Saiba Tudo Sobre o Pardal

fonte: http://passarossilvestres.com/pardal/

O Pardal possui o nome científico de Passer domesticus. É uma ave oriunda da Europa e da Ásia, que foi introduzida no Brasil em 1906 para controle biológico de insetos. É atualmente a espécie de ave com maior distribuição geográfica no mundo. Pássaros desta espécie são encontrados em habitats abertos, sendo geralmente em qualquer parte da zona urbana, tanto em grandes metrópoles como em lugarejos. Nas cidades, essas aves se reúnem ao entardecer em bandos muito barulhentos, que não se aquietam até que a noite chegue.

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Quando adultos possuem cerca de 15cm de comprimento. Os machos apresentam duas plumagens: na primavera apresentam cor cinza na parte superior da cabeça e na fronte; cor preta na garganta; cor marrom com riscos pretos nas asas e região das costas; cor cinza claro ou branca no rosto, peito e abdômen. As penas coberteiras e as penas maiores das asas da ave apresentam cor preta no centro e as pontas são em tons queimados. O bico é preto e os pés são rosados. Durante o outono a plumagem é discreta, os machos adultos apresentam cor preta na região que se estende entre o olho e a base do bico; a garganta possui uma coloração desbotada e abaixo do bico é preto com amarelo.

Já as fêmeas apresentam cor acinzentada no topo da cabeça; marrom na região entre o olho e a base do bico, fronte e bochechas; e uma lista clara acima dos olhos. As penas maiores das asas e a região dorsal são similares às dos machos. Os filhotes apresentam características semelhantes às das fêmeas. O feminino de pardal é pardaloca, pardaleja ou pardoca.

Alimentação do Pardal

Se alimentam principalmente de sementes, como sementes de capins, painço e alpiste, embora também consumam pequenos insetos, especialmente no período de reprodução. Alimenta-se de restos de comida como arroz, migalhas de pão, biscoito, fubá e quirela. Também come flores, brotos de árvores, e frutas, como mamão, banana, maçã e acerola.

Pardal-Fêmea

Reprodução do Pardal

Pardais formam pares monogâmicos para cada estação de procriação. Esta espécie constrói seu ninho no período de fevereiro a maio. Normalmente depende do pássaro, da disponibilidade de materiais e do local do ninho para que este seja resistente e organizado. Normalmente ele é feito em um arbusto ou árvore, em buracos de barrancos, em um edifício, no telhado de uma casa, no poste de iluminação, ou até mesmo no ninho de outras espécies. Os materiais utilizados na construção dos ninhos são vegetação seca, penas, cordas e papel. Com o território estabelecido, o macho chama uma fêmea que esteja próxima. Enquanto mostra-lhe a casa, ele eriça a penugem negra do pescoço. Se ficar satisfeita, a fêmea entra no ninho e a família está constituída. Bota até oito ovos de cor cinza e são incubados por ambos os pais, normalmente por 12 a 14 dias, mas pode chegar até a 24 dias, dependendo da temperatura do ambiente. Os filhotes são alimentados e começam a sair do ninho com cerca de 15 dias de idade, quando passam a receber uma dieta vegetariana, retornando frequentemente ao ninho para dormir por mais alguns dias.

Predadores do Pardal

Muitos falcões, gaviões, tucanos e corujas caçam e se alimentam de Pardais. Outros predadores conhecidos que se alimentam dos filhotes e ovos incluem gatos, cachorros e serpentes. Algumas pessoas também se alimentam também desta ave.

Criação de Periquitos

fonte: https://www.mundodosanimais.pt/aves/criacao-de-periquitos/

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De algum modo os criadores de aves ou de outros animais são de um modo geral discriminados, por experiência própria sei que há muitos activistas que não gostam que usemos animais para exploração e lucro, mas nós criadores gostamos de aves, tentamos ao máximo que qualquer casal reprodutor ou cria tenham as melhores condições de vida, claro que também sabemos que não é a mesma coisa que estarem livres na Natureza.
É muito importante que se mantenham criadores de aves pois, se pensarmos bem, existem dezenas senão centenas de animais em vias de extinção e se por algum motivo acelerar a extinção de uma espécie de ave, esta existirá em cativeiro para reprodução e repovoamento do local da extinção.

