Criação – Considerações gerais

Considerações gerais
– Quando o tempo começa a esquentar e os dias ficarem mais longos, os machos começam a cortejar as fêmeas. A temporada de criação normalmente é durante a primavera porém o processo de reprodução dos Ringnecks no Brasil é antecipado e se estende por um período de 4 a 5 meses, começando antes do início da primavera (julho – agosto) e se estendendo até novembro.

– Os machos também podem se estimular para o cortejo por barulhos altos. Este comportamento pode ser usado para dar uma indicação do sexo de um pássaro jovem, já que somente os machos cortejam. Porém, de vez em quando, fêmeas jovens imitam o cortejo do macho. Deve-se observar e conhecer bem seus pássaros.

– O cortejo e o acasalamento podem ocorrer várias vezes por dia a qualquer hora e pode continuar até que comece a postura ou quando a fêmea começa a incubar os ovos.- Ninhos: Ringnecks aceitam uma grande variedade de ninhos. Os mais comuns e prontamente aceitos são feitos de madeira (compensado) e montados na vertical.

O tamanho mínimo interno deve ser de 22 x 22 x 40 cm porém o ideal é 26 x 26 x 60 cm. O buraco de entrada deve ficar na parte de cima do ninho e ser de 7 cm de diâmetro. Deve haver uma pequena escada feita de tela, do buraco de entrada até quase no fundo do ninho. O material para choco deve ser serragem limpa e pura, sem ser tratada com produtos tóxicos. Preferencialmente a serragem deve ser de madeira branca como o pinus. Hoje em dia é possível encontrar em pet shops a serragem já embalada e pronta para uso com animais de estimação.

Postura e incubação

– os ovos são botados usualmente em intervalos de 24 a 48 horas. Logo, uma postura de 4 ovos podem ser botados num intervalo de até 8 dias.- a incubação dura de 22 a 24 dias e normalmente começa depois que o segundo ou terceiro ovo é botado.

– após 10 dias de incubação, os ovos podem ser checados com um ovoscópio para verificar a fertilidade. É comum se ter alguns ovos inférteis na postura.

– se os ovos forem retirados, a fêmea pode fazer uma nova postura.- o quantidade de ovos botados varia de fêmea para fêmea e pode ser de 1 a 7 ovos.

– os ovos medem de 32,3 mm a 33,8 mm (ponta ao fundo) e de 24,8 mm a 25,0 mm (laterais).

Nascimento

– os filhotes nascem de acordo com o dia da postura e o início da incubação dos ovos, porém é comum nascerem 2 filhotes juntos e os outros em intervalos de 24 a 48 horas. Pode-se retirar os primeiros ovos e substituir com “ovos falsos” para que o nascimento dos filhotes ocorra em conjunto.

– Os filhotes nascem pelados e permanecem no ninho por 7 semanas em média.- Quando saem do ninho, ainda serão alimentados pelos pais por normalmente mais 3 semanas. Nesta fase, já são quase do tamanho deles, similares à fêmea (mãe) com exceção do comprimento do rabo.

– Anilhas de diâmetro 7 mm é o ideal para os Ringnecks e usando-se este diâmetro deve-se anilhar os filhotes entre 12 e 18 dias de vida. Anilhar é de extrema importância principalmente para a identificação dos pássaros portadores.Problemas durante a temporada de criação

– A fêmea começa a chocar logo após a postura do primeiro ovo (devido a um forte estímulo).

– A fêmea forma o hábito de arrancar as penas dos filhotes no ninho.

– A fêmea não alimenta os recém nascidos. Isso pode acontecer por não ser uma boa mãe ou também porque o macho não a alimenta corretamente devido à uma falta de alimentação adequada ou por não saberem exatamente o que fazer ou ainda por serem muito jovens e sem experiência.

– Ovo atravessado. Pode acontecer com uma fêmea que foi excessivamente acasalada causando deficiência dos níveis de cálcio ou com fêmeas jovens demais, que não tem ainda o sistema reprodutivo totalmente desenvolvido.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

As Calopsitas – Criação

As calopsitas atingem sua maturidade sexual por volta dos 12 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade.Um casal é formado pela própria escolha das aves. Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão se reproduzir. Embora as chances sejam aumentadas elas não são absolutas.
Os casais se formam naturalmente. Após a fecundação da fêmea pelo macho ela irá colocar em média de 4 a 7 ovos no ninho . Não obrigatoriamente todos estarão fecundados. A fêmea coloca os ovos com um espaçamento de 1 a 2 dias ( em média ) entre eles. E da mesma forma os filhotes não nascerão todos ao mesmo tempo. Após a postura dos ovos os filhotes nascem em um período de 17 a 22 dias .

Normalmente os filhotes devem ser separados dos pais com 8 semanas de vida. A colocação de um ninho próprio para calopsitas ( vendido nas petshops ) fornece o estímulo necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos nos aproximando o mais possível do ambiente natural de nidificação na natureza onde as calopsitas criam os ninhos no alto das árvores.As calopsitas podem efetuar sua reprodução o ano inteiro mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2 ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e cuidados dos ovos e filhotes levando-os a uma exaustão caso fiquem efetuando reproduções uma após a outra.Notar que nas épocas de procriação deve ser fornecido milho verde diariamente, sobretudo quando nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular ( dia sim , dia não ) as verduras ( vide o item Alimentação do site).

