Classificação do Azulão

O azulão é um pássaro que ocorre em todo o território brasileiro, além de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Argentina, além do norte da Venezuela e Colômbia. De grande beleza fisica e com muitos atributos canoros, acabou se tornando um pássaro muito freqüentem ente encontrado nos lares pelo Brasil afora.
Talvez pela vasta distribuição territorial, o azulão possui também algumas diferenças de uma região para outra, de forma que cada uma dessas variações foi classificada de forma distinta por diferentes autores. Essas variações serão abordadas neste artigo.
Ao contrário do que muita gente pensa, apesar da leve semelhança fisica com bicudos e curiós, o azulão está classificado na família Cardinalidae, juntamente com o trinca ferro, e não na família Emberezidae, onde estão os curiõs e bicudos.

>Classe: Aves
> Ordem: Passeriformes
>Sub Ordem: Passeres (Oscines)
> Família: Cardinalidae

O “problema” começa justamente nesse ponto, com a classifi­cação em espécie e subespécie. O que viemos a fazer nesse trabalho, é justamente abordar as variações existentes e a classificação feita por diferentes autores para cada uma dessas variações.

Abaixo, foram divididos os grupos, utilizando como critério para essa divisão a região de ocorrência e característica fenotípicas. Abaixo da descrição do grupo, está a classificação feita por cada um dos autores para a mesma. Azulão do Norte Também conhecido por azulão-da-amazônia, é um azulão de grande porte, cerca de 16 cm. Possui o bico mais fino e intumescido. Seu maior diferencial em relação aos demais, além do porte, é a coloração bastante escura, inclusive nas fêmeas, que possuem nas partes inferiores um tom pardo bem escuro. Segundo alguns autores, possui o canto menos pronunciado e com menos notas.

Classificação

>Cyanocompsa cyanoides rothschildii , segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Cyanocompsa cyanoides , segundo John S. Dunning, em “South American Land Birds”, 1982.
> Passerina cyanoides, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina cyanoides, segundo Omena Júnior, no “Aves da Amazônia: Guia do observador”, 1999.
> Passerina cyanoides, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Brasileira”, 1997. Azulão do Nordeste Possui voz mais aguda e canto ainda mais rápido que os demais, o porte é praticamente o mesmo do azulão do centro-sul, talvez ligeiramente mais compacto. A cor é um azul claro pálido, com aparência de cinza em algumas partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico parece ser maior e mais cônico que nos outros dois tipos.

Classificação

>Cyanocompsa cyanea cyanea, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
> Passerina brissonii, segundo Deodato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Centro-Sul

Suposta ocorrência: estados das regiões centro oeste e sudeste.

Porte ligeiramente menor que o do sul, seria um porte “mediano” entre o do sul e o do nordeste, além de apresentar um tipo mais esguio.

Apresenta coloração azul turquesa intensa e brilhante no corpo todo, e as manchas da cabeça e da asa são de um azul mais claro, o que seria um “azul ciano”, ainda mais intenso e brilhante que o corpo.

No canto, difere do azulão do sul notadamente pela voz, um pouco mais média e geralmente em volume agradável, enquanto o do sul consegue cantar num volume impressionantemente alto. O andamento também varia: o do centro sul é ligeiramente mais rápido que o do sul.

Classificação

> Cyanocompsa cyanea steres, segundo Eurico Santos, na quinta edição do “Pássaros do Brasil”, 1985.
>Cyanocompsa cyanea , segundo John S. Dunning, em South American Land Birds, 1982.
> Passerina brissonii, segundo De­odato Souza, em “Todas as Aves do Brasil”, 1998.
> Passerina brissonii, segundo Helmut Sick, em “Ornitologia Bra­sileira”, 1997.

Azulão do Sul

De porte bem avantajado, voz grave, azul numa tonalidade marinha bem acentuada, um azul quase imperceptível de tão escuro, parecendo até mesmo ser negro, às vezes. As manchas da “testa” e da asa são de um azul um pouco mais claro, contudo, sem brilho, seriam de um “azul marinho opaco”.

O canto tende a ser um pou­co mais lento e mais alto que o do centro-sul.

Classificação

Apesar das diferenças descritas, o pássaro é classificado por todos os autores da mesma maneira que o azulão do centro-sul. Algumas pessoas sugerem ainda um azulão de ocorrência Argentina, classificado como Passerina brissonii argentina.

