Como um Coleiro pode superar os 200 cantos!?

fonte: http://www.ocoleiro.com/destaques/torneio-como-um-coleiro-pode-superar-os-200-cantos-tao-facil/

Prezados leitores e amigos! Vamos falar de Torneios de Fibra. Em minhas idas e vindas pelos clubes cariocas e vendo algumas etapas do nosso estadual e o Nacional disputado aqui no RJ sempre vem alguém e me pergunta: Como um Trinca ou Coleiro pode superar os 200 cantos tão fácil!? Será que eles usam algum estimulante na água!? Então trazendo mais uma vez a verdade de uma forma descontraída estaremos hoje no nosso artigo abordando um tema muito polêmico que é o estímulo em aves de torneio.

A preparação de uma ave de torneio já começa no ano anterior fazendo com que essa ave faça a muda na época certa, fazendo com que esteja apta logo nas primeiras etapas o que garante uma enorme vantagem, pois depois tirar a diferença é meio difícil hein!? Essa preparação passa ainda pelos exames rotineiros (parasitológico de fezes) e até mesmo cultura e antibiograma e micoplasmose. Depois disso eu diria que você já pode ir começando a prepará-la para entrar no ritmo de torneio, ok.

Aí me vem a pergunta: Como esse coleiro canta tanto?! Há pássaros que são fenômenos e nasceram para isso. É o Pele das aves e Pele só teve um até agora. Mas o que vocês vêem hoje começou ano passado com uma pequena ajuda do veterinário especializado. A dinâmica de um Torneio é meio complexa e desgastante, então aí vem a nossa primeira preocupação. Alguém já viu atleta sério dormir tarde ou sair em noitadas!? É dedicação exclusiva pensando 24 horas na competição. Assim deve ser com nossas aves. Dormir cedo e em silêncio é fundamental. Dieta equilibrada e poleiros adequados também.

Outro fator interessante é que algumas aves quase não comem no dia do torneio e conseqüentemente o tempo perdido em que estariam comendo estão cantando, aumentando assim sua média final. Tem aves que realmente são muito guerreiras e disputam o tempo todo e quase não comem, mas tem aves que precisam de uma ajudinha para isso. A genética influencia com certeza; umas visitinhas no mato para badernar com ave solta também, mas a ciência explica o resto.

Mas já vi colocarem de tudo na água pensando neste propósito. Já vi usarem uma marca famosa de repositor hidroeletrolico com esse objetivo; só esqueceram de mencionar que ave não sua, ok. Já vi colocarem inúmeros suquinhos no bebedouro. Mas o que surte o efeito tão sonhado e esperado é aumentar a glicose de sua ave naquele momento. Só sentimos fome porque os níveis de glicose no sangue caem e o nosso cérebro avisa que é hora de comer! Então a única forma de fazer com que sua ave não sinta tanta fome é aumentando o nível de glicose circulante naquele momento.. simples né?!

Pensando nesse intuito os açúcares de cadeia curta e fácil digestão seria os mais indicados como os usados para Beija Flor. Mas cuidado, não é toda ave que gosta da água com o produto; por isso façam um teste antes, ok. Essa meus amigos é o único ´´dopping´´ que vocês vão ver ou realizar em uma roda de pássaros, aumentando em média 10% o número de cantos o que pode te render algumas colocações e até mesmo beliscar um Troféu, ok. Não caiam no papo de passarinheiro quando dizem que colocam testosterona na água; injeção de ADE no peito e por aí vai as besteiras propagadas e faladas .. tudo baboseira!

Estou me mudando para uma sede nova, maior, melhor e 24horas. Vem novidade boa por aí. Aguardem. Na próxima edição eu volto com mais um tema polêmico. Deixo o pensamento do dia: “Se respeitar às aves como elas são, você poderá ser mais eficaz ajudando-as a se aperfeiçoarem.” Pense nisso e até a próxima!

Dr. Felipe Victório de Castro Bath

Médico Veterinário CRMV-RJ 8772

Especialista em Biologia, Manejo e Medicina da Conservação dos Animais Selvagens

Mestre em Microbiologia Veterinária pela UFRRJ

MANEJO, APRONTAR O MACHO

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/aprontar-o-macho/

2017013003

Aprontando e enfêmando seu Coleiro
Dicas de Campeões e Especialistas

Para aprontar um coleiro é preciso dedicação, o coleiro não pode estar na época da troca de penas.

– Não deixe o coleiro fazer muda próximo de fêmeas e outros machos que estejam cantando;

– Após a muda, procure deixar o coleiro em local atraente, um local bem aberto e variar de local, para ele não acostumar com o prego (só cantar neste local);

– Dê sempre banho de sol pela manhã;

– Passeie bastante com ele pela manhã (ajudará ele a abrir e cantar em qualquer lugar) ao
chegar em casa coloque-o em um voador, deixando-o durante
todo o dia para o mesmo se exercitar. Repita este procedimento sempre
que puder, durante vários dias; (na verdade o coleiro quando em casa é para ficar no voador, o certo é você ter uma gaiola de passeio “pode ser a de torneio” para leva-lo nela ao sair de casa);

– Quando sentir que o pássaro está aprontando, (cantando com mais
desenvoltura), é a hora de enfemar.


