PAROU DE CANTAR?

fonte: http://www.ocoleiro.com/parou-de-cantar/
2017022001

Coleiros podem, no decorrer da vida, parar de cantar. Isso pode acontecer quando eles ficam doentes, quando ficam tristes, quando não são manuseados o suficiente, quando estão prestes a entrar na muda, quando voltam da muda, quando estão com medo, quando viram ou ouviram outro macho que os intimidou, etc. Acontece muito de um coleiro macho parar de cantar por ter outro macho cantando na mesma casa que ele.

Em primeiro lugar, é necessário lembrar que os Coleiros só cantam bem de Setembro a Março (ou até que sua muda de penas se inicie). Não queira que seu Coleiro cante muito entre Abril e Agosto. Se você forçá-lo (com fêmeas ou com desafios diante de outros coleiros) você pode prejudicar sua recuperação durante os meses de descanso.

Mas há, de fato, alguns macetes para ajudar o Coleiro a cantar com mais vigor. Você terá de descobrir o que vai fazer o seu Coleiro “soltar o canto”. Seguem algumas dicas para recuperar a boa forma do Coleiro:

Banhos de Sol:

Sol pela manhã é uma das coisas que mais alegra os pássaros. Tome cuidado com a exposição excessiva. Sempre deixe uma parte da gaiola que não tome sol, com sombra (pois o pássaro terá onde se abrigar quando sua temperatura subir).

Banheiras com água:

Pássaros também adoram banhos. Isso faz bem para sua higiene e para seu humor. Tome cuidado com Coleiros muito novinhos nos dias de frio. Eles ainda não sabem direito quando podem tomar banho e quando não podem (e o criador terá de ter este discernimento). Cuidado também com o posicionamento da banheira dentro da gaiola (para que ela não fique abaixo de um poleiro). O Coleiro pode fazer suas necessidades na água e depois utilizá-la para beber (o que é muito prejudicial à sua saúde).

Lugares abertos, com barulho de natureza:

Se seu Coleiro fica sempre em casa (sempre no mesmo prego), há chances de que ele esfrie. Coleiros gostam de movimento. Quanto mais você mexer com ele, mais ele vai gostar. Leve-o a praças e lugares abertos, com sons da natureza. Isso vai animar seu pássaro.
Ouvir, à distância, um outro coleiro cantar (ou um CD):

Seu Coleiro pode se animar também quando ouvir outros pássaros cantarem (sejam pássaros de verdade ou sons vindos de um CD). Ele irá se sentir motivado a demarcar seu território (e irá cantar). Caso você utilize um CD, não coloque o volume alto (pois isso pode intimidar o Coleiro).

Ver ou escutar uma fêmea:

Fêmeas são sempre uma boa maneira de mexer com o brio do Coleiro. Preste atenção se seu Coleiro vai gostar de cantar para uma fêmea, pois alguns deles ficam tão assanhados quando vêem uma fêmea que não fazem mais nada (nem cantar). Você terá de descobrir se a fêmea ajuda ou atrapalha o canto do seu Coleiro.

Ficar pendurado em lugares interessantes:

Coleiros gostam de movimento. Por isso, se você colocá-lo isolado em um quarto sem movimentação, talvez ele fique triste. Procure deixá-lo em um lugar onde ele possa ver pessoas e movimentação. Cuidado na hora do repouso. Se seu Coleiro ficar em um lugar onde ele não tenha sossego na hora do repouso (de noite) isso pode prejudicar sua saúde.

O COLEIRO

Coleiro, Coleirinha, Coleirinho, Papa-capim, Bahiano, Paulista ou Papa-Arroz é uma ave do gênero Sporophila.

Seus habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

Devido ao crescente desmatamento e caça ilegal observa-se o aparecimento destas aves em regiões urbanas, sendo avistados nos quintais das casas e nas ruas das cidades, à procura de alimento, há regiões que já foram extintos.

Alimenta-se principalmente de pequenas sementes. Quando criada em cativeiro, sua dieta baseia-se em alpiste e outras sementes. É uma ave muito aprecida por criadores, profissionais e amadores, devido à beleza de seu canto. Hoje existe a disputa de canto em torneios realizados com aves certificadas e registradas junto ao IBAMA.

Na região sudeste, os criadores classificam o coleirinho em dois diferentes tipos levando em consideração o seu canto: Tuí-Tuí(ou Macaquinho), Trindade, Suil Suil, Mateiro e o Grego, sendo o primeiro de canto mais puro e melodioso, consequentemente mais valorizado.

Reproduz-se entre agosto e fevereiro, sendo que em algumas regiões e em casos de abundância de alimento pode reproduzir-se durante todo o ano, principalmente em regiões de clima quente.

Sua ninhada geralmente constitui-se de um a três filhotes, os quais são valentemente protegidos pelos pais contra predadores, não obstante seu tamanho reduzido.

No período reprodutivo, o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. No início o ninho é construído pelo macho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área.

Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto.

O ninho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são incubados por cerca de duas semanas ou menos, cada fêmea choca 3 ou 4 vezes por ano.

Os filhotes abandonam o ninho após 13 dias de vida e com 35 dias, já estão aptos a comerem sozinhos, e atingem a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida, podendo viver em média de 10 a 12 anos na natureza e até 20 anos em gaiolas.

Sua reprodução em cativeiro se dá facilmente, necessitando apenas de um espaço amplo, preferencialmente acima de 2 metros quadrados, sendo que sua cópula acontece com a fêmea parada e o macho a sobrevoa durante longos períodos.

Quando filhotes a sua cor é parda(esverdeada). Após duas ou três trocas de pena(muda) o macho adiquiri a cor branca e negra ou negra e amarela (dependendo da espécie), a fêmea possui cor parda, sendo mais escura nas costas.

A maioria das fêmeas não canta.

fonte: http://www.ocoleiro.com/info/o-coleiro/

EXPRESSÕES

Existem vários termos utilizados pelos passarinheiros que são desconhecidos para quem se aproxima do mundo das aves silvestres. Segue abaixo algumas expressões e termos.

ANILHA: É um anel de metal que é colocado na perna dos pássaros nascidos em cativeiro, no quinto dia de vida, com seu número de identificação. A anilha só é colocada na pata de pássaros nascidos em criatórios comerciais ou na casa de um criador amadorista. Ter um anilha não significa que o pássaro é legalizado. A anilha pode ser falsa, ter sido colocada em uma ave que foi caçada no mato, de maneira ilegal. A anilha só tem validade quando ela corresponde ao registro que este pássaro tem no Sispass (ou em um Clube).