A alimentação dos pais também deve ser mais abundante, bem como a oferta de água disponível. Os criadores experientes aconselham deixar sempre à disposição das aves ‘banheiras’ com água , sobretudo nesta época. Os pais eventualmente procuram esta oferta extra de água até mesmo para auxiliar no nascimento dos filhotes, umedecendo os ovos .A aplicação de vitaminas também é efetuada por alguns criadores, bem como fornecimento de cálcio extra ( normalmente colocado na água das aves ).Porém aves saudáveis e bem alimentadas não têm a necessidade destes complementos. Para que a postura finalize basta que se retire o ninho. É aconselhável então a limpeza do ninho, deixando-o preparado para quando ocorrer a próxima época de postura. Os criadores limpam os ninhos e o desinfetam com álcool , deixando-o secar naturalmente.Tem-se observado que normalmente épocas secas tendem a fornecer menos ovos galados , mesmo embora os pais estejam saudáveis e sejam prolíficos.Os pais, na época da reprodução, podem ficar mais arredios ( mesmo se forem calopsitas mansas ) e mesmo agressivos. Isto é natural devido ao seu instinto básico de cuidado e proteção das crias. Sempre é bom lembrarmos disto ao tormarmos alguma bicada inesperada. É aconselhável deixar o ninho em um lugar tranqüilo , dando uma sensação um pouco maior de proteção.Por vezes é observado um comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à noite pode ocarretar este comportamento. Se efetuarmos a alimentação dos filhotes na mão acabamos por amansá-los naturalmente.

Também é normal que os machos, nestes períodos, diminuam bastante o canto. A maioria simplesmente para de cantar. Na natureza o fato de permanecer em silêncio quando se está com filhotes acaba por ser um fator a mais na proteção das crias. Embora nossas aves estejam livres dos perigos naturais o comportamento dos pais permanece, por instinto.Porém para que possamos criar casais devemos efetuar a identificação do sexo das aves.

fonte: http://calopsitabr.blogspot.com.br/2008/12/as-calopsitas_28.html

Características básicas, moradia e alimentação

– Ringnecks são pássaros extremamente resistentes.

– São excelentes na reprodução, muito bons pais e confiáveis no trato dos filhotes nascidos. Em condições adequadas e alimentação rica e variada, normalmente criam seus filhotes sem maiores problemas.- Vivem e reproduzem bem numa grande variedade de viveiros (suspensos ou convencionais) e aceitam diferentes tipos e formatos de ninhos.

– São monomórficos (machos idênticos às fêmeas) até 18 a 36 meses de idade, o que faz a sexagem (por análise de sangue/DNA ou laparoscopia) necessária para se definir o sexo do filhote/jovem. Quando adultos, os machos de todas as cores e mutações (com excessão do Albino) tem um distinto anel em volta do pescoço.- Quando adultos, de plumagem sempre impecável, uma das atrações da espécie é ver o macho se exibindo para a fêmea no processo de cortejo.

Moradia
– Os viveiros devem ser posicionados de forma a maximizar o sol da manhã, permitindo que a luz e o calor atinja os animais, o que é saudável e estimula os pássaros.- A tela do viveiro deve ter malha de 25 mm x 25 mm ou 25 mm x 50 mm e o fio pode ser de 10, 12 ou 14 mm (preferencialmente mais grosso). – O tamanho mínimo do viveiro convencional deve ser 3,00 mts comprimento x 0,90 mts largura x 2,20 mts altura. Os viveiros suspensos (gaiolões) podem ter um tamanho mínimo de 1,50 mts comprimento x 0,60 mts largura x 0,60 mts altura, porém o ideal é 2,00 mts comprimento x 0,80 mts largura x 1,00 mt altura.

– Os poleiros devem ser de madeira pelo menos com 25 mm de diâmetro. Devem ser posicionados o mais distante possível um do outro e mais para cima do viveiro. Isso permite mais conforto e exercício para os pássaros.

Alimentação
– Ringnecks são pássaros muito fáceis de alimentar pois gostam de uma grande variedade de frutas, legumes e verduras e comerão quase tudo que for posto na frente deles.

– Deve-se servir diariamente:

==> ração para pássaros Megazoo (veja detalhes abaixo).==> uma mistura básica de sementes, como por exemplo: 10% de girassol, 10% de aveia, 20% de alpiste, 20% de painço, 20% de senha, 10% de arroz cateto, 5% de niger e 5% de linhaça.==> como suplemento dar uma boa variedade de frutas e vegetais como milho verde, jiló, beringela, pimentão, moranga, cenoura, beterraba, pepino, tomate, maçã, mamão, manga, goiaba, couve, almeirão, repolho, etc.

– A utilização de ração para aves é indispensável pois garante uma dieta muito mais balanceada e rica em nutrientes do que a mistura de sementes. Atualmente existem várias marcas no mercado e após experimentar algumas optamos pela Megazoo pois é extremamente confiável e supre todas as necessidades das aves em todas as fases. Há anos usamos toda a linha de ração para pássaros Megazoo com muito sucesso. A I-20 é utilzada para alimentar os filhotes no bico quando retirados do ninho. Para a manutenção de pássaros adultos, utilizamos a MM-15 e a AM-16 e no período de reprodução a MR-20 e a AR-20.Os filhotes comem prontamente a ração quando no processo de desmame. Os adultos podem ser relutantes em experimentar inicialmente e por isso a adaptação deve ser feita criteriosamente e aos poucos.Para maiores informações, visite o site da Megazoo clicando num dos logotipos da ração que ilustram estas páginas.