O Coleiro que não aceita fêmea neste ponto deve estar no seu máximo. Lembrando que os maiores campeões da história, tanto o Coleiro Fogo Selvagem quanto o Curió Trovoada foram muito bem manuseados na fêmea ” Muito bem Enfemados “.

Enfemando seu coleiro em um mês.

– Caso o seu coleiro aceite fêmea, procure aproximá-lo da
fêmea, sem se verem, pelo menos durante uma a duas semanas ( 7 a 15 dias ), recomendo 15 dias ( duas semanas );

– Passados os 15 dias,
comece a mostrar a fêmea de vez em quando pela manhã, e deixe passar mais uma semana assim ( 7 dias );

– Passados os 7 dias, deixem eles dormir
próximos um do outro, em um local onde o macho só veja a fêmea pela janelinha da
capa (sem colar a gaiola, pois se a fêmea não aceitar eles podem brigar e o macho pode perder a ordem e tudo ir por água a baixo, tendo de repetir tudo novamente) , afaste eles ao amanhecer do dia seguinte, de forma que ele só ouça o piado da
fêmea durante todo o dia;

– Após esses cuidados, caso deseje participar de rodas, badernas ou torneios, na noite anterior, procure deixar o coleiro dormir ao lado da fêmea, em local
tranquilo, onde ninguém ligue a luz durante a madrugada.

Com o tempo todo este manuseio será fácil, você vai perceber quando a fêmea chama, ele responde e vice versa. Há casos de não aceitação do macho ou da fêmea um pelo outro.

PAROU DE CANTAR?

FONTE: http://www.ocoleiro.com/parou-de-cantar/

2017013001

Coleiros podem, no decorrer da vida, parar de cantar. Isso pode acontecer quando eles ficam doentes, quando ficam tristes, quando não são manuseados o suficiente, quando estão prestes a entrar na muda, quando voltam da muda, quando estão com medo, quando viram ou ouviram outro macho que os intimidou, etc. Acontece muito de um coleiro macho parar de cantar por ter outro macho cantando na mesma casa que ele.

Em primeiro lugar, é necessário lembrar que os Coleiros só cantam bem de Setembro a Março (ou até que sua muda de penas se inicie). Não queira que seu Coleiro cante muito entre Abril e Agosto. Se você forçá-lo (com fêmeas ou com desafios diante de outros coleiros) você pode prejudicar sua recuperação durante os meses de descanso.

Mas há, de fato, alguns macetes para ajudar o Coleiro a cantar com mais vigor. Você terá de descobrir o que vai fazer o seu Coleiro “soltar o canto”. Seguem algumas dicas para recuperar a boa forma do Coleiro:

Banhos de Sol:

Sol pela manhã é uma das coisas que mais alegra os pássaros. Tome cuidado com a exposição excessiva. Sempre deixe uma parte da gaiola que não tome sol, com sombra (pois o pássaro terá onde se abrigar quando sua temperatura subir).

Banheiras com água:

Pássaros também adoram banhos. Isso faz bem para sua higiene e para seu humor. Tome cuidado com Coleiros muito novinhos nos dias de frio. Eles ainda não sabem direito quando podem tomar banho e quando não podem (e o criador terá de ter este discernimento). Cuidado também com o posicionamento da banheira dentro da gaiola (para que ela não fique abaixo de um poleiro). O Coleiro pode fazer suas necessidades na água e depois utilizá-la para beber (o que é muito prejudicial à sua saúde).

Lugares abertos, com barulho de natureza:

Se seu Coleiro fica sempre em casa (sempre no mesmo prego), há chances de que ele esfrie. Coleiros gostam de movimento. Quanto mais você mexer com ele, mais ele vai gostar. Leve-o a praças e lugares abertos, com sons da natureza. Isso vai animar seu pássaro.
Ouvir, à distância, um outro coleiro cantar (ou um CD):

Seu Coleiro pode se animar também quando ouvir outros pássaros cantarem (sejam pássaros de verdade ou sons vindos de um CD). Ele irá se sentir motivado a demarcar seu território (e irá cantar). Caso você utilize um CD, não coloque o volume alto (pois isso pode intimidar o Coleiro).

Ver ou escutar uma fêmea:

Fêmeas são sempre uma boa maneira de mexer com o brio do Coleiro. Preste atenção se seu Coleiro vai gostar de cantar para uma fêmea, pois alguns deles ficam tão assanhados quando vêem uma fêmea que não fazem mais nada (nem cantar). Você terá de descobrir se a fêmea ajuda ou atrapalha o canto do seu Coleiro.

Ficar pendurado em lugares interessantes:

Coleiros gostam de movimento. Por isso, se você colocá-lo isolado em um quarto sem movimentação, talvez ele fique triste. Procure deixá-lo em um lugar onde ele possa ver pessoas e movimentação. Cuidado na hora do repouso. Se seu Coleiro ficar em um lugar onde ele não tenha sossego na hora do repouso (de noite) isso pode prejudicar sua saúde.

