( as vezes demora um pouco), proceda com a limpeza, caso identifique que ela se machucou. Nunca lave a ave, de forma que a deixe encharcada após o pânico; limpe-a com soro nas partes afetadas e tente identificar quais canhões quebraram e estão causando o sangramento. Caso você consiga identificar, arranque-o… Após isso, estanque o sangue do local com pó hemostático. Canhões abertos são brechas para infeccções. Caso existam muitos canhões quebrados, conte com o auxílio de uma pinça e uma toalha para segurá-la, de forma que fique mais confortável. Se você perceber que não vai conseguir, leve-a a um veterinário para que ele faça e analise a situação. Em caos que tenha que arrancar canhões das assas eu sugiro procurar o auxilio de um veterinário, pois um erro pode causar a quebra da asa da ave.

Após retirada dos canhões quebrados, mantenha-a aquecida; para isso, poderá ser utilizada uma lampada de 20w ou 40w, branca ou azul, leitosa, indiretamente onde ela estiver. Caso ela esteja muito assustada ainda ou muito machucada, coloque-a em uma gaiola sem poleiros ou uma caixinha de transporte por exemplo. Em todos os casos, fique com sua calopsita ou ave em observação e em qualquer situação que fuja o controle (calopsita muito debilitada ou muitos canhões quebrados), procure rapidamente a assistencia de um veterinário especializado.

Legenda:
» Canhões ( Aparência de um cano na junção da pena com o corpo)
» Pó hemostático
Funciona como poderoso coagulante.
Estanca o sangue durante o corte das unhas dos animais domésticos como cães, gatos, furões e pássaros.

► Dica do Criador: Instale próximo do local uma lampada de pouco consumo, eu utilizo de 25w ou 40w de cor verde para incomodar o minimo possível o sono da aves, mas que predomine um ambiente longe da escuridão total. Eu reduzi quase que 100% os casos de pânico noturno desse modo. Infelizmente ainda acontecem pois elas se assustam até com o ruídos dos próprios filhotes, pedindo por comida durante a madrugada ou qdo acidentalmente esbarram nos brinquedos oferecidos que tem o objetivo de evitar o stress, mas que por um descuido acaba sendo o motivo do stress.
Espero ter ajudado!!

Um forte abraço!

Agradecimentos.:
» Parque das Calopsitas
» Membros do Clube dos Psitacídeos®
» Rodrigo Passos – Ninhos Natuvida.
» Antonio Silva – Edição e complementos.

fonte: http://exoticparrotpark.blogspot.com.br/2012/05/panico-noturno.html

Doença do BICO e da PENA dos Psitacídeos

A Doença do Bico e das penas dos psitacídeos afeta vários psitacídeos (pássaros de bico “redondo”), sendo de característica contagiosa (passa de uma ave para outra) e a sua evolução pode acarretar a morte das aves acometidas. Tem como lesões, a má formação das penas e perdas das mesmas, com formação de áreas sem penas e até mesmo levando a deformação de bico e unhas.

– O agente causador da doença é um vírus da família dos Circovírus.

Este vírus tem atração por células em divisão, sendo assim, afeta com mais facilidade as penas em crescimento, levando a uma alteração na circulação sanguínea local, provocando assim uma falha de suprimento de sangue e consequentemente de nutrientes, fazendo com que a pena se desprenda e caia. Deste modo, quanto mais nova a ave no momento de contaminação, maiores serão os danos e sinais clínicos. A evolução das lesões se dá com a evolução do vírus a nível de pele e plumas, levando a formação de plumagem de aspecto sujo. O vírus também age diminuindo a formação de queratina dos bicos e unhas, levando a deformação dos mesmos, favorecendo a sua contaminação e infecção por agentes bacterianos, fúngicos e virais secundários. Muitas vezes afetam a medula das aves acometidas, levando a uma diminuição da eficiência do sistema imunológico da ave, assim qualquer doença consegue se instalar e facilmente pode ocorrer a morte da mesma.