CABEÇA MOLE (OU DURA): Quando um pássaro tem poucos anos de vida ele ainda está aprendendo o canto de sua espécie. Nestes casos, alguns pássaros podem pegar o canto de uma outra espécie (caso sejam muito novos e fiquem ouvindo esta outra espécie cantar). Um pássaro que muda seu canto original por ouvir uma outra espécie é chamado de “cabeça mole”. Quando um pássaro já é maduro, e não pega o canto de outros, diz-se que ele já tem “cabeça dura”.

CORREU: É quando um pássaro é colocado em disputa de canto com um outro macho e ele pára de cantar por causa deste outro macho. Diz-se que ele “correu”. Um pássaro também pode “correr” para pessoas (alguém de quem ele tenha medo).

CRIADOR AMADORISTA:É todo aquele que é cadastrado no Sispass ou que é filiado a alguma associação ou clube. Em resumo, são os que possuem uma ave silvestre registrada. Estes criadores têm autorização para fazerem cruzamentos e tirarem filhotes em cativeiro.

CRIATÓRIO COMERCIAL: É um estabelecimento (uma loja ou uma casa) que tem autorização do IBAMA para comercializar aves silvestres. Estes estabelecimentos vendem aves registradas e emitem nota fiscal de seus animais.

ENFEMEAR: É quando coloca-se uma fêmea próxima a um pássaro para ele cantar mais. Pássaro “enfemeado” é aquele que fica dependente de uma fêmea para cantar.

ENTOPETOU: É quando o pássaro é colocado em disputa com outro macho e ele pára de cantar por causa deste outro macho. Diz-se que ele “entopetou”. Este termo tem sua origem no fato de que alguns pássaros, quando “correm” de outros, levantam o topete, na parte de trás da cabeça.

ESFRIAR: É quando um pássaro pára de cantar. Diz-se que ele “esfriou”. Um pássaro pode parar de cantar por diversas razões (ver detalhes no canal “Dicas”).

ESQUENTAR: É quando um pássaro volta a cantar, ou está cantando mais do que cantava antes. Diz-se que ele “esquentou”. Há várias formas de “esquentar” um pássaro (ver detalhes no canal “Dicas”).

FIBRA: É quando um pássaro continua cantando, mesmo na presença de um outro macho. Diz-se que ele tem “fibra”. Estes pássaros são os usados nos torneios de roda (ver detalhes no canal “Roda” ).

GALA: É quando o macho sobe na fêmea para o acasalamento. Diz-se que ele “galou” a fêmea. Quando a fêmea fica abaixando para o macho diz-se que ela está “pedindo gala”.

IBAMA: Órgão governamental que cuida de todas as questões ligadas ao meio ambiente e aos recursos naturais do país.

MATEIRO: É um pássaro do mato, que foi caçado na natureza. O mesmo que “xucro”.

MUDA: Todo ano, antes do inverno, os pássaros trocam de penas (para entrar na época do frio com penas perfeitas). Este período de troca de penas é chamado de “muda”. As mudas acontecem, geralmente, entre os mêses de Abril e Junho. Há mudas mais longas e mudas mais curtas. Há pássaros que perdem as penas de uma vez e há outros que vão perdendo aos poucos.

MUDA ENCRUADA: É quando o período da muda passa e o pássaro continua sem penas. Há diversas razões para a muda ficar “encruada” (veja o canal “Doenças”).

PARDO: A maioria dos machos muda de cor depois da primeira (ou segunda) muda de penas. Até a primeira muda os pássaros (machos e fêmeas) têm coloração em tons de marrom (pardo). Depois da primeira (ou segunda) muda, os machos ficam com as cores de adulto, mas as fêmeas continuam pardas.

PASSERIFORMES: Resumidamente, são os pássaros de canto e que se alimentam, basicamente, de sementes e frutas. Os populares “passarinhos”. Há algumas características que identificam os passeriformes: Quatro dedos nas patas (3 para frente e 1 para trás), ausência de membranas entre os dedos e um conjunto de 9 ou 10 penas primárias nas asas.

PARELHA: Quando você tem dois pássaros se escutando, você tem uma “parelha”. Isso é bom para fazê-los cantar, pois um escuta o desafio do outro e se sente incentivado a demarcar seu território. Aí eles ficam cantando um para o outro.

PINTANDO ou PINTÃO: É quando o pássaro está em um estado intermediário da muda. Ele não é totalmente pardo e não está totalmente com as cores de adulto. Diz-se que ele “está pintando” ou que ele “é pintão”.

REGISTRO: Um pássaro pode ter dois tipos de registro: Sispass ou Clube.

SISPASS: Pássaros que tem registro no Sispass, que nasceram em cativeiro, que foram anilhados ao nascerem.

CLUBE: No passado, quando não havia o Sispass, era impossível saber se um passarinho havia nascido em cativeiro ou se tinha sido caçado. Então, o IBAMA distribuiu anilhas aos clubes para que os passarinheiros anilhassem suas aves. Estes primeiros registros são chamados de “Registro Clube”.

RODA: É um torneio em que as gaiolas são colocadas em círculo para ver qual pássaro canta mais (veja detalhes no canal “Roda”).

SISPASS: É o órgão de dentro do IBAMA que cuida especialmente do controle dos pássaros de canto (os passeriformes). O Sispass tem um site onde são feitas todas as transferências entre os criadores. Quando alguém diz que tem um pássaro que é “Sispass”, ele quer dizer que seu pássaro é legalizado, que está registrado em seu nome e que pode ser transferido ao novo dono via internet.

XUCRO: É um pássaro do mato, que foi caçado na natureza. O mesmo que “mateiro”.

fonte: http://www.ocoleiro.com/expressoes/

ESPÉCIES

Os Coleiros habitam os campos, banhados, áreas cultiváveis, beiras de estrada, vegetações arbustivas e bordas de mata. Andam em bandos, muitas vezes mistos. Alimentam-se de grãos, daí um de seu nome comum papa-capim, a famosa gola generalizou o apelido Coleiro.

Existe uma dificuldade muito grande em identificar fêmeas e filhotes desse gênero, pois são muito semelhantes entre si. Uma maneira correta e recomendável seria a identificação pela sexagem, ,pelo canto ou pela presença do macho adulto.