MANEJO, O BÁSICO

fonte: http://www.ocoleiro.com/manejo/o-basico/

2017013002

Vale a pena começar o texto do manejo destacando que o que serve para um coleiro pode não servir para outro. As aves são diferentes. Estas orientações são extraídas de sites, livros e experiências de criadores e apreciadores.

Sobre as Gaiolas

A questão das gaiolas é eterna: madeira ou metal?
Objetivamente, vamos levantar as considerações sobre este dilema.

Gaiolas de Madeira:
São mais parecidas com o que o coleiro iria encontrar na natureza. Ela é mais quentinha no inverno e seus poleiros também são parecidos com os galhos das árvores. Há quem também prefira a estética das gaiolas de madeira (há modelos lindos, de mais de R$ 500,00). Sua limpeza é mais complicada, pois há pequenas frestras entre as partes da gaiola, onde podem se instalar pequenos parasitas como os piolhos. Também a madeira tem uma porosidade natural, onde podem se instalar fungos e bactérias.

Gaiolas de Metal:
São mais fáceis de limpar; suas partes podem ser colocadas em cândida ou banho de desinfetante de tempos em tempos, para completa higienzação. Há poucas frestras o que facilita o controle de eventuais insetos e parasitas. Elas são mais frias no inverno, e são diferentes daquilo que o coleiro encontraria normalmente na natureza.

Para a criação (tirar filhotes), sugere-se mesmo os gaiolões de metal. Pois são mais fáceis de limpar (e a higiene é fundamental para o sucesso em tirar filhotes).

Sobre a Alimentação

Como a maioria dos pássaros, o coleiro deve ter o Alpiste como base de sua alimentação. Deve-se também oferecer outras sementes ao passarinho; mas a base é o alpiste. Uma sugestão de mistura é de que haja 50% de Alpiste, 30% de Painço, 10% de Níger e 10% de Senha.

Pode-se oferecer também algumas frutas, legumes e verduras. Sugere-se a laranja, o mamão, o pepino, o milho verde, a chicória, o jiló entre outros. As farinhadas industrializadas (de qualidade) também devem ser dadas aos nossos pequenos amigos.

Sugere-se complementar a alimentação do coleiro com larvas de tenébrio ou de “praga da granja”, que é uma espécie menor de tenébrio. Vale lembrar que há coleiros que não aceitam alimento vivo. Mas estas larvas são fundamentais para quem quer fazer criação, pois a fêmea vai precisar muito deste alimento para tratar dos filhotes.

É sempre bom oferecer areia de minerais ao coleiro. É um produto facilmente encontrado em lojas e sites especializados. A areia ajuda na digestão dos pássaros. Os pássaros não têm dentes, as sementes descem inteiras ao seu aparelho digestivo. Quando eles comem areia, ela entra no aparelho digestivo e fica sendo friccionada contra as sementes, ajudando a triturá-las. Por isso vemos constantemente os pássaros da rua “ciscando” no chão, pegando pequenos grãozinhos de areia. Recomenda-se, também, o chamado “osso de baleia”, que é uma pedra para o coleiro cutucar com o bico e que vai atender às suas necessidades de cálcio.

Por último, é bom administrar complexos vitamínicos para serem usados na água, principalmente na época da muda de penas, em que o coleiro está debilitado. Uma sugestão é o Vitagold; 1 gota no bebedouro de 50ml. Veja aqui tudo sobre a alimentação.

Sobre onde deixar

Os coleiros gostam de ser manuseados. Quanto mais vezes se mexer na gaiola, mais feliz ele vai ficar. Vale lembrar que, mesmo o coleiro gostando de ser movimentado, é necessário que os gestos do tratador sejam sempre delicados e tranqüilos. Nada de movimentos bruscos próximos à gaiola. Isso pode assustar qualquer ave.

O coleiro gosta de trocar de “prego”, portanto, se o criador tiver condição, deve ter vários lugares na casa onde ele possa pendurar o seu coleiro. Quanto maior a diversidade de locais mais acostumado o coleiro vai ficar.

Também é possível notar que os pássaros adoram barulho de água corrente. Basta ligar uma torneira ou o chuveiro que o coleiro já se empolga a cantar. Mas cuidado: deixar o coleiro em lugares com muito barulho podem deixá-lo estressado. Tudo deve ser feito com equilíbrio.

Cuidados Gerais

Há alguns cuidados gerais que devem ser atendidos para que o sucesso seja completo. São eles:

– Não utilizar jornal no fundo da gaiola, pois o jornal é um papel que possui elementos tóxicos. O coleiro não vai morrer por causa disto, mas queremos sempre o melhor para os nossos passarinhos.

– Trocar a água todos os dias. Mesmo quando ela parece estar limpa, é necessário trocá-la, pois evitamos assim de que nosso coleirinho pegue uma doença por algum fungo ou bactéria por bebedouros sujos ou mal lavados.

– Trocar as sementes constantemente, de maneira que elas não fiquem muito tempo no comedouro. Elas podem juntar fungos e ácaros. A melhor alternativa é colocar porções pequenas de maneira a trocá-las todos os dias. Quem tem poucas aves pode trocar as sementes diariamente. Quem tem muitas aves vai encontrar mais dificuldades em fazer a troca diária.