– A transmissão se dá por contato do vírus com as aves sensíveis. A entrada do vírus para o interior da ave sadia se dá quando esta o inala ou o ingere. As fezes, secreções do papo e poeira das penas apresentam grande quantidade de vírus contaminante. A contaminação de água, alimentos e ambiente favorecem a disseminação do vírus e perpetuação da doença em nosso meio. O vírus é altamente resistente ao meio ambiente e acredita-se que resista a vários desinfetantes. Muita vezes, podemos nos deparar com aves sem sinais clínicos, mas portadora do vírus e por não conseguirmos determinar a sua doença de modo visual, pois estará em perfeito estado de pena, podemos levá-la a nossa criação e assim contaminamos todas as nossas aves. Pelo fato do vírus ser resistente ao meio ambiente podemos transportar as partículas virais em nossas mãos, roupas e mesmo com utensílios de trabalho. Moscas e outros insetos também podem favorecer o transporte e disseminação da doença dentro e para fora de nossos plantéis.

– Como sinais clínicos, podemos ter morte precoce de filhotes ainda sem penas, que podem apresentar diarréia, sinais pneumônicos, estase de alimento no papo, perda de peso e morte rápida. Aves que tiveram o crescimento das penas, mas que ainda não adquiriram a independência dos pais, podem apresentar fraturas, necrose, hemorragia e queda das penas, diarréias severas, falta de apetite, estase do papo, enfraquecimento, desidratação, perda de massa muscular, … e a sua evolução acarreta em morte, após alguns dias ou mesmo semanas após o seu início. Em aves adultas podemos ter além das lesões de penas a deformação de bico e unhas, queda de resistência e desenvolvimento de doenças secundárias ou mesmo por debilidade crônica e assim levando a morte das mesmas. Mesmo nas aves adultas há perda gradativa das penas, com fraturas das penas das mesmas; lesões e má formação das penas; hemorragias, necrose e falha de disposição das penas; apteria em cabeça (ave careca); presença de poeira nas penas (“caspas”); podem perder totalmente as penas, ficando carecas e assim permanecer até a morte; podem ocorrer lesões em bico, com formação de ulcerações, lesões, fraturas e com freqüência infecções por fungos e bactérias.

– O diagnóstico é feito através do exame clínico, história clínica e exames laboratoriais.

Até hoje o tratamento não existe, podemos apenas fornecer uma terapia de suporte, para que controlemos as infecções secundárias.

– O melhor meio de controle desta doença é a prevenção. A melhor conduta é fazermos o teste laboratorial de todas as aves que entrarão em nosso plantel, deste modo separamos as aves doentes das aves não contaminadas. Devemos nos lembrar das poeiras das penas das aves contaminadas, evitando assim o contato desta, com aves sadias e filhotes.
– A problemática que gira ao redor desta doença é justamente a ausência de um tratamento específico e eficaz. Boa sorte a todos e em caso de dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário de sua confiança.
Agradecimentos.:

Luiz Alberto Shimaoka – Autor
Médico Veterinário (CRMV-SP 6003)
Clube dos Psitacídeos® e Clinica Veterinária Shimaoka

fonte: http://exoticparrotpark.blogspot.com.br/2011/08/doenca-do-bico-e-da-pena-dos.html

Banho de Sol?

Como deve ser o banho de sol?

De preferência pela manhã, pois terá um tempo maior de exposição. Uma saturação do tempo em exposição ao sol causa os seguintes sintomas:

1 – Abertura do bico.
2 – Aceleração do ritmo cardíaco (de fácil identificação visual).
3 – Abertura dos ombros em relação ao corpo.

Para maior segurança, coloque sobre a gaiola, um pano ou um papelão que cubra metade da área, oferecendo sombra, pois o pássaro saberá melhor do que nós a hora de abrigar-se. Ao recolhê-lo troque a água do bebedouro e da banheira, pois pode ter esquentado. Lembre-se que as vitaminas expostas a luz intensa perdem suas propriedades, então ministre-as sempre após o banho de sol.

Atenção: Este comentário é para alertar qdo a ave está sob o sol direto, agora pesquise sobre a temperatura corporal de sua ave, para saber seus habitos e se ela gosta de temperaturas altas ou não. No caso do Ringneck, ele gosta de temperaturas de verão, apenas tome cuidado com o sol direto sobre eles, e sempre mantenha agua fresca e de preferencia filtrada a vontade.

Espero ter ajudado.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F