– Proteína é muito importante principalmente no período de reprodução e de muda de penas e seus níveis devem ser aumentados nesta época. Para tal pode-se servir:

==> 1 ovo inteiro cozido por casal 1 x semana
==> mistura de ovo + farinhada Megazoo + frutas + legumes (picados)
==> osso de galinha cozido (proteína e mineral); arroz cozido- Cálcio

– a quantidade de cálcio no organismo do animal é extremamente importante, principalmente na fêmea, não somente na produção de ovos (para a formação da casca) mas também no momento da postura, na contração dos músculos para a passagem do ovo do oviduto ao ventre para que possa ser botado.

– Semente germinada como complemento é prontamente aceita por Ringnecks.

– Água limpa e fresca deve estar sempre à disposição dos pássaros.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Genética básica

Introdução

Esta parte do site pode parecer mais chata e “pesada” mas a intenção aqui é simplesmente tentar esclarecer de forma básica como funciona a herança genética na espécie. Com um pouco de paciência e estudo, muito poderá se conquistar em termos de conhecimento nesta área.

Para produzir as várias mutações e cores do Ringneck, o criador tem que entender de genética. A genética vai proporcionar um conhecimento de como os gens são herdados pelos filhotes de um dado casal de pássaros e como determinados indivíduos devem ser acasalados a fim de maximizar o número/qualidade das cores no ninho.

– Existem 3 modos de transmissão de características hereditárias:
==> Ligado ao Sexo (ex.: Lutino, Canela)
==> Recessivo (ex.: Azul, Turquesa Azul)
==> Dominante: Dominância Incompleta (ex.: Cobalto e Malva) & Dominância Verdadeira (ex.: Verde-Cinza)

– Os modos de herança genética (Ligado ao Sexo, Recessivo e Dominante) podem ser combinados em pássaros atravéz de acasalamentos a fim de produzir novas cores. Veja alguns exemplos:
1) Cinza: é uma combinação de gens, que é produzido atravéz do Verde-Cinza (dominante) e Azul (recessivo). Logo, Cinza = Verde-Cinza + Azul;
2) Silver: combina um gen ligado ao sexo com um recessivo e um dominante para produzir esta cor. Logo, Silver = Canela (ligado ao sexo) + Verde-Cinza (dominante) + Azul (recessivo).

Dos exemplos acima se conclui que Cinza e Silver são, na verdade, somente nomes aleatórios que expressam o visual exterior do pássaro. Porém, é importante compreender que na realidade, geneticamente o Cinza é um pássaro Verde-Cinza Azul e o Silver é um pássaro Canela Cinza, ou melhor, Canela Verde-Cinza Azul.

Existem inúmeros outros exemplos que podem ser dados. Quando se compreende como cada cor é formada, todo o processo da genética fica mais fácil de entender.

Tipos de mutações e cores

==> Mutações primárias: são as que ocorrem espontâneamente, não se pode produzir. Existem atualmente no Ringneck em torno de 50. Como exemplo, Lutino, Verde-Cinza, Azul, Canela, Pallid, Turquesa, Violeta, etc.

==> Combinação de cores/mutações: junta-se num só pássaro, gens de outras cores/mutações para formar novas cores. Existem atualmente mais de 340 combinações. Alguns exemplos são:
> Recessivo + Ligado ao Sexo: Albino (Azul + ino); Creamino (Turquesa Azul + ino); Skyblue (Azul + Canela)
> Recessivo + Dominante: Cinza (Azul + Verde-Cinza)
> Recessivo + Dominante + Ligado ao Sexo: Silver (Azul + Verde-Cinza + Canela)

Atenção: As cores que são produzidas através da combinação de mutações (Albino, Creamino, Cinza, Skyblue, Silver, etc) não são conseguidas por acasalamentos diretos entre as cores que a compõem mas sim pelo uso de portadores. Exemplo: acasalando-se um macho Azul com uma fêmea Canela, não se consegue criar um filhote Skyblue na primeira geração. Deste acasalamento, nascerão filhotes machos Azul/canela (Azul portador de canela) e um macho desses acasalado com uma fêmea Canela (preferencialmente Canela/azul) produzirá filhotes Skyblue (existem também outras possibilidades para se chegar a esta mutação). Com as outras combinações de cores citadas acima acontece de forma similar.