– Nunca deixe alimentos perecíveis passar de um dia para o outro na gaiola. Estes alimentos estragam e podem ser prejudiciais ao coleiro. Sempre que for oferecer frutas e verduras, ofereça pela manhã e já retire ao fim do dia, pois estes alimentos se estragam com muita facilidade.

– Procure estar atento aos poleiros. É muito comum que os pássaros esfreguem bico e olhos nos poleiros, então, os poleiros devem estar sempre higienizados, de maneira que não prejudiquem a saúde da ave. Também é comum ver o coleiro levando alimentos para os poleiros (principalmente pedaços de folhas e frutas). Se estes estiverem sujos, há chances de o coleiro se contaminar com as próprias fezes.

– Coloque, de vez em quando, uma banheirinha com água, para o coleiro se banhar. Todo pássaro gosta de tomar banho. Mesmo no frio, eles precisam da água para o banho (e fique tranquilo, pois o pássaro sabe quando ele pode tomar banho e quando ele não pode).

Atenção: Só coloque a banheira depois que o coleiro for adulto, pois os filhotes são sensíveis e ainda não tem discernimento de saber os dias em que dá pra tomar banho e os dias em que está muito frio. Também não se esqueça de tirar a banheira depois que ele usá-la; pois há o risco de ele beber a água da banheira (que às vezes fica muito suja, até com as próprias fezes do animal).

MANEJO, APRONTAR A FÊMEA

FONTE: http://www.ocoleiro.com/manejo/aprontar-a-femea/

2017013004

Apesar da facilidade de acesso às informações disponíveis na literatura e na internet, da diversidade de acessórios, medicamentos, rações, complexos de vitaminas e aminoácidos, prebióticos e probióticos, e, principalmente, da disponibilidade de matrizes, produtos de muitas gerações reproduzidas em cativeiro, os índices zootécnicos na criação de coleiros apresentam números modestos.

Isso nos parece demonstrar que pouca importância se tem dado à questão da habilidade materna das fêmeas em função da seleção de outras virtudes, como fibra e qualidade de canto. O abuso nos cruzamentos consangüíneos(do mesmo sangue) também colabora para o enfraquecimento fisiológico dos pássaros.

Sabe-se que os criadores amadoristas apresentam, por vezes, resultados muito melhores, principalmente por cuidarem pessoalmente dos pássaros, com a dedicação típica dos apaixonados.

A reprodução de coleiros poderá ser feita em viveiros ou em gaiolas criadeiras. A preferência recai sobre as gaiolas, que permitem um melhor controle da atividade e o emprego de um macho galador para até 6 fêmeas. Assim, um coleiro macho com qualidade superior poderá gerar muitos filhos em uma temporada.

Apesar da reprodução ser possível com machos de 18 meses e fêmeas de um ano, o ideal é empregar fêmeas com dois ou três anos e machos com a definitiva plumagem negra.

O local onde estarão reunidas as gaiolas deverá ser livre de perturbações, com uma temperatura variando de 26 a 33° e umidade relativa entre 50 e 65%. Deverá ser bem iluminado e se possivél receber sol pela manhã – fator importantíssimo.

Nunca esquecer de colocar areia limpa ou grit mineral para as matrizes. Naturalmente apresentamos as condições ideais, o que não significa que alguma variação inviabilize a reprodução de coleiros.

As gaiolas devem estar dispostas em prateleiras, ligeiramente afastadas das paredes e com uma divisória móvel entre elas, para que uma fêmea não veja a outra.

ATENÇÃO

Esse dispositivo deve ser arrumado dois meses antes do inicio da estação reprodutiva, para evitar que as fêmeas estranhem o local. Deve ser ministrado vermífugo para todos os pássaros no inicio de agosto, e repetido 20 dias depois. Não se deve permitir a entrada no criatório de novas aves ou de pessoas estranhas aos pássaros durante o ciclo reprodutivo, que vai de setembro a abril.

Costumo ministrar Protovit Pedriátrico e Avitrin E por 20 dias seguidos, para todos os galadores e fêmeas, durante o mês de agosto.

Durante todo o período reprodutivo, administro, ainda, umas 3 gotas em cada bebedouro, de Cetiva AE por semana, para todo o plantel.

Os coleiros machos galadores devem ser mostrados por alguns momentos para as fêmeas quando se aproxima a estação reprodutiva, para despertar o instinto sexual.

As fêmeas devem ouvir o canto dos machos galadores.

Há machos que não suportam bem a vida nas prateleiras, esfriando e perdendo o interesse por fêmeas.

Esses devem ser mantidos em outro ambiente, sendo trazidos para a prateleira apenas para galar. É desejável, no entanto, que continuem ouvindo as fêmeas e sendo ouvido por elas.

Deve-se observar o máximo de higiene com gaiolas, ninhos e alimentos. Uma boa farinhada deve ser mantida nos comedouros.

NINHOS

No inicio de setembro, os ninhos próprios para coleiros devem ser colocados nas gaiolas das fêmeas. São melhores os confeccionados com bucha vegetal e revestidos com tecido de algodão na fixação à armação de arame, facilmente encontrados em lojas especializadas.