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Coleiro Bico Laranjeira
Sporophila Caerulescens

Os machos novos saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. As fêmeas não cantam.

Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

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Coleiro Bico de Chumbo
Sporophila Caerulescens

A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho.

Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

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Papa Capim Bico de Laranjeira
Cruzamento
Esta espécie vem do cruzamento entre o Papa Capim e o Coleiro de Gola Bico de Laranjeira.

Presente em grande parte do Brasil.

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Papa Capim Bico de Chumbo
Sporophila Ardesiaca
Pode ser confundido com o Sporophila Nigricolis (Coleiro Bahiano) que se distingue por ter um cinza-esverdeado nas costas e na carapuça e amarelo no peito, mais comum do Brasil Central, Norte e Nordeste.

É mais comum na região de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

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Coleiro Bahiano de Peito Amarelo
Sporophila Nigricollis
Há bastante variação individual e regional no canto (dialetos) no gênero Sporophila. O canto é melodioso, muito agradável.

Presente em grande parte do Brasil, em direção sul até o Paraná, excetuando-se a Região Amazônica entre o oeste do Mato Grosso e Rondônia e, em direção nordeste, até o Amapá.

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Coleiro Paulista
Sporophila Caerulescens Hellmayri

Os machos novos saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. As fêmeas não cantam.

Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em São Paulo, por isso o apelido de Coleiro Paulista.

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Fêmea e Filhote
Existe uma dificuldade muito grande em identificar fêmeas e filhotes desse gênero, pois são muito semelhantes entre si. Uma maneira correta e recomendável seria a identificação pelo canto ou pela presença do macho adulto.

fonte: http://www.ocoleiro.com/especies/

TESTE DE TORNEIO

Faça o teste a seguir para saber a média de seu pássaro, se ele passará na fase final do torneio e saiba a sua posição de acordo com o número de cantos!

Como funciona?
Este teste representa a parte final de um torneio, onde as médias de canto serão avaliadas conforme a quantidade de canto, tendo em vista finalizar o torneio de acordo com as regras.

Duração
Após iniciar, o programa dispara um cronômetro de 15 minutos para o íncio da contagem. Se no final da contagem o seu coleiro tiver uma média boa, você terá uma ideia da posição dele no ranking do torneio.

O TESTE
http://www.ocoleiro.com/canto.swf

Observações
Este teste retrata apenas a fase final de torneio, então para você realizar um teste próximo do resultado esperado em um torneio, você precisa de uma parelha (outro coleiro cantando) próximo aos olhos do coleiro testado e começar a marcar a partir de 11:00h – Horário Real da fase final de um torneio.

MANEJO, MUDA DE BICO

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/muda-de-bico/

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A muda de Bico é o processo pelo qual as aves substituem o revestimento queratinoso do bico, gasto pelo tempo e pelo uso por um revestimento novo. Muitas vezes esta muda ocorre em uma época determinada do ano, conhecida como “Época da Muda” que normalmente coincide com a muda anual da plumagem.
A nova camada cobre uniformemente todo o bico, e segrega a camada gasta por uma nova camada especial de células que surge sob a camada velha como se fosse uma espécie de liquido que ao contato com o ar endurece expulsando a camada residual ao mesmo tempo em que toma o seu lugar como revestimento novo.

Toda a muda de bico completa-se em torno de um a dois meses, e proporciona ao Coleiro uma debilidade alimentar, consequência da perda de parte da eficiência de algumas funções vitais do Bico.

Neste período devemos fornecer aos Coleiros alimentos de consistência branda, buscando facilitar as operações de esmagamento e descascagem das sementes oferecidas. Recomenda-se neste período em que os Coleiros sofrem restrições alimentares, por terem reduzido a eficiência mecânica do seu bico, um regime alimentar rico em proteínas, destinadas a reporem as reservas do organismo, gastas com a Muda de Penas e Bico.

Costumamos ministrar no bebedouro um complexo vitamínico aliado a uma mistura de sementes a base de Painços com o intuito de minimizar os problemas nutricionais provocados pela Muda em questão.

A Muda de Bico normalmente ocorre conjuntamente com a Muda anual de penas. Entretanto, alguns Coleiros as fazem de forma tão gradual que não chega a ser notada pelo criador, outros Coleiros não seguem esta regra.

Quando a muda de penas ocorre, e as penas caem uma após a outra, em uma sucessão uniforme e regular, sendo que na medida em que caem são substituídas em ordem igualmente regular por penas novas, e a muda é espaçada de forma harmoniosa, os Coleiros conservam a sua capacidade de voar durante este período e apresentam uma muda de bico imperceptível aos olhos do criador, sendo este comportamento muito comum aos Coleiros criados em viveiros.

Comportamento contrario verifica-se nos Coleiros de Gaiola que perderam ao longo do tempo esta capacidade, ficando incapacitados de voar durante a muda combinada de penas e bico exigindo do criador cuidados especiais de manejo.

A camada queratinosa tem vida e esta vida é limitada, quando a camada superficial morre é substituída por uma nova e o seu ciclo de vida é anual.

MANEJO, MUDA DE PENAS

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/muda-de-penas/

Mesmo sendo muito resistentes, as penas dos pássaros precisam ser substituídas anualmente. Embora, a qualquer momento, se uma pena for arrancada ou vier a cair por qualquer motivo, outra nasça em seu lugar, a época da muda das penas ocorre após a estação de reprodução, no período compreendido entre janeiro e maio, com maior concentração nos meses de fevereiro e março. Na natureza o período de troca da plumagem se arrasta por cerca de quatro meses. Em viveiros ou gaiolões também é mais demorada. Tudo por conta da necessidade de o pássaro manter uma condição ótima de vôo.

Em ambiente doméstico, ocupando gaiolas típicas, não deve levar mais de 8 semanas na troca da plumagem. Há espécimes que completam a muda em 40 dias, mas estes são a exceção e não a regra.
A época da muda varia um pouco de uma região para outra, sendo influenciada pela temperatura, umidade relativa do ar, etc.

Aspectos psicológicos podem influenciar a entrada do pássaro em muda. Um pássaro em meio às fêmeas ou ouvindo e disputando canto com outros machos poderá retardar sua entrada na muda. O pássaro necessita tranqüilidade para uma muda natural.

Devemos evitar prolongar o período de reprodução para não comprometer a muda do plantel. Os filhotes tirados a mais nessa temporada, serão cobrados na produção futura.
Fatores de estresse como mudança de ambiente, viagens, variações bruscas de temperatura, mudanças e desequilíbrios na dieta poderão precipitar a entrada do pássaro na muda.