Como podemos ver, existem variações conforme a região de ocorrência. Podemos dizer também que existem as áreas de transição, no limite da área de ocorrência de uma subespécie e inicio de outra. Naturalmente podem ocorrer cruzamentos entre elas em ambiente natural.

Em cativeiro, muitos criadores cruzam as diferentes variedades consciente ou, na maioria das vezes, inconscientemente.

Concluindo, notamos que existe a necessidade de se estudar o azulão num todo, para que se chegue a um consenso de quais são e como serão definitivamente classificadas cada uma das espécies e subespécies. Notamos também, que enquanto não se alcança a desejada uniformidade, o IBAMA tem classificado todos os azulões constantes no SISPASS como “Azulão-Verdadeiro”, Passerina Brissonii.

Por Marco Antônio Guimarães, Consultor Estratégia COBRAP ; Augusto Florisvaldo Batisteli, Consultor Técnico COBRAP e Rob de Wit, Zootecnista, Diretor de Criação de Azulão COBRAP

Criação

Iremos falar agora sobre a criação de “Azulão”, compreendendo as três formas diversas ocorrentes no Brasil. Como sempre, vamos adotar a classificação de Sybley, que cita quatro subespécies: Cyanocompsa cyanoides, C. brissonii, C. parellina e C. glaucocaerulea. Eles existem em quase todos os países da América. Consideramos como o C.brissonii, o existente de Goiás em direção ao Sul do Brasil até a Argentina, 16 a 17 cm – mais longilíneo, o macho adulto possue penas azul escuro e fêmea de penas marrom cor de terra; o C.cyanoides o do Nordeste brasileiro até a América Central, 16,5 a 17,5 cm – mais corpulento, o ma­cho adulto possue penas azul claro e a cabeça bem esbranquiçada; a fêmea de penas marrom claro; o C. glaucocaerulea, é o Azulinho, menorzinho de 13 a 14 cm, e população bem mais restrita, ocorre no Sul do Brasil de Santa Catarina até a Argentina. O C. parrellina existe na América Central e não no Brasil. Estão, como não podia deixar de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do meio-ambiente. No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e as florestas ralas, sempre por perto de muita água.

A verdade é que eles não são exigentes com o habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais. Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. O Azulão, além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem despertado interesse para a criação doméstica. Daí, como se faz com os outros passeriformes é preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o Azulão. Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é muito fácil faze-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso; dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de determinada pessoa e não demonstra nenhum medo. Dificilmente suas unhas crescem. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda verdes; peque­nas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito as comidas macias. Seu canto é muito mavioso e pode ser dividido em dois tipos: a) o canto normal compõe-se de uma frase de cerca de 10 notas repetindo um som tipo “tifliu”- em variados tons, este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos, cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso que o outro; b) a surdina, mata-virgem ou alvorada que querem dizer a mesma coisa ­neste caso ele chega a cantar certa de 2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas – ti-é-té-é-tuéé, como exemplo.

A surdina é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode ouvir de um pássaro cantando. O Azulão, consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão a quem escuta que está longe e depois mais próximo. Ele não aprende o canto de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente é que assimila muito bem o seu canto. Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de “Carbô”, que apresenta os dois tipos de cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do

Estado do Paraná. No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG. Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Não recomendamos a utIlização de verduras de espécie alguma, provoca diarréia e o Azulão é muito susceptível a este mal. Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma: 5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistu­ra; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac (probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote. Em suma, o Azulão consome quase de tudo, é muito fácil alimenta-lo adequadamente. Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para combater. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criáIos em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo benefício menor – elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-Io para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-Io para galar e imediatamente afastá-Io para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão colocadas do 7 ao 10 dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm – bitola 4, a ser adquirida no Clube onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Quase todas as Azulonas são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação executado.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/classificacao_azulao.html

O Diamante Gould

Este belo pássaro, que tanto encanta os criadores, merece uma atenção especial no que diz respeito a sua criação e desenvolvimento. Para tanto, procurei levantar dados importantes de sua criação para poder colaborar, se possível, com nossos colegas criadores, os quais passo a descrever a seguir:

1. DESCOBERTA O diamante de gould foi descoberto por uma expedição cientifica de origem francesa, em 1833, no litoral norte da Austrália. A origem de seu nome foi uma homenagem de um grande ornitólogo John Gould, a sua esposa prematuramente falecida, que muito ajudou nas expedições e no desenho dos pássaros. 2. DESCRIÇÃO O diamante de gould é um pássaro de cores bem vivas de cerca de 12 cms, corpo fino e cauda comprida (filetes). Existem três tipos de cores de cabeça: vermelha, preta e laranja, que podemos descrever da seguinte forma:

– máscara que se estende sobre a testa e as faces.
– coroa preta que limita a mascara.
– colar turquesa (verde-azulado) limita o preto e o peito; e a nuca e o dorso verde escuro.

