TADORNA CANA

fonte: http://www.encantodasaves.com.br/aves.php?c=17&t=tadorna_cana

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DESCRIÇÃO

Tadorna Cana

O shelduck Sul Africano ou shelduck do Cabo (Tadorna cana) é uma espécie de shelduck, um grupo de grandes pássaros como gansos, que são parte da família de aves Anatidae, que também inclui os cisnes, gansos e patos.

Esta é uma ave com 64 cm de comprimento, que se reproduz no sul de África, essencialmente na Namíbia e África do Sul. No inverno do sul, muitas aves movem-se norte-leste da área de reprodução para outros terrenos favoritos, onde ocorrem concentrações bastante significativas.
Esta espécie é essencialmente associada a lagos e rios em campo aberto, reproduzindo-se em buracos mamíferos abandonados, usualmente os do orictéropo.

O shelduck adulto da África do Sul tem um corpo rosado e asas notavelmente marcadas por preto, branco e verde. O macho tem uma cabeça cinzenta, e a fêmea tem uma face branca com coroa preta, nuca e lados dos pescoço.
O shelduck da África do Sul é uma das espécies às quais se aplica o Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Africo-euroasiáticas (AEWA)

O nome de género Tadorna vem de raízes celtas e significa “aves aquáticas malhadas”, essencialmente o mesmo que o “shelduck” inglês.

Gaviotinha Monja

fonte: http://passaros.com/index.php/2013/05/03/gaviotinha-monja/

É um pássaro de cor cinza escuro, com algumas plumas brancas, é caracterizado pelo seu bigode branco de destaque e pele amarela. Mede aproximadamente 40 cm e possui bicos de cores alaranjadas, possui coloração cintilante semelhante a um pombo comum.

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Voa com agilidade sobre os mares que cercam as costas, caçando pequenos peixes que ficam na superfície e também se alimentam de crustáceos e restos de alimentos de leões-marinhos e outros animais. Faz ninho em rochas, falésias e montanhas próximas ao mar, não possui predador direto.

É uma ave marinha que habita a América do Sul. Se encontra em regiões costeiras do Peru e Chile. É a única ave de nome científico Larosterna inca – Inca Tern -, é da família dos Charadriformes.

Ventre-Laranja, Laranjinha, Guarda Marinho

fonte: http://passaros.com/index.php/2013/07/08/ventre-laranja-laranjinha-guarda-marinho/

Com massa corporal de 5 a 8 gramas, LARANJINHA está entre os menores Estrildian achados. Apesar da aparência de colorido, esses pequeninos são tão frágeis, mas estão entre os mais resistentes e mais fácies das raças Africanas.
Não se admira que eles são tão populares e estão na lista dos mais desejados pelos admiradores.
A gama de casa dessa jóia aviária é bastante grande e pode-se encontrá-los em muitas partes da África.
A distribuição dos chamados “LARANJINHAS” vai do Quênia até a África do Sul. Considerando que o LARANJINHA está em casa na parte norte da área de uso das espécies.

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Eles habitam a parte norte da Mauritânia até a Etiópia e sudoeste da Arábia, enquanto a terceira sub-espécie A. s. nietha.., que é praticamente inexistente em cativeiro, ocorre no sul da Angola até a Zâmbia e oeste de Malawi. A distribuição das sub-espécies sobrepõem consideravelmente, pois não existem muitos pássaros nessas zonas de fronteiras que se pareçam de forma intermediária que se possa fazer a identificação e, às vezes, torna-se impossível.

As espécies gostam de terras alagadas e áreas cobertas por gramíneas altas e papiros. Normalmente podem ser encontrados ao longo de rios ou áreas inundadas.

Mas essa espécie não se restringe a essas áreas alagadas, e podem ser encontradas em pastos das planícies superiores, bem como na bordadura das florestas ou no entorno de aglomerações humanas. Surpreendentemente, essa espécie pode ser encontrada a partir das planícies até 2.400 metros de altitude, como no caso da Etiópia.
Esses minúsculos pássaros mostram a enorme flexibilidade em termos de escolha de habitats – um comportamento que se torna fácil para nós oferecermos um ambiente adequado em nossos viveiros.

No campo LARANJINHA se alimenta basicamente de pequenas sementes de gramíneas, que podem ser maduras, mas preferencialmente ainda verdes.

Colahan (1982) enumerou as seguintes plantas como alimento para as espécies: Setaria sphacelata, Rhynchelytrum repens, Digitaria milanjiana, Panicum novenmere e Hyparrhenia cymbaria.S. shacelata, P. novenmere e H. cymbaria também foram encontrados na cultura dos filhotes.

As populações do norte parecem construir seus próprios ninhos, como é costumeiro entre Estrildian. As populações sulinas, no entanto, raramente parecem construir seus ninhos, pois se apossam de ninhos abandonados. Eles restauram um pouco e colocam penas no ninho, de preferência da cor branca.