Devem ser instalados no fundo da gaiola, no compartimento oposto ao que será usado para a entrada do galador e em um nível ligeiramente mais baixo que o do poleiro mais alto, para evitar que a fêmea empolere nele para dormir, defecando em seu interior. Embora não seja fundamental, por fora da gaiola pode ser colocada uma proteção que aumente a privacidade da fêmea, melhorando sua sensação de segurança para chocar.

Existem cartões feitos de bucha vegetal vendidos em lojas especializadas. Alguns ramos de vegetais artificiais também podem ser usados. O emprego de bucha vegetal no ninho e na proteção é recomendado por facilitar a circulação de ar, ser lavável e apresentar um aspecto natural. As fêmeas deverão estar com as unhas aparadas, pois unhas compridas podem enroscar na forração do ninho arrastando-a para fora. Também podem ferir filhotes.

Colocar a disposição da fêmea um maço de raízes de capim ou fibras de côco cortado, ou ainda fibras de cizal, para que a fêmea prepare seu ninho para postura.

FÊMEA APRONTANDO

Nota-se que uma fêmea está se aprontando para a reprodução quando ela inicia a organização do seu ninho. Ela limpa o ninho todo, retirando cascas de grãos e algumas fezes secas. Começa a puchar com o bico o material fornecido – capim, cizal ou raiz – e levá-lo para o ninho. Deita-se no ninho, ajeitando o material, rodopiando sobre ele. É o que chamamos vulgarmente de “rodar o ninho”.

Outro sinal importante: neste período, a fêmea aumenta substancialmente o consumo de água, indicando que está na fase que chamamos de início do “cio”. Esse momento é fundamental para o manejo reprodutivo do coleiro.

Deve-se observar a fêmea quando aproximamos o macho galador. O macho estufa as penas e canta para impressionar a fêmea. A fêmea baixa as asas, fecha os olhos e toma uma postura receptiva, em formato de “V”. Esse é o momento em que ela aceitará o macho. Se o momento for perdido, provavelmente teremos uma postura de ovos claros ou brancos.

CUIDADO

Se o macho for colocado antes da fêmea aceitá-lo (ou pedir a gala) é briga certa. Algumas fêmeas mais agressivas podem ser mudadas de ambiente para a gala, pois diminuem o seu instinto territorialista. Fêmeas mais agressivas não devem ser acasaladas com machos inexperientes, pois esses poderão ficar inibidos para a reprodução. Uma forma muito interessante é tentar colocá-los para cruzar pela manhã, bem cedo, quando o dia está clareando.

A GALA

Posicionamos as gaiolas lado a lado, com as janelas dos passadores laterais alinhadas e com a divisória impedindo que o casal se veja. Retiramos a divisória vagarosamente por um momento e observamos a reação da fêmea. Observe que por vezes ela baixa, mas fica observando o macho. É sinal de que ainda não está totalmente receptiva e que poderá atacar o macho. Quando está realmente pronta, ela baixa, levanta bem a cauda, colocando-se em posição de “V”, e costuma fechar os olhos.

Se pedir gala, abrem-se os passadores e permite-se a entrada do macho galador na gaiola da fêmea. Se tudo correr bem a gala é muito rápida. O galador retorna rapidamente para sua gaiola.

Colocamos imediatamente a divisória da gaiola da fêmea, separando o casal. Há necessidade de treinarmos os galadores nesse manejo. Fazemos várias passagens empregando uma gaiola de reprodução vazia para que ele se acostume com dimensões, posições dos poleiros e porta do passador.

Conforme mencionado anteriormente, no amanhecer tem-se o momento mais adequado para a gala. É comum uma fêmea baixar no primeiro dia e só aceitar o macho no segundo.

Algumas fêmeas aceitam a gala mais de uma vez por dia e por dois ou tres dias. Há fêmeas que após serem galadas uma única vez, não aceitam mais o macho.

Alguns machos se permanecerem muito tempo perto de fêmeas no cio perdem o interesse. Melhor levá-los para perto das fêmeas somente para galar.

Somente a observação e o conhecimento do plantel permitirão atender a individualidade de cada pássaro. Procure conhecer seus pássaros registrando anotações de tudo o que for observado.

Machos que não concluíram bem a muda de penas costumam apresentar problemas de fertilidade. Um macho deve cobrir apenas uma fêmea por dia. Normalmente uma cobertura é suficiente para cada postura.

A maioria dos criadores costuma permitir duas galas, em dois dias seguidos ou uma pela manhã e outra à tarde. Não costumamos repetir a gala se a observação mostrou que tudo correu bem.

Costuma acontecer com alguns coleiros machos galadores novos, que ainda estão inexperientes, a galada falsa: eles sobrevoam a fêmea, porém, no momento do “encontro das cloacas”, ou ele ou ela saem antes do tempo, gerando, com isso, ovos brancos colocados pelas fêmeas.

A galada bem feita é aquela em que o coleiro galador, ao final de todo o processo, dá aquela encostada na cloaca da fêmea (o que, vulgarmente, chamamos de “selada”), quando, geralmente, ele projeta o corpo um pouco para trás.