Observações:
– Fêmeas não podem ser portadoras de mutações Sexo Ligadas (ino, canela, etc)
– Mutações Dominantes (verde-cinza, etc) não podem ser portadas;

PAREAMENTO DE MUTAÇÕES RECESSIVAS:

Macho Portador x Fêmea Normal
Macho Normal x Fêmea Portadora
produz:
25% Macho Normal
25% Macho Portador
25% Fêmea Normal
25% Fêmea Portador

Macho Mutação x Fêmea Normal
Macho Normal x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Portadora

Macho Portador x Fêmea Portadora
produz:
25% Macho Portador
12.5% Macho Normal
12.5% Macho Mutação
25% Fêmea Portadora
12.5% Fêmea Normal
12.5% Fêmea Mutação

Macho Mutação x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Mutação
50% Fêmea Mutação

PAREAMENTO DE MUTAÇÕES LIGADAS AO SEXO:

Macho Portador x Fêmea Normal produz:
25% Macho Normal
25% Macho Portador
25% Fêmea Mutação
25% Fêmea Normal

Macho Mutação x Fêmea Normal
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Mutação

Macho Normal x Fêmea Mutação
produz:
50% Macho Portador
50% Fêmea Normal

Macho Portador x Fêmea Mutação produz:
25% Macho Mutação
25% Macho Portador
25% Fêmea Mutação
25% Fêmea Normal
Macho Mutação x Fêmea Mutação produz:
50% Macho Mutação
50% Fêmea Mutação

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

Corte das Asas

CORTE DE ASAS

RingNeck domesticado que tem contato próximo com seu dono, e costuma ficar fora da gaiola, deve ter suas asas aparadas, pois os acidentes domésticos acabam acontecendo mesmo com todos os cuidados, e num pequeno discuido, a ave pode fugir, ser pisoteada, bater na parede ou em vidros, etc., machucando-se gravemente (torção das patas, ferimentos no papo e no peito, etc.)

O corte deve ser das duas asas, de forma que as penas das pontas das asas sejam mantidas, propiciando a ave voar, plainando, mas sem conseguir alçar vôo, caso contrário a ave perde equilíbrio, e sua queda pode trazer graves consequências. As pontas da asa que são as que cruzam nas costas não devem ser aparadas, pois são as que dão equilíbrio à ave.

Se sua ave já está com apenas uma das asas cortadas, evite situações que podem fazê-la se assustar e cair, até que as penas cresçam novamente, como : andar com a ave em cima do ombro, movimentos bruscos, barulho repentino, óculos, chapéus, etc.
Outro cuidado muito importante é a fase de adaptação da ave na nova condição de ter suas asas aparadas, principalmente quando são cortadas de forma errada, permitindo que a ave caia e se machuque, portanto, durante os primeiros dias propicie um ambiente para a ave não se machucar, como por exemplo : deixar 1 único poleiro e na posição próxima ao chão da gaiola, não andar com a ave no ombro, evitar situações que a assuste, não a deixar em hipótese alguma em local alto, etc.
Pensamos muito antes de colocar aqui a explicação de como deve ser o corte de asas, porque sentimo-nos responsáveis e temos todo cuidado pelas informações aqui postadas, porém:

1) Como existe uma figura (desenho) mostranho o corte de asas que circula em manuais e sites (brasileiros e do exterior) que é de um livro americano de veterinária e que para muita gente não tá bem compreensivo como que é feito o corte;2) E como em alguns casos, mesmo o associado levando a ave ao vet, a asa acaba sendo cortada errada ou uma apenas;3) E como tem pessoas que moram em locais aonde não tem a quem recorrer,

Colocamos a seguir fotos mostrando como se deve sortar as asas.Só faça o corte se realmente sentir-se apto no manejo com a ave e entender com a figura quais penas devem ser realmente cortadas, caso contrário, a ave pode ser machucada.

Deixe de 1 a 2 penas das pontas das asas intactas, pois elas são as que dão equilíbrio à ave durante o vôo, apenas as 8 a 10 primeiras penas devem ser cortadas. Após o corte de ambas as asas, coloque a ave no chão e certifique-se se ela consegue voar. Com esse corte a ave não conseguirá alçar vôo, e irá plainar de forma suave e equilibrada.

Com que freqüência as aves trocam de pena ?

Os filhotes fazem uma muda de pena aos 45 dias de vida, trocando a plumagem do ninho por uma plumagem mais bonita e brilhante. Por volta de 150 dias (pode adiantar ou atrasar, dependendo da época que o filhote nasceu), ocorre outra muda, geralmente no outono, a partir daí, uma vez por ano, sempre na mesma época. Os pássaros com diformismo sexual (machos com cores diferentes das fêmeas) ganham sua coloração definitiva na 3a muda (de 10 a 14 meses). É comum as aves pararem de cantar na muda, devendo voltar quando sua plumagem atingir brilho. Alguns pássaros fazem uma muda que não é completa (criadores chamam de repasse de muda) pela primavera. Os pesquisadores mais profundos chamam de muda pré-nupcial, pois todos pássaros que fazem esta muda acabam procurando o acasalamento. Uma condição de estress pode provocar uma muda fora de época.

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ENSINANANDO SUA AVE A FALAR

Geralmente as aves só aprendem a falar por volta de um ano de idade. Antes disso, ficam apenas “balbuciando” alguns sons. A primeira dica é fazer com que sua ave participe constantemente da movimentação da sua casa. Como resultado, seu animal certamente falará mais rapidamente.Segundo estudiosos, há várias técnicas para ensinar sua ave a falar. Uma delas, e acredita-se que seja uma das mais antigas, é a da repetição de palavras e frases.

Está comprovado que a ave aprende a falar, mas fora de contexto, pois esse método não estimula a capacidade de associação da ave.Quer saber mais? A seguir, mostraremos as novas tendências e métodos para que sua ave fale cada vez mais e melhor:Método de Contextualização: é simples de aplicar e exige bem pouco dos donos. Consiste somente em associar frases, palavras, objetos ou pessoas em um contexto. Por exemplo: ao ver sua ave de manhã, diga “bom dia”. Na hora de dar a comida, diga “vamos comer”. Você também pode mostrar algum objeto para o animal e falar a palavra que o representa.

