Por que as aves não urinam?

Simples: porque elas não têm bexiga para armazenar a urina. Sempre que um pássaro bebe algum líquido, esse vai direto para o intestino, onde é absorvido; depois passa para o sangue e chega aos rins, para ser purificado. As impurezas que sobram desse processo – principalmente uma substância conhecida como urato – são levadas por um canal diretamente dos rins para os intestinos, onde são depositadas junto com as fezes e expelidas através da cloaca, na mesma abertura dos órgãos genitais. “É por isso que se observa nas fezes da maioria das aves uma parte esbranquiçada, formada pelo urato’, diz o ornitólogo Werner Bockerman, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-as-aves-nao-urinam/

Pássaros voam até a Índia para cometer suicídio em massa

Jatinga é uma aldeia exuberante ao sul de Guwahati, na Ìndia. O local é uma zona de descanso para muitas espécies de aves migratórias.

Nas últimas décadas, entretanto, a região ficou famosa por um fenômeno bizarro: entre os meses de setembro e novembro, quase todas as noites, ao pôr-do-sol, centenas de pássaros se suicidam juntos.

Em uma faixa de terra de cerca de 1,5 km, uma porção de aves voa simultaneamente, como enorme nuvem escura, e se choca contra edifícios ou árvores a toda velocidade.

O mistério em torno do acontecimento é grande. “O mais intrigante é que muitas espécies diurnas aparecem no céu quando deveriam estar dormindo. Isso merece um estudo científico mais profundo”, afirmou Salim Ali, ornitólogo indiano.

Alguns pesquisadores alegam que os animais são perturbados pelas luzes noturnas e fazem vôos desgovernados. Outros acreditam que as forças eletromagnéticas de Jacinta exercem influência sobre os pássaros.

Registros históricos confirmam que, em 1905, isso já ocorria em Jacinta. Na época, os aldeões interpretaram o acontecimento como um presente dos deuses e traçaram os pássaros, com muito prazer, nas refeições.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/blog/contando-ninguem-acredita/passaros-voam-ate-a-india-para-cometer-suicidio-em-massa/

Qual é o menor pássaro do mundo?

É o beija-flor-abelha, que, em média, mede apenas 5 centímetros de comprimento e pesa ínfimos 2 gramas. A ave, menor do que seu dedo indicador, tem outra curiosidade: em comparação com outras aves, é a que fica, proporcionalmente, o maior tempo da vida voando. O pequeno pássaro vive principalmente na ilha de Cuba, no Caribe, e seu habitat preferido são florestas, jardins, pântanos e vales. O bichinho se alimenta de insetos, pequenas aranhas e do néctar das flores. Além de compacto, o beija-flor- abelha (Mellisuga helenae) é um pássaro muito ágil e veloz. Para escapar de seus inimigos, como os falcões, as águias e algumas espécies de sapos, ele é capaz de fazer manobras acrobáticas e arriscadas no ar, como realizar bruscas paradas e voar para trás. Isso só é possível porque os beija-flores, também conhecidos como colibris, são dotados de músculos especialmente adaptados para o vôo e asas capazes de bater na estonteante velocidade de 80 vezes por segundo – o mesmo tempo que você gastou para ler a palavra “estonteante”, hehe.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-menor-passaro-do-mundo/

Como os pássaros voam?

Esse dom invejável está intimamente associado às penas, que, embora leves e flexíveis, são, ao mesmo tempo, fortes e resistentes. Dependendo da espécie, um pássaro pode ter entre 1 000 e 25 000 penas espalhadas pelo corpo. Mas elas não são as únicas responsáveis pelos shows aéreos que as aves costumam apresentar – na verdade, cada elemento da anatomia desses animais foi feito para que eles pudessem voar. “O formato aerodinâmico do corpo, o esqueleto, a musculatura, o modo de vida e o hábitat são outros fatores que ajudam no deslocamento aéreo”, afirma o ornitólogo Martin Sander, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, RS. Ainda assim, as asas são as peças principais, por exercerem dois papéis fundamentais: como um propulsor, elas impulsionam o pássaro à frente; e, como um aerofólio, dão a sustentação necessária para mantê-lo flutuando no ar.