LARANJINHA chegou cedo na Europa e eram as espécies de aves mais fáceis de se conseguir, pois sempre estavam disponíveis para importação. Assim como em muitos casos, eram pássaros comuns e baratos e criou-se um grande interesse. Agora eles começaram a ficar raros e o preço aumentou. Mas ao contrário de muitas outras espécies, há grandes chances de que conseguiremos manter a espécie em cativeiro, mesmo se não for capturado nenhum pássaro selvagem.

Esses amáveis pássaros estão entre os mais resistentes e duradouros que vem à minha mente. A vida útil de 6 a 7 anos é comum, mas também existem aves antigas, como de 10 e 11 anos e são mais comuns em LARANJINHA que em outro Waxbill que eu conheço. Além disso, alguns pares são muito bons reprodutores. Averiguamos um de nossos pares e este criou 54 filhotes durante um período de 6 anos. Eles foram importados do campo, em fase de penas adultas, quando chegamos a eles.

Apesar do pequeno tamanho das aves, estas não devem ser mantidas em gaiolas pequenas. Eles são muito ativos em lugares apertados. Nossa menor gaiola tem dimensão de 1,2 x 0,6 x 0,6 metros. Um canto da gaiola deve oferece cobertura e proteção em forma de palhetas e alguns arbustos fixados na borda. Essas estruturas ajudam muito na aceleração do processo de se estabelecer em um novo ambiente. É muito importante o espaçamento da tela. Os filhotes podem passar entre os vãos.

Os pássaros utilizam todo o viveiro, escondem-se e procuram abrigo na vegetação densa. Como os seus parentes, LARANJINHAS alimentam-se de comida no chão. Provavelmente só o Quail e Locust passam mais tempo em terra. Os LARANJINHAS lidam bem com as temperaturas que ocorrem no sul da Alemanha, e nós mantemos muitos pássaros em viveiros fora da casa, durante o mês de maio até o fim de setembro (primavera).

Muitas vezes, eles ficaram alojados juntamente com variedades de outros Waxbills e a convivência é boa, tirado o intervalo de construção do ninho, e este foi fortemente defendido, não importando se o intruso fosse o dobro do tamanho do defensor – que foi afugentado.

Durante o período em que não há reprodução, LARANJINHA pode ser mantido com outros pássaros da mesma espécie sem problemas.

A perda de penas, pelo fato de outras aves removerem a pena ou o próprio pássaro remove suas próprias penas, não é um problema quando o viveiro fornece alguma vegetação e locais para esconderijo – quanto mais pássaros, mas vegetação se deve ter.

Esses pássaros nunca serão tão domesticados e mansos como Lavender Waxbills, pois eles tendem a manter distância até mesmo quando o criador põe comida e outros atrativos. Mas eles não são como alguns papagaios, que quase entram em pânico.

Felizmente a nutrição não é um pesadelo. Eles não são exigentes, como outras espécies. Logicamente, como são pequenos não devemos oferecer sementes grandes. As sementes minúsculas ajudam a mantê-los ocupados e em condições saudáveis o corpo. Quando eles são forçados a se alimentar de sementes grandes, muitas vezes têm problemas de saúde.

Os pássaros adoram alguma planta verde brotando e nós semeamos algumas gramíneas em vasos pequenos. Quase todas as aves vão imediatamente procurar as plantas.

Para aumentar a prole, nossos pássaros usam uma quantidade considerável de alimento vivo. A comida favorita deles são pupas de formigas frescas e congeladas. Como nunca temos esse alimento em quantidade suficiente, nós ficamos muitos felizes, pois nossos pássaros aceitam também alguns outros insetos pequenos. Como na maioria das aves que se alimentam de comida no chão, o LARANJINHA aceita melhor os novos alimentos se forem oferecidos no chão do viveiro, ao invés de colocar em recipientes e tigelas.

Portanto, temos algumas bandejas em desenvolvimento em laboratório fotográfico. Nós oferecemos uma mistura de solo com sementes germinadas e insetos vivos, bem como alguns ovos. Evidentemente deve-se mudar a mistura todos os dias e fazer a limpeza da bandeja, antes de colocar o novo solo. Esse método é bem aceito pelos LARANJINHAS, pois eles devem, pelo menos, tentar conseguir o alimento. Com esse método tivemos poucos pares que não tomaram conta de seus filhotes.

Alimentos verdes podem ser oferecidos em grande quantidade sem problemas.
No campo, as diferenças sazonais na disponibilidade de alimentos são grandes, com muita comida de alta qualidade na época de reprodução e pouca comida no período em que não se reproduzem.