A ave aprenderá primeiro as palavras que despertarem mais interesse e não aquelas repetidas com maior freqüência.Método da família: costuma surtir efeito rapidamente e também é um método muito simples.

A técnica consiste em colocar a ave no centro das ações da casa, participando ativamente da rotina da família. Através das observações feitas pela ave, ela certamente irá fazer associações e aprenderá muitas palavras e frases.Model/Rival: esse método já exige um pouco mais de dedicação dos donos e em geral é realizado com o auxílio de duas pessoas (Rival: disputa pela atenção da ave). Esse processo serve para a ave aprender o nome de objetos e de suas cores e formatos.

O exercício-modelo abaixo, aplicado por Irene Pepperberg, ajudará você a praticar essa técnica com sua ave:1) Duas pessoas deverão sentar em frente à ave, de modo que se crie um triângulo;2) A pessoa “X” segura uma pequena bola na frente da ave e da pessoa “Y” e pergunta para a pessoa “Y”: “O que é isso?”;3) A pessoa “Y” olha com atenção a bola, olha para a ave e responde: “bola”;4) A pessoa “X” entrega a bola à pessoa “Y” e diz: “muito bem”;5) Esse exercício deverá ser repetido e revezado pelos dois participantes, por 10 minutos e mais de uma vez ao dia;6) Deve-se simular também o erro. Veja o exemplo: repita o exercício mencionado acima, só que a pessoa “Y”, em vez de responder corretamente “bola”, irá responder qualquer outra coisa.

Então, a pessoa “X” dirá enfaticamente “NÃO” e não dará a bola para a pessoa “Y”, até que ela acerte o nome do objeto. Para cada 10 minutos de treino, faça um minuto de simulação de erro.7) Quando a ave acertar, entregue o objeto e ofereça a ela uma recompensa. Que tal um pedaço do seu alimento favorito?

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DOMESTICAÇÃO DE AVES

Importa desde já frisar que a domesticação de aves é um processo algo complexo e nem sempre bem sucedido. Para se proceder á domesticação de aves, o ideal será ter uma ave criada á mão, uma vez que está habituada á presença e contacto com o ser humano, e como tal somos vistos como os seus progenitores, dado que desde muito cedo se habituaram á nossa presença. Aqui a questão que se levanta é como ela vai interagir com os novos donos, dado que não está acostumada á presença dos mesmos e os elos emocionais e de afectividade que estabelecem com o seu criador / tratador, pelo que se recomenda que as mesmas sejam adquiridas numa idade entre 6 meses (pequeno porte) e 1 ano (grande porte), dado que será mais fácil a sua habituação a novas pessoas.Os elos de afectividade que a ave cria com os seus donos ou tratador, principalmente em aves adultas, podem dificultar a sua domesticação por outras pessoas. Normalmente em idade adulta, os machos são mais sociáveis que as fêmeas e aceitam melhor e interagem com praticamente todas as pessoas, ao passo que as fêmeas são mais restritivas pelo que interagem bem com uma ou outra pessoa mas muito dificilmente com todas as pessoas, ainda que estejam habituadas á presença da mesma. Este facto deve-se a componente sexual das aves que vêm nas pessoas, normalmente em apenas uma pessoa, como o seu parceiro sexual, pelo que desenvolve laços mais estreitos com a mesma e todos os outros são vistos como intrusos. Não sendo de estranhar que revelem alguma agressividade com os restantes membros da mesma família, por uma questão de ciúmes e de territorialidade.Na natureza, verifica-se especialmente na família dos psitacídeos que a maioria das aves quando perdem os seus parceiros acabam por sucumbir, ou na melhor das hipóteses e caso sobrevivam permanecem sozinhas pelo resto da vida, não criando laços com outras aves e nunca mais se reproduzindo (aves monógamas).

Este facto também se verifica no seu comportamento e interacção com o ser humano. Se as aves tiverem um laço muito forte com apenas uma pessoa, na falta da mesma, ela pode vir a morrer, ou na melhor das hipóteses mostrar bastante agressividade para com outras pessoas. Assim se pensar em comprar uma ave adulta domesticada, deverá ter este aspecto em atenção e ver como ela se comporta com outras pessoas que não o seu tratador ou proprietário.Um alternativo ás aves criadas ã mão, são aves jovens, dado que apesar de não terem ou de apenas terem poucos laços com a presença humana, não criaram ainda laços de afectividade ou de hierarquia com outras aves e ou meio envolvente.