Hoje, voar é uma capacidade quase exclusiva das cerca de 9 600 espécies de aves existentes, mas nem sempre foi assim. Outros animais de médio porte também já foram capazes de deslizar pelo céu. Era o caso dos pterodátilos. Os cientistas acreditam que esse réptil se comportava como uma ave marinha, voando em bandos e freqüentando praias há cerca de 200 milhões de anos. Já o mais antigo fóssil de ave encontrado é o de uma espécie do período jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos atrás. Batizado de Archaeopteryx lithographica, ele foi achado na Alemanha em 1860.

Obra-prima de anatomia As aves têm penas, ossos e músculos feitos sob medida para vencer a gravidade
Flap orgânico

O polegar dos pássaros tem a mesma função do flap das asas dos aviões, aumentando ou diminuindo a força de sustentação que mantém o pássaro no ar

Esqueleto light

Alguns dos ossos do crânio, do peito e da região das asas são ocos – e, portanto, bem mais leves que o normal. Isso facilita ainda mais o vôo

Vigor muscular

O esterno (osso do peito) possui uma quilha na maioria das aves de onde saem os músculos peitorais. Essa musculatura é a mais forte e desenvolvida, porque movimenta as asas

Leque natural

Cada pena tem um eixo de onde partem inúmeras ramificações, que vão sendo enganchadas umas nas outras. A estrutura transforma a pena num leque ultra-resistente ao vento

Radar meteorológico

Na região do peito existem penas especiais que funcionam como órgãos sensores, detectando as alterações na velocidade e na direção das correntes de ar – informações das quais os pássaros sabem tirar proveito durante o vôo

Esquerda, volver

As penas da cauda auxiliam na direção, orientando o vôo para a direita ou para a esquerda

Plumas de impulsão

As asas têm vários tipos de penas, mas nem todas desempenham um papel fundamental no vôo. As que mais se destacam nessa função são: rêmiges primárias (1) – servem para dar o impulso à frente durante o bater das asas; rêmiges secundárias (2) – ajudam a sustentar a ave no ar; álulas (3) – têm função aerodinâmica, regulando o ar que bate na asa

Aerofólio animal

Não foi à toa que os aviões copiaram das asas dos pássaros o formato de aerofólio. Ele faz com que o ar que passa por cima delas (seta menor) tenha pressão inferior ao que passa por baixo (seta maior). Esse efeito aerodinâmico gera a força de sustentação necessária para vencer a gravidade

Uma questão de estilo Dois casos especiais provam que nem todas as aves voam de modo igual
Planador emplumado

Os albatrozes não gostam de fazer esforço para voar – preferem pegar carona em massas de ar quente. Para isso, eles ficam com as asas abertas, mas sem batê-las: apenas planando

Velocista imbatível

O pássaro mais rápido do mundo é o falcão-peregrino, que voa a 160 km/h. Quando está perseguindo uma presa, porém, ele é capaz de mergulhar a velocidades de até 320 km/h!

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-os-passaros-voam/

Qual é o pássaro mais veloz do mundo?

O falcão-peregrino (Falco peregrinus), ave de rapina que, em média, voa a 160 km/h, mas é capaz de mergulhar a mais de 320 km/h quando está atrás de uma presa! O bicho, encontrado em praticamente todo o mundo, é tão rápido que deixaria para trás um jato na decolagem! Confira abaixo como ele atinge essa velocidade incrível e conheça outras aves que mandam ver no voo. 🙂

Exímio caçador, o falcão-peregrino usa uma estratégia engenhosa para capturar suas presas: pegar correntes de ar quente para atingir grandes alturas. Em alguns casos, ele sobe 1,5 mil metros em relação ao nível do solo.

Lá de cima, fica fácil para ele localizar suas vítimas, que podem ser outras aves – como pombos, patos e faisões – ou roedores. Avistado o alvo, ele dá um mergulho quase perpendicular ao solo, às vezes em queda livre.

No mergulho, ele cola as asas ao corpo e controla a direção do voo abrindo-as ligeiramente. Com movimentos curtos das asas, consegue acelerar ainda mais, superando os 320 km/h.