Tentamos simular essa sazonalidade uma vez por semana durante a estação não reprodutiva. E durante a reprodução eles receberam todo o alimento. Esse conceito de sazonalidade não só ajuda a manter as aves em boa forma, como também ajuda a sincronizar as aves para a próxima época de reprodução.

Areia, ossos e conchas devem estar disponíveis diariamente, assim como ovos cozidos e cascas esmagadas. Para prevenir a má colocação de ovos, começamos a pulverizar sementes com Nekton MSA à dois meses antes da época de reprodução.

Assim como na comida, os LARANJINHAS não são exigentes na hora de construir o ninho. Eles constroem seus ninhos com matagal denso, bem como caixas artificiais para ninhos. O talento de construção do ninho se difere de indivíduo para indivíduo. Alguns ninhos parecem obra de arquitetura sólida, enquanto que outros se parecem mais com obras modernas, alguns sem tetos, e digamos, bem mal feitos. Essas diferenças são típicas de espécies.

As aves aceitarão capim seco ou fibra de côco como material para a construção do ninho e dentro dele, eles preferem penas brancas. Geralmente o tempo de construção do ninho vai de 2 a 7 dias e o primeiro ovo é colocado antes mesmo do ninho estar pronto. A média de ovos colocados vai de 4 a 6. A incubação leva de 12 a 14 dias. Os filhotes são escuros com penagem amarelada. Quando os primeiros desses capetinhas são manchados no ninho, os pais vão começar a busca por insetos. Nossos pássaros ficaram ocupados por horas cavando na sujeira oferecida nas bandejas. A grande vantagem de oferecer alimentos nessas bandejas é que as sementes permanecem mais tempo vivas e as aves são mantidas ocupadas na busca pelo alimento.

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Como já foi mencionado, tivemos poucos casos em que nossas aves não conseguiram aumentar sua prole – em todos os casos as aves começaram muito cedo com os esforços pela procriação. Nós nunca tivemos que separar um par porque eles não se combinavam. Parece que as aves não são exigentes na escolha de seus companheiros.

Se tudo ocorrer bem, os filhotes irão empenar em torno de 17 a 19 dias após a eclosão do ovo e muitas vezes voltam para o ninho para se empoleirar nos dias seguintes. Duas semanas depois já estão se alimentando por conta própria, mas se o viveiro é grande o suficiente, não há necessidade de separá-los antes de terminar a troca de penas. Com três meses eles são menores que seus pais. A situação é diferente se o casal reprodutor é mantido em gaiola, porque os filhotes curiosos perturbam a mãe na hora de colocar novos ovos.

Nós raramente fomos capazes de manter os filhotes junto dos pais mais do que 2 semanas, pois após esse tempo o filhote já pode sobreviver e não atrapalhará a fêmea na próxima ninhada. Nunca conseguimos mantê-los mais do que 4 semanas.

Eles podem ser pequenos, mas possuem um canto impressionante. Não só o macho, mas os filhotes podem ser facilmente ouvidos quando imploram por algo, com apenas 4 ou 5 dias.

Até chegarem as penas, eles criarão muitos ruídos, mas honestamente, não existe um ruído tão doce do que um LARANJINHA saudável, implorando altamente por algo.

Eu espero que muitos amantes dos LARANJINHAS terão o prazer de ouvir esse doce barulho no futuro.

Dezenas De Pássaros Caem Do Céu, Em Boston, Mortos De Causas Desconhecidas

fonte: http://passaros.com/index.php/2016/09/11/dezenas-de-passaros-caem-do-ceu-em-boston-mortos-de-causas-desconhecidas/

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Mais de 30 das aves morreram misteriosamente recentemente em Boston, nos Estados Unidos. As autoridades estão investigando as possíveis causas.

Um total de 47 gralhas cairam do ceu na cidade de Boston, nesta quinta-feira, 8/9/2016 . A Liga de Resgate de Animais de Boston disse que 32 destas aves morreram no local. As aves restantes estão em “boas condições” e serao enviadas para um centro de vida selvagem.

Os socorristas disseram que também deram “tratamento de emergência” para um gato na cena do crime, mas ele morreu. Outro gato foi encontrado morto nas proximidades.

As autoridades municipais enviaram as gralhas mortas, que são um tipo de ave que viaja em bandos, para ma Universidade para ajudar a determinar a causa da morte. Não está claro se as aves morreram devido a um vírus, algum tipo de poluição ambiental ou envenenamento intencional. Os resultados dos testes são esperados na próxima semana.