Enquanto juvenis são facilmente domesticáveis, apesar de geralmente nunca serem tão sociáveis e dóceis como uma ave criada á mão.Um dos aspectos a ter em consideração entre uma ave criada á mão e uma ave nova domesticada, baseia-se no facto de a ave criada á mão se deixar tocar sem receio e permanecer na mão do seu dono sem qualquer receio, ao passo que a ave domesticada, nunca se sente tão á vontade e demonstra alguns receio. Note-se que esta diferença pode não existir ou ser detectável com o passar do tempo, dado que a ave domesticada pode-se habituar a esta interacção e perder o todo o seu receio.As aves capturadas na natureza também são possíveis de domesticar, no entanto trata-se de um processo longo, que poderá levar algumas semanas ou mesmo alguns meses, e nem sempre bem sucedido, pelo que deve ser persistente, muito paciente e nunca violento com a ave, caso contrário nunca a conseguirá domesticar.Deve em primeiro lugar conhecer bem a ave, para que possa em primeiro lugar ganhar a confiança da mesma e só posteriormente domestica-la.Assim deverá ter em consideração os seguintes fases que levarão á domesticação da sua ave :

1.: DEIXAR A AVE GANHAR AUTOCONFIANÇAO: Observar atenciosamente o comportamento da ave. Se esta se demonstrar amedrontada, poderá tornar-se agressiva. Por vezes alguns animais sofrem maus-tratos por parte dos antigos donos, pelo que a agressividade demonstrada inicialmente trata-se de um mecanismo de autodefesa.Há que ser paciente e esperar que ele se habitue ao novo lar assim como ás pessoas que com ele interagem. Só quando a ave deixar de mostrar receio e agressividade é que poderá passar á fase seguinte.

2.: GANHAR A CONFIANÇA: Para ganhar a confiança da sua ave terá que despender de bastante tempo para a mesma diariamente. Assim deverá: Aproximar-se da gaiola ou poleiro sem que esta o receie e se afaste, se tal acontecer, afaste-se um pouco até que a mesma se sinta completamente á vontade com a sua presença. Deverá falar com a mesma, com tom suave e carinhoso, para que a mesma não se assuste, e comece a assimilar algumas palavras que lhe transmita. Estes dois aspectos, serão cruciais para que se possa aproximar cada vez mais da ave e que a mesma se sinta á vontade com a sua presença, quando tal se verificar, deve sempre que se aproximar da ave de lhe dar um alimento que a mesma aprecie particularmente (Ex. Papagaios adoram amendoins) A próxima etapa é fazem com que a ave venha buscar a comida á sua mão, que só acontecerá quando tiver plena confiança e estiver acostumada á sua presença.

3.: CONTACTO FÍSICO Depois da ave perder todo o receio e ganhar confiança em si, há que procurar estabelecer o contacto físico com a mesma. Para tal deverá: Com um poleiro ou pau, colocar a meio do peito da ave, fazendo com que a mesma suba para este e dê uma volta com a mesma pela casa, de forma a que esta se habitue ao poleiro e ganhe equilíbrio para permanecer no mesmo. Deverá ser muito cuidadoso nesta etapa, evitando qualquer gesto brusco ou barulho anormal, pois a ave não se deve assustar, caso contrário poderá perder a confiança em sí. Uma vez acostumada a andar num poleiro consigo, deverá tentar o contacto físico com a mesma. Devendo aproximar a sua mão lateralmente muito cuidadosamente e lentamente, tentando-a acariciar na cabeça. Repetindo este procedimento até que a ave se acostume com o mesmo e se sinta completamente segura.

Depois destes primeiros contactos, deverá pegar na ave e coloca-la no seu ombro ou braço. No entanto esteja preparado porque eventualmente poderá levar uma ou outra bicada por parte da ave, no entanto deverá suportar a dor, sem fazer gestos bruscos ou agredir a ave, caso contrário irá deitar tudo a perder.

fonte: http://ringneckbr.blogspot.com.br/search/label/Voc%C3%AA%20sabia%20%3F

COMO SABER SE SEU PÁSSARO ESTÁ DOENTE?

Os pássaros selvagens possuem um interesse primário e vital: se proteger dos predadores. Uma doença ou lesão os torna alvos muito mais fáceis. Assim, no curso da evolução, as aves “aprenderam” a disfarçar suas doenças. Por esta razão, quando um pássaro mostra sinais da doença, eles já estão doentes a algum tempo. É importante, por isso, aprender a reconhecer os sinais precoces de problemas.
Muitos proprietários lamentam, às vezes, mortes súbitas de suas aves, e se perguntam o porquê. Mas quando questionados sobre sinais ou sintomas específicos, a maioria admite mudanças, ainda que não soubessem que isso poderia indicar um problema. Por isso, é vital conhecer os hábitos e comportamento de seu pássaro, para saber quando ele esta agindo diferente. Também é vital olhar diariamente as fezes, de modo a detectar variações na cor, quantidade e consistência.
Deve-se sempre observar:
Mudanças no comportamento: pássaros independentes se tornam mais carentes, ou pássaros amorosos se tornam retraídos, ou um pássaro normalmente brincalhão perde interesse por seus brinquedos. Pássaros se tornam encorujados (com aparência de estarem “inflados”, com as penas eriçadas), com asas caídas, desatentos, abatidos, sonolentos (olhos fechando constantemente), ficam no fundo da gaiola ou sentados no poleiro, postura baixa no poleiro (quase horizontal).

Mudanças no conteúdo fecal: excrementos normais, em um psitacídeo, são fezes verdes com uratos branco ou creme e urina incolor, creme ou branca, na quantidade de 25 a 50 por dia. Se as fezes se tornarem pretas, aquosas, ou de qualquer outra cor sem que haja mudança na alimentação, ou se elas diminuírem muito em quantidade, é um problema. Mudanças na aparência e atitude: mudanças no apetite (perda ou aumento), maior ingestão de água, mudanças ou perda da voz, mudas prolongadas (com penas perdidas e não repostas), hábito de arrancar ou mastigar as penas (auto-mutilação). Cauda batendo (acompanhando a respiração), fraqueza, vacilos freqüentes da cabeça, olhos com aparência cansada, respiração ofegante e dificultosa ou mais forte que o normal, secreção ao redor das narinas ou olhos, barulhos ao respirar (chiados ou espirros), penas manchadas de marrom acima das narinas (sinal de nariz escorrendo), vômito, diarréia, cloaca suja, inchaços, desidratação, pés gelados.