As costas do gould são de um verde luminoso ligeiramente azulado nos lados.

O peito e violeta com alguns reflexos castanhos.

A barriga tem a cor amarelo ouro.

A cauda e formada de penas pretas sobrepostas com penas azuis.

A fêmea se distingue do macho, pois possui cores opacas: o peito lilás e a barriga amarelo claro; e os filamentos (cauda) mais curtos, que chamamos de espada.

Essa coloração, refere-se ao diamante de gould clássico, pois, hoje já podemos encontrar diversas mutações. 3. CONDIÇÕES DA

CRIAÇÃO Os pássaros devem ser criados num ambiente agradável, espaçoso, com boa ventilação e muita higiene. Um teste para saber se o criadouro tem essas características e o criador ficar algumas horas observando os pássaros, e sentir-se à vontade.

O meu criadouro é a extensão de minha casa e foi construído especialmente para esse fim. É composto de duas salas, que são exploradas ao máximo. Uma, maior (7,5m por 4,5 m), e reservada exclusivamente, para a criação no período de cria e na fase seguinte de separação e desenvolvimento dos filhotes. A outra, menor (4,5 m por 3,0) é usada para manter o plantel e seleção de pássaros, que irão participar dos campeonatos. Mas isso não e uma disposição rigorosa, esta sujeita a alterações, de acordo com as necessidades.

O pé direito mede em media 3 metros. E bem arejado, tendo em suas janelas e portas, telas de proteção contra mosquitos. Na parte de fora, no estilo de uma área de serviços, estão os tanques para a lavagem e higienização dos equipamentos, grades, gaiolas etc.
Internamente, as gaiolas são colocadas lado a lado, fixadas na parede, mantendo assim um bom espaço livre para o manejo.

O piso e feito de material rústico – cimento queimado – mas com bom escoamento de água.

O passo seguinte, na programação de um criadouro ideal, e a escolha dos equipamentos – gaiolas, ninhos, comedouros etc. É fundamental que o material seja de qualidade, resistente e durável. É uma questão de segurança para as aves e de economia para o criador.

Após a escolha dos equipamentos, escolher os casais de Diamante de Gould e as amas-secas. Os casais deverão ser selecionados de acordo com a genética e padrão de cada um. Quando da colocação do macho e fêmea juntos, os mesmos deverão, instantaneamente, começar o ritual de acasalamento. Caso isso não aconteça devem ser separados, pois levarão muito tempo para se acasalar. Isso não é uma regra.

Serão utilizados 4 comedouros, sendo um para alpiste puro, outro para mistura de sementes (70% de painço e 30% de alpiste), outro para água e o último para minerais e casca de ovo.

O ninho que utilizo para as matrizes são os quadrados (15x15x15cm). Quanto maior melhor. O diamante, geralmente, faz a copula dentro do ninho.

As gaiolas são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

O ideal desse suporte e que seja móvel para facilitar a limpeza e que esteja a 5 cm distante da parede.

Não é bom colocar gaiolas com pássaros da mesma espécie uma ao lado da outra, porque pode haver brigas.
As gaiolas das amas-secas (Manons do Japão) são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Em cada gaiola, com a devida separação, serão colocados 2 casais de amas.

A alimentação será dada de duas formas: a primeira, quando os manons nao estão com filhotes, será dada a mistura de semente, a água e os minerais com casca de ovo. A Segunda, quando já tem filhotes, será acrescida de mais um recipiente para mistura de sementes e uma com água. Quando aparecerem filhotes será dada a farinhada todos os dias em quantidade suficiente para alimenta-los (duas colheres ou três das de chá). Agora, quando estão sem filhotes uma colher basta.

O ideal e que seja dado verdura diariamente. Mas as folhas devem ser bem presas na grade.