Reprodução De Emas Em Cativeiro

fonte: http://passaros.com/index.php/2012/12/27/reproducao-de-emas-em-cativeiro/

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Em cativeiro, o sistema de acasalamento pode ser em grupos de um a dois machos para duas a dez fêmeas ou em colônias de uma ou mais dezenas de animais. As fêmeas põem cerca de 20-25 ovos, no primeiro ano de postura, aumentando com a idade, sendo a média de ovos postos, por ano, na idade adulta aproximadamente 25 ovos (no Brasil) e 45 ovos (na América do Norte). Estes números vêm aumentando nos criadouros mais tecnificados em resposta a um trabalho de seleção genética e a certas práticas de manejo.

As práticas recomendadas para aumentar a postura e o nascimento de filhotes viáveis envolvem o manejo dos animais e dos alimentos, variando com o local (condições climáticas) do criatório e os recursos, bem como as preferências do fazendeiro. Uma das mais importantes é a incubação artificial dos ovos, pois a retirada diária dos ovos do ninho estimula a postura. Outros fatores a serem considerados são a área disponível para os piquetes de reprodução, o número de reprodutores e a dominância ou potência dos machos. Bons resultados têm sido obtidos com a introdução de machos reservas no terço final do período de postura, caracterizado pela redução do número de ovos e da fertilidade. A entrada desses machos no grupo reinicia as disputas pelas fêmeas, estimula sexualmente os animais e tem resultado no prolongamento dos períodos de postura e de nascimento dos pintinhos.

Manejo dos ovos – a coleta dos ovos deve ser feita cuidadosamente e com frequência para evitar contaminação e danos físicos. Deve ser realizada, de preferência, quando a película de mucina que envolve o ovo estiver seca.

Miriam Luz Giannoni, coordenadora do Curso Criação de Ema, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, dá a dica: “Deve-se ter cuidado para não agitar os ovos. Tanto na coleta quanto na incubação, os ovos de ema podem ser colocados na posição horizontal”.

Qualquer ovo que apresente defeito, antes ou durante a incubação, deve ser removido imediatamente. Deve-se ter especial cuidado com a origem dos ovos, pois o manejo inadequado dos ninhos e as falhas no controle sanitário do plantel podem resultar em ovos com altas taxas de contaminação por fungos e bactérias, que, além de reduzir a eclodibilidade (nascimento), resultam em mortes dos filhotes nas primeiras semanas. Os contaminados podem espalhar rapidamente as infecções para outros ovos.

Limpeza dos ovos – Qualquer método de limpeza removerá pelo menos um pouco do filme de mucina protetor, tornando o ovo mais susceptível à contaminação ou infecção durante a incubação. Deve-se avaliar bem a situação antes de se decidir pelo método a ser adotado. A sujeira leve pode ser removida através de limpeza seca com uma lixa fina, tendo cuidado para não esfregar excessivamente os ovos.

Fonte http: www.tecnologiaetreinamento.com.br

O Tráfico De Animais Silvestres E Os Criadouros Da Fauna Brasileira

fonte: http://passaros.com/index.php/category/noticias/criacoes/

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Esse debate, coloca em lados opostos os que lutam bravamente pela conservação das espécies e os românticos adoradores de duendes, que satanizam aqueles que ousam a pensar diferente deles. Esse último grupo tem por hábito se apresentar através de manifestações pessoais carregadas de xiitíssimo fundamentalista e choramingos histéricos. Querem apenas fazer barulho e pouco ou nada tem a contribuir com um tema tão importante. Muito pelo contrário, seus argumentos são frágeis e não resistem a uma mínima avaliação séria.

Os que defendem uma “lista zero”, usam como principal argumento a associação entre os criadores comerciais de fauna e o tráfico de animais silvestres. Nada mais falso. O tráfico de animais silvestres existe desde o descobrimento do Brasil e nunca dependeu do comércio legal para existir, crescer e se manter. Ao contrário: a criação comercial legal oferece ao consumidor uma alternativa à ilegalidade. O fato de existir a possibilidade de um cidadão comprar um papagaio legalmente (o que é o desejo de muitos brasileiros) é uma grande oportunidade de se atingir os que vivem da ilegalidade. Também afirmam que o comércio legal estimula o tráfico por que existem criadores que se utilizam da fachada legal para praticar a ilicitude. De fato, existem criadores mal intencionados. Mas são poucos e precisam ser severamente combatidos. A grande maioria dos mantenedores de fauna silvestre no Brasil é formada por pessoas sérias e comprometidas com a preservação das espécies.