O coleiro galador novo aprende com a prática, aperfeiçoando seu instinto reprodutor. Logo, o ideal é utilizá-lo com fêmeas mais experientes, mais tranquilas, daquelas que costumam pedir gala fácil e, digamos, dão todo o tempo do mundo para eles aprenderem logo.

POSTURA

Dois ou tres dias após a gala tem início a postura. Se a fêmea iniciar o choco após a postura do primeiro ovo devemos remover o ovo com muito cuidado e substituí-lo por um indez de plástico (a venda nas lojas do ramo). O ovo retirado deve ser armazenado em local seco e fresco, sobre sementes de arroz descascado muito limpas, sendo virados duas vezes por dia. Quando a fêmea tiver botado o último ovo recolocamos o que foi retirado, de modo a que todos os filhos nasçam no mesmo dia. A postura normal é de 2 ovos e excepcionalmente 3.

Observar dificuldades com a postura permanecendo em condições de prestar socorro para fêmea com “ovo atravessado”.

É comum uma fêmea botar e não iniciar o choco, ou mesmo largar o choco nos primeiros dias, principalmente se a fêmea for nova.

Nesse caso a solução é a passagem dos ovos para outra fêmea ou mesmo para fêmeas de Manon (são ótimas amas), ou ainda canárias do reino. O uso de chocadeira com viragem automática para ovos de pássaros apresenta bons resultados. O período de incubação varia de 12 a 14 dias, sendo mais comum a eclosão no 14º dia.

NASCIMENTO

Após o nascimento, a fêmea normalmente cuida sozinha dos filhotes, e só devemos intervir se algo de errado estiver acontecendo. No entanto, os filhotes também podem ser mantidos em incubadoras, a uma temperatura de 33 graus, sendo alimentados com papas produzidas pela industria especializada com o auxilio de uma seringa.

Muitos criadores incluem antibióticos na farinhada que alimentará os filhotes para evitar diarréias. Pessoalmente entendo que a manutenção da higidez do plantel e do criatório por si só garantem o sucesso da reprodução.

Há necessidade de muita observação nesse período. Os filhotes não podem passar fome ou frio. Se a fêmea não os estiver alimentando suficientemente, complemente sua dieta com papas e seringa. Nunca sacie totalmente o filhote, pois esse passaria a não pedir comida à mãe, que acabaria por esquecê-lo.

Substitua o ninho por outro higienizado sempre que notar que o atual está comprometido.

ANILHAMENTO

No 5 º ou 6° dia efetua-se o anilhamento. O processo é muito simples. Juntam-se os 3 dedos anteriores e os inserimos grupados através da anilha (pode ser em qualquer das patas). O dedo posterior será dobrado para cima e para traz, alinhado com perna. Há fêmeas que começam a bicar a anilha dos filhotes. Se ocorrer há necessidade de proteção do ninho com tela.
Com 13 ou 14 dias os filhotes deixam o ninho. Poderão ser separados da mãe com 35 ou 40 dias, somente quando já estiverem comendo sozinhos.

Após a saída dos filhotes do ninho, devemos substituir o ninho, pois logo a fêmea reiniciará o processo reprodutivo. Poderá ocorrer de uma fêmea aprontar e pedir gala mesmo enquanto ainda está alimentando os filhotes. Não há inconveniente em que a fêmea continue alimentando os filhotes e chocando a nova ninhada. É preciso muita atenção para não perder o momento indicado para a gala. Os filhotes devem ser separados da mãe no momento da cópula.

O macho e os filhotes não deverão ficar no mesmo compartimento. É possível inserir a grade separadora na gaiola da fêmea, mantendo os filhotes em um lado e a fêmea no outro.
Quando as fêmas estão agressivas com os filhotes, a grade separadoura poderá manter filhotes e fêmea separados. Ainda assim ela continuará a alimentá-los pelos intervalos dos arames.

Ao serem separados da mãe, os filhotes devem ser mantidos juntos por mais um ou dois meses, para que se sintam mais seguros.

O uso de Sementes na Dieta das Aves

Prezados leitores e amigos! Como sempre ao longo destes anos estou de volta! Já digo que estou empolgado hoje e o tema é extremamente polêmico.

Vejo inúmeros criadores repudiarem o uso de sementes e outros que não a trocam por nada. Afinal quem está certo ou errado na história?! Lembro de minha infância quando meu avo tinha algumas aves em casa. Tinha melro, papagaio, cúrio e por aí vai e lembro que eles comiam de tudo menos ração até porque não existiam na época e viviam uma eternidade.. morriam de velhice e as sementes não tinham o menor controle de nada. O que mudou!? Vejo aves morrerem tão jovens..

Existem veterinários que se omitem, tem veterinários patrocinados e tem veterinários como eu que vai pra ´´guerra´´. Eu falo, mas falo consciente e embasado em mais de 8 anos de estudo e se gera o incomodo de grandes pessoas é porque tenho razão nos meus artigos.. então doa a quem doer eu escrevo.

O uso de sementes na alimentação de aves vem de longa data. É uma cultura disseminada e será que está errada há milênios?!

Toda mistura de sementes deve ser limpa e isso se consegue com sopradores que removem as cascas e impurezas. Outro fator seria a qualidade da embalagem que algumas deixam a desejar, mas que de maneira geral são boas. E o principal seria a irradiação UV nestas sementes visando eliminar ou diminuir a carga microbiana.