Podemos utilizar de 3 tipos de ninhos. O que tenho mais usado e o retangular, embora em alguns casos (Manon bota os ovos no local reservado para os filhotes ou não entra no ninho) utilizo os outros alternativos.

As gaiolas serão colocadas em número de cinco, sendo os ninhos colocados nas laterais, ficando assim bem arejado.

Tenho feito algumas anotações na frente do ninho, utilizando de giz comum. No alto o número do casal da ama-seca; embaixo o número do casal matriz e a data em que foram colocados os ovos e no centro, dento de um circulo, a data de nascimento do primeiro filhote.

O ninho deve ser previamente preparado com a colocação de grama do tipo japonesa/chinesa. Também deve ser colocado um pouco de grama no interior da gaiola pra que os pássaros dêem o acabamento final.

Após mais ou menos 10 dias os pássaros começarão a botar. Depois de 7 dias do último ovo botado o criador poderá notar se os ovos estão ”cheios”, ou seja, com embrião.

Entre l3 e 16 dias nascerão os primeiros filhotes.

Entre o quinto e oitavo dia, dependendo do tamanho, os filhotes serão anilhados.

No sexto dia os filhotes ganharão uma cor mais escura.

No décimo dia começam a despontar as penas.

No décimo quinto dia as penas já estão quase formadas.

Por volta do vigésimo terceiro dia o filhote já sai do ninho. Por volta do trigésimo quinto dia os filhotes já estão no tamanho natural.

Quando não aparecerem mais as marcas fosforescentes na lateral do bico, de quarenta e cinco a cinqüenta dias após nascido, os filhotes podem ser separados e colocados (6 pássaros no máximo) em gaiolas idênticas as utilizadas para os Diamantes de Gould – matriz, com a inclusão de uma vasilha com semente no interior da gaiola, para ter comida em abundancia. Serão colocados 6 comedouros, sendo 2 com água, 2 com mistura de sementes, 1 com alpiste puro e 1 com minerais e casca de ovo.

Como alternativa poderá ser utilizada no interior da gaiola um cocho de 16 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura. A abundância de comida e essencial nessa fase de vida. E em vários lugares evita a briga entre os filhotes.

As gaiolas também são postas na parede através de um suporte que comporta 5 gaiolas.

Após 15 dias de estadia nas gaiolas, o criador, por opção, poderá coloca-los em voadeiras, em número não superior a 15 filhotes.

Poderá ser utilizado no interior da voadeira um cocho de tamanho: 36 cm de comprimento por 8,5 cm de largura e 4,5 cm de altura e um bebedouro maior.

Dá para ser ter uma idéia da cor que o pássaro poderá ter quando adulto, verificando a cor dos filhotes.

Na região de Sorocaba, a partir de Setembro, independentemente da época que nasceu, os filhotes começam a primeira muda de pena.

Após 30 dias do início da muda o filhote estará quase totalmente mudado, restando alguns ”cartuchos” ainda na cabeça.

Quando começar a aparecer as duas penas principais do rabo, denominado filete, o filhote deve ser separado e ir para a gaiola de exposição. A alimentação será: 1 comedouro com mistura de sementes (substituir por alpiste puro, caso o pássaro esteja obeso); 1 de água e I de minerais e casca de ovo.

4. ALIMENTAÇÃO O diamante de gould necessita de alimentação variada e abundante, tendo como básica, os grãos e a complementar constituída de verduras e farinhas. Não conheço um estudo que permita verificar a quantidade correta dos alimentos a ser fornecido, mas posso recomendar a seguir a que tenho dado por vários anos e venho obtendo razoável sucesso:
a) grãos:
Painços – 70%
Alpiste – 30%

Os grãos devem ser estocados em local fresco e ventilado, quando fornecer os mesmos aos pássaros deve-se peneira-los para que fiquem livres de poeira.
b) Verduras:
Almeirão ou chicória, três vezes por semana.
c) Farinhada:

Farinhas: Farinha de rosca 20% Neston (Floco de cereais – trigo, cevada e aveia) 60% Farinha Láctea 20%

Para cada quilo de farinhada pronta acrescentar 45 gramas de premix (aminoácidos essenciais) encontrado em lojas de animais e 45 gramas de fosfato bi-cálcico.