Os defensores da “lista zero” também argumentam que a criação comercial da fauna favorece a disseminação de zoonoses. É um argumento falacioso. A disseminação de zoonoses é resultado direto do comércio ilegal, uma vez que os animais são retirados diretamente da natureza e levados para as casas dos consumidores finais, sem passar por qualquer tipo de controle sanitário. Nos criadouros legalizados, as zoonoses praticamente não existem e os animais possuem severo controle sanitário, já que qualquer doença no plantel pode representar um enorme prejuízo financeiro e até mesmo o fechamento do criadouro em virtude da perda das suas matrizes. Também argumentam os “zeristas” que a criação comercial pode favorecer a introdução de “espécimes invasores” na natureza. Outra inverdade. A introdução de espécies exóticas na natureza ocorre e continua ocorrendo exatamente devido ao tráfico de animais silvestres. Todos os criadouros autorizados tem em seu plano de manejo um sistema de controle de fugas. Além disso, espécies criadas em cativeiro podem ser facilmente controladas com a utilização de sistemas de marcação (microchips) ou, ainda, através da comercialização de espécimes estéreis. E, ao contrário do tráfico de animais, onde as espécies são adquiridas por preços baixos, os animais adquiridos em criadouros representam um investimento por parte do comprador, que terá assim, um maior cuidado com o animal. Alegam ainda os defensores da “lista zero” que os animais mantidos em cativeiro “sofrem”. Mas se esquecem que os criadouros só comercializam espécies nascidas em seus recintos e, portanto, habituadas a essa condição. Sofrimento existe no comércio ilegal, devido aos meios cruéis utilizados na captura, transporte e venda. O sofrimento animal deve ser combatido sempre, porém deve se focar em quem o pratica, para que receba a devida punição.

Por fim, os zeristas afirmam que o comércio de animais silvestres deve ser proibido por que o IBAMA e os demais órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental não são eficientes em seu trabalho. Aqui, se constata um enorme equívoco. A falta de estrutura de fiscalização não deve ser a razão para se proibir a criação comercial. Se assim for, deve-se proibir integralmente a pecuária no Brasil, uma vez que a criação clandestina de porcos, frangos e bois existe exatamente devido a fragilidade de fiscalização nesse setor. Se formos seguir esse raciocínio, vamos proibir todas as atividades das quais o governo tem dificuldade para fiscalizar. Ou seja, vamos fechar o país. E os defensores da “lista zero” vão além: afirmam que a criação comercial da fauna leva a uma redução ou a extinção drástica das espécies. Aqui, talvez influenciados pelos duendes que veneram, cometem um erro primaz e realmente digno de um zero. A “extinção ou redução drástica de espécies” se deve a diversos fatores, como o desmatamento ilegal, o tráfico de animais silvestres, a caça predatória, etc. A criação comercial, ao contrário, beneficia a conservação das espécies, uma vez que, além de diminuir a pressão sobre a fauna nativa, oferecendo ao consumidor animais nascidos em cativeiro, também contribui através da pesquisa (e consequentemente maior conhecimento sobre a nossa biodiversidade) e da disponibilização de espécimes para reintrodução e repovoamento em áreas já degradadas pelo ser humano.

Porém, pior do que argumentos frágeis e desprovidos de respaldo técnico e racional, é o fato de se acreditar que o debate sobre a lista de espécies autorizadas a serem comercializadas pelo IBAMA vá resolver os graves e verdadeiros problemas da nossa biodiversidade. Independente do tamanho que essa lista tiver, seja com nenhuma, poucas ou muitas espécies, nada irá mudar na postura equivocada com que o governo trata a nossa fauna silvestre. A começar pelo excesso de normas, decretos, Instruções Normativas e mais uma infindável coleção de letras mortas que só faz aumentar a burocracia e, consequentemente, facilitar a vida daqueles que, mediante extorsão, vivem de “dar um jeitinho” para o cidadão. A própria “Lista Pet” pode sofrer mudanças a qualquer momento, de acordo com uma Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e isso só aumenta a insegurança jurídica e a instabilidade em nossa política nacional de Meio Ambiente.

Aqueles que realmente se preocupam com a nossa biodiversidade, especialmente pela nossa fauna silvestre, deveriam apoiar as iniciativas que são desenvolvidas pelos criadouros comerciais, científicos e conservacionistas da fauna brasileira. São eles – em sua maioria formada por pessoas abnegadas, que investem seus próprios recursos, sem nenhum incentivo governamental – que dão a verdadeira contribuição para a conservação das nossas espécies nativas. Quem deve ser combatido é o meliante, aquele que vive de explorar ilegalmente os nossos recursos naturais. E bons exemplos para se apoiar a criação comercial não faltam.