Qualquer sinal de alteração no seu pássaro deve ser levado a sério, procurando-se um veterinário de aves rapidamente, pois as aves, após o desenvolvimento da doença, podem morrer rapidamente se não tiverem auxílio profissional.

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Analisando os Excrementos

A cor e consistência das fezes nos ajudam a observar a saúde das aves no que se refere ao sistema digestivo. O normal são excrementos constituídos de urina (a parte líquida, não cristalizada), uratos (material branco cristalizado) e fezes (material consolidado, seco, de cor verde a amarronzada, resultante da comida digerida), sem mau cheiro.
1) Fezes
A cor das fezes varia muito com a dieta das aves. Pellets vermelhos e frutas vermelhas podem tornar as fezes vermelhas (e não a urina!). Sementes e vegetais verdes produzem fezes verdes. Amoras podem tornar as fezes pretas.
As fezes devem ser sólidas e tubulares, enroladas ou não, particionadas ou não. Elas não devem cheirar mal; quando isso ocorre, pode ser sinal de infecções bacterianas.
A diarréia geralmente é uma resposta do organismo a doenças, toxinas ou bactérias prejudiciais, mas pode também ser causada pela dieta, como verduras, hortaliças, frutas cítricas e certos alimentos. A diarréia não é um excesso de urina nos excrementos, e sim material fecal em formato não tubular, com consistência mole a totalmente líquida (nos casos mais severos). Conforme a composição desta parte mais líquida, que pode incluir muco (secreção produzida pelas células intestinais), sangue etc, o aspecto se altera. Com isso, temos pistas que ajudam a reconhecer a doença causadora.
Veja o significado das cores das fezes ou diarréia:
Amarela: deve-se à má absorção e digestão dos alimentos por problemas no pâncreas ou fígado.
Esbranquiçada: deve-se a excesso de urato causado por problemas nos rins.
Esbranquiçada e gordurosa: inflamação no pâncreas.
Escura: pela presença de sangue coagulado e digerido, originário de sangramento no sistema digestivo superior.
Vermelha: devido a sangue vivo (ainda não coagulado) vindo de sangramento no sistema digestivo inferior, cloaca ou oviduto.
2) Urina
Uratos verdes ou amarelos: doença do fígado ou anorexia
Uratos marrons: envenenamento por chumbo
Uratos ou urina vermelha: sangramento interno
Aumento na quantidade de uratos: desidratação ou problemas nos rins
Aumento na quantidade de urina: aumento da ingestão de água ou comida com alto teor de água.
3) Problemas que afetam o sistema digestivo
Veja agora alguns dos sintomas mais comuns relacionados a problemas que afetam o sistema digestivo. Em geral, vêm acompanhados de outros sinais comuns a todas as doenças, como apatia e perda de apetite.
Fezes amolecidas, com sangue, mal cheirosas e escorridas: São sintomas de Inflamação Intestinal. O sangue é proveniente de hemorragias causadas pela destruição de células intestinais. A região da cloaca fica constantemente suja, o corpo tenso e as penas eriçadas. Pode ser causada por alimentos embolorados, mais comuns em épocas quentes, parasitas e microorganismos. Nestes casos, aparece febre. Através de exame determina-se a causa e o veterinário indica um antifúngico, um antiparasitário ou um antibiótico. Outra causa, bem mais rara, é envenenamento por tinta devido a bicar superfícies pintadas, como a parede na qual a gaiola fica encostada ou o próprio cromado e dourado habitual da gaiola, havendo queda da temperatura corporal em vez de febre. Para curar o envenenamento, usa-se soro, glicose, sulfato de atropina ou antídoto, dependendo do tóxico.
Diarréia ligeiramente amarelada, febre com tremores e pulos de um lado a outro, pequenas verrugas na cabeça e dedos: Estes sinais indicam Difteria, conhecida também como Varíola ou Bouba. É causada por um vírus (poxvírus) altamente resistente ao calor e a desinfetantes, mesmo os mais fortes. É muito contagiosa. Em uma segunda etapa causa úlceras na boca, traquéia, pulmões e aparelho digestivo e, por isso, a diarréia ganha uma coloração avermelhada ou escura. Cura-se com antibióticos e dá-se vitaminas para ajudar a cicatrização das úlceras.
Diarréia amarelo ocre, às vezes com sangue vivo, mal cheirosa, penas arrepiadas, mais apetite e sede: Sinalizam Colibacilose que atinge principalmente aves com baixa resistência. O micróbio Escherichia coli, que a causa, é transmitido pela água, alimentação e fezes. Toma, através da corrente sangüínea, os sistemas digestivo, respiratório e reprodutivo, inflamando o oviduto (Salpingite) e causando, com isso, o aumento do volume abdominal e dificuldade de evacuação. Inflama também articulações, gerando atrite, fazendo a ave recolher o membro e, eventualmente, bicar o local inflamado. Se a doença atacar com violência pode causar morte rápida.
Diarréia esbranquiçada com sangue, ofegar, febre, penas arrepiadas, pulsação acelerada e gemidos de dor: Indicam Salmonelose, também chamada de Paratifo. O contágio é alto. Dá-se através das fezes de pássaros doentes ou de sementes e verduras contaminadas por essas fezes, com mais freqüência em aves debilitadas. Se a mãe, ou outro pássaro que estiver na gaiola com os filhotes, pegar a doença, pode ter certeza – os filhotes também a pegarão. Cura-se com antibiótico, fornecendo bastante água e desinfetando as gaiolas e poleiros usados pela ave doente. A doença atinge, além do sistema digestivo, o sistema reprodutivo e, com menor freqüência, o respiratório, através da circulação do sangue. O índice de mortalidade é alto.