Para cada quatro colheres (sopa) das farinhas acrescentar um ovo cozido triturado. Pode ser substituída por farinhada pronta.
d) Outros:

– Areia média de rio, bem lavada (ajuda na digestão)
– Casca triturada de ovo de galinha

e) Água de beber

Recomenda-se que a água seja trocada diariamente e em certos casos (casal com grande quantidade de filhotes) duas vezes ao dia. A água deve ser fresca e filtrada de preferência e os bebedouros devem ser bem lavados.

Espero com este pequeno trabalho ter transmitido alguns conhecimentos básicos sobre o diamante de gould. Espero também que surjam novos criadores para melhora de qualidade de nossas aves e aparecimento de novas mutações.

Pintassilgo – Carduellis Carduellis

Habitat

Conhecido popularmente como Pintassilgo Portuguęs (Carduelis carduelis), em inglęs Goldfinch, em alemăo Stieglitz e em francęs Chardonneret, é encontrado desde o norte da África, Ilhas Canárias, da Madeira e Açores, passando por toda a Europa até uma parte da Ásia. Existem dois grupos básicos de Carduelis: os Carduelis carduelis e os Carduelis caniceps, e muitas subespécies, por isso notamos a diferença de tamanho e também da presença do preto na máscara e na nuca. Diz inclusive um criador experiente que quanto mais ao norte, maiores săo os pintassilgos.

Mutaçőes

Antes de falarmos das incríveis mutaçőes do Pintassilgo Portuguęs, năo poderíamos deixar de citar a visita que fiz ao maior especialista nesta área, o criador Paolo Gregorutti, que mora na Itália, numa cidade bem próxima da fronteira com a Eslovęnia e a Áustria que há alguns anos vem se dedicando ŕ fixaçăo das mutaçőes dos Carduelis, e com sua visăo criar combinaçőes dessas muta­çőes. Contamos aqui um pouco de cada uma delas:

Pastel- A primeira mutaçăo que surgiu foi a Pastel ou Diluído na Bélgica, em 1989, e é uma mutaçăo sexo-ligada.

Canela – A Canela surgiu através de uma fęmea capturada da natureza nos anos 90 que Paolo acasalou com um macho grande de Pintassilgo (da regiăo do norte da Europa). Na primeira rodada criou dois machos e uma fęmea. Como é uma mutaçăo sexo-ligada, com dois machos portadores de Canela, já obteve a perspectiva de no próximo ano criar a primeira fęmea Canela nascida em cativeiro. A mutaçăo estava fixada. A característica desta variedade é determinada pela transformaçăo da eumelanina negra na cor marrom acanelado.

Albino – Em 1993 surgiu na Bélgica a primeira mutaçăo recessiva (até entăo todas eram sexo-ligadas), a Albino, quase toda branca de olhos vermelhos, mantendo o amarelo em parte das voadeiras e a máscara vermelha.

Ágata – A mutaçăo Ágata tem um contraste violento de cor e acho que é a mutaçăo mais bonita dos Pintassilgos. Ela surgiu entre 1993 e 1994 na Itália, também vinda da natureza e também é uma mutaçăo sexo-ligada.

Isabel – Através do acasalamento entre a Ágata e a Canela, em 1995 surgiu a primeira Isabel, de característica sexo­ligada. A mutaçăo Isabel tem a coloraçăo um pouco mais clara que a Canela.

Satinet – Mais uma mutaçăo sexo-ligada, a Satinet surgiu simultaneamente em tręs criadouros da Europa, em 1996, porém até o início de 1999 só existiam fęmeas na cor e machos portadores.

Amarelo Intenso – Foi fixada na Alemanha, em 1997, a primeira mutaçăo dominante, a Amarelo Intenso, e é espetacular, pois o Pintassilgo perde uma de suas principais características que é o contraste com o branco. Como é uma mutaçăo dominante, Paolo Gregorutti prevę que em dois anos teremos uma família muito grande desta mutaçăo, o que é interes­sante, porque poderemos combinar com a Satinet, Isabel, Ágata, entre outras.

Opalino – No ano de 1998, vinda da natureza, surgiu a segunda mutaçăo recessiva, a Opalino. Como é recessiva, Paolo já fez vários portadores, fixando assim a mutaçăo. Segundo ele, existem inúmeras expectativas de combinaçőes de mutaçőes com a Opalino, particularmente com a Canela, Ágata e Isabel. A Opalino Ágata e Opalino Isabel deveriam mostrar-se com referęncia ŕs cores todas novas, ou seja, extrema­mente claras.