Forçar a muda não é prática recomendável.

A muda é um processo natural na vida das aves, relacionado a fatores biológicos, ligados aos hormônios produzidos pela tireoide. A fase da muda é mais complexa que a simples substituição das penas, envolvendo processos que não são percebidos como, por exemplo, a reorganização do aparelho reprodutivo.

Fêmeas e Machos

Durante a muda, as fêmeas não produzem óvulos e os machos perdem temporariamente a fertilidade. Daí ser comum ocorrer de um pássaro, próximo de entrar na muda ou terminando-a, galar uma fêmea e não fertilizar os ovos.

Durante a muda os machos esfriam, param de cantar e na maioria das vezes diminuem muito a sua movimentação na gaiola. Na natureza param as disputas territoriais e se juntam aos bandos, machos e fêmeas.

As penas devem cair devagar, naturalmente, de forma a que quase não se perceba sua entrada em muda. Se de um dia para outro a gaiola aparecer forrada de penas ou se partes da pele estiverem expostas, há algo errado.

Muda de Filhotes

Os filhotes nascem quase pelados, cobertos com uma finíssima plumagem. Aos poucos vão aparecendo as penas e quando saem do ninho já estão empenados por inteiro. No terceiro ou quarto mês de vida efetuarão uma muda que chamamos muda de ninho.
O filhote fará uma muda rápida de penas que chamamos MUDA DE PARDO. As mudas de penas anuais ocorrerão então mais ou menos 12 meses à partir desta muda de pardo. Após a muda de pardo, o Coleiro deverá ser colocado na VOADEIRA por 20 dias, para que possa voltar ao seu estado atlético, já que na muda o Coleiro passa por um processo de letargia e após este período levá-lo para passear.

Se não for possível levá-lo passear, deixá-lo dentro do carro por algum tempo ajudará no seu desenvolvimento (não esqueça de deixá-lo à sombra e com boa ventilação). Quanto mais se “mexer”com o Coleiro, mudando-o constantemente de um ambiente para outro, melhor.

Essa muda de pardo não é completa, . As penas das asas e da cauda não são substituídas (rémiges e rectrizes). Mudam somente as penas do peito e da cabeça.

Muda de Adultos

Nos adultos a muda das penas das asas e do rabo é iniciada do centro para as extremidades. Em ambas as asas as quedas são simultâneas. As penas do corpo são renovadas quase simultaneamente e as últimas a serem substituídas são as da cabeça. Dizemos que enxugou a muda quando não vemos mais nenhum cartucho de penas novas em sua cabeça.

Podem ocorrer características particulares na muda de alguns pássaros, sem que, necessariamente, esteja ocorrendo um problema. No final da primeira muda completa os machos Coleiros apresentam penas pretas mescladas com penas pardas, sendo chamados pintões. Essa plumagem marca o que seria o período de adolescência . Na próxima muda ficará com a definitiva plumagem negra e será considerado adulto.

A muda de penas é um evento natural na vida dos pássaros, não pode ser tratada como uma enfermidade. No entanto, os pássaros ficam mais debilitados e suscetíveis às doenças nesse período, inspirando mais atenção, especialmente com variações bruscas de temperatura e com correntes de ar.

Temperaturas mais elevadas favorecem uma muda mais rápida. Muitos criadores encapam a gaiola durante a muda, com a intenção de manter o pássaro mais tranqüilo e protegido de variações bruscas de temperatura.

Com a menor circulação de ar pela gaiola encapada, podem surgir problemas sanitários causados pelos vapores emanados dos excrementos do pássaro, notadamente a amônia. Podem ocorrer desde irritações dos olhos e das vias respiratórias até uma intoxicação mais séria. Para contornar o problema, é colocado na bandeja da gaiola carvão vegetal triturado. O carvão vegetal é conhecido pela sua capacidade de absorção e retenção de substâncias químicas. Tanto é que sua presença é comum em muitos filtros. Isso deu início à lenda de que carvão no fundo da gaiola ajuda na muda. Já vimos vários criadores com gaiolas desencapadas e forradas de carvão, para “desencruar a muda”.

Os banhos são permitidos e recomendados, com a precaução de evitar dias e horas mais frios. Duas gotinhas de vinagre de maçã na água do banho ajudam na prevenção de ácaros e conferem um aspecto de limpeza à plumagem. Banhos de sol são excelentes.
Uma dieta equilibrada é garantia de muda bem feita.

Quando um pássaro muda de forma mais lenta

É comum ouvirmos que está com muda francesa. No entanto, não há propriedade nessa afirmação, se o pássaro não estiver acometido por um vírus natural dos mamíferos que se adaptou às aves, mais precisamente um polyomavirus, da família dos papovaviridae, neste caso designado por um avipolyomavirus. Na realidade, a muda francesa se trata de uma variante menos fatal do verdadeiro vírus, designado por Budgerigar Fledgling Disease Virus (BFDV), característico por afetar o crescimento das penas. Pássaros adultos poderão ser portadores assintomáticos dessa virose. É comum que apresentem plumagem irregular e sem brilho, com algumas penas mais curtas ou eriçadas.

Quando a muda não transcorre como o previsto

D evemos buscar as causas do problema. As causas clínicas mais comuns são parasitas de pele, parasitas internos (vermes, protozoários), infecções bacterianas ou fúngicas na pele ou nos folículos das penas, alergias, distúrbios hormonais, desnutrição, aspergilose (infecção respiratória fúngica), doenças internas (doenças hepáticas) e carências nutricionais.

As causas psicológicas ou comportamentais são o estresse, medo, susto, luz no criatório reduzindo as horas de sono, mudança brusca na rotina do pássaro, presença de outros pássaros cantando no recinto ou mistura de machos e fêmeas, principalmente, em diferentes estágios da muda.
Outra prática tradicional de muitos criadores é colocar o pássaro para exercitar-se em gaiolões no final da muda.

E exercícios são benéficos não apenas para os pássaros. No entanto, colocar um pássaro em um gaiolão e depois de um mês devolve-lo à gaiola convencional é uma prática de pouca valia. Equivale a praticarmos esporte durante um mês por ano.

Os pássaros que são condicionados a permanecer em gaiolões, passando para gaiolas convencionais apenas por ocasião de passeios, treinamentos e torneios, apresentam condição física superior em suas apresentações. É impressionante como se mostram alegres com a aproximação da gaiola. Sabem que vão passear.