Um criador como eu tem uma sensação de grande felicidade quando vemos num dos ninhos aves recém nascidas. Essa sensação torna o nosso trabalho recompensado.
Sou um criador com 17 anos que tem um sonho; sonho
com um dia poder construir um park de reprodução e reabilitação de aves, em vias de extinção, doentes, abandonadas, etc. …

Sou criador federado na Associação Amiaves de Vale Figueira, Stam nº CZ37, crio Canários de cor vermelhos, hibridação de Canária (vermelha e amarela) com Pintassilgo, Roseicollers, Caturras, Periquitos australianos, Pardais de java, Rolas Diamante e Diamantes Mandarim. Vou aumentando o plantel de criações assim que o orçamento for dando.

Vou começar por vos falar do Periquito, fazer uma breve descrição ao Periquito australiano ou Periquito comum, Melopsittacus undulatus que pertence há família dos Psitacideos ou mais conhecidos por aves de bico curvo.
Esta ave em estado natural é verde, existem mais cores mas são fruto do trabalho de criadores que fizeram mutações das várias cores existentes. É uma ave pequena que vai dos 15 aos 20 centímetros de envergadura, sendo os maiores já considerados outra mutação que é o Periquito Inglês; tem uma esperança de vida entre os 10 e os 15 anos, a sua alimentação é essencialmente sementes que se compram numa loja da especialidade mas podemos e devemos completa-la com verduras como chicória e espinafres, e fruta como bananas e laranjas, e pontualmente maçã mas sem a parte do caroço pois é nocivo para a pequena ave; algumas vitaminas que completam a alimentação, e um pouco de casca de ostra ou osso de choco para dar cálcio e manter o bico saudável.

No caso do alojamento de um só ave, uma gaiola com 70 x 40 x 40 centímetros chega perfeitamente. Se quisermos criar um casal esta gaiola não será o mais indicado, pois é pequena e apertada. Eu opto por criar em viveiro comunitário, é mais natural.

Cada fêmea põe até 6 ovos e choca durante 18 a 22 dias. Para quem está a iniciar não deve manusear os ovos ou ir muitas vezes aos ninhos. Deixem acontecer naturalmente e nunca deixem acabar a comida e a água para umas boas criações.

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Bicudo: Guia Completo de Criação e Reprodução Com Fotos

fonte: http://bicudo.net/

O pássaro Bicudo, que tem o nome científico de Oryzoborus maximiliani, também conhecido como Bicudo do Norte, Bicudo Preto e Bicudo Verdadeiro, é um pássaro muito popular entre os criadores Brasileiros devido ao seu belo canto. Na natureza tornou-se uma espécie muito rara de ser encontrada, sendo considerada em estado critico pelo IBAMA. Muito disso é culpa dos traficantes de animais, que acabam buscando os pássaros para vender no comércio ilegal, uma vez que o Bicudo atinge altos preços. A criação de Bicudo em cativeiro, regulamentada pelo IBAMA, é uma das melhores formas de evitar este comercio ilegal e preservar os pássaros. Outra causa da diminuição da quantidade de Bicudos na natureza são os agrotóxicos usados nas plantações de arroz, que é um dos alimentos preferidos deste pássaro. É um pássaro que na natureza tem preferência por ficar próximo de locais que tenham uma vasta quantidade de água e capim, cujas sementes compõem sua alimentação básica.

Bicudo-Guia-Completo-de-Criação-e-Reprodução-Com-Fotos

O Bicudo mede cerca de 15cm de comprimento, a plumagem dos machos é muito brilhante, sendo praticamente toda negra, e com reflexos verdes e azuis, dependendo da luz. Eles têm uma pequena mancha branca nas asas, que dá um grande contraste com as demais penas. A parte de baixo das asas também possui algumas nuances de branco. As fêmeas de Bicudo são pardas, assim como os filhotes, sendo mais escuras no dorso. Os machos começam a ficar com as penas de adulto com cerca de 12 meses de vida. A grande característica, e que dá o nome para está espécie, é o seu grande bico, que é desproporcional em relação a cabeça, por ser muito alto e grosso. O bico da maioria dos Bicudos é branco ou manchado, exceto os da subespécie Astrirostris, que são totalmente pretos.

O canto do Bicudo lembra o som de uma flauta, sendo melódico e complexo. É importante lembrar que ocorrem variações regionais no canto e também de pássaro para pássaro. Eles também costumam cantar para disputar territórios e para ganhar a simpatia das fêmeas no período reprodutivo. Ao cantar, eles ficam eretos, com o peito empinado e a cauda apontada para baixo, mostrando ser valente e estar disposto a defender seu território.