Eumo – A mais nova mutaçăo do Pintassilgo Portuguęs é a Eumo, recentemente capturada da natureza, e é também uma mutaçăo recessiva, como nos canários, podendo ser combinada com as cores já existentes.

Conclusăo

A expectativa é muito par­ticular Tendo o “Cardenalito” praticamente todas as cores básicas de mutaçőes, podemos fazer entre elas em 10 anos o que foi feito nos canários em 150 anos, mas Paolo vai mais além e diz que talvez consigamos até descobrir alguma combinaçăo e explicarmos o que ainda hoje é um mistério com relaçăo aos canários.

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/pintassilgo_carduelis_carduelis.html

Bavettes

Da ordem dos Passeriformes e família dos estrildideos, os bavettes se colocam hoje ao lado do Diamenate de Gould, como os mais populares exóticos australianos criados entre nós.

Embora não tenham a variedade de cores do citado Diamante de Gould, chamam a atenção pela plumagem sempre muito lisa e sedosa, o desenho que parece feito a lápis, a docilidade, e levam a vantagem de serem um dos poucos estrildideos que podemos dizer que realmente cantam.

Em todas as suas espécies, os Bavettes são hoje pássaros totalmente adaptados ao cativeiro, e via de regra muito bons reprodutores.

Quando utilizamos os manons como amas, é comum de um único casal conseguirmos em uma estação de cria mais de vinte filhotes, muito embora os próprios Bavettes sejam geralmente bons criadores.

Como já citamos anteriormente, são muito dóceis e temos a possibilidade de cria-los em colônias, ou aos casais separadamente, em que tenhamos notado sensível diferença de produção.

Na realidade o grupo dos Bavettes é composto de 3 espécies e 7 subespécies, sendo que em muitos casos, já existem mutações fixadas e criadas em cativeiro.

Faremos a seguir, uma descrição das espécies, seu nome científico, como são conhecidas nos demais países e suas peculiaridades.
BAVETTE CAUDA CURTA –

Poephila cinta – Em inglês Parsonfinch, em francês Diamant a bavette e em alemão Gurteramadine.
São descritas 3 subespécies: P. c. atropygialis, P. c. cinctae P. c. nigrotecta.

Habitam o continente australiano, na região mais ao leste e nordeste. As diferenças entre as subespécies são muito pequenas e não merecem destaque.

São muito bons criadores, em casais separados ou em colônias, entretanto jamais devemos deixar 2 casais juntos, caso desejamos fazer uma colônia, esta deverá no mínimo 3 casais.

Existe, em geral um dimorfismo sexual bem visível, o babador do macho é mais largo e mais comprimido que o da fêmea, existindo porém alguns exemplares que podem confundir um iniciante. Neste caso, devemos aguardar que o macho cante, o que ocorre com muita facilidade, mesmo em pássaros jovens.

O ninho predileto é a caixa de madeira, que podemos forrar com fibras ou mesmo capim seco (o ideal é a “barba de bode”).

Uma vez acasalados, a postura é breve em geral de 4 a 8 ovos (média de 5), o tempo de incubação é de 14 dias, e caso retiremos os ovos, nova postura virá em cerca de 10 dias.

Os filhotes são muito bem criados pêlos manons, e devemos fornecer ovo através da farinhada, sementes (painço, alpiste e senha) e verdura (chicória, almeirão ou couve).

É interessante ministrar os pais algum coccidiostático do dia anterior ao nascimento até o 5° dia (Eu uso ESB 3) ou Vetococ com muito bom resultado).

Geralmente os filhotes deixam o ninho com 20 a 25 dias, porém só devemos separá-los dos pais com 50 dias.

É um pássaro hoje muito comum em nosso meio, porém devemos tomar cuidado para evitar os exemplares mestiços, e por isto sem valor para concursos.

Distinguimos com facilidade os exemplares puros por apresentarem o bico totalmente negro nos exemplares clássicos.
São conhecidos atualmente 2 mutações:

Isabel – de característica ligada ao sexo recessivo, sendo que os exemplares puros têm o bico castanho escuro (sem influência de vermelho).

Branco – também ligado ao sexo recessivo, sendo entre nós muito raros os exemplares puros (apresentam o bico castanho bem claro).
BAVETTE CAUDA LONGA –

Poephila acuticauda – Em inglês Long-tailed grassfinch, em francês Diamant a longue queue e em alemão Spitzschwanzamadine.

São descritas 2 subespécies: P. a. acuticauda, que apresenta o bico amarelo e P.a. hecki, que apresenta o bico vermelho.

Se distingue da espécie anterior pela colaboração do bico, e pelo comprimento da cauda, a custa das 2 retrizes centrais que são extremamente longas.

O dimorfismo sexual é como o da espécie anterior porém um pouco menos nítido.

Jamais devemos misturar as 2 subespécies (obtendo exemplares de bico laranja), pois estes produtos não servem para concurso, e também para tal são preferidos os de bico vermelho.

A criação é semelhante a espécie anterior.

Muito embora para concurso sejam reconhecidas 2 mutações (brancos e isabeis), na prática sabemos que existem 3 (que seria o canela, que fenotipicamente seria impossível distinguir do isabel, mas com comportamento genético diferente).

Podemos provar isto, pois ao acasalarmos em certa ocasião2 exemplares. “isabeis” (recessivos), obtivemos uma prole total de exemplares normais. Portanto sabemos que na verdade existe a variedade canela (autossômico recessivo) e a variedade isabel (ligado ao sexo).

Temos visto também alguns exemplares de um marrom muito tênue que na verdade são exemplares canelas-i sabeis (as 2 mutações no mesmo pássaro).

Quanto a variedade branca, esta é ligada ao sexo. Como já foi citado anteriormente, os exemplares preferidos para concurso, são os de bico vermelho-coral (mesmo para as mutações).

BAVETTE MASCARADO –

Poeplila personata – Em Inglês Masked graasfinch, em francês Diamant a masque e em alemão Maskenamadine.

São descritas 2 subespécies: P. p. personata que apresenta a máscara negra extensa até atrás dos olhos e P. p. leucotis, com a máscara negra menos extensa, não ultrapassando a linha dos olhos, A.primeira subespécie, habita o norte do continente australiano até o cabo York, e a segunda região mais a nordeste (bem após o cabo York).

É de todos os Bavettes o mais frágil e o que apresenta maior dificuldade na criação. Embora sejam também criados aos pares o resultado é muito melhor em colônias.

O dimorfismo sexual é menos acentuado, sendo descrito que a fêmea apresenta em geral a máscara negra um pouco menor, alguns criadores europeus dizem que o alto da cabeça da fêmea é de um marrom mais claro. Entretanto em meu ponto de vista a diferença só deve ser válida ao ouvirmos o macho cantar (o que faz com muita facilidade).

Em nossa experiência pessoal tivemos muitos problemas com a importação deste pássaro, pois apresenta uma facilidade maior para doenças que os demais Bavettes.

É interessante citar que vários autores referem uma predilação da espécie pelo carvão de madeira.

Atualmente não é conhecida nenhuma mutação desta espécie, e entre nós a criação do Bavette mascarado ainda é muito restrita, com grande dificuldade de matrizes.

Finalmente para encerrar, gostaríamos de citar que os Bavettes na atual nomenclatura oficial da FOB-OBJO, se enquadram no grupo AF, que compreendem 7 classes, onde os exemplares podem concorrer com anéis de até 3 anos, e machos e fêmeas concorrem juntos.

Também, é importante salientar que qualquer mestiçagem entre estas espécies é totalmente condenável tanto para concurso, como para criação, pois os exemplares são desclassificados, e perdem as características da espécie.

Paulo Fernando Pazzini Vianna
Revista UCPP 1995
Arquivo editado em 28/04/2005

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/bavete.html

Como reproduzir o Azulão

Vai se aproximando uma nova temporada de reprodução, e muitos dos aficionados por azulões acabam decidindo tentar reproduzi-Io em ambiente doméstico. Iniciativa essa nobre, pois o azulão é um pássaro que precisa ser mais criado em domesticidade para suprir a demanda por exemplares legais.
Inicialmente, podemos dizer que existem muitos manejos distintos que podem ser utilizados na reprodução de azulões. Não se pode concluir que um é melhor do que o outro, diferentes situações, se bem trabalhadas, podem trazer bons resultados.
O que passaremos a partir desse artigo são alguns aspectos gerais, além da descrição de um sistema de criação em poligamia, onde uma macho é utilizado para várias fêmeas.

Azulões são pássaros de grande fogosidade. Os machos possu­em uma fibra muito grande assim como as fêmeas são tidas como aves que, “abaixam” (evidenciam posição de cópula) muito facilmente. Mas isso não necessariamente quer dizer que estejam aptas à reprodução.

Dependendo da região em que o cria douro está situado, o inicio da estação reprodutiva pode variar um pouco. De maneira geral, ela ocorre de outubro a março, podendo ser iniciada um pouco tardiamente e se prolongar até abril/maio, conforme observações práticas. De qualquer maneira, podemos dizer que fatores básicos que influenciam o inicio e o final da estação reprodutiva são a Temperatura, Luminosidade,

Umidade e Fatores Nutricionais.

Partindo do princípio que as aves tiveram uma fase de muda de penas, que suas necessidades nutricionais foram atingidas e de repouso foram respeitadas, estabelecemos qual será a época de reprodução. Sugerimos que, com 30 dias de antecedência a ela, todo o planteI seja devidanente vermifugado. Estar livre de parasitas é fator importantíssimo para que se obtenha bons resultados. A vermifugação deve ser feita mediante bula, sendo a operação repetida após 15 dias.
Instalações devem ser totalmente lavadas e desinfetadas. Fazer um vazio sanitário, lavar as gaiolas e desinfetá-Ias com desinfetantes comerciais é imprescindível. Um boa dica é fazer o uso de vassoura de fogo após a lavagem das gaiolas e do galpão. Jamais se esquecer de desinfetar os objetos utilizados no dia a dia.

Ainda dentro desses 30 dias que precedem a estação reprodutiva, podemos fazer uma espécie de “flushing”, isto é, um estímulo nutricional.

Observações feitas com pássaros em estado selvagem nos dá excelentes dicas para o manejo. Umas dessas observações, é que com a chegada das chuvas e do período quente, ocorre grande aumento da ocorrência de insetos, muito apreciados por muitos pássaros, inclusive azulões. Insetos são ricos em proteína. Portanto, fazer um incremento protéico na dieta dos pássaros pode ser uma boa. Isso pode ser feito de várias maneiras, entre elas com o fornecimento de uma excelente farinhada comercial, com teor protéico de no mínimo 24%.

Cumpridas essas etapas, distribuímos as fêmeas em gaiolas individuais, e para cada uma delas fornecemos um ninho em forma de taça, desses utilizados para bicudos. Os ninhos feitos de bucha vegetal têm trazido ótimos resultados. Fornecemos material para a construção do ninho, que pode ser constituído por pedacinhos de corda de sisal desfiada ou raízes finas de capim, lavadas e secas à sombra.

O macho deve receber um manejo adequado. Estar em excelente condicionamento físico, sem excesso de peso, e cantando muito são fatores importantíssimos. Ele deve ficar fora do alcance visual das fêmeas, mas nas proximidades, pois sua presença (principalmente o seu canto) é um importante estímulo para as fêmeas.

Diariamente, pode-se mostrar o macho para as fêmeas, e observar o comportamento de cada uma délas. É muito comum elas solicitarem a cópula mesmo sem estarem prontas. Nesse caso, o recomendado é que o criador use sua sensibilidade, de forma a não perder tempo fazendo as coberturas em vão. Um bom indicativo do momento exato para o acasalamento é quando a fêmea está com o ninho pronto. Em geral, a fêmea deixa de aceitar o macho 24 horas antes de colocar o primeiro ovo. Duas coberturas ao dia bastam, uma pela manhã e outra a tarde, sendo o macho retirado imediatamente após efetuá-Ia.

São postos de dois a três ovos, que são incubados durante 13 dias. A alimentação dos filhotes deve ser rica em proteínas. Sugerimos teor protéico acima dos 25% PB nos primeiros dez dias de vida. O fornecimento de ovo (bem cozido ou industrializado em pó) é muito indicado, pois é uma fonte nutricional de excelente qualidade.

Anéis são fornecidos pelo Ibama, com diâmetro interno de 2.8mm. O anelamento deve ser feito quando os filhotes estiverem com aproximadamente 5 dias de vida.

Por Rob de Wit, Zootecnista, Dire­tor de Criação de Azulão [email protected]

fonte: http://www.omundodasaves.com.br/como_reproduzir_azulao.html