Finalmente, ele agarra a presa com as garras ou simplesmente a abate com uma pancada com as patas. Atordoada, a vítima cai em movimentos circulares enquanto o falcão-peregrino dá meia-volta para apanhá-la na queda.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/qual-e-o-passaro-mais-veloz-do-mundo/

O que é um tordo?

Depende. O de verdade ou o de Jogos Vorazes

ILUSTRA Fred Rubim
Pergunta do leitor Matheus Lehmann Giacoboni, Viamão, RS

O tordo comum, nome científico Turdus philomelos, é um passarinho da família Turdidae, natural da Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas nós sabemos por que você fez essa pergunta: por causa do mockingjay, nome em inglês da ave símbolo da trilogia Jogos Vorazes. Mas são animais diferentes.

PUBLICIDADE

O mockingjay é um pássaro fictício, cujo nome foi traduzido para “tordo” em português. E fica mais complicado: o mockingjay do livro é resultado do cruzamento de um mockingbird (ou rouxinol), um pássaro de verdade, com o jabberjay (o “gaio tagarela”, na versão em português), um pássaro fictício.

Na história, os jabberjays eram criações da Capital para espionar os rebeldes. Uma vez desmascarados, os pássaros foram abandonados nas florestas pela Capital. Exclusivamente machos, cruzaram com fêmeas de mockingbird (rouxinóis) e deram origem aos mockingjays. Enfim, o tordo de verdade existe, mas não tem nada a ver com o tordo fictício, o mockingjay.

Entenda essa papagaiada de aves reais e fictícias

Mockingbird (rouxinol)

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Imita o canto de outras aves e sons de insetos e anfíbios
Típico dos EUA, de tamanho médio, bico longo e fino, e penas marrom-acinzentadas com detalhe branco nas asas. Em Jogos Vorazes, procria com o jabberjay

Jabberjay (gaio tagarela)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Memoriza e repete conversas humanas
De plumagem preta e azul, com cauda e bico longos, crista imponente, foi criado nos laboratórios da Capital com o objetivo de espionar os revolucionários dos distritos

Mockingjay (tordo)

CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS: Reproduz melodias humanas
As cores são similares às do mockingbird, mas tem estrutura parecida com o jabberjay: cauda longa, asas extensas, bico fino e pronunciado. É o grande símbolo da revolução

Tordo

CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS: Repete sons de sirene, telefones e o canto de outros pássaros
É castanho no dorso e na cabeça, e amarelado com manchas escuras no ventre. Não entra na história de Jogos Vorazes, mas o seu nome foi usado como tradução de mockingjay

Fontes Livros e filmes Jogos Vorazes e Em Chamas; sites distrito13.com.br e moviepilot.com

Consultoria Ricardo José Garcia Pereira, professor do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/o-que-e-um-tordo/

Por que patos são bons nadadores?

CAMADA PROTETORA

Os patos possuem uma glândula na base da cauda, chamada de uropigiana, que sintetiza gordura. As aves espalham essa substância oleosa pelo corpo com o bico. Dessa forma, elas impermeabilizam as penas, que não encharcam e não ganham peso

PUBLICIDADE

BOIAS NATURAIS

Assim como muitas outras espécies de pássaros, os patos possuem sacos aéreos como parte de seu sistema respiratório. Eles se enchem de ar conforme o bicho respira e, assim, ajudam a mantê-lo flutuando

AR COMPRIMIDO

As penas dos patos se entrelaçam de modo a formar pequenos bolsões de ar que ficam convenientemente presos, ajudando a flutuar. Para mergulhar, eles simplesmente apertam as penas contra o corpo, expulsando o ar

REMA, REMA

As patas possuem membranas entre os dedos que ajudam a dar impulsão dentro d¿água

SEM DUREZA

Os ossos dos patos são ocos. Isso faz com que eles não sejam muito pesados

ME_159_virada_41_B
CONSULTORIA Ricardo Belmonte Lopes, doutorando em zoologia da Universidade Federal do Paraná

FONTES Site da Universidade de Saltford e programa MythBusters

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/por-que-patos-sao-bons-nadadores/

Como e onde surgiu a lenda de que as cegonhas trazem os bebês?