Concluída a muda é hora de vermifugar o plantel, cortar as unhas que estiverem fora de medida e iniciar os preparativos para a temporada de reprodução e torneios.

MANEJO, DOENÇAS

FONTE: http://www.ocoleiro.com/manejo/doencas/

ÁCARO KNEMIDOCOPTES

Causa sarna de bicos, penas, e pés.
Vive sobre e sob a pele da ave, em galerias, promovendo coceira. Os ácaros penetram na pele do pássaro levantando-a. Com a evolução da doença a pele cai dando lugar a crostas esbranquiçadas, podendo, ainda criar feridas, pois o pássaro coça com muita freqüência a área atingida.
A contaminação por este ácaro é multifatorial, sendo que as principais são: umidade ambiental baixa, hipovitaminose A (deficiência de vitamina A) , deficiências nutricionais. O ácaro após infectar uma ave, pode ficar até dois anos, em forma latente (dormente), sem levar ao quadro clínico da doença. Causam lesões queretinizadas proliferativas (crostas) ao redor do bico, anus, pernas e pés.
Como profilaxia (prevenção): fazer quarentena e tratamento preventivo das aves,

Sintomas: O pássaro passa a se coçar seguidamente ficando irrequieto na gaiola. Com a evolução do quadro podemos observar escamações de peleao redor do bico, anus, pernas e pés. Há casos em que as lesões chegam a causar deformações no bico e nas unhas

Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Piolhaves. Nas feridas empregar uma pomada a base de enxofre.

Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos. Cuidados com a higiene de gaiolas acessórios e ambiente, correção alimentar, ambiente de criação de aves deve ser bem ventilado e arejado, mas sem corrente de vento.

ACARÍASE RESPIRATÓRIA

Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. A transmissão normalmente se dá nas exposições, torneios, ambiente empoeirado e na introdução de novas aves no criatório. Pode ser transmitida por pássaros livres que tenham acesso ao criatório. É comum a aproximação de pardais , rolinhas e pombos quando as gaiolas estão fora para treinamento ou banhos de sol.

Sintomas: Respiração penosa, curta, com o pássaro abrindo e fechando o bico constantemente. O pássaro passa a se alimentar menos e emagrece.

Tratamento: Isolar imediatamente o pássaro apresentando esses sintomas. Ministrar G-Trox ou Ivomec pour-on em todo o plantel em duas doses com intervalo de 15 dias. Desinfetar todo o criatório, preferencialmente pintando as paredes com cal virgem. Aplicar Front-Line Spray na dose de 1 gota no dorso das ave, repetindo a dose 7 dias e 15 dias após a primeira dose, apresenta bom resultado..

Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol. mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos. Evitar expor os pássaros a riscos de contágio. Colocar em quarentena todo o pássaro que participar de uma exposição ou torneio.

ÁCAROS DAS PENAS

Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.
Em ambiente natural é comum a presença de alguns piolhos brancos/amarelados, que, normalmente não são visíveis, sendo residentes naturais, que são até benéficos para os pássaros, pois removem células mortas das penas e pele e até determinadas bactérias. Quando a higiene é relaxada no criatório, o acumulo de sujeira e de fezes formam o ambiente propício para o desenvolvimento de uma superpopulação de parasitas que passam a incomodar a ave. Há casos, inclusive de fêmeas que abandonam o choco por se sentirem incomodadas, embora esses piolhos não se alimentem do sangue dos pássaros. As reinfestações podem acontecer a qualquer momento. Pardais e outros pássaros contribuem para o ressurgimento de novos focos.

Sintomas: O pássaro passa a se coçar seguidamente ficando irrequieto na gaiola. As cerdas ficam com aspecto “roído”, quebradas, imperfeitas e sem brilho. Dependendo da quantidade de ácaros, podem comprometer o vôo. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe com a sua asa aberta contra a luz.

Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Front-line Spray. Há criadores que pulverizam com o inseticida SBP, o que não recomendamos por não termos vivido a experiência. Produtos à base de Ivermectina não costumam apresentar bom resultado.

Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol.

ÁCAROS VERMELHOS

Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Estes parasitas causam grandes problemas na reprodução. Chamados piolhos vermelhos por serem hematófagos e apresentarem côr vermelha quando cheios de sangue. São comumente encontrados em pombos e galinhas podem ter sua presença despercebida por um longo período no criatório. É parasita noturno, se protegendo e reproduzindo em frestas, rachaduras e vãos, durante o dia. Seu ciclo de vida pode ser completado em uma semana. Em criadouros pode permanecer por 6 meses, após a retirada das ave. A transmissão do problema se dá através de objetos “contaminados” como: gaiolas, comedouros, capas de gaiolas, outros acessórios e pelo próprio trânsito de pessoas de um criadouro a outro.
A ave não dorme direito, se estressando e perdendo nutrientes para o parasita. Podem causar: diminuição da eficiência reprodutiva nos machos, diminuição da postura nas fêmeas, diminuição da velocidade de crescimento dos filhotes, fraqueza, letargia, e diminuição de apetite.
Sintomas: Estes ácaros, durante o dia se escondem nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto. Durante o dia, principalmente nos banhos de sol, não são observados e os pássaros ficam tranqüilos. Ataca as aves á noite. Durante a noite os pássaros ficam agitados e não param de se bicar tentando se livrar dos parasitas.

Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Front-line Spray . Há criadores que pulverizam com o inseticida SBP, o que não recomendamos por não termos vivido a experiência. Tratar com G-TROX ou aplicar Ivomec Pour-on na dose de 1 gota no dorso das aves apresenta bom resultado. Desinfetar o criatório.

Prevenção:
Além da higiene, 2 ou 3 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Banhos de sol mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos.

ASMA
Causas: Sternostoma tracheacolum. Poeira, friagem, alimentos condimentados, gaiolas sujas, mudanças no clima e má ventilação do criadouro.

Sintomas: Respiração difícil acesso asmático freqüente e ofegante. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos. Evolui rapidamente para sua forma crônica se não for tratada adequadamente.
Tratamento: Eliminar imediatamente frio, vento, poeira, úmidade. Colocar a ave em gaiola com temperatura de 30C. Se o pássaro apresentar crises agudas, na hora da crise administrar gotas de adrenalina a 1./10.000. Manter a gaiola coberta e fazer uso de um inalador com solução de Tylan apresenta ótimos resultados. O tratamento com R-Trill vem possibilitando bom resultado em muitos casos.