Ora, mas vocês vão me falar que com o uso de ração sua ave esta livre de toxinas e tal, mas na verdade os riscos são os mesmos. Depende da qualidade dos insumos primários ate porque as toxinas fúngicas em sua maioria não são destruídas com o emprego do calor.

Vejo inúmeros criadores usando adsorventes de micotoxinas livremente pensando que é a melhor coisa do mundo. Mas vou contar uma historinha. O uso de adsorventes e não absorventes como muitos falam deve ser usado com cautela durante um período específico e não como uso rotineiro. Por que disso!? Pelo simples motivo que com o uso contínuo desses fármacos temos o comprometimento da absorção de micronutrientes como zinco, cobalto, selênio, etc.. e aí vem o relato de inúmeros criadores que as aves não aprontam, macho não gala, não enche ovo e por aí os inúmeros problemas reprodutivos. Soma-se a isso o erro crucial de se usar suplementos reprodutivos na água de beber. Nunca vi vitamina gordurosa (Vitamina A, D e E) ser usada na água.. mas enfim.. cada um tem o veterinário que merece. Todo e qualquer suplemento que possua A-D-E deve ser usado na comida apesar da bula muitas vezes dizer ao contrário.

Outro tópico polêmico é que se não consegue equilibrar uma mistura de sementes uma vez que a ave comerá o que ela mais gostar, mas no fundo depende do tempo de exposição e da quantidade administrada por dia. Com certeza a ave come as sementes.

Claro que depende de algumas situações como muda de bico onde ela irá preferir as sementes mais macias e irá se alimentar. E com as rações!? Apesar de cada grão/partícula de ração ser teoricamente igual sempre há desperdício assim como nas sementes e quando a ave esta em muda de bico o que fará?! Ate porque o índice de fibras é mais elevado e a extrusada tem menos teor de água.

Aí decorre em outro problema você vê a ave levar a ração para o pote de água e molhar para amolecer e poder comer; o que suja a água de beber. Lógico que outros fatores a fazem fazer isso como a Pivite que é resultado de uma alimentação dura demais para a ave em questão.. vocês já leram esse artigo aqui.

Outro fato interessante é que a ave realmente come as sementes sem nenhum artifício de fabricação, como o uso de aditivos ou pigmentantes e por fim não há necessidade de conservantes ou estabilizantes ou antioxidantes como temos em algumas extrusadas.

Defendo o uso de sementes. É uma coisa natural. A anatomia do bico da grande maioria das aves foi feito para isso. Basta observar o que essas comem na natureza.

Cúrio, bicudo e coleiro comem sementes por natureza. Trinca ferro, sabia, melro são insetívoros/frugívoros por aptidão. Olha a diferença no bico! O erro no manejo nutricional faz com que surgem problemas de cativeiro como a já falada Pivite.

Então Dr. Felipe toda ave come sementes!? Claro que não.. depende de cada ave e você deve respeitar e conhecer melhor sobre a espécie que possui. O Dr. só usa sementes na dieta das aves?! Também não. Tento mesclar com o uso de extrusadas na medida do possível. Afinal ninguém quer uma ave na gaiola. As pessoas querem super aves de torneio ou super galadores e cantores e confesso que as sementes são pobres em

nutrientes e as extrusadas entram neste sentido de somar forças.

Então por que não usar somente extrusada já que é mais rica em nutrientes e equilibrada!? Justamente pelos motivos apresentados e pelo simples fato da ambiência da ave. A ave não come extrusada na natureza. Então meus amigos tentem equilibrar e usem o bom senso na alimentação de suas aves.

Consulte sempre o seu veterinário especializado. Deixo o pensamento do dia:´´ A duvida é o princípio da sabedoria´´. Pensem nisso e até a próxima.

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Dr. Felipe Victório de Castro Bath

Médico Veterinário CRMV-RJ 8772

Especialista em Biologia, Manejo e Medicina da Conservação dos Animais Selvagens

Mestre em Microbiologia Veterinária pela UFRRJ

fonte: http://www.ocoleiro.com/destaques/o-uso-de-sementes-na-dieta-das-aves/

A Importância do Banho de Sol

O banho de sol tem muitas funções na saúde das aves. O sol é aliado delas para manter a saúde de suas penas e aliviar o desconforto durante a mudança de plumagem. Durante os banhos de sol, as aves limpa-se, auxiliando na dispersão do óleo que todas as aves produzem.

As aves, podem se expor ao sol para secagem das penas após o banho. Atitude que os ajuda a expulsar possíveis parasitas em suas penas e reduz o stress.
Os coleiros gostam de tomar banho de sol, eles abrem as asas, arrepiam as penas para uma melhor absorção do sol e aproveitam o momento para fazer uma “faxina” corporal. Muitas vezes eles limpam suas penas com o bico para remover parasitas e penas velhas.

Uma dica prática seria deixar a gaiola com as aves em um local onde o sol da manhã entre contato com a gaiola por no MÁXIMO uma hora. Se não puder ser pela manhã, o sol do final da tarde é apropriado também. A lógica de exposição ao sol é bem parecida com a dos humanos: evite o sol direto e nas horas mais quentes do dia. Lembre-se que a pele das aves, apesar de protegida por penas é bem fina e delicada.