Diarréia escura e fraqueza: Pode ser indício de Coccidiose, causada por um dos seguintes protozoários: Eimera sp e Isospora sp. Uma ave saudável e bem alimentada resiste bem ao ataque desta doença, que pode ser controlada com coccicidas ou coccidiostáticos. Mas o pássaro com baixa resistência corre o risco de morrer em poucos dias, devido à desidratação e perda de apetite causadas pela diarréia. O diagnóstico é feito por exame de fezes.
Diarréia verde com sangue, tremores, desmaios e convulsões: A Psitacose, também chamada de Ornitose ou Febre de Papagaio, é uma doença grave que ataca papagaios, periquitos, araras e outros psitacídeos, causando comprometimento do fígado, dificuldade respiratória, conjuntivite e sinusite. Pode ser pega também pelos humanos, que ficam com febre, dores em articulações e mal estar. Por isso, em caso de suspeita, não toque na ave, nem na gaiola e mantenha-a isolada em enquanto o veterinário não vier. O microorganismo que causa só é detectado por exame de laboratório. É curada através de antibióticos, tanto nas aves como nas pessoas.
Abdômen saliente, fraqueza, diarréia esverdeada às vezes com sangue, eventual incoordenação motora: São indícios de Toxoplasmose ou Lankesterella, doenças raras em aves de cativeiro, provocadas por protozoários que destroem células do fígado, que fica inchado. São doenças graves pois causam lesões irreversíveis no sistema nervoso. Atacam especialmente filhotes. São de cura difícil. Quando no início, pode-se tentar tratamento com antiprotozoários. Ocorrem mais em Pombos. A toxoplasmose é transmissível ao homem, porém nunca pelo contato com ave doente, mas apenas pela ingestão se sua carne, se não estiver bem cozida.
Pernas encolhidas, necrose dos dedos, eventual diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas: Significa Estafilococose, doença causada pela bactéria Staphylococus sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abscessos na planta dos pés, surgindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor – a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos, dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido à necrose e podem cair. É possível a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório. Neste caso, acrescentam-se os sintomas diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas. Em pouco tempo a infecção pode se generalizar e causar a morte. A contaminação se dá por via digestiva ou através de feridas. Cura-se com suplementação vitamínica, pomada anti-séptica e antibiótico.
Mãe com peito molhado em conseqüência da diarréia dos filhotes: É a chamada Diarréia de Ninho, que atinge filhotes de várias espécies e que, se não for curada de imediato, pode transformar-se em uma enterite, inflamação do intestino que é a principal causa de morte de filhotes. A causa mais comum é a alimentação imprópria que deve ser eliminada logo. Outra possibilidade é uma reação ao ataque de parasitas como sarna, piolho e ácaros, que diminuem a resistência orgânica e com isso provocam a diarréia. Deve-se logo eliminar as parasitas com uma limpeza rigorosa da gaiola e do ninho e uma lavagem com Cândida. A seguir, coloca-se piolhicida atóxico no ninho para eliminar os parasitas que ficaram na mãe e nos filhotes. O molhado do peito da mãe, popularmente chamado de suor, na verdade é própria diarréia dos filhotes devido ao contato físico (as aves não têm glândulas sudoríparas).
Magreza com tristeza, eventual diarréia com muita água, estrias de sangue e alimento mal digerido: Pode ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou o respiratório. É preciso identificar o tipo de verme, por exame de fezes, para saber o remédio adequado e aí obter a cura. Aves que pisam no chão são as mais sujeitas.

Vômito, penas arrepiadas, perda de peso progressiva, eventual diarréia: Esta doença atinge os sistemas respiratório e digestivo. O papo fica com uma substância líquida, expelida no vômito. Há dificuldade ingerir alimentos, às vezes diarréia e pequenas placas esbranquiçadas dentro do bico. A Candidíase é causada pela levedura Candida albicans que se prolifera no aparelho digestivo. Atinge aves com baixa resistência. Em caso de dúvida, um exame de fezes permite o diagnóstico. Cura-se com antifúngicos.

Olhos fechados, diarréia, prostração que faz encostar o bico no chão: É a Doença de Pacheco, descoberta em 1930 pelo veterinário Genésio Pacheco, causada por um vírus do grupo herpes que se encontra no ar. Ataca o sistema digestivo, além do respiratório, quando há grande baixa de resistência. Só com um exame sofisticado, feito por poucos laboratórios, pode ser confirmada. A cura é muito difícil devido à fraqueza da ave, mas é tentada com imuno estimulantes e complexos vitamínicos.

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