Prevenção:
Evitar lugares úmidos, sujos e sujeitos a ventos frios. Mudanças bruscas de temperatura.
Prevenção:Inclusão de adsorventes de micotoxinas, principalmente nas misturas de sementes.

ASPERGILOSE

Causa: Aspergillus fumigatus (e diversos fungos do mesmo gênero).
Sintomas: Há possibilidade de serem infectadas as vias respiratórias, os olhos e a pele. Quando a infecção se dá nas vias respiratórias (pulmão), o pássaro respira mal, emagrece e morre. Quando a infecção ocorre nos olhos, percebe-se que estes ficam irritados e lacrimejantes e a córnea opaca. A infecção cutânea provoca perda das penas, que se quebram facilmente. A aspergilose pode, facilmente, ser confundida com coriza e a difteria.

Tratamento: Micostain Solução Oral , G-Trox.

Prevenção:
Rigor com a higiene. Cuidado com alimentos estragados e mofados (principalmente a mistura de sementes) e com a umidade.

BRONQUITE OU TRANQUEITE
Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas mudanças de temperaturas.

Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruídas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.

Tratamento: Separar o pássaro, colocando-o em uma temperatura de 30C. Avitrin Antibiótico, Norkill, Enro Flec 10 ou Linko Spectin na água de beber.

COCCIDIOSE (Não é Peito Seco)

O micróbio é expelido pelas fezes e, ao atingir a faze adulta no chão, pode infectar os pássaros pelo ar, através da comida e da água.
Os pássaros adultos podem ser portadores sem apresentarem os sintomas da doença, porém as fezes contaminadas podem atingir outros pássaros ou os próprios filhotes.
A infecção se agrava nos filhotes por serem mais sensíveis..
Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente e magrecimento progressivo. Ela atinge principalmente o intestino delgado e o ceco, em especial dos filhotes, provocando hemorragias. Os pássaros ficam tristes, arrepiados, sem forças para voar, mesmo que deles nos aproximemos. Os pássaros permanecem muito tempo junto ao comedouro sem, no entanto, absorver os nutrientes do alimento ingerido. As fezes se tornam moles e as vezes sanguinolentas. Manchas esbranquiçadas podem estar espalhadas pela parede intestinal, observadas na necrópcia.

Tratamento: Coccidex ou Coccinon. A associação do Coccidex com o R-Trill produz ótimos resultados na medicação emergencial. Há casos de resistencia à alguns medicamentos. O tratamento é prolondado e as chances de recuperação total, após quadro agudo, são pequenas. O NF-180 é muito eficiente, porem foi proibido no Brasil. Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30 a 40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.

Prevenção:
Muita higiene, quarentena com pássaros recebidos e uso de Pro-bióticos e Pre-bióticos na alimentação.

CÓLERA

Causa: Pasteurella avicida

Sintomas: Os pássaros ficam enfraquecidos, as fezes ficam muito moles, sanguinolentas de de coloração amarelada.
A autópsia revela coração com secreção líquida turvas e sinais de sangue, pulmões vermelhos, intestinos também vermelhos e sanguinolentos, fígado com lesões de cor acinzentada. A doença se propaga pelas secreções produzidas na boca e nariz. O pássaro morre em pouco tempo.

Tratamento. Usar medicamento a base de Sulfa (sulfatiazol, sulfametazina etc.) ou Terramicina.
Medicamentos modernos indicados: Neo-sulmetina SM, que é uma associação de sulfaquinoxalina e neomicina.
Põem-se dez gotas no bebedouro durante três dias. Descansa-se dois dias e repete-se o tratamento.
Avemetasina, que é uma associação de sulfaquinoxalina e sulfametasina. É preparada com 2,5 ml do para um litro de água. Adiciona-se uma colherinha de café de bicarbonato de sódio.

Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30a40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.

Prevenção:
Vacinação e quarentena dos novos pássaros.

CORIZA

Causas: Hemophilus gallinarum (forma aguda). Corpusculo cocobaciliforme ( forma lenta). As duas vêm associadas. Bruscas mudanças climáticas, aves em locais úmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.

Sintomas: Secreção aquosa nos olhos e narinas.Com a evolução da doença, as narinas ficam completamente obstruídas. Os olhos, em virtude da infecção, ficam inflamados e a ave pode perder a visão.

Tratamento: Limpar as narinas com cotonete impregnado em solução de permanganato de potássio, com 1./1.000. Aviarium ou Terramicina na água de beber, vitaminas.

Prevenção:
Evitar lugares úmidos e sujeitos a ventos frios. Mudanças bruscas de temperatura.

DIARRÉIAS

Causas: Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja.

Sintomas: Fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, ânus inflamado.

Tratamento: Corte as penas do traseiro com cuidado e lave a região com água morna, após enxugue. Administrar Neo Sulmetina SM.
Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30a40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução.

Prevenção:
Dieta equilibrada e qualidade nos alimentos.

FRATURAS

Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave. Será necessário encanar o osso com gesso dissolvido em água ou álcool, que levará mais ou menos um mês para colar. Se for a perna que quebrou, pegue um canudinho de refresco cortado ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso. Se for a asa que quebrou, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fratura, tente encaná-la com gesso. Caso não consiga, o melhor e mais correto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado a fazer estes serviços.

Ministrar um anti-infamatório.

INTOXICAÇÃO

Causa: Alimento deteriorado, frutos ou verduras com agrotóxicos, uso indiscriminado de medicamentos, inseticidas, etc.
Sintomas: Alteração rápida da disposição. Convulsões, perda do equilíbrio, diarréia, vômitos. Em alguns casos morte súbita.

Tratamento: Uso de anti-tóxicos veterinários. Extratos hepáticos. Mercepton. Em intoxicações por inseticidas o uso de sulfato de atropina é o mais indicado. Fornecer glicose nos primeiros sintomas. (5 mL de glicose a 50% em um bebedouro com 50 mL de água).

Prevenção:
Cuidado na escolha dos alimentos ministrados. Evitar uso de inseticidas no criatório. Não abusar de medicamentos em geral. Estar atento à posologia de medicamentos ministrados.

MUDA FRANCESA

Causas: Infecções bacterianas, parasitoses, deficiência metabólica ou é ligada à hereditariedade.