Atenção: As aves precisam tomar sol durante todas as épocas do ano. Nunca deixe o coleiro exposto no sol forte por muito tempo, pois a ave pode não aquentar o calor e morrer.

fonte: http://www.ocoleiro.com/sem-categoria/teste/

Como adquirir um Coleiro de Torneio

A maneira mais segura de adquirir um coleiro de torneio, ou seja, que cante na cara de outro por muito tempo e não se inibe é em um torneio.

Procure na sua cidade o torneio mais próximo de sua residência e faça uma visita. Há alguns coleiros estreantes na roda que podem ser adquiridos por trocas. Mas calma, não saia adquirindo um coleiro assim, exija saber se ele tem a identificação em dia, se tem a anilha sem adulterações e o mais importante, se a fêmea dele tem registro e se ela está com ele.

Não se iluda com o papo de que o coleiro não tem fêmea, os que dizem que é só esfregar ele com qualquer fêmea, ou até mesmo que ele canta sem fêmea. Todo coleiro bom de roda tem a sua respectiva fêmea, corra deste tipo de balela, procure ir mais de uma vez, observar a ave, a frequência dela na roda, do início ao fim, observar e ter certeza de que você está falando com uma pessoa de caráter, que ela não está ali apenas por dinheiro e tão pouco para mentir pra você.

Há outras maneira é claro, como por exemplo comprar o filho de um campeão em criatórios comerciais ou até mesmo um coleiro que cante bem fora da roda em doação ou trocas com amadores, mas atenção, a primeira maneira é a mais segura e correta, mesmo que um pouco mais cara de você ter um coleiro de roda.

Não existe um coleiro começar a cantar na roda. Todo coleiro bom já nasce com essa pré disposição, observe se o seu já canta sem se inibir para outro, mas saiba que lá não é apenas mais um, são muitos, o ambiente é fechado e as gaiolas ficam praticamente grudadas. Não se faz um coleiro rápido e nem um coleiro de roda, estude bastante e faça testes mas não perca o seu tempo atoa.

fonte: http://www.ocoleiro.com/sem-categoria/como-adquirir-um-coleiro-de-torneio/

Como evitar as doenças mais comuns

Quarentena

Sempre que adquirir uma nova ave, é importante deixar ela em um ambiente diferente e distante das outras aves por 40 dias, para ter certeza que ela não tem alguma doença e que esta doença não será transmitida às demais aves da sua criação.

Os legumes devem ser retirados todos os dias da gaiola, colocando ao amanhecer e retirando à noite antes de guardar as gaiolas, esse procedimento evita a proliferação de fungos, larvas de mosca e apodrecimento das frutas e legumes.

Os poleiros e a banheira devem por lei ficar longe das fezes dos pássaros, é legal reparar se um poleiro abaixo do outro não fica na direção das fezes e se a banheira também não. Em gaiolas pequenas, indica-se colocar a banheira apenas para o banho e retirar logo após. Esse manuseio faz com que as aves evitem de beber ou tomar banho e adquirir a doença transmitida pelas próprias fezes denominada Coccidiose, também confundida como peito seco, mas o peito seco é apenas um dos sintomas desta doença.

O peito seco não é uma doença, mas acontece quando há uma má alimentação devido a pouca variedade de alimentos ricos em carboidratos(energia), é importante tomar cuidado com as misturas que já vem prontas e são vendidas nos petshops, pois algumas possuem sementes que os coleiros não ingerem e como a maioria dos criadores apenas completam o pote ao longo do tempo, neste processo acabam acumulando sementes que não serão ingeridas, então, achamos que o pote está cheio mas as sementes não vão alimentar bem a ave, fazendo com que ela chegue ao estado de peito seco.

Não é comum que as nossas aves tenham piolhos, por isso devemos evitar deixar a gaiola em locais os quais pombos, pardais e rolinhas pousem, pois estes tem piolhos e com certeza o parasita vai se hospedar no seu pássaro. Ao colocar a ave em locais abertos recomendo que seja coberto o teto para evitar esse tipo de contato direto. Para evitar infestações recomenda-se dar banho de sol nas gaiolas e nas aves ao menos uma vez por semana e pingar duas gotas de vinagre de maçã na banheira do banho todos os dias.

É comum que a ave pegue resfriado e que o canto fique grosso(rouco), recomenda-se evitar correntes de ar em dias frios , o tratamento é simples, basta pingar algumas gotas de limão na água.

Quando o bico da ave abre e fecha, é o sintoma de duas possíveis causas, um resfriado em nível avançado ou infestação de ácaros na traquéia. Quando causado por ácaros os pássaros costumam esfregar o bico nos poleiros e abrir e fechar o bico na tentativa de se livrar dos ácaros. Quando é apenas abertura e fechamento do bico e a respiração ofegante, se trata apenas de resfriado, em ambos os casos recomenda-se utilizar o antibiótico da Piu-Sana.

fonte: http://www.ocoleiro.com/destaques/como-evitar-as-doencas-mais-comuns/