Não, não foi sua mãe que criou aquela história.

Foi na Escandinávia.

Segundo a tradição, na época em que os bebês costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que eles haviam sido trazidos pela cegonha para justificar o aparecimento repentino de um novo membro da família. Para explicar que, após o parto, a mãe precisava descansar por alguns dias, dizia-se também que, antes de partir, a cegonha havia bicado a perna materna.

PUBLICIDADE

O animal foi escolhido como símbolo principalmente por dois motivos. Primeiro, é uma ave dócil e protetora. As jovens cegonhas costumam dedicar atenção especial e carinho às aves mais velhas ou doentes – tanto que os romanos antigos criaram uma lei, incentivando as crianças a cuidarem dos idosos da família, chamada Lex Ciconaria (lei da cegonha).

O outro motivo é que elas costumam fazer seus ninhos ao lado das chaminés das casas e voltam sempre ao mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. Essa mistura de generosidade e fidelidade maternais criou um símbolo perfeito.

Por muitos séculos, a lenda permaneceu conhecida apenas na Escandinávia. Mas, no século XIX, se espalhou pelo resto do mundo com os contos de um mestre da literatura infantil, o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875).

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-e-onde-surgiu-a-lenda-de-que-as-cegonhas-trazem-os-bebes/

Como o pombo-correio sabe para onde levar a encomenda?

Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

Existem algumas teorias sobre a capacidade de orientação dos pombos-correio, mas nenhuma delas é 100% comprovada. O que se sabe é que eles sempre voltam para onde nasceram. E é só para lá – e não para qualquer lugar – que levam a encomenda. As explicações mais comuns são:

PUBLICIDADE

– Os pombos têm um “instinto natural” parecido com o de aves migratórias;- A visão privilegiada permite que localizem pontos de referência com facilidade;- Eles se orientam pela posição do Sol;- Eles possuem uma “bússola natural”, formada por partículas de magnetita no bico. O mineral apontaria o norte da Terra.

Os pombos-correio são uma raça diferente dos pombos comuns. Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões.

CARTEIRO ALADO
Como o pombo Cher Ami salvou 194 vidas

Cher Ami – que em francês significa “Querido amigo” – nasceu e foi criado em uma base do exército americano próximo à cidade de Binarville, na França. Depois de treinado, ele foi doado ao comandante da 77ª Divisão de Infantaria Americana. Esse grupo ficou conhecido como o Batalhão Perdido por ficar preso em uma depressão na floresta de Argonne, ali perto. O Batalhão Perdido avançou rumo ao norte, enquanto o resto dos americanos ficou no sul. Assim, o grupo acabou cercado por inimigos alemães e também sob fogo amigo dos americanos, que não sabiam que havia aliados ali. O comandante do batalhão mandou uma mensagem aos compatriotas por meio de Cher Ami.

Após ter percorrido 40 quilômetros em 25 minutos, atravessando a região ocupada pelos alemães, o pombo chegou à artilharia americana gravemente ferido. Alvejado pelos alemães, acabou ficando cego de um olho, teve o peito atravessado por uma das balas e uma de suas pernas foi arrancada! Apesar dos ferimentos, ele entregou a mensagem aos destinatários: o texto indicava a localização do batalhão e pedia que cessassem o fogo. Os 194 soldados do Batalhão Perdido sobreviveram.

O voo de Cher Ami ocorreu em outubro de 1918 e foi a última missão do pombo. Depois da façanha, ele teve que se aposentar, mas ganhou a Cruz de Guerra francesa em homenagem ao seu heroísmo.

Foto Fernando Moraes

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-o-pombo-correio-sabe-para-onde-levar-a-encomenda/

Como são organizadas as movimentações de grandes grupos de animais?

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução.