Sintomas: Algumas penas tomam aspecto retorcido e desalinhado. Podem tornar-se quebradiças.
Tratamento: Verificar se o pássaro apresenta infestação por ácaro. Melhorar a condição nutricional do pássaro, reforçando vitaminas, cálcio e ferro na dieta. Cortar a pena deformada com uma tesoura e aguardar a próxima muda para sua substituição. Não arrancar as penas.

Prevenção:
Dieta equilibrada e higiene.

PEITO SECO

Peito seco não é propriamente uma doença, é sim, um sintoma.
A perda de massa corporal indica a incapacidade do organismo para aproveitar os nutrientes ingeridos.
Causas: Várias são as causas possíveis, a mais comum é a coccidiose. Também as verminoses mais significativas poderão levar a perda de massa corporal.

Sintomas:A perda de massa corporal faz com que o osso do peito do pássaro tome a forma de facão (certo exagero). Esse é um sintoma apresentado em um estagio avançado da doença. Um criador atento a seus pássaros perceberá alterações de comportamento, apetite, disposição e volume de ingestão de líquidos muito antes do peito secar.
Tratamento: É altamente indicado um exame de fezes para definir o diagnostico e determinar o tratamento. Na impossibilidade, ministrar um medicamento para coccidiose imediatamente. Manter farinhada com prebióticos e probioticos e complexo vitamínico. Concluído o tratamento da coccidiose. Aguarde uma semana e faça uma vermifugação.

Prevenção:
Higiene, equilíbrio da dieta, ministrar probióticos regularmente ao plantel e observar as aves, procurando identificar possíveis problemas sanitários antes que se configure o peito seco.

STRESS

Causas: Sustos, barulhos repentinos no criadouro, mudança de instalações, mal sono, etc.

Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabilitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos.

Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas.

ROUQUIDÃO

Comum em pássaros canoros.
Sintomas:

Muito comum em trincas e coleiros. A voz fica rouca e há grande dificuldade para cantar. No inicio da rouquidão somem algumas notas do canto e com o agravamento o pássaro fica mudo. Muitos pássaros acometidos por rouquidão, mesmo recuperados, nunca mais voltam aos torneios, embora permaneçam como reprodutores.
Causas:
São muitas as causa possíveis para a rouquidão dos pássaros. Na maioria dos casos a rouquidão está relacionada com correntes de ar, mudança brusca de temperatura ou, ainda, ingestão de alimentos ou água gelados. São os casos de tratamento mais fácil.

A rouquidão pode ser causada por doenças respiratórias ou por ácaros. Os casos mais graves estão ligados às infestações pelo nematóide Syngamus Trachea, cuja larva pode atingir tanto o trato gástrico do animal como o sistema respiratório, principalmente a traquéia e os pulmões. Dependendo da quantidade de parasitas, as aves apresentam dificuldades respiratórias e podem até morrer sufocadas. Fêmeas adultas podem chegar a medir 2 cm e se fixar nos pulmões ou traquéia do pássaro.

Tratamento:
O tratamento está ligado ao diagnóstico. Na impossibilidade de uma avaliação por médico veterinário, costumamos descartar a possibilidade de infestação por ácaros de traqueia com o emprego de Ivermectina. São várias as opções, como o Ivomec Pour On, o Alax, a Reverctina ou o G-Trox, com preferência para o G-Trox pela facilidade de manejo e dosagem.

Se o uso da ivermectina não solucionar o problema de rouquidão concluímos que a causa seja de origem bacterina. A primeira opção é a associação de sulfametoxazol e trimetropina, contidas no R-Trill, ou no Afectrim. A posologia mais usual é de 8 a 10 gotas em 50 mL de água, durante 10dias.
Se a recuperação não for total, restará o recurso do tratamento com Tilosina, encontrada no Tylan ou no Nalyt da Angercal. Já vimos muitos passarinheiros empregarem a associação de 1 g de Nalyt Plus com 8 gotas de R-Trill em 50 mL. As interações medicamentosas devem ser objeto de muita atenção, pois corremos o risco de potencializar efeitos, tanto benéficos quanto maléficos. Ainda com, praticamente o mesmo espectro de ação, pode ser empregado o Linco-Spectin.

Prevenção:
Evitar mudanças bruscas de temperatura, correntes de ar e alimentos gelados. Ministrar uma gota de própolis em 50 ml de água ou chá de romã, sempre que o pássaro retornar de treinamentos ou torneios onde, normalmente, canta mais do que é acostumado em seu dia a dia. Vermifugar com G-Trox 2 vezes por ano.

SUOR DAS FÊMEAS
Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica úmido.

O suor das fêmeas ocorre devido às diarréias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.

VERME

Em nosso entendimento a vermifugação do plantel, duas vezes ao ano, é importante fator para a manutenção de uma condição sanitária ideal.
Sabemos que o vermífugo, como praticamente todo o medicamento, é um mal menor que se destina ao combate de mal maior. Observamos durante alguns anos a evolução de planteis de criadores que partem da premissa de que vermifugando os pássaros que chegam ao criatório, não há possibilidade de reinfestações, pois não há meio de contaminação de suas aves e concluímos que o saldo de quem controla melhor as verminoses é positivo.
Adotamos a aplicação de G-Trox com uma cápsula em 50mL de água, permanecendo sem trocar a água por dois dias, 6 dias de intervalo e repetimos a medicação , após o término da muda de penas e antes da estação de reprodução (final de julho ou início de agosto).

No intervalo entre os dias de tratamento, por 5 dias após cada vermifugação ministramos Aminosol.

MANEJO, VERMIFUGAÇÃO

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/vermifugacao/

Alguns sintomas causados por Vermes

Tosse, bico entreaberto e pescoço estirado tentando reter o ar, cabeça trêmula, perda de apetite, emagrecimento, falta de ar, dificuldade de respirar, dispnéia, fraqueza, emagrecimento, a ave quer tirar alguma coisa do bico, a ave sacode a cabeça, fica no chão do viveiro ou gaiola, os pássaros tentam expulsar os parasitas sacudindo muito a cabeça, a respiração fica difícil, rouquidão, sibilo, chiado, asas caídas, embolada, penas eriçadas, sangue na comissura do bico.

Quando devemos Vermifugar

A vermifugação deve ser realizada a cada 6 meses, preferencialmente no inicio do período de criação e logo após termino do período de cria, onde o pássaro iniciará a muda de pena, ficando mais sensível.