No Pantanal brasileiro, até bem pouco tempo atrás, a caça predatória do jacaré (Caiman yacare) era o maior risco sobre esse animal. E foi graças à criação comercial dessa espécie, que essa ameaça se dissipou. Hoje, 51 fazendas pantaneiras criam e exportam a carne e o couro do jacaré manejados em cativeiro. Com isso, o nosso país se tornou o segundo maior exportador mundial, atrás apenas da Colômbia. O resultado: as populações de jacarés na natureza hoje estão livres da ameaça de extinção. E mais, em algumas regiões já está existindo até mesmo excesso de população crocodiliana. O antigo caçador hoje vive legalmente, empregos foram gerados e a economia pantaneira foi potencializada com essa atividade, resultando em conservação da espécie em vida livre. Deve-se lembrar também que só está sendo possível recuperar a população de micos-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) graças à manutenção dos exemplares que estavam em cativeiro, mantidos por criadores conservacionistas e zoológicos. Se não fossem eles, essa espécie já estaria extinta na natureza, assim como ocorreu com a Ararinha azul (Cyanopsitta spixii). Muitos outros bons exemplos existem, como o caso do Pirarucu amazônico, uma espécie também ameaçada. Devido à implantação de projetos destinados a criação, manejo e uso sustentável do Pirarucu, muitas comunidades ribeirinhas tem conseguido aumentar a sua renda e diminuir a pressão sobre essa espécie. Fechar os olhos para essa realidade e desacreditar a criação de espécies silvestres é contribuir para a perpetuação da ilegalidade, da hipocrisia e do pensamento medieval da “intocabilidade ambiental”, que tantos prejuízos econômicos e sociais já provocam em nosso país.

A decisão de possuir ou se alimentar de um animal silvestre deve ser uma opção baseada em princípios pessoais e jamais deve embasar uma política de Estado, pois a realidade brasileira não é a realidade de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. O Brasil é diverso e essa diversidade precisa ser respeitada. Opiniões pessoais, ideologias e princípios religiosos merecem todo o respeito, porém, jamais devem ser argumentos para a construção de uma efetiva, concreta e eficaz politica nacional de conservação da biodiversidade.

Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.

Estadão

Do Requeijao Aos Passaros

fonte: http://passaros.com/index.php/category/noticias/criacoes/

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Seu Moacyr Dias é responsável por uma das coisas indispensáveis no café da manhã brasileiro: o requeijão. Foi ele que inventou a fórmula do tradicional requeijão Poços de Caldas. Quem é um pouquinho mais velho pode se lembrar daquele requeijão cremoso e com a viscosidade perfeita, que se agarrava na faca num estica e puxa quase impossível de se desvencilhar. Na época, seu Moacyr procurava uma fórmula bem brasileira que nos suprisse com algo que não fosse o internacional catupiry, e acabou por encontrar nosso querido requeijão, que é, na humilde opinião desse que escreve, um produto ainda mais delicioso.

Bom, e o que isso tem a ver com pássaros? É que Moacyr, não satisfeito com este feito, depois de se aposentar e vender sua parte de laticínios para a Danone, resolveu abrir um criadouro de aves, que era uma antiga paixão sua. E como não podia ser diferente, esse homem criativo e empreendedor, acabou se tornando um dos maiores, ou talvez o maior, criador de aves legalizadas do Brasil.

O seu criadouro, em Poços de Caldas, é de uma rara beleza. Há mais de 3.000 tipos, muitas delas estrangeiras e exóticas para nós. Não é um zoológico, mas vale a visita. Quem já esteve lá sabe o que é ouvir o canto de tantas aves (recomendo até gravar alguns, com esses gravadores de celular mesmo). Tirar fotos também vale. E, acima de tudo, passar uma ótima tarde em família.

BEIJA-FLOR OU COLIBRI

fonte: http://bibocaambiental.blogspot.com.br/2011/06/beija-flor-ou-colibri.html

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Os beija-flores, guainumbi ou colibris são os menores pássaros do mundo. Ágeis e irrequietos em suas lindas e variadas cores, encantam a todos aqueles que observam as admiráveis coreografias que eles desenham no ar…..

Na língua Tupi Beija-flor é guainumbi (passa depressa). Colibri, é seu nome na língua galibi.

Voando sem parar, em todas as direções, estão sempre à procura do néctar de que se alimentam e para obtê-lo introduzem seu bico longo e fino em cada flor que encontram. A velocidade e a agilidade no voo são, sem dúvida, suas características mais marcantes. Como pequeninos mísseis alados, cortam o ar em manobras inesperadas e parecem nada temer. Suas asas invisíveis, de tão rápidas, permitem grandes façanhas, até mesmo enfrentar pássaros cem vezes maiores. Por isso, são considerados campeões de voo. Sua plumagem colorida e brilhante dá a impressão de mudar de tonalidade a cada instante, originando a grande variedade de denominações que recebem. Alguns colibris são comparados a pedras preciosas, como rubi, safira ou esmeralda; outros têm nomes de contos de fada; há ainda aqueles que lembram corpos celestes, cometas ou raio de sol.
Para atrair os beija-flores e garantir seu alimento, costuma-se colocar nos jardins bebedouros apropriados, porque facilmente esses minúsculos pássaros se aproximam dos locais floridos, sem temer a presença de estranhos: voam sobre a cabeça das pessoas e às vezes pairam no ar como se as estivessem observando. Parecem mesmo gostar de exibir sua agilidade e beleza. Em geral, esses pássaros são diminutos. O menor deles é o beija-flor-abelha, encontrado em Cuba. Mede cerca de 5cm de comprimento, sendo que a metade deste tamanho corresponde ao bico e à cauda, e pesam em média 6gr. Existem também beija-flores maiores, embora sejam exceção. O beija-flor-gigante, por exemplo, que vive na América do Sul e chega a medir 20cm de comprimento. Pertencentes a uma das maiores famílias de pássaros, as inúmeras espécies de beija-flores apresentam uma grande variedade de cores, tamanhos, tipos de plumagem e formatos de bico. Existem beija-flores nas três Américas, tanto nas montanhas frias do Alasca como na florestas tropicais do hemisfério sul. Agitados, independentes e espertos, esses graciosos bichinhos se aclimatam a qualquer temperatura ou tipo de vegetação. E em todo o mundo, seja qual for sua espécie, o beija-flor é admirado como o pássaro mais delicado e encantador.

O MINÚSCULO CORPO
O beija-flor apresenta aspectos bastantes originais. O desenho peculiar de suas asas, aliado aos poderosos músculos que as movimentam, fazem dele um dos mais exímios voadores. Em pleno ar, o beija-flor executa verdadeiros malabarismos, impossíveis a qualquer outro pássaro. As penas do beija-flor brilham como diamantes e, com seus movimentos rápidos, parecem mudar de cor a cada momento. Seu bico mais se assemelha a uma espada fina e comprida, e sua língua é ainda duas vezes mais longa. Cada uma dessas características faz do beija-flor um pássaro muito original. As asas do beija-flor se movimentam em todas as direções. Isso porque seus ossos são diferentes dos que compõem as asas das outras aves. Estas têm ossos longos, enquanto que as asas do beija-flor têm ossos curtos e flexíveis. O esqueleto do beija-flor parece um delicado brinquedo feito de palitos de fósforo, mas tem uma estrutura surpreendentemente forte. O osso maior é o do peito, que sustenta os poderosos músculos que impulsionam o voo. Mais de um terço do peso de um beija-flor corresponde aos músculos peitorais, o maior conjunto de músculos que o pássaro possui e que é responsável pela força de seu esplêndido vôo. Para retirar o néctar do interior das flores, o beija-flor usa seu longo bico e sua língua, cuja extremidade é dividida em duas partes recobertas de minúsculos pêlos.

A GRANDE VARIEDADE
Constitui uma riqueza do mundo animal. Com mais de trezentas espécies conhecidas, estes minúsculos animais formam uma das maiores famílias de pássaros do mundo. O beija-flor tem sua origem na América do Sul, de onde se espalhou para o resto do continente. Pode ser encontrado tanto nas florestas tropicais como nos desertos, montanhas e planícies, adaptando-se a todo tipo de clima. Algumas espécies vivem nas regiões frias do norte do Alasca, enquanto outras se dão bem nas condições ambientais do extremo sul da América. Em qualquer recanto onde houver flores se abrindo, aparecem essas pequeninas criaturas para visitá-las e retirar seu mel. E como que para competir com a imensa variedade de colorido das flores, os colibris apresentam plumagens com um largo espectro de matizes, além de todo tipo de caudas e topetes.

SÃO GRANDES COMILÕES

Embora sejam muito pequenos, eles gastam uma grande quantidade de energia porque estão sempre em movimento: suas asas, por exemplo, são as mais rápidas, com cerca de setenta batidas por segundo. Para repor essas forças, eles estão sempre sugando as flores. O alimento em tal quantidade deve ser digerido rapidamente, por isso sua dieta consiste sobretudo de açúcar, que logo é transformado em energia. Esse combustível é encontrado nas várias espécies de flores. As proteínas necessárias para fortalecer seus músculos são fornecidas pelos insetos que os beija-flores apanham. Assim, o total de alimentos que eles consomem é muito grande em relação a seu peso e tamanho. Basta lembrar que, se um homem de 75kg gastasse energia na mesma proporção, por exemplo, do beija-flor-de-pescoço-vermelho (Archilocus colubris), teria de ingerir diariamente cerca de 150kg batata. Para saciar seu grande apetite, algumas espécies de beija-flores visitam por dia cerca de 1500 flores. Embora a principal fonte de alimento desses pássaros sejam as flores, eles não dispensam o açúcar encontrado nas frutas suculentas. Enquanto o beija-flor está ocupado em obter o néctar, ele carrega o pólen de uma flor para outra, ajudando no processo de fecundação das flores. Assim eles mantém uma simbiose com as plantas.

VOO

Nenhum outro pássaro se compara aos beija-flores. Eles se lançam como uma flecha para a frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo; podem dar marcha a ré ou ficar parados no ar batendo as asas com incrível rapidez. Nesse movimento elas ficam quase invisíveis, mas chegando bem perto é possível ouvir seu zumbido. Em poucos segundos eles já estão longe, sem que os olhos possam perceber. Na época do acasalamento, os colibris costumam fazer o voo nupcial, cujo trajeto varia de acordo com a espécie. Para levantar voo, o beija-flor não precisa dar impulso com os pés, como os outros pássaros. Apenas bate as asas, alcançando a velocidade máxima quase imediatamente.

A VIDA DO BEIJA-FLOR
É muito agitada. Apesar do seu tamanho, ele costuma gastar num só dia mais energia do que qualquer outro animal de sangue quente. Grande parte do dia ele passa procurando flores para sugar seu néctar. Mas o beija-flor também gasta seu tempo em outras atividades, como tomar banho, por exemplo. Chapinhando em alguma fonte ou corrente d’água, sempre encontra maneiras variadas e criativas de tomar seu banho diário. Muitos independentes, os beija-flores costumam comer, banhar-se ou descansar sempre sozinhos. Juntos, passam a maior parte do tempo brigando ou perseguindo um ao outro, a não ser na época de acasalamento. Seu namoro é breve e com bonitos torneios de voo.

AS FÊMEAS

Têm muito trabalho porque não contam com a ajuda dos machos. São elas que constroem os ninhos, chocam os ovos e protegem os filhotes. Apesar de minúsculos, os ninhos são muito bonitos. E, por incrível que pareça, esse pequeno e frágil abrigo resiste ao vento, às chuvas e ao crescimento dos filhotes. Na verdade, os beija-flores são hábeis construtores –além de interessantes, seus ninhos são muito confortáveis. E para sorte das fêmeas, os filhotes crescem muito rápido. Nascem menores que uma mamangaba, mas, deixam o ninho poucas semanas depois. Depois de construir o ninho com grama, folhas, flores, pétalas e musgo, o beija-flor fixa isso tudo com o fio viscoso da teia de aranha, deixando o abrigo bastante firme. Geralmente, os beija-flores botam apenas dois ovos. Seus ninhos não comportam mais, e a fêmea não consegue alimentar mais que dois filhotes. Ao nascer, o beija-flor não tem penas nem enxerga. A mãe alimenta os filhotes colocando em sua garganta o bico cheio de néctar. Na maioria das vezes, os filhotes abrem os olhos com 3 ou 4 dias. Então, já observam ansiosos a mãe, que chega para alimentá-los. No início, a fêmea protege seus filhotes com as asas, mantendo-os bem aquecidos. Mas como são incrivelmente resistentes, depois da primeira semana já estão prontos para se aquecer sozinhos no ninho aconchegante. Com duas semanas de idade, a maioria dos beija-flores já tem os olhos brilhantes e atentos, e o corpo coberto de penas. Às vezes, se levantam no ninho e batem as asas – exercícios importantes para desenvolver os músculos. Com 3 ou 4 semanas, o pequeno beija-flor já está pronto para deixar o ninho e começa a dominar o voo com rapidez e facilidade. Mas ainda tem dificuldade para se alimentar sozinho: nesta fase de treinamento, coloca o bico em objetos coloridos julgando serem flores.

O FUTURO

Dos beija-flores está diretamente ligado à preservação da flora terrestre, sobretudo das árvores e arbustos que têm florescência abundante. Facilmente adaptáveis a qualquer ambiente, os beija-flores, na verdade, não exigem muito para sobreviver: constroem seus ninhos em todo tipo de árvore e podem encontrar alimento nas flores em geral, encontradas em diversos lugares, como jardins, hortas e parques. Além disso, não temem as pessoas e vivem nas cidades sem dificuldade. Mesmo assim, o crescimento acelerado da população e a destruição de muitas espécies de plantas nativas podem constituir um grave problema para esses pássaros: muitas vezes começam a faltar-lhes locais apropriados para construir seus ninhos ou onde possam encontrar alimento adequado. É praticamente impossível acreditar que alguém seja capaz de perseguir ou matar beija-flores. Muitos, no entanto, fazem isso sem perceber, ao derrubar matas ou eliminar famílias inteiras de plantas e flores. Tendo mais consciência da necessidade de maior equilíbrio entre a vida das plantas, dos animais e dos homens, pode-se evitar muitos danos à natureza, da qual dependemos e fazemos parte. Ao se preservar as centenas de espécies de beija-flores conhecidas, estaremos, no mínimo, assegurando uma vida mais colorida e alegre, e nosso mundo será melhor e mais bonito.

Fonte: revista O REINO ANIMAL, Editora Nova Cultural Ltda.2016110301