ILUSTRAS Bruno Rosal

As decisões desses bichos partem do instinto, mas também de aprendizagem e adaptação ao ambiente, refinados por milhões de anos de evolução. Esse comportamento coletivo visa maximizar as chances de sobrevivência individuais: ele simplifica a busca por comida e abrigo, otimiza as funções locomotoras e facilita a fuga de predadores. Nesse último caso, por exemplo, essa “consciência coletiva” se manifesta como um efeito dominó: o primeiro indivíduo identifica o perigo e muda rapidamente de direção, inspirando outro a fazê-lo, que inspira outro… No final, todos estão fugindo, mesmo que só o primeiro tenha detectado o inimigo. É óbvio que, de vez em quando, há conflitos no grupo: uns querem comer, outros andar, outros ficar parados. Mas estudos biológicos indicam que essas deserções tendem a ser temporárias.

PUBLICIDADE

V de vitória

Algumas aves migratórias,comogansos e cisnes, voam em formação de “V”, revezando-se na posição de líder. Esse indivíduo na ponta “rasga” o ar, tornando-o brevemente menos denso para quem vem atrás. Além disso, o deslocamento de ar que ele causa permite que os seguidores batam as asas menos vezes. Com menos esforço, até o batimento cardíaco pode diminuir. Voando em V, três pássaros já são o suficiente para criar um grupo em que cada um gasta 40% menos energia

+ Quais animais são recordistas em migrações?

revoada
Boa vizinhança

Nas revoadas, pássaros coordenam a velocidade e a direção só com os colegas mais próximos. Estes se comunicam com os outros ao seu redor e assim sucessivamente, alinhando o grupo todo rumo ao mesmo objetivo. Pombas, por exemplo, navegam melhor juntas, pois partilhar suas estimativas de rota imperfeitas lhes permite ajustar e escolher o trajeto mais ideal

+ Como se orientam os pombos-correio?

elefantes
Obedeça sua mãe!

As manadas de elefantes têm entre dez e 30 indivíduos e são lideradas pela fêmea mais experiente. O grupo marcha atrás da matriarca, que procura o melhor lugar para pastar ou se proteger. Todos a obedecem, exceto machos adultos. Quando completam 12 anos, eles “saem da fila” e vão montar um “Clube do Bolinha”. Nele, quem manda é o maior ou o mais forte

abelhas
Só na cabeçada

Já se perguntou por que algumas abelhas melíferas parecem se chocar umas com as outras? As “exploradoras” descobrem um novo endereço para instalar a colmeia e o ensinam para as colegas com um voo sinuoso, quase uma dança. Mas, se uma rival quiser propor outra localização, bate de cabeça nela para interrompê-la! No fim, a colônia chega a um consenso

gafanhotos
Atração e repulsão

Modelos matemáticos propõem três regras gerais para agregações animais: 1) mover-se na mesma direção que os vizinhos, 2) ficar perto deles e 3) não posicionar-se demasiado próximo dos colegas. A Universidade de Princeton, por exemplo, concluiu que gafanhotos se mordem caso fiquem muito perto. Alguns são até devorados. Ou seja, o enxame só funciona porque existe a força da união, mas também o medo do canibalismo.O estudo matemático de nuvens de insetos inspirou a criação de sistemas de inteligência artificial conhecidos como”inteligência de enxame”

+ Como se forma uma nuvem de gafanhotos?

peixes
Unidos venceremos

Para nadar em cardumes sem esbarrar uns nos outros, peixes usam a visão, a audição e a linha lateral, órgão sensorial que detecta mínimas variações de pressão na água. Assim, eles sabem onde estão os vizinhos e se devem virar, voltar ou descer. E, se os indivíduos ficam muito perto, eles se repelem, justamente para não trombarem

+ Como os peixes nadam em cardumes sem trombar uns nos outros?

lobos
Tão longe, tão perto

Cientistas da Espanha e dos EUA criaram um programa de computador que simula as estratégias de caça dos lobos para uma só presa. Há duas regras: primeiro, mover-se para o mais perto possível da vítima; segundo, afastar-se caso haja lobos ainda mais próximos dela. Trabalhando juntos, eles asseguram a janta para os filhotes – responsabilidade de toda a alcateia

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-organizadas-as-movimentacoes-de-grandes-grupos-de-animais/