Sendo assim vermifugando as aves nesses períodos você estará protegendo-as de uma provável contaminação. Logicamente devemos estar atentos à saúde da ave e a condição onde ela vive, dependendo do ambiente a ave pode contrair vermes em menor tempo devido à exposição das bactérias contidas no ambiente.

Sempre mantenha suas gaiolas e viveiros bem limpos. Os acessórios como bebedouros, comedouros, porta frutas e porta vitaminas, também devem estar sempre bem limpos e lavados.

Outra dica importante para garantir a saúde do pássaro é nunca expor a ave a correntes de ar frio.

Como Vermifugar

Primeiramente você deve comprar um bom vermífugo em uma loja especializada em pássaros, atualmente existem várias marcas de vermífugos disponíveis no mercado.

A dosagem deve ser seguida conforme descrito na bula do medicamento ou conforme a orientação do médico veterinário.

O tratamento na maioria das vezes é de 2 dias consecutivos, porém você deve se ater aos dados informados na bula, pois cada medicamento pode estabelecer formas diferentes de aplicação.

O tratamento é bem simples, basta aplicar o produto na água e fornecê-la ao pássaro, sendo assim no período de tratamento com vermífugo devemos suspender o banho e o fornecimento de frutas e verduras, garantindo assim que a única fonte hídrica será a água com o vermífugo e a ração.

MANEJO, ALIMENTAÇÃO

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/alimentacao/

2017020602

Mistura de sementes : 50% de alpiste, 10 % de painço comum, 10% de painço verde, 10%de painço vermelho, 10% de painço português, 10% de senha. Na muda colocar um pote a
parte com senha e painço português, uma vez que na muda de bico os mesmos têm dificuldade para quebrar sementes;

Água filtrada trocada diariamente, importante*.

Adicionar o Aminosol e o Orosol apenas na muda de penas da seguinte maneira:
Aminosol por 2 semanas com duas gotas para 50 ml, descanso uma semana e entro com o Orosol durante uma semana ou duas semanas com duas gotas para 50 ml.

Na muda não deixar o pássaro em correntes de vento ou lugares pouco arejados. Na época da muda deixá-los em gaiolões de mais ou menos um metro para que façam uma boa muda e se exercitem
melhor.

Jiló
Uso diário – Indicado por campeões de Torneio.
Colocar pela manhã e remover o legume seco á tarde.

O jiló contém carboidratos (3 a 6%), proteínas (1,4%), sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Vitaminas B5 e C.

Pepino Japonês
Uso diário – Indicado por campeões de Torneio.
Colocar pela manhã e remover o legume seco á tarde.
Cada 100 Gramas: Proteínas 69g.
Carboidratos 2,77 g.
Gordura – 0,13 g.
Fibras – 0,9g.
Vitam. B1.
Vitam. B2.
Vitam. B6.
Folacina.
Vitam. C.
Cálcio.
Ferro.
Magnésio .Potássio.
Selênio.

Chicória
Uso opcional – Indicado por poucos Criadores.
De dois em dois dias, coloca-se no terceiro dia.
Colocar pela manhã e remover o legume seco á tarde.
A Chicória contém Fibra, vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C, D e também alguns minerais como cálcio, ferro e fósforo.

Painço Português
Uso alternado- Indicado para esquentar os Machos.
Indicado por criadores.
O Painço Português deve ser usado com cautela, pois por ser rico em gorduras engorda e se usado em excesso pode deixar o coleiro entalado, a semente resseca o intestino.

Milho Verde Crú
Uso Alternado – Indicado por Criadores.
Colocar pela manhã e remover o legume seco á tarde.
Bom uso na muda de bico. Rico em carboidratos – (Energia) e proteínas. É Também rico em fibras, vitaminas A, C, vitaminas do complexo B e sais minerais, como fósforo, cálcio, ferro, cobre, zinco, enxofre, magnésio e manganês.

Semente de Capim
Uso diário – Indicado por campeões de Torneio.
Deixar disponível o dia todo, retirar as que secam.

Alimento natural rico em fibra.

Canjiquinha ou Milho Moido / Triturado
Uso Alternativo – Indicado por alguns criadores.
Deixar disponível o dia todo.
Rico em vitaminas. Valor energético: 9%; Carboidratos: 12%; Proteínas: 6%; Gorduras totais: 4%; Gorduras Saturadas: 0%; Fibra Alimentar: 14%.

Perila
Uso diário – Indicado por Criadores.
Deixar disponível o dia todo.
Auxilia a muda de penas por ser macio. É rico em extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Ômega 6 e Ômega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Ajuda na fertilidade.

Ração Extrusada
Uso diário – Indicado por Criadores.
Deixar disponível o dia todo.
Alta digestibilidade que atende totalmente às exigências nutricionais, podendo substituir 100 % de sua alimentação. Promove o crescimento seletivo de bactérias benéficas presentes nos intestinos. Veja mais em Rações Estrusadas.

Farinha de Ostra
Uso diário – Indicado por Criadores.
Deixar disponível o dia todo.

Rico em cálcio, responsavél pelo crescimento das penas, bico e composição dos ossos.
Reparar se as fezes ficam duras, se sim retirar periodicamente.

Osso de Siba
Uso diário – Indicado por Criadores.
Deixar disponível o dia todo.
Rico em minerais, principalmente o cálcio, devendo ser fornecida para pássaros de todos os tipos. Além da reposição de cálcio, os pássaros usam o osso de siba para afiar o bico. Reparar se as fezes ficam duras, se sim retirar periodicamente.

A Importancia da Alimentação na Vida dos Pássaros

A dieta das aves dividi-se basicamente em quatro tipos de alimento: as sementes, as verduras, as frutas e as rações extrusadas.

Existem no mercado vários tipos de alimentos isolados ou em mistura que satisfazem a maioria das necessidades das nossas aves. Relativamente de frutas como maçã, e de vegetais como jiló, pepino ou a chicória.

OBS:

– Vale lembrar que não devemos deixar os vegetais por muito tempo nas gaiolas. Deixar de um dia para o outro nem pensar pois azedam e criam fungos nocivos às aves.

– Fornecer ossiba ao pássaro o ano inteiro. Normalmente uma ossiba dura um ano.

Dicas:

– Quando for comprar as sementes, escolha sempre sementes limpas, sem poeira e de boa procedência, cheire e veja se não existem bolores nelas.

– Seu estoque de sementes deve estar sempre em local fresco bem ventilado e